quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MITOLOGIA: PERSEU e MEDUSA

Homenagem a Perseu


De acordo com o estudioso alexandrino Apolodoro, Perseu, o lendário fundador de Micenas, nunca teria nascido se seu avô tivesse conseguido seu intento. Acrísio, rei de Argos, era pai de uma linda filha, Dânae, mas estava desapontado por não ter um filho. Quando consultou o oráculo sobre a ausência de um herdeiro homem, recebeu a informação que não geraria um filho, mas com o passar do tempo teria um neto, cujo destino era matar o avô. Acrísio tomou medidas extremas para fugir deste destino. Trancou Dânae no topo de uma torre de bronze, e lá permaneceu numa total reclusão até o dia em que foi visitada por Zeus na forma de uma chuva de ouro; assim deu à luz a Perseu. Acrísio ficou furioso, mas ainda achava que seu destino poderia ser evitado. Fez seu carpinteiro construir uma grande arca, dentro da qual Dânae foi forçada a entrar com seu bebê, sendo levados para o mar. Entretanto, conseguiram sobreviver às ondas, e após uma cansativa jornada a arca foi jogada nas praias de Sérifo, uma das ilhas das Ciclades. Dânae e Perseu foram encontrados e cuidados por um honesto pescador, Dictis, irmão do menos escrupuloso rei de Sérifo, Polidectes.

Com o passar do tempo, Polidectes apaixonou-se por Dânae, mas enquanto crescia Perseu protegeu ciumentamente sua mãe dos indesejados avanços do rei. Um dia, durante um banquete, Polidectes perguntou a seus convidados que presente cada um estava preparado a oferecer-lhe. Todos os outros prometeram cavalos, mas Perseu ofereceu-se a trazer a cabeça da górgone. Quando Polidectes o fez cumprir sua palavra, Perseu foi forçado a honrar sua oferta. As górgones eram em número de três, monstruosas criaturas aladas com cabelos de serpentes; duas eram imortais mas a terceira, Medusa, era mortal e assim potencialmente vulnerável; a dificuldade era que qualquer um que a olhasse se transformaria em pedra. Felizmente, Hermes veio em sua ajuda, e mostrou a Perseu o caminho das Gréias, três velhas irmãs que compartilhavam um olho e um dente entre si. Instruído por Hermes, Perseu conseguiu se apoderar do olho e do dente, recusando-se a devolvê-los até que as Gréias mostrassem o caminho até as Ninfas, que lhe forneceriam os equipamentos que necessitava para lidar com Medusa. As Ninfas prestimosamente forneceram uma capa de escuridão que permitiria a Perseu pegar a Medusa de surpresa, botas aladas para facilitar sua fuga e uma bolsa especial para colocar a cabeça imediatamente após a ter decepado. Hermes sacou uma faca em forma de foice, e assim Perseu seguiu completamente equipado para encontrar Medusa. Com a ajuda de Atena, que segurou um espelho de bronze no qual podia ver a imagem da górgone, ao invés de olhar diretamente para sua terrível face, conseguiu finalmente despachá-la. Acomodando a cabeça de modo seguro na sua bolsa, retornou rapidamente a Sérifo, auxiliado por suas botas aladas.




Ao sobrevoar a costa da Etiópia, Perseu viu abaixo uma linda princesa atada numa rocha. Esta era Andrômeda, cuja fútil mãe Cassiopéia tinha incorrido na ira de Posídon ao espalhar que era mais bonita do que as filhas do deus do mar Nereu. Para puni-la, Posídon enviou um monstro marinho para devastar o reino; apenas poderia ser parado se recebesse a oferenda da filha da rainha, Andrômeda, que foi assim colocada na orla marítima para esperar o terrível destino. Perseu apaixonou-se imediatamente, matou o monstro marinho e libertou a princesa. Os pais dela, em júbilo, ofereceram Andrômeda como esposa a Perseu, e os dois seguiram na jornada para Sérifo. Polidectes não acreditava que Perseu pudesse retornar, e deve ter sido bastante gratificante para Perseu observar o tirano ficar lentamente petrificado sob o olhar da cabeça da górgone. Perseu deu então a cabeça a Atena, que a fixou como um emblema no centro de seu protetor peitoral.

Perseu, Dânae e Andrômeda seguiram então juntos para Argos, onde esperavam se reconciliar com o velho rei Acrísio. Mas quando Acrísio soube desta vinda, fugiu da presença ameaçadora de seu neto, indo para a Tessália, onde, não conhecendo um ao outro, Acrísio e Perseu acabaram se encontrando nos jogos fúnebres do rei de Larissa. Aqui a previsão do oráculo que Acrísio temia se realizou, pois Perseu atirou um disco, o qual se desviou do curso e atingiu Acrísio enquanto estava entre os espectadores, matando-o instantaneamente.


Perseu vence Medusa


Perseu com sensibilidade decidiu que não seria muito popular voltar a Argos e reivindicar o trono de Acrísio logo após tê-lo morto; assim, ao invés, fez uma troca de reinos com seu primo Megapentes. Megapentes se dirigiu a Argos enquanto Perseu governou Tirinto, onde é considerado como responsável pelas fortificações de Midéia e Micenas.


Mapa da Grécia Mecênica




Fontes
Google Imagens

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SAMBA DA BENÇÃO

De Vinicius de Moraes

Samba da Benção

É melhor ser alegre
Que ser triste
Alegria é a melhor
Coisa que existe
É assim como a luz
No coração...

Mas prá fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba
Não!...

Fazer samba não é
Contar piada
E quem faz samba assim
Não é de nada
O bom samba é uma forma
De oração...

Porque o samba é a tristeza
Que balança
E a tristeza tem sempre
Uma esperança
A tristeza tem sempre
Uma esperança
De um dia não ser mais triste
Não!...

Põe um pouco de amor
Numa cadência
E vai ver que ninguém
No mundo vence
A beleza que tem um samba
Não!...

Porque o samba nasceu
Lá na Bahia
E se hoje ele é branco
Na poesia
Se hoje ele é branco
Na poesia
Ele é negro demais
No coração...

É melhor ser alegre
Que ser triste
Alegria é a melhor
Coisa que existe
É assim como a luz
No coração...

Põe um pouco de amor
Numa cadência
E vai ver que ninguém
No mundo vence
A beleza que tem um samba
Não!...

Porque o samba nasceu
Lá na Bahia
E se hoje ele é branco
Na poesia
Se hoje ele é branco
Na poesia
Ele é negro demais
No coração...



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

PACIÊNCIA

Paciência

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma.
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa.
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal.
E a loucura finge
Que isso tudo é normal.
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz.
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós.
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara.
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma.
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma.
Eu sei, a vida não pára.
A vida não pára, a vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara.
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma.
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma.
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára, a vida não para não...

A vida não pára!...
A vida é tão rara!...

Lenine


EU SOU O CLIENTE...

Satisfação do cliente


"Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou???

EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA !!!

Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.
Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA".

"CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR."


Discurso de Sam Walton, fundador do WALMART, fazendo a abertura de um programa de treinamento para seus funcionários.




Fonte
Google Imagens

sábado, 18 de fevereiro de 2012

CARNAVAL




Carnaval de Veneza



O Carnaval na Época do Renascimento e tempos modernos

Na modernidade o carnaval perde suas características originais e deixa de ser uma festa com outros propósitos a não ser o da diversão. (vide no final deste texto que algo parecido ocorre com a data do Natal – 25 de dezembro)
Introduzido pelo papa Paulo II, o baile de máscaras começou a fazer sucesso nos séculos XV e XVI, na Itália e também na França, onde sobreviveu durante a revolução francesa e depois dela, com um período de renascimento entre 1830 e 1850. Ainda no século XIX, em Londres, ficou famoso o baile promovido pelo Instituto Real de Pintores e Aquarelistas em 1884, quando os artistas ingleses se fantasiaram com máscaras dos mestres do passado ou de príncipes e monarcas amigos.
O carnaval transformou-se, assim, numa celebração ordeira de caráter artístico, com bailes e desfiles alegóricos, forma que iria aos poucos desaparecer na Europa, entre o final do século XIX e início do século XX. Essas características, no entanto, sobreviveram em carnavais de algumas cidades européias, entre as quais Munique e Nice.
Como vemos o Carnaval teve uma origem paga, mas com o passar do tempo foi adquirindo outros propósitos e hoje a grande maioria dos foliões só vêem no Carnaval uma festa popular para brincar, pular e se divertir.








O Carnaval no Brasil

O entrudo(1) português constituiu, no Brasil colonial e monárquico, a forma mais comum de brincar o carnaval. Consistia num folguedo violento: eram atiradas sobre as pessoas água, farinha, cal e outras substâncias que molhavam e sujavam o transeunte. Proibido no Rio de Janeiro pelo prefeito Pereira Passos, em 1904, e alvo de protestos na imprensa, o entrudo civilizou-se progressivamente até o aparecimento de outros instrumentos de brincadeiras: o confete, a serpentina e o lança-perfume.





Baile de máscaras 

Sociedades carnavalescas
O carnaval como em qualquer outra atividade popular há e houve organizações com objetivos mais nobres.
As grandes sociedades que apareceram na segunda metade do século XIX não se limitavam aos desfiles carnavalescos. Seu prestígio se apoiava também em atividades sociais e políticas. Os integrantes das sociedades eram cidadãos participantes da vida nacional, abolicionistas e republicanos, e os grandes clubes funcionavam também comosociedades literárias e musicais. Nos chamados carros de crítica, tomavam posição contra abusos e erros das autoridades ou a propósito de questões em que a coletividade estivesse empenhada.

O fato é que hoje as pessoas que brincam nas ruas, vão para os blocos de carnaval, para clubes com seus filhos, vão à Passarela do Samba assistir aos desfiles das suas “escolas” e tantas outras festividades; essas pessoas não têm nenhuma ideia da origem e da história do Carnaval.

Carnaval carioca

Para quem gosta, se divirta no carnaval, nos blocos, atrás dos trios elétricos e em festas de ruas, clubes, com a vizinhança, com os amigos, sozinho... o que importante que se divirta com responsabilidade.

Bonecos de Olinda

Fontes
Google Imagens

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

FOTOS EM PRETO E BRANCO

Belas fotos em preto e branco da internet











Não conheço o(s) autor(es) dessas fotos, quem souber me avise para dar referências. 

Obrigado.

André 


Fonte
Google Imagens

domingo, 12 de fevereiro de 2012

"PÁTRIA MADRASTA VIL"


REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO
DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES



Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para
Professores. Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras
simples para formar belas frases.


Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'


Por Clarice Zeitel Vianna Silva


UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ



'Pátria Madrasta Vil'

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência...
Exagero de escassez... Contraditórios? Então aí está! O novo nome do
nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a
abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de
responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e
friamente sistematizada - de contradições.

Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo
que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de
MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.

A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo,
um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse
que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha
mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro
Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse
educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter
educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade,
pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha
mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e
esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma
contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias,
que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não
sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às
vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação
libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que
não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da
igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo
burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e
alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que
fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa
culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de
dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos,
possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma
mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se
posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado,
justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem
egoísmo.
 Cada um por todos!

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.

Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de
uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente...
Ou como bicho?


Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que
termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50
mil estudantes universitários.

Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por
uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'A redação de
Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com
outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está
disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO. Por favor,
divulguem. Aos poucos iremos acordar este "BraSil".


Profª. Maisa Clari

FANAT/DECB/UERN

sábado, 11 de fevereiro de 2012

MEDIOCRIDADE E CARÁTER

O caráter humano


Por Brasigois Felício


O homem comum é sem caráter porque é medíocre, ou o é medíocre por que não tem caráter? A rigor, não existe, neste termo, o malsinado “mau caráter”, que vive a empestear a atmosfera mental e emocional das pessoas normais, nas favelas, condomínios de luxo, de campos e cidades. O que existe é a criatura de caráter deformado.

A diferença entre o homem de gênio e o homem medíocre é de caráter. O primeiro o tem bem formado, e o segundo também o possui, mas deformado. Pelo ambiente, pela sagrada família, ou por si próprio. Uma pergunta não quer calar em mim: o destino de uma pessoa é construído por seu caráter, ou é seu bom ou mau caráter o autor de seu destino?

Assim como for o caráter, assim será o destino. O segundo é consequência do primeiro.   Assim como existe a vocação do gênio, também há a vocação para a mediocridade. Para realizar a primeira é preciso talento, trabalho e vontade. Para sucumbir à segunda, basta sucumbir à inércia, e à lei da gravidade.

Em todos os segmentos da sociedade, e talvez principalmente no cenário onde pontificam escritores, professores pós-graduados, artistas e os deploráveis pseudos destes nichos, abundam casos de mediocridades que alcançaram a consagração dos prêmios, e o reconhecimento tanto de seus pares quanto das praças associadas.

Muitos são chamados a assumir, fazer que nasça e cresça a semente do gênio em si, mas não dão escuta, preferindo a comodidade de uma mediocridade premiada, ou tornada celebridade de verão. É o que assinala o psicólogo James Hillman, em seu livro “O Código do Ser” (Editora Objetiva): “Nós, da maioria mediana, também somos chamados, mas não seguimos a vocação por muitas razões: os pais inibem-na, os médicos diagnosticam-na, a pobreza estraga-a, ninguém a reconhece, a fé vacila, acontecem acidentes. A gente se acomoda, dá um jeito. A mediocridade de um sapato velho”.

Há uma diferença essencial, entre o Homem de gênio e o que tem vocação para a mediocridade. O Homem de gênio trabalha, com ardente impaciência, até o esgotamento, e o superar os limites de suas forças. E em seu trabalhar de quase fanático é movido por seus sonhos e ideais. As pessoas nascem geniais ou medíocres, ou assim se constroem, e se fazem?
Macunaíma, no rico veio indígena da mitologia amazônida, não é sinônimo de mau-caratice, maldade ou desonestidade crônicas, como muitos são levados a crer, não pelo romance de Mário de Andrade, mas pela interpretação que dele se faz a partir da malsinada frase do craque Gérson, ao fazer propaganda de uma marca de cigarro: “O negócio é levar vantagem em tudo”.

O mito amazônida de Macunaíma pinta o “herói sem caráter” como a criatura ainda inocente, ainda não engessada ou fossilizada pelos pré-conceitos do meio ambiente normótico e doentio, em que vencer, passar a perna nos outros, por meio de malandragem e espertezas, é que confere a uma pessoa o título de bem sucedida ou vencedora. Macunaíma, antes de ser deformado pelo jeitinho brasileiro, é a representação do índio alegre, irreverente, nada tem a ver com o espertalhão, o cínico, o aproveitador da inocência alheia. 

O Homem comum, dito das ruas, mas que vive também nos palácios e ambientes glamurosos, de riqueza, fama e luxo, contenta-se em refestelar-se com as benesses e prazeres proporcionados por sua mediocridade. Geralmente contenta-se em passar horas a fio, em frente ao computador ou aparelho de televisão, sendo controlado pelo controle remoto que tem à mão, bebendo à saúde de sua insanidade.

Dele não se sabe se é preguiçoso por ser medíocre, ou se é medíocre porque é preguiçoso. Não se pense, porém, que cabe apenas aos medíocres desempenhar papéis obscuros, mesquinhos ou invisíveis, no teatro dos dias. Muitas dessas criaturas (aliás, são milhares, e proliferam como praga, neste tempo de celebração de celebridades do vulgar e do trivial) tornam-se personas famosos no show-bis, ou ocupam papéis destacados nos altos escalões, lambuzados de glória e corrupção impune, nos podres poderes da política.

Alguns desses medíocres foram tão poderosos que manipularam como exímios pianistas a consciência de nações inteiras. Só dois exemplos, de notório conhecimento: Adolf Hitler e Joseph Stálin. Boquirrotos e barulhentos representantes da mediocridade vitoriosa abundam e prejudicam, também no lado de baixo do Equador. E geralmente estão entre os mais votados. Será porque o povo escolhe como representante o tipo humano que é, ou gostaria de ser?



Fontes
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O HOMEM MEDÍOCRE




ERNESTO HELLO¹, L'Homme, II, c. VIII: El hombre mediocre:

"O homem verdadeiramente medíocre sente um pouco de admiração por todas as coisas; mas a nenhuma delas admira com entusiasmo... Encara toda afirmação como insolente, porque esta exclui a proposição contraditória. E se é um pouco amigo e outro pouco inimigo de todas as coisas, admirar-te-á por sábio e reservado. O homem medíocre proclama que todas as coisas tem seu lado bom e sua parte má, e que não se deve ser absoluto nos juízos. Se resolutamente afirmas a verdade, o medíocre dirá que tens demasiada confiança em si mesmo. O homem medíocre lamenta que existam dogmas na religião cristã; seu desejo seria que ensinasse somente a moral; e se o dizes que a moral se fundamenta nos dogmas, te responderá que exageras... Si a palavra exagero não existisse, o homem medíocre a inventaria.

O homem medíocre parece habitualmente modesto; não pode ser humilde, a não ser que deixe sua mediocridade. O homem humilde despreza todas as mentiras, ainda que todo o mundo as elogie; e cai de joelhos diante da verdade... Se um homem naturalmente medíocre se faz cristão de verdade, deixa absolutamente de ser medíocre... O que ama não é medíocre nunca".
_______________
¹ Citado por Fr. Garrigou-Lagrange, O.P., em 'Las tres edades de la vida interior' que pode ser adquirido digitalmente aqui no blog na lateral esquerda onde está escrito 'Livros'. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A LÍNGUA DO "P"



APENAS A LÍNGUA PORTUGUESA NOS PERMITE ESCREVER ISSO...:



Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas,paredes,portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando,prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu parapintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido,porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas,preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos
pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém,pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.

 Pisando,Paris,permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo.
Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento,provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo...Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.

-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. -Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo,poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso,penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente,pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém,passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, Pereceu pintando...' Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...,Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.


E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:

'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.'?



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O PALHAÇO - O FILME

O filme


Direção: Selton Mello
Elenco: Selton Mello, Paulo José, Giselle Motta, Larissa Manoela
Nome Original: O Palhaço
Duração: 90 minutos
Ano: 2010
País: Brasil
Classificação: 10 anos


Selton Mello e Paulo José


Um filme de palhaços com uma carga dramática e crise existencial. Este é O Palhaço, a segunda experiência de Selton Mello como diretor (a primeira foi Feliz Natal, em 2008).
A narrativa traz a história de Benjamin (Selton Mello) e Valdemar (Paulo José), pai e filho conhecidos nos picadeiros como os palhaços Pangaré e Puro Sangue. Eles ganham a vida viajando pelo país com o Circo Esperança; sem endereço fixo, sem vizinhos, sem documentos.
O drama começa quando Pangaré, cansado da vida na estrada, começa a achar que já não é mais um palhaço engraçado, fazendo despertar um sonho antigo de ter um lugar para morar e um CPF, comprovando sua identidade.

O Palhaço - o filme


Trailer oficial do filme O Palhaço.




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123 ALÔ!

Ação Social em favor da Vida


O 123Alô! - A voz da criança e do adolescente é um canal de expressão e participação direta da criança e do adolescente voltado para a garantia de seus Direitos. Baseia-se, especialmente, em dois princípios gerais da Convenção dos Direitos da Criança, ratificados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA: o direito de ser ouvida e ter sua expressão levada em consideração.

Acima de tudo é um canal de diálogo que propicia um espaço de desenvolvimento da atitude cidadã de crianças e adolescentes contribuindo para sua inserção proativa na sociedade.

O 123 Alô! E os marcos legais
Atende ao direito da criança à livre comunicação e expressão de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Convenção Internacional dos Direitos da Criança e as recomendações do Comitê dos Direitos da Criança da ONU para o Brasil.

Atende às recomendações da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (Tunísia: novembro, 2005) e ao Estudo da Violência contra as Crianças das Nações Unidas (agosto, 2006) que colocam a infância e adolescência como foco de ação prioritária e destacam a importância da participação cidadã deste público.

A equipe do 123Alô! é composta por profissionais de diferentes formações, todos com larga experiência na área da criança e do adolescente, favorecendo um atendimento qualificado e a possibilidade de acolher diferentes demandas desse público específico.


Como funciona?

O 123Alô! - A voz da criança e do adolescente promove a comunicação através de um serviço telefônico ou por internet, possibilitando um acesso fácil e gratuito. O atendimento acolhe as expressões, os posicionamentos, as emoções, dúvidas, os pedidos de ajuda, além de oferecer informações e orientações às crianças e aos adolescentes que entram em contato com o serviço. 

O 123Alô! garante a confidencialidade. No serviço telefônico, em hipótese alguma faz ligações, nem mesmo de retorno, para quem o acessa. O atendimento pela internet também preserva a identidade da criança ou adolescente caso eles não queiram se identificar.

O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 08h às 20h, exceto feriados.

O atendimento é feito por uma equipe interdisciplinar, continuamente capacitada, que tem como ações permanentes: 

•  oferecer escuta qualificada a todas as crianças e adolescentes que busquem o atendimento por motivações diversas;

•   encaminhar aos serviços de atendimento especializados da rede de atenção à criança e ao adolescente, quando necessário e possível, potencializando assim a articulação dos órgãos que integram o Sistema de Garantia de Direitos (SGD);

•  gerar informações através de banco de dados próprio contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas;

•  desenvolver uma metodologia que favoreça a replicação nacional do serviço;

•    realizar encontros com crianças e adolescentes, em seus locais de convivência, para sensibilizá-los, divulgar e avaliar o serviço visando garantir sua qualidade e aprimoramento.


Temas abordados

Dentre os principais temas abordados pelas crianças e adolescentes em nossos atendimentos, podemos citar: informações; relacionamentos; cotidiano; sexualidade; educação; violência extrafamiliar e intrafamiliar.


Parceiros

 implantação do 123Alô! - A voz da criança e do adolescente foi viabilizada com o investimento da Ursula Zindel-Hilti Foundation, assim como do Instituto Embratel, da Rebouças & Associados e da PricewaterhouseCoopers. Em sua continuidade recebe o apoio da Insight Consulting. Todas essas instituições fazem parte do Conselho Gestor.

Conta também com a colaboração continuada dos parceiros que fazem parte do Conselho Consultivo do 123Alô!: ASHOKA Brasil-Paraguai, Associação Saúde Criança, Evangelina e Arte Contemporânea, CDI – Centro de Democratização da Informática, Fundação Xuxa Meneghel, Instituto Promundo, Terra dos Homens.


Parcerias estratégicas

Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República/ Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - CONANDA.

Secretaria Municipal de Educação e MULTIRIO.

UNICEF - Escritório Rio.








www.noos.org.br/123alo



 Fontes
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

LEI LOBO


Petição para a "Lei Lobo"



Todo mundo ficou muito emocionado e indignado com o vídeo que surgiu ontem à tarde. Nele uma mulher jogava seu cachorrinho contra a parede que, indefeso, acabou não resistindo aos maus tratos e faleceu.

O que muita gente não sabe é que existe uma petição para a aprovação da Lei Lobo, contra os maus tratos de animais e a punição de seus agressores.  Uma petição é um documento oficial assinado por vários indivíduos dirigido a uma autoridade governamental. No caso da Lei Lobo o objetivo do documento é a criação de leis que protegem os animais.





 petição já está em Brasilia e precisa de, no mínimo, 1,5 milhões de assinaturas para ser aprovada.

Se você também ficou comovido assine a petição e divulguem para todos os seus amigos e familiares! Esse pode ser um passo pequeno, mas pelo menos já estamos ajudando a fazer algo pelos nossos bichinhos.







Vamos fazer algo de bom em favor deles

Fontes
Google Imagens
http://peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N16665


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

NOS LENÇÓIS DESSE REGGAE




Flash e viagem
Vontade de cantar um reggae
Dono do impulso
Que empurra o coração
E o coração prá vida...

E a vida é de morte
Minha única sorte
Eh! Eh!
Seria de ter esse reggae
Vontade de fazê-lo
No meio da fumaça verde...

Não me negue, só me reggae
Só me toque quando eu pedir
Senão pode, ferir o dia
Todo cinza
Que eu trouxe prá nós dois...

Nos lençóis desse reggae
Passagem prá Marrakesh
Dono do impulso que empurra
O coração e o coração
Prá vida...

Não me negue, só me reggae
Só me toque quando eu pedir
Senão pode, ferir o dia
Todo cinza
Que eu trouxe prá nós dois...

Flash e viagem
Vontade de cantar um reggae
Êh! Êh! Êh!
Dono do impulso
Que empurra o coração
E o coração prá vida...

Não me negue, só me reggae
Só me toque quando eu pedir
Senão pode, ferir o dia
Todo cinza
Que eu trouxe prá nós dois...

Não me negue, só me reggae
Só me esfregue quando eu pedir
Eu peço sim!
Senão pode, ferir o dia
Todo cinza
Que eu trouxe prá nós dois
Nos lençóis desse reggae...

Nos lençóis desse reggae
Oh! Oh! Yeah!
Yeah! Yeah!...



Letra interpretada pela cantora Zélia Duncam. 




Fonte
Google Imagens