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quarta-feira, 16 de maio de 2018

DIFERENÇA ENTRE DESEJO E VONTADE


Um é titubeante, incerto; outra leva a realizações.

Voar...

A Vontade é o grande dínamo da vida. É por meio dela que pomos em ação nossos pensamentos, quando queremos realizar algo. É preciso querer para transformar um simples desejo em vontade. Daí se infere que desejo e vontade são estímulos diferentes, emanados do pensamento ou de outra fonte motivadora qualquer. Não só são diferentes como até mesmo a vontade pode, e freqüentemente o faz, contrapor-se ao desejo para evitar a consumação de muitas tragédias humanas. É isso que veremos no desenvolvimento desses dois temas, tratados lado a lado e comparativamente.


O querer tem muita força, desde que lutemos pelo que queremos, enquanto o desejo não passa de um simples almejar e muitas vezes representam sonhos e fantasias inatingíveis; a vontade impulsiona soberana, a concretização de ideias e ideais. Quase sempre realizar um desejo depende do consentimento de outras pessoas, mas a vontade só depende de nós mesmos, de nosso querer.


O desejo está freqüentemente ligado aos nossos sentimentos e emoções, enquanto a vontade realizadora caminha de mãos dadas com a lógica e a razão e, por isso mesmo, é respaldada, também, pelo poder do raciocínio. Assim, é fácil entender que o desejo se consome e, enquanto não se consome, continua a nos martelar a mente, às vezes de forma quase avassaladora. A vontade é o pré-requisito das boas realizações, firma-se na ponderação e na moderação, leva a criatura ao equilíbrio no trabalho e em todos os atos de sua vida. Ela é, portanto, a pedra fundamental, o dínamo de nossos pensamentos, levando ao sucesso na vida, quando dirigida às boas ações. É forte, persuasiva, abre caminho e realiza; o desejo é titubeante, incerto e quase sempre inconsequente.
Os caminhos que a vida segue...


Há diferenças notáveis na expressão do desejo dos homens e das mulheres. Não estou me referindo ao desejo sexual, mas ao desejo de forma generalizada. Certas peculiaridades são observadas, também, nas crianças. É o que veremos, a seguir.


Nas mulheres o desejo é mais disfarçado, camuflado e, muitas vezes, indireto. É uma espécie de savoir-faire feminino, manifestado de forma tímida e acanhada. Parecem desejar menos, com menor intensidade, mas isso é ledo engano. Na
verdade, as mulheres desejam fortemente, mas sabem quando devem amoldar os seus desejos aos de outras criaturas, tentando evitar conflitos, o que nem sempre conseguem. E, se não conseguem, o mundo parece ruir a seus pés, de forma inconsolável. Sentem-se, então, como se estivessem cometendo imperdoável deslize de comportamento, podendo até sobrevir-lhes o sentimento de vergonha. Se, ao contrário, conseguem consumar o seu desejo, têm o mundo em suas mãos, chegam a sentir o cheiro da felicidade a envolvê-las completamente, da cabeça aos pés.


Nos homens o desejo é mais direto, consome-se em linha reta, sendo premente e, muitas vezes, imediato. É como se estivessem possuídos de uma imensa sede e tivessem que a 'matar' imediatamente. Não há espera, sentem-se impacientes até consumá-lo e consumi-lo. Neles, o impulso do desejo é prioritário e mais facilmente se confunde com a vontade. Quanto mais depressa puderem consumi-lo, mais depressa se desmanchará sua impaciência.



Nas crianças, o desejo pode assumir – e normalmente assume – formas impulsivas incontroláveis. Seus desejos são 'vontadezinhas' ou caprichos de comportamento, que precisam ser preenchidos na hora, sob pena de o mundo vir abaixo. São verdadeiras tiranas e exercem esse poder com desusada astúcia e artimanha. Os pais e, principalmente, as mães poderão deixar-se vencer pela persistência nas suas súplicas e choramingos, se não lhes impuserem disciplina e boa educação, com amor e firmeza. Se deixarem passar a oportunidade, acabarão fracassando na sua principal missão de ensinar e educar a criança nas regras da boa convivência, na formação da vontade e do caráter das novas gerações, tarefa que não deve ser deixada para mais tarde, a cargo dos professores, nas escolas. Estes apenas poderão completá-la, mas jamais substituir o carinho e a dedicação dos pais nessa espinhosa tarefa. A disciplina tem que ser ensinada para ser facilmente aceita, jamais imposta de forma muito severa. Do contrário, surgirão as revoltas e os primeiros vícios da conduta e formação do caráter, difíceis de ser eliminados mais tarde, quando crescidos e adultos. É óbvio que as necessidades básicas da criança terão que ser supridas dentro de um esquema disciplinado para criar hábitos salutares de vida.


Muitos adultos, principalmente mulheres que foram criadas ao sabor de seus desejos quando crianças, fazem uso de muitos artifícios trazidos da infância que tiveram, como por exemplo, o hábito de expressar muitos de seus desejos fazendo voz de criança, coisa que nenhum homem faz. É um recurso muito comum, até permitido e aceito por muitas criaturas tolerantes, em nossa sociedade. Outro hábito, muito comum nas grávidas, é o de utilizarem artifícios para satisfazer seus caprichos, convencendo seus maridos a conseguirem, muitas vezes em horários impróprios, o objeto de seus desejos. Procuram, com esse procedimento, atrair a atenção para si, de modo a suprir suas carências de afeto e aconchego, dizendo que, se não forem atendidas, a criança poderá nascer com marcas ou manchas que caracterizam os desejos não satisfeitos. Isso não passa de crendice, mas muitos maridos atendem a esses apelos.

Seguir em frente...


Um aspecto importante a considerar nesta comparação entre desejo e vontade é que a vontade sempre tem a força do espírito como fator dinâmico a acioná-la, daí usar-se freqüentemente a expressão força de vontade, que dispensa mais explicações. Esta não encontra obstáculos que não possam ser vencidos, obviamente, respeitadas as limitações humanas, que variam de indivíduo para indivíduo. Por isso mesmo, cada um deve procurar conhecer seus limites, no sentido de suas limitações realizadoras e da consciência que tem de si mesmo. A vontade, ou melhor, a força de vontade, tem o poder de controlar, de intervir e subjugar todos os atos de fraqueza e as próprias paixões que venham acometer a criatura, freando seus ímpetos e desejos inferiores e intemperados que, muitas vezes, a atingem de forma inconsciente, ou intuídos pelos espíritos inferiores que atuam na atmosfera da Terra. A atuação firme da vontade, nesses casos, é imprescindível para se contrapor e vencer dominadoramente e de forma consciente tais desejos malsãos.



A consciência de si mesmas de que as criaturas livres e esclarecidas dispõem garante, com certeza, o pleno conhecimento de suas possibilidades e de suas limitações, permitindo, através de avaliação constante e rigorosa, de auto-apreciação, proceder de forma simples, adequada e objetiva em todas as circunstâncias, transformando, assim, seus desejos em realizações efetivas, construtivas e progressistas.


Para melhor entender as principais diferenças entre desejo e vontade, devemos recorrer a alguns conceitos básicos relacionados com as principais forças motivadoras subjacentes a um e outra. Toda e qualquer criatura vive em um ambiente compartilhado por outros seres – os seus semelhantes. Todos têm percepções desse ambiente e do próprio 'eu', entendido como tal o conjunto espírito-corpo. Ora, cada uma dessas criaturas, que constituem um 'ser único', tem suficiências e deficiências ou insuficiências a preencher, dependendo do seu grau de evolução ou de espiritualidade. Às deficiências e suficiências, que são percepções próprias de cada ser, devemos agregar as perturbações resultantes do próprio 'eu' (espírito e matéria), do ambiente (forças da natureza), da relação da criatura com o ambiente e da relação das criaturas entre si.


Assim, as deficiências e perturbações são necessidades do 'eu'. As necessidades, que representam condições de insuficiência, são fundamentais no processo de atuação da vontade. A criatura precisa, inicialmente, sentir necessidade de afastar, diminuir ou corrigir certa situação e, até mesmo, adquirir determinadas 'coisas' que possam preencher suas necessidades ou satisfazer alguns desejos. Esses são sentimentos de ambição, impulsos ou ânsia de querer que são dirigidos para objetos, condições ou outras pessoas.


Neste complexo contexto, as necessidades podem ser agradáveis ou desagradáveis. Nele, os desejos surgem com relação às necessidades agradáveis e não se baseiam nas deficiências. Portanto, os desejos buscam, sempre, realizar uma satisfação, algo que nos dá prazer ou proporciona alegria, de preferência já no ato de sua realização. De outro lado, a vontade procura sempre evitar a dor e o sofrimento, e se realiza no preenchimento de nossas necessidades, porém sempre apoiada na razão, na lógica e no raciocínio.


Em alguns casos, a distinção entre desejo e vontade, na forma acima delineada, pode tornar-se bastante sutil e até confusa, porque nem todas as criaturas têm a mesma concepção de 'prazer' e de 'dor'. O grau dessa percepção é determinante na percepção entre desejo e vontade. Por exemplo, se sentimos fome, podemos aplacá-la ingerindo uma refeição apetitosa, o que nos proporciona prazer, pela satisfação desse desejo. Contudo, se tivermos a garganta inflamada, a ingestão desse alimento nos causa dor, afastando-nos do desejo de comer e, nesse caso, podemo-nos, contrapor com a vontade, rejeitando o alimento ou satisfazendo-nos com um simples prato de sopa.


O sonho e a força do querer


Desejo

• Provém de estímulos dos sentidos e das emoções.

• Precisa se consumir.

• Satisfaz caprichos e fantasias.

• Prevalecem as forças do instinto.

• É tênue e indireto.

• De regra, depende do consentimento de outras criaturas.

• Utiliza artifícios e artimanhas.

• Leva aos vícios de conduta.

• É impulsivo e de difícil controle.

• Não fortifica o caráter.

• Põe pouca força na consumação.

• Pode ser reprimido pela vontade.

• No excesso, leva ao egoísmo.

• Usa a ameaça para tentar quebrar a vontade de outrem.

• No sexo, convence através da sedução ou da força. • Quando exagerado ou muito forte leva a desejos insuperáveis e ambições desmedidas.

• É aleatório, inconstante, variável.

• É quase sempre imediatista.


Vontade


• Provém do pensamento e da razão.

• Precisa se realizar.

• Satisfaz necessidades na luta pela vida.

• Prevalecem as forças da razão e da lógica.

• É firme e direta.

• Só depende da própria criatura e do seu querer.

• Vai diretamente ao alvo.

• Não contamina nem leva a vícios.

• É racional, controlada pelo pensamento.

• Realça e fortalece o caráter.

• Exige força e luta para vencer.

• Pode sobrepor-se ao desejo, freando-o.

• Leva à ponderação e à moderação.

• Impõe-se pela autoridade moral da criatura.

• Exige parceria e reciprocidade para realizar-se.

• É sempre aferida pela razão, pelo bom senso e pela consciência de si mesmo.

• Ajusta-se às circunstâncias e objetivos.

• É persistente e exige paciência.


Poderíamos citar numerosos exemplos, aplicáveis a cada diferenciação, mas deixamos de fazê-lo, para que o leitor exercite a sua mente e trabalhe a sua memória, usando a sua própria experiência de vida.


Texto de Caruso Samuel, Filial Butantã, São Paulo, SP.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

MOSAICO DA VIDA HUMANA



MOSAICO DE INFLUÊNCIAS

Fonte: google imagens


O mosaico é uma das mais antigas e mais belas expressões artísticas do homem. Nela, o artista compõe um minucioso e elaborado trabalho a partir de fragmentos que dão forma e beleza, possibilitando que uma imensidão de partes se tornem num todo.


Podemos fazer uma analogia do mosaico com o ser humano, pois semelhante ao mosaico, somos construídos cuidadosamente nas esferas biológica, psicológica, social e espiritual, a partir dos mais variados fragmentos de influências ao longo da nossa história de vida.


É a partir da ressignificação da nossa história pessoal que descobrimos todas as boas e más experiências vivenciadas. Descobrimos como elas nos moldaram e nos fizeram agir no mundo a partir da nossa subjetividade. É exatamente nesta perspectiva que gosto de comparar o ser humano a um “mosaico” que foi, e está sendo, cuidadosamente elaborado.


No momento presente trazemos em nós os fragmentos de cada etapa dessa delicada construção. Assim como num mosaico, somos construídos pelas mais variadas influências, algumas boas e outras nem tanto, mas que acabaram por nos modelar como indivíduos, configurando nossas crenças, nossos medos e nosso jeito singular de estar no mundo.


A boa notícia, é que no “Mosaico” da nossa vida, ele está em constante elaboração e quem dá os retoques finais e faz as correções necessárias, somos nós mesmos. Dessa forma, podemos rever nosso modo de estar no mundo, descartando nossas crenças e atitudes errôneas, avaliando de que maneira estamos respondendo às questões da vida, para assim adotar novos padrões de “beleza” em nosso comportamento.

Quando reformulamos nosso jeito de ser, podemos dar uma nova forma ao nosso “mosaico”, nos libertando dos fragmentos defeituosos, permitindo que fique em nós apenas aquilo que é belo, leve e harmonioso. Mas vale ressaltar que esse trabalho de revisão deve ser constante, pois na prática, o “mosaico humano” está em constante mutação.


A partir das correções e das novas configurações do mosaico do nosso “EU”, as pessoas notarão a nossa beleza interior (se for exterior, melhor ainda) e o seu mundo será um local mais belo e mais interessante para se viver. Seria como se artistas estivessem apresentando as suas melhores obras ao mundo.


Nessa perspectiva de influências recebidas e transmitidas, não poderia deixar de falar que você tem a chance de selecionar e carregar apenas os melhores fragmentos recebidos daquelas pessoas especiais que passaram por sua vida. Você também tem a oportunidade se eternizar a partir dos belos pedacinhos do seu “mosaico” que acabarão impregnados nas vidas de outras pessoas.


Sendo assim, elabore o seu mosaico da vida e seja você mesmo a sua melhor versão de si.


Texto de Pedro Leite.


Fonte: https://www.psicologiasdobrasil.com.br/somos-um-mosaico-de-influencias/ 

sábado, 22 de abril de 2017

A IDADE DE SER FELIZ


tempo..


Existe somente uma idade para a gente ser feliz
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e sorrir e cantar e brincar e dançar
e vestir-se com todas as cores
e entregar-se a todos os amores
experimentando a vida em todos os seus sabores
sem preconceito ou pudor

Tempo de entusiasmo e de coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo,
de novo e de novo, e quantas vezes for preciso

Essa idade, tão fugaz na vida da gente,
chama-se presente,
e tem apenas a duração do instante que passa...
... doce pássaro do aqui e agora
que quando se dá por ele já partiu para nunca mais!



Geraldo Eustáquio de Souza


Fonte
Google Imagens
F

sábado, 11 de março de 2017

POEMA SOBRE SUPERAÇÃO

Ir mais além. 
Vencer um desafio,
Procurar a superação,
Escapar por um fio,
E torná-se campeão,

Superá-se em cada gesto,
Conquistar o infinito,
Ir mais alam do que o certo,
Ultrapassar o mais bonito,

Ir além da superação
E conquistar o impossível,
Ir além da imaginação
Para vencer o invencível.

Rômulo Raulino




Fonte
Google Imagens

domingo, 8 de maio de 2016

MÃE



Homenagem às mães

Mãe, amor sincero sem exagero.
Maior que o teu amor, só o amor de Deus...
És uma árvore fecunda, que germina um novo ser.
Teus filhos, mais que frutos, são parte de você...

És capaz de doar a própria vida para salva-los.
E muito não te valorizam...
Quando crescem, de te esquecem.
São poucos, os que reconhecem...

Mas, Deus nunca lhe esquecerá. 
E abençoará tudo que fizerdes aos seus...
Peço ao Pai Criador que abençoe você.
Um filho precisa ver o risco que é ser mãe...
Tudo é cirurgia, mas ela aceita com alegria.
O filho que vai nascer...

Obrigado é muito pouco, presente não é tudo.
Mas, o reconhecimento, isso! Sim, é pra valer...
Meus sinceros agradecimentos por este momento.
Maio, mês referente às mães, embora é bom lembrar...
Dia das mães, que alegria é todo dia.

(J.Bernardo)

Parabéns a minha amada e muito querida mãe, Luzia. Mesmo a senhora morando em Minas Gerais e eu no Tocantins, sempre a todo instante sinto sua presença,sua proteção, seus conselhos e suas falas. Te amo muito!

Luzia Ribeiro

Fontes:
Site O pensador
Google Imagens
Arquivo pessoal André Ribeiro

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

É PRECISO SABER DESLIGAR

Desligar-se do mundo



Esqueça o trânsito caótico, a urucubaca política, o tal balancete no final do ano. Deixe de lado a cobrança interna, a dívida externa, a tão eterna dúvida.
Viver é assim.
Não há como negar.
Para ficar ligado é preciso saber desligar.

Fácil?
Nem tanto.

Descobrir qual é o seu tempo é tarefa nobre: exige um grande conhecimento sobre si mesmo.
Portanto, esqueça o relógio.
Seu tempo está dentro de você.
Chega de viver com a ansiedade no colo e o celular na mão.
Não deixe a agenda ocupar, sem querer - o lugar do coração.
Respeite sua hora.
Desacelere. TURN OFF.

Mais do que correr, é preciso saber parar.
Não adianta viver no piloto-automático e deixar de sorrir. Nem tirar folga e levar uma enorme culpa dentro da mala.
O mundo lá fora exige produtividade e imediatismo.
Aqui dentro, corpo e alma pedem menos, muito menos.
Como fazer, então, para conciliar tempos tão diferentes?

A resposta não está em livros.
Mas dentro de cada um.

Quer tentar?
Respire fundo.
Desencane.

Perca seu tempo com você!
É uma responsabilidade enorme desconectar-se, eu sei.
Mas vida ao vivo é pra quem tem coragem.
Coragem de arriscar.
Cuidado em saber a hora certa de parar.

Difícil?
Pode ser.

É um exercício diário que exige confiança e um amor incondicional por tudo o que somos e acreditamos.
Uma aceitação suave dos próprios defeitos, um rir de si mesmo, um desaprender contínuo, um aprender sem fim sobre o que queremos da vida.
Não importa se tudo parecer errado e o mundo virar a cara para você.

Esqueça.
Se esqueça.
Hora de se perdoar.
RENASÇA.

Eu sei pouca coisa da vida, mas uma frase eu sigo à risca: é preciso respeitar o próprio tempo.
E eu respeito!
Acredito no que diz o silêncio na hora em que a mente cala.
E meu silêncio - que não é mudo e também escreve - dita com voz desafiante: confie em si mesma.

Quebre a rigidez.
Ouse.
Brinque.
Viva com mais leveza.

E - por favor - desligue-se.
Só assim você vai transformar vida em letra e letra em vida.
E ter coragem e fôlego pra ser VOCÊ, no momento em que o mundo te atropelar sem licença e disser:
CHEGOU A HORA!


Fernanda Mello



Fontes:
Google Imagens
Texto O Pensador

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

DEZEMBRO, QUE MAIS POSSO DIZER...




(Autor: Antonio Brás Constante)

Chegamos ao mês de dezembro, onde o fim junta-se ao início, embalado em festas e comemorações. Bebedeiras e promessas. Este é o mês onde o novo anda lado-a-lado com o velho. Mesmo nos simbolismos podemos verificar as alusões de um bebê representando o ano vindouro chegando no colo de um ancião com a faixa do ano atual, ou das figuras do nascimento de Cristo junto à imagem do bom velhinho chamado de Papai Noel.

Dezembro vem carregado de celebrações e repleto de sentimentos, tais como a paciência, necessária para enfrentar as diversas filas nas lojas, mercados, shoppings, etc. Ou o sangue-frio, para assinar o contrato de doze prestações de um dos tão sonhados eletrodomésticos que faltam em sua casa. A esperança de conseguir comprar ao menos o mínimo necessário para celebrar as datas comemorativas e se possível presentear aqueles que amamos.

Outro sentimento bem-vindo é o do bom humor para você poder rir quando perceber que todas as coisas aumentaram sessenta por cento, mas que ganharam bons descontos de até trinta por cento (no cartão) e que justamente o modelo de mercadoria que você queria acabou em todas as lojas.

Se não faltam sentimentos natalinos, acaba faltando dinheiro para comprar tudo que nos é induzido como necessário para a chegada do natal e passagem do ano novo. Na dita lista não pode faltar: lentilhas, foguetes, arranjos de todos os tipos, roupas brancas (novas) para passar o ano novo, peru para uma ceia e porco para outra. Bebidas “nobres”, como champanhe (ou sidra), etc.

Para que seu décimo terceiro salário possa dar conta do recado, jogue ele todinho na Mega Sena e reze com fé, se não der certo vá reclamar com Deus ou com Papai Noel, aproveitando que neste mês os dois estão em alta.

Falando em arranjos, como é lindo e interessante ver as decorações elaboradas para o final de ano. Muitos pinheiros, muita neve, meias penduradas em lareiras, homens fantasiados com roupas que mais parecem pijamas de inverno, andando de trenó. Tudo muito bonito, porém nada combinando com nosso clima tropical.

Mas o que mais chama a atenção é ver como as pessoas nesta época, movidas pelo espírito do natal conseguem se emocionar com as músicas e filmes sempre comoventes (esquecendo a dura realidade a sua volta e ficando indiferentes a ela). Este é um dos períodos do ano que mais atraí as pessoas para as missas e celebrações. Shoppings e igrejas cheias de pessoas bem-aventuradas que extravasam todo seu sentimento natalino, de preferência bem longe da pobreza geral. Mesmo porque para muitos, natal e pobreza não combinam.

Caso Papai Noel aparecesse em uma favela, provavelmente suas renas virariam carne assada, pediriam um resgate por ele e usariam seu trenó no “se vira nos trinta” (puxado por alguma rena guardada para o abate no ano novo). Triste destino para o bom velhinho, mas quem sabe pelo menos os brinquedos não acabariam em mãos carentes e necessitadas.


Não quero criar polêmica, só quero encerrar dizendo que este também é um mês de reflexões, de sua sogra lembrar do ótimo genro (ou nora) que ela tem. De seu vizinho reconhecer a pessoa maravilhosa que você é. De seus filhos chorarem de felicidade pelos pais que possuem. Enfim, é ora de eu também agradecer por conseguir chegar ao final do texto, lhes desejando votos de um Feliz Natal e Prospero Ano Novo.




Fontes
Google imagens
 www.abrasc.pop.com.br e www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A VIDA

Encerrando Ciclos


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. 

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? 

Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? 

A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. 

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

(Nota: o texto Encerrando Ciclos não é de Fernando Pessoa ou de Paulo Coelho)


Gloria Hurtado





Fonte
youtube


terça-feira, 21 de julho de 2015

AOS MEUS AMIGOS...




"Ei! Sorria... Mas não se esconda atrás desse sorriso...
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.
Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distancia, e sim, uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.
Ei! Olhe... Olhe a sua volta, quantos amigos...
Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.
Ei! Ouça... Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.
Suba... faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo,
Mas não esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.
Ei! Você... não vá embora.
Eu preciso dizer-lhe que... te adoro, simplesmente porque você existe".


Cristiana Passinato


Fonte
Google Imagens



domingo, 28 de junho de 2015

MUDANDO PARADIGMAS DA EDUCAÇÃO


 Este animação foi adaptada de uma palestra dada na RSA por Sir Ken Robinson, um especialista em educação e criatividade de renome mundial e ganhador do Prêmio Benjamin Franklin da RSA .





sábado, 27 de junho de 2015

PÍLULAS DO GRANDE SERTÃO


Sertão


Coração de gente — o escuro, escuros.

Quem ama é sempre muito escravo, mas não obedece nunca de verdade.
Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal por principiar.
No sistema de jagunços, amigo era o braço, e o aço! 
Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios.
Ou — amigo — é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é. 
O amor? Pássaro que põe ovos de ferro. 
Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas. 
A colheita é comum, mas o capinar é sozinho.
O diabo é às brutas; mas Deus é traiçoeiro! 
O diabo na rua, no meio do redemunho.
O Arrenegado, o Cão, o Cramulhão, o Indivíduo, o Galhardo, o Pé-de-Pato, o Sujo, o Homem, o Tisnado, o Coxo, o Temba, o Azarape, o Coisa-Ruim, o Mafarro, o Pé-Preto, o Canho, o Duba-Dubá, o Rapaz, o Tristonho, o Não-sei-que-diga, O-que-nunca-se-ri, o Sem-Gracejos... Pois, não existe! E se não existe, como é que se pode se contratar pacto com ele?
Quem muito se evita, se convive. 
Julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado. 
O que lembro, tenho.
 Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende. 
Quem mói no asp'ro não fantaseia. 
Quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a ideia e o sentir da gente. 
Vingar... É lamber, frio, o que outro cozinhou quente demais. 
Quem sabe do orgulho, quem sabe da loucura alheia?
Ser chefe — por fora um pouquinho amargo; mas, por dentro, é risonhas flores.
Um chefe carece de saber é aquilo que ele não pergunta.
Comandar é só assim: ficar quieto e ter mais coragem.
Toda saudade é uma espécie de velhice. 
Riu de me dar nojo. Mas nojo medo é, é não?
Um sentir é do sentente, mas outro é do sentidor. 
Tudo é e não é. 
Mocidade é tarefa para mais tarde se desmentir.
Sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado! 
O sertão é do tamanho do mundo. 
Sertão é dentro da gente. 
O sertão é sem lugar. 
O sertão não tem janelas, nem portas. E a regra é assim: ou o senhor bendito governa o sertão, ou o sertão maldito vos governa. 
O sertão não chama ninguém às claras; mais, porém, se esconde e acena. 
O sertão é uma espera enorme. 
Sertão: quem sabe dele é urubu, gavião, gaivota, esses pássaros: eles estão sempre no alto, apalpando ares com pendurado pé, com o olhar remedindo a alegria e as misérias todas.
A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo do meio do fel do desespero. 
A vida é muito discordada. Tem partes. Tem artes. Tem as neblinas de Siruiz. Tem as caras todas do Cão e as vertentes do viver. 
Manter firme uma opinião, na vontade do homem, em mundo transviável tão grande, é dificultoso.
Viver — não é? — é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver mesmo.
Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniões...
Feito flecha, feito fogo, feito faca.
Vi: o que guerreia é o bicho, não é o homem.
Até que, um dia, eu estava repousando, no claro estar, em rede de algodão rendada. Alegria me espertou, um pressentimento. Quando eu olhei, vinha vindo uma moça. Otacília. // Meu coração rebateu, estava dizendo que o velho era sempre novo. Afirmo ao senhor, minha Otacília ainda se orçava mais linda, me saudou com o salvável carinho, adianto de amor.




João Guimarães Rosa



Fonte
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