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quarta-feira, 17 de junho de 2015
POR UM DESMATAMENTO ZERO NA AMAZÔNIA
Vamos participar!!!
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terça-feira, 3 de março de 2015
"TOMARA QUE DEUS NÃO EXISTA"
Auxílio-moradia,
um "deslavado jabá"
POR FREDERICO
VASCONCELOS
09/10/14 19:51
Sob o título “Tomara
que Deus não exista“, o artigo a seguir é de autoria do procurador da República
Davy Lincoln Rocha, de Joinville (SC), que manifesta sua discordância sobre a
concessão do auxílio-moradia.
Brasil, um país onde
não apenas o Rei Está nu. Todos os Poderes e Instituiçōes estão nus, e o pior é
que todos perderam a vergonha de andarem nus. E nós, o Procuradores da
República, e eles, os Magistrados, teremos o vergonhoso privilégio de
recebermos R$ 4.300,00 reais de “auxílio moradia”, num país onde a Constituição
Federal determina que o salário mínimo deva ser suficiente para uma vida digna,
incluindo alimentação, transporte, MORADIA, e até LAZER.
A Partir de agora, no
serviço público, nós, Procuradores da República dos Procuradores, e eles, os
Magistrados, teremos a exclusividade de poder conjugar nas primeiras pessoas o
verbo MORAR.
Fica combinado que,
doravante, o resto da choldra do funcionalismo não vai mais “morar”. Eles irão
apenas se “esconder” em algum buraco, pois morar passou a ser privilégio de uma
casta superior. Tomara que Deus não exista…
Penso como seria
complicado, depois de minha morte (e mesmo eu sendo um ser superior, um
Procurador da República, estou certo que a morte virá para todos), ter que
explicar a Deus que esse vergonhoso auxílio-moradia era justo e moral.
Como seria difícil
tentar convencê-Lo (a ele, Deus) que eu, DEFENSOR da Constituição e das Leis,
guardião do princípio da igualdade e baluarte da moralidade, como é que eu,
vestal do templo da Justiça, cheguei a tal ponto, a esse ponto de me deliciar
nesse deslavado jabá chamado auxílio-moradia.
Tomara, mas tomara
mesmo que Deus não exista, porque Ele sabe que eu tenho casa própria, como de
resto têm quase todos os Procuradores e Magistrados e que, no fundo de nossas
consciências, todos nós sabemos, e muito bem, o que estamos prestes a fazer.
Mas, pensando bem, o
Inferno não haverá de ser assim tão desagradável com dizem, pois lá, estarei na
agradável companhia de meus amigos Procuradores, Promotores e Magistrados.
Poderemos passar a
eternidade debatendo intrincadas teses jurídicas sobre igualdade, fraternidade,
justiça, moralidade e quejandos.
Como dizia Nelson
Rodrigues, toda nudez será castigada!
Minha opinião e agradecimento: Parabenizo o escritor Sr. Frederico Vasconcelos pela explicitação do grandioso e verdadeiro texto do Sr. Procurador da República Davy Lincoln Rocha, sobre a vergonha de fazer e receber benefício em um país onde a maior parte do seu povo não são agraciados por tal benefício.
Fonte
http://blogdofred.blogfolha.uol.com.br/2014/10/09/auxilio-moradia-um-deslavado-jaba/
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
12 RAZÕES PARA SE TER VERGONHA NA CARA
12 Razões para se ter vergonha na cara
Todos nós reprovamos asperamente a corrupção (ao menos no
plano do discurso, para a preservação da própria auto-imagem que criamos de nós
mesmos – veja E. Giannetti, Vícios privados, benefícios públicos?). A
premissa número um para atacá-la consiste em se sentir envergonhado por
participar dela. É disso que temos que cuidar. A cultura atual favorece a
corrupção (“A complexidade e anomia de nossas sociedades [atuais] proporcionam
um pretexto para as atitudes pouco honestas dos administradores [dos políticos
e das empresas]” (Gil Villa, La cultura de la corrupción: 116). Mas ela
não é uma lei inevitável da física (como a lei da gravidade, por exemplo). O
melhor antídoto é o sentimento de vergonha (que ao mesmo tempo é a preservação
da honra). A educação, nessa área, tem que ser dirigida para essas metas. A
vergonha (e a honra) esteve presente em todas as recentes revoluções morais
(fim da escravidão, fim da amarração dos pés das chinesas, fim dos duelos etc.),
tal como descreve o filósofo Kwame Anthony Appiah, O código de honra: como
ocorrem as revoluções morais). Desta obra extraímos 12 razões (mais que
satisfatórias) para se ter vergonha na cara (e não se envolver com corrupção,
não massacrar as mulheres, sobretudo por distinção de gênero, não exterminar
pessoas por suas orientações sexuais, não escravizar ninguém, não “roubar” o
patrimônio alheio etc.). Sem necessidade de nenhuma lei nova ou decreto de quem
quer que seja. Ter vergonha na cara só depende da decisão de cada um, que pode
fazer isso agora (imediatamente). Seguem 12 razões para isso (veja Appiah,
citado: p. 11 e ss.):
Primeira: a retidão e o patrimônio incalculável que nos
proporciona a moralidade quando presente nos nossos comportamentos. A moral é prática (Kant). Ela
importa nos atos que praticamos. Nenhuma das revoluções morais citadas
aconteceu sem a transformação rápida nos comportamentos das pessoas.
Não basta ter bonssentimentos morais. O relevante é como nos comportamos
em cada ato, em cada instante, em cada decisão. Segunda: é preciso sentir
vergonha do passado funesto. Impõe-se reprovar todos os que
escravizaram os índios, os negros e os brancos pobres, os que mataram em
duelos, os que amarraram os pés das chinesas, os que massacraram por razões de
gênero suas mulheres, os que se corromperam e se enriqueceram ilicitamente etc.
Dentro de poucos anos as futuras gerações dirão como foi possível a seus
antepassados exterminarem a natureza e tantos seres humanos (execuções
sumárias, presídios-campos de concentração etc.), proibirem mulheres de dirigir
veículos (Arábia Saudita), matarem pessoas por suas escolhas sexuais, deixarem
milhares morrerem de fome diariamente, se envolverem até o último fio de cabelo
com a corrupção etc. Todos esses usos e costumes são vergonhosos, ofendem a
honra. As gerações atuais serão duramente reprovadas por esses atos nefastos e
desonrosos.
Terceira: todas as objeções (sobretudo na era da internet)
contra todas as práticas que geram vergonha (corrupção, assassinatos sumários,
massacre por razões de gênero das mulheres, mortes evitáveis no trânsito etc.) são conhecidas. Não precisamos de
mais argumentos morais para mudar nosso comportamento. Muito menos de uma lei
que diga isso. Tudo já está posto. Agora é a hora da revolução de cada um. Quarta:
em todas as revoluções morais há uma proximidade impressionante entre a
identidade da pessoa (identidade racial, étnica, sexual, nacional,
religiosa etc.) e sua honra (a escravidão foi um ataque à humanidade do
escravo, o duelo sempre foi irracional, a amarração dos pés das chinesas gerava
uma deformação incapacitadora etc.). A honra faz parte do “viver uma boa vida
humana”. Quinta: necessidade de reconhecimento(como explicou Hegel).
Nós, seres humanos, “precisamos que os outros respondam apropriadamente ao que
somos e ao que fazemos. Precisamos que os outros nos reconheçam como seres
conscientes e percebam que nós também os reconhecemos assim” (Appiah, citado:
13). Temos uma profunda e constante preocupação com a posição social e o
respeito. As pessoas sem vergonha na cara são desprezadas (não são
reconhecidas). O reconhecimento é uma forte razão para nos comportarmos
adequadamente.
Sexta: somente quem tem vergonha na cara sabe o que
Aristóteles chamou de “eudaimonia”, que ele mesmo interpretou como ética. A palavra “eudaimonia” é
traduzida por muitos como “felicidade”. Appiah diz que ela significa florescer
para a arte de viver bem. Em suma: ser feliz por ser ético (entendendo a ética
como a arte de viver bem humanamente, como afirma o filósofo espanhol Savater).
A corrupção (assim como a escravidão) é uma questão moral. A moral é uma
dimensão relevante da ética (a dimensão prática). A corrupção,
consequentemente, tem tudo a ver com a ética e com a “eudaimonia”. Sétima:
não basta apenas ser bom com seus semelhantes, mais que isso, devemos cumprir
nossas obrigações frente aos outros. Isso também faz parte do viver bem
humanamente. Não basta não praticar a corrupção, é preciso reconhecer nossas
obrigações em relação às outras pessoas (denunciando-a, deplorando-a, fazendo
com que se tenha vergonha disso; a participação em ações sociais é outra forma
de cumprir nossas obrigações com os outros).
Oitava: quem tem vergonha na cara esforça-se para respeitar
as outras pessoas, para ter o respeito dos outros e respeitar a si próprio, seu
patrimônio honorífico. O respeito à nossa honra nos ajuda a viver bem humanamente, a
cumprir nossas obrigações com as outras pessoas, a nos sentir bem. Quem
respeita os outros e quem tem o respeito dos outros vive uma vida de melhor
qualidade. A filosofia, por isso mesmo, não pode negligenciar a honra. Nona:
quem tem vergonha na cara (quem é honrado) acredita em si mesmo. O
que a honra (e o sentimento de vergonha) nos dá, desde logo, é a
auto-confiança, que é, como disse Samuel Johnson, “o primeiro requisito para as
grandes realizações.” A auto-confiança nos traduz segurança em relação à nossa
dignidade, capacidade e poder. Quem é auto-confiante conta com forte senso de
convicção e certeza em si mesmo. Exterioriza serenidade, tranquilidade e,
ademais, é auto-consciente. Tudo isso pressupõe uma pessoa honrada (com
vergonha na cara). Décima: quem tem vergonha na cara (quem é
honrado) “olha o mundo direto nos olhos” e procura fazer a coisa certa. Não
precisa ser petulante nem revelar ostentação. Só lhe basta não ter a
necessidade de esconder a cara. Nem de ficar olhando para baixo. Norteia seus
atos pelos códigos da arte de viver bem, ou seja, da arte de respeitar os
outros para que os outros também o respeitem (e o reconheçam). Mas isso somente
é possível em quem, desde logo, respeita a si próprio.
Décima-primeira: quem tem vergonha na cara (quem é honrado)
anda de cabeça erguida. As pessoas capacitadas com o senso de honra (diz Appiah,
citado: 17) “lembram que merecem respeito, andam literalmente com a cabeça
erguida. Podemos ver o respeito próprio que têm, e elas podem senti-lo
estufando o peito e endireitando as costas”. A humilhação, ao contrário,
encurva a coluna, nos faz abaixar os olhos, usar disfarces, nos esconder. Décima-segunda:
quem tem vergonha da cara nunca se cora de vergonha. O humano é o
único animal que se cora quando sente vergonha por algo desonroso que fez.
Quando está envergonhado não consegue olhar nos olhos. Expressões como “Seu
rosto caiu”, “ficou sem cara”, “ficou com cara de tacho”, “tentou salvar a
cara” revelam o quanto o sentimento de vergonha tem ligação com nossa cara.
Quando afirmamos “joguei tudo na cara dele” isso significa que imputamos algo
que possa envergonhar, que possa afetar a honra da pessoa. Mais: o ato de corar
exterioriza uma involuntária revelação da vergonha. É pelo rosto que vemos o
que os outros estão sentindo. Mas é preciso estar na presença de outras pessoas
para que ocorra o ato de corar. Quando então o sangue sobe ao rosto. Isso, no
entanto, não significa que devemos estar de cara com o mundo para sentir
vergonha.
Conclui Appiah: “Zelar pela honra é querer ser digno de
respeito. Ao perceber que fez alguma coisa que o torna indigno, você sente
vergonha, mesmo que ninguém esteja olhando”. Tudo isso compõe a “teoria da
honra” (e, consequentemente, da vergonha). Refletindo sobre as 12 razões para
se ter vergonha na cara você agora sabe porque que os corruptos (dentre tantos
outros malfeitores) não gostam de falar seriamente em “honra” e “vergonha”. As
sociedades criam códigos que norteiam os padrões de comportamento. Quando esses
padrões nos envergonham temos que seguir outros códigos, os que mostram como
podemos ser respeitados e respeitar os outros (assim como a coisa pública, não
fazendo dela La Cosa Nostra). A honra e a vergonha fazem parte da natureza
humana, por mais que estejam desgastadas pelos novos tempos. Muitos saíram de
dentro delas (das exigências da honra e da vergonha), mas nem a vergonha nem a
honra saiu de dentro deles. Ter vergonha na cara não é o único antídoto contra
a corrupção, mas é o primeiro e talvez o mais potente, porque só depende de
cada um de nós.
P. S. Participe do nosso movimento fim da reeleição (veja fimdopoliticoprofissional.
Com. Br). Baixe o formulário e colete assinaturas. Avante!
Luiz Flávio Gomes
Professor • São
Paulo (SP)
Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG.
Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a
1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). [ assessoria de
comunicação e imprensa +55 11 991697674 [agenda de palestras e entrevistas] ]
Fonte:
Jusbrasil.com.br
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domingo, 9 de novembro de 2014
CAIU O "MURO DA VERGONHA" - MURO DE BERLIM
O Muro
de Berlim (em alemão Berliner
Mauer) era uma barreira física construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental - comunista) durante a Guerra Fria,
que circundava toda a Berlim Ocidental (capitalista), separando-a da Alemanha Oriental,
incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a
cidade de Berlim ao
meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA),
que era constituído pelos países capitalistas encabeçados
pelos Estados Unidos; e a República Democrática Alemã (RDA), constituído
pelos países comunistas sob julgo do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de agosto de 1961, dele faziam parte
66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes
metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de
guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha Oriental Comunista
com ordens de atirar para matar (a célebre SchieBbefehl ou
"Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou, segundo dados
do regime comunista, a morte a 80 pessoas, 112 feridos e milhares aprisionados
nas diversas tentativas de fuga para o ocidente capitalista, além de separar,
até sua queda, dezenas de milhares de famílias berlinenses que ficaram
divididas e sem contato algum. Os números de mortos, feridos e presos é
controverso pois os dados oficiais do fechado regime comunista são contestados
por diversos órgãos internacionais de Direitos Humanos.
O
Muro de Berlim foi o maior símbolo da divisão do mundo entre bloco
ocidental e oriental. O primeiro, liderado pelos Estados Unidos, tinha o capitalismo como
sistema econômico. Já o segundo, encabeçado pela antiga URSS (União das
Repúblicas Socialistas Soviéticas), era adepto do socialismo.
A
distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a
fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras
passaram a simbolizar a chamada "cortina de ferro" entre a Europa Ocidental e
o Bloco de Leste.
Antes
da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as
restrições de emigração do Leste comunista e fugiram para a Alemanha
Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental.
Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e
separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.
Durante
uma onda revolucionária de libertação ao
comando de Moscou que varreu o Bloco de Leste,
o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, após várias semanas
de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental Capitalista e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o
Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de
celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por
um público eufórico e por caçadores de souvenirs. Mais tarde, equipamentos
industriais foram usados para remover quase o todo da estrutura. A queda do
Muro de Berlim abriu o caminho para a reunificação alemã que foi formalmente
celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este
momento também como o fim da Guerra Fria.
O governo de Berlim incentiva
a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro.
Além da reconstrução de alguns trechos, está marcado no chão o percurso que o
muro fazia quando estava erguido.
A
importância da história do muro de Berlim foi retratada por diversos cineastas.
Uma obra interessante sobre o assunto é o longa-metragem Adeus, Lênin, de 2003.
Na história, uma mulher entra em coma poucos dias antes da queda do muro e
acorda após a vitória do capitalismo na Alemanha. Seu filho, para evitar que os
problemas da mãe piorem com a brusca mudança do cenário político, conspira com
amigos e familiares com o objetivo de criar uma falsa realidade para a mulher,
na qual o país continua separado.
Hoje se comemora os 25 anos da queda do Muro de Berlim. É inadmissível que haja a separação e segregação de pessoas e a privação de liberdade de ir e vir de um povo.
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terça-feira, 29 de abril de 2014
RACISMO É BURRICE
Racismo é Burrice
Chega de racismo
Gabriel o Pensador
Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
"O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar"
Racismo, preconceito e discriminação em geral;
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice
Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral
Racismo é burrice
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Racismo é burrice
E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você.
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Google magens
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segunda-feira, 10 de março de 2014
"É NAS URNAS QUE EU VOU ME VINGAR".
M Te Vê
Quem M Te Vê
Quem M Te Viu
No final dos 90 o Brasil
Tem um pé no penta
O outro em Chernobyl.
Quem M Te Viu
No final dos 90 o Brasil
Tem um pé no penta
O outro em Chernobyl.
A gente explode se for campeão
Depois se fode na eleição
A gente perde a copa e aprende
A eleger quem é honesto e competente.
Quem M Te Vê
Quem M Te Viu
No final dos 90 o Brasil
Tem um pé no penta
O outro em Chernobyl.
Já dizia o General De Gaulle
"Este país não é sério!"
Mais vale um craque de gol
Que dois de araque no Ministério,
mas que mistério!
Quem quer trocar a copa do mundo
Por um Brasil sem vagabundos
Chove chuva na terra do sol
Chove cartola no futebol.
Fica assim combinado, então
Se a bola no pé deixar na mão
Que vantagem Gérson vai levar
É nas urnas que eu vou me vingar, porque eu
Vou me vingar!
Quem M Te Vê
Quem M Te Viu
No final dos 90 o Brasil
Tem um pé no penta
O outro em Chernobyl.
Quem M Te Viu
No final dos 90 o Brasil
Tem um pé no penta
O outro em Chernobyl.
Rita Lee
Compositores: Rita Lee e Roberto de Carvalho
Fontes
www.kboing.com.br
www.youtube.com.br
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sábado, 9 de novembro de 2013
EU SEI QUE A GENTE SE ACOSTUMA, MAS NÃO DEVIA...
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
Acostumamos...
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti
Marina Colasanti
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Texto de Marina Colasanti
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
SER PROFESSOR (A)
Crônica:
Ser professor(a) - as múltiplas funções dos mestres
__________________________________________________________________
Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta.
Enquanto professores...
Somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal.
Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances.
Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância.
Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura,
que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer.
Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos,
das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo.
Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados.
É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada
profissão existente um traço de nós professores. Contudo ser professor,
ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos,
é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.
Ser professor é ser essência, não sabemos as respostas.
Estamos sempre tentando. Às vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos.
Ser professor é ser emoção
Cada dia um desafio
Cada aluno uma lição
Cada plano um crescimento.
Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamúrias
“não sei o que aqui faço, por que aqui fico?”
fica a certeza de que...
Educar parece latente, é obstinação.
Ser professor é peculiar,
Pulsa firme em nossas veias,
Professor ama e odeia seu ofício de ensinar
Ofício que arde e queima
Parece mágica, ou mesmo feitiço.
Na verdade, não larga essa luta que é de muitos.
O segredo está em seus alunos, na sua sala de aula, na alegria de ensinar
a realização que vem da alma e não se pode explicar.
Não basta ser bom... tem que gostar.
Soraia Aparecida de Oliveira, professora do Ensino Fundamental, Escola Municipal Nilza de Lima Sales, Brumadinho, MG.
Artigo publicado no jornal Mundo Jovem, edição nº 350,
setembro de 2004, página 21.
FELIZ DIA DOS PROFESSORES QUE FAZEM DA ARTE DE ENSINAR UMA LIÇÃO PARA TODAS AS VIDAS. (André Ribeiro)
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
O PLEBISCITO
Por ARNALDO JABOR
Pai, o que é plebiscito? ─
assim perguntava o menino, no conto de Artur Azevedo, em 1890. O mesmo
aconteceu comigo.
Estava na sala e de repente meu
filho levanta a cabeça e pergunta:
─ Pai, o que é plebiscito?
Eu fechei os olhos
imediatamente para fingir que dormia. O menino insiste:
─ Papai? O que é?
Não tenho remédio senão abrir
os olhos.
|
ta
─ Ora essa, rapaz, tens treze
anos e não sabes ainda o que é plebiscito?
─ Se soubesse, não perguntava.
─ Plebiscito, meu filho, é
quando o governo pergunta ao povo o que ele acha de determinado assunto
importante para o país. Voltou à tona depois que houve as manifestações de
rua, com mais de um milhão de pessoas protestando contra o caos brasileiro.
─ Que pergunta é importante
para o Brasil?
─ São muitas perguntas meu
filho… quer exemplos? Muito bem… vamos a isso:
─ Você é contra ou a favor de
15 bilhões para estádios de futebol, dinheiro que dava para fazer 50
hospitais ou 75 quilômetros de metrô em São Paulo? Você é a favor da reforma
politica? Você sabe o que é voto distrital comum ou misto? É contra ou a
favor? Aliás, você sabe o que é isso, filho?
─ Se você explicar…
─ Também não sei, filho… mas,
vamos lá… Você é contra ou a favor de haver 28 mil cargos de confiança no
governo, se a Inglaterra tem apenas 800 e os Estados Unidos, 2 mil? O Brasil
tem mais de 5.700 municípios, com prefeitos, vice prefeitos, 513 deputados
federais, 39 ministérios. Não dava para cortar tudo pela metade? E o PAC? Que
fez o PAC até hoje? Com a corrupção deslavada, o PAC acabou fazendo pontes
para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos,
esgotos à flor da pele, tudo proclamado como plano de aceleração do
crescimento.
Os melhores economistas do
mundo dizem que temos de abandonar a política econômica de estimular demanda
e atentar para o crescimento da oferta, pela redução de gastos do Estado, que
se apropria de 36% da renda nacional mas investe menos de 3% e consome grande
parte dos recursos para sua própria operação. Você entendeu o que falei? Um
dia, entenderá.
Você é contra ou a favor de
investigar por que a Petrobrás comprou uma refinaria no Texas por US$ 1
bilhão, se ela vale apenas US$ 100 milhões? Você é contra ou a favor da
ferrovia Norte-Sul que está sendo construída há 27 anos, com mil roubalheiras
e ainda quer mais 100 milhões para cobrir o que a Valec desviou quando o
Juquinha, afilhado do eterno Sarney, era o chefão?
─ Quem é Sarney?
─ É o comandante do atraso.
─ Ah, legal…
─ Você é contra ou a favor da
CPI que fez o Cachoeira sumir do mapa para não criar problemas para o
Executivo e suas empreiteiras? Você lembra das operações da Policia Federal,
com lindos nomes? Cavalo de Tróia, Caixa de Pandora (do Arruda), Anaconda,
das mil ambulâncias dos sanguessugas? E tantas outras. Quantos estão presos
hoje? Você é contra ou a favor de reforma do Código de Processo Penal? Aliás,
por que o PT quer tanto o plebiscito? Ele lucra com isso? Sim ou não?
O Lula sumiu de cena mas já
declarou que as manifestações são ” coisa da direita “. E o PT? É peronista
de direita ou de esquerda? Com a volta da inflação, você é contra ou a favor
da correção monetária para o Bolsa Família? Você não acha que é fundamental a
privatização (ohhh, desculpe, “concessão”) de ferrovias, aeroportos e
rodovias?
Por que uma das maiores secas
de nossa história não é analisada pelo governo? Para não criticar os donos da
indústria da seca, por motivos eleitorais? Aliás, o que aconteceu com o Rio
São Francisco, que disseram que iam canalizar? Parou? Sim ou não?
Sem dúvida, Sergio Cabral foi
quem mais se queimou nisso tudo. Mas, pergunto, que será do estado do Rio de
Janeiro com o Lindnberg Farias, ex-prefeito de Nova Iguaçu, com o sigilo
quebrado pelo STF, governando o estado até 2018? Será que o Pão de Açúcar
fica em pé?
Você acha legal ou não a
importação de médicos cubanos para o país?
Você é contra ou a favor do
“trem-bala” que custará (na avaliação inicial) cerca de 30 bilhões de reais,
que davam para renovar toda a malha ferroviária comum? Aliás, nessa
velocidade, qual a altura que ele vai voar, quando os traficantes do Rio
puserem pedras nos trilhos?
Você acha que os “mensaleiros”
ficaram contentes com o fim da PEC 37 que o Congresso, apavorado, rejeitou?
Você acha normal que o Brasil cobre
R$ 36 de impostos sobre cada R$ 100 produzidos? Você não acha o Palocci muito
melhor que o Mantega? Por que não chamam o Palocci? Quem é? É o melhor cara
do PT, que impediu a destruição do Plano Real durante os quatro anos do
primeiro mandato do Lula.
Você entende, meu filho, o
governo do Brasil tenta com sua idéia de mudança constitucional transformar
problemas administrativos em problemas institucionais. Você não acha que
querem disfarçar sua incompetência administrativa? Afinal, quem governou o
país nos últimos dez anos? Agora, parece que descobriram que o país precisa
de reformas, que o PT não fez nem deixou fazer por 10 anos. Agora, gritam
todos: reforma! Por isso, pergunto: será que os intelectuais não vêem que a
democracia conquistada há 20 anos está sendo roída pelos ratos da velha
política? Você acha que a Dilma está com ódio do Lula, por ter finalmente
descoberto o tamanho da herança maldita que deixou para ela? Mas Lula não
liga. “Ela que se vire…” ─ ele pensa, em seu egoísmo, secretamente até
querendo que ela se dane, para ele voltar em 2014. Você acha, meu filho, que
o Lula vai ser candidato de novo? E será eleito como “pai do povo” , para
salvar o país que ele destruiu?
E que você acha de todas essas
perguntas, filho? Qual a sua opinião?
─ Pai, o povo já respondeu a
todas essas perguntas. Então, para que perguntar de novo?
─ É técnica de marketing, meu
filho. Idéia do Lula, para dar a impressão de que o governo não sabia de
nada. Como ele nunca soube.
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
ESCOLHAS DE UMA VIDA
A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.
Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!
Filme: Crimes e Pecados
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domingo, 14 de abril de 2013
PSICÓLOGA X CAZUZA!
Uma psicóloga que escreveu, corajosamente algumas verdades.
Uma psicóloga que assistiu ao filme escreveu o seguinte texto:
'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora.. As pessoas estão cultivando ídolos errados..
Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?
Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.
Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu)com conceitos de certo e errado.
No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
São esses pais que devemos ter como exemplo?
Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora..
Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.
Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso.Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.
Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz,principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme.Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.
Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?
Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.
Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?
Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor .
Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar.. Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos.
Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi à pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.'
Karla Christine
Psicóloga Clínica
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terça-feira, 19 de março de 2013
CHIMAMANDA ADICHIE - O PERIGO DA HISTÓRIA ÚNICA
Estudar para a aula de
Sociologia. Tema: "Cultura" de acordo com nossas discussões sobre
Socialização.
Nossas vidas, nossas culturas, são compostos de muitas histórias que se sobrepõem. Romancista Chimamanda Adichie conta a história de como ela encontrou sua voz autêntica cultural - e adverte que se ouve apenas uma história única sobre outra pessoa ou país, corremos o risco de um mal-entendido fundamental.
Inspirada na história da Nigéria e tragédias todos, mas esquecidos pelas gerações recentes de ocidentais, romances Chimamanda Ngozi Adichie e histórias são jóias da coroa da literatura da diáspora.
Veja o vídeo e o seu discurso:
http://youtu.be/EC-bh1YARsc
Fonte:
youtube.com
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
BBB 13
Por Luis Fernando Veríssimo
Luis Fernando Veríssimo
(11/01/2013)
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim
marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente
pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores).
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…. , estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… ,·visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Luis Fernando Veríssimo
Votação - paredão do BBB 13
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