sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

REIS MAGOS

Os Três Reis Magos ou simplesmente Magos, são personagens da narrativa cristã que visitaram Jesus após seu nascimento (Evangelho de Mateus). A Escritura diz uns magos, que não seriam, portanto, reis nem necessariamente três e, sim, talvez, sacerdotes da Pérsia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos.


Bechior, Baltazar e Gaspar


     Os "magos", que vinham do Leste de Jerusalém levando em oferenda a Jesus ouro, incenso e mira, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3.º Século terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: "Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes."

     O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141:2). A mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19: 39 e 40), simbolicamente, representava a imortalidade. O ouro pode representa a realeza (além providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém).


Os três Reis Magos


A visita, relatada no Evangelho de São Mateus, não traz tantos detalhes, mas, ao longo dos séculos, foi-se acrescendo a esse episódio uma série de dados que deram ao perfil peculiar a essas três figuras. Primeiro se acreditou que eram sábios astrólogos, membros da classe sacerdotal de alguns povos orientais, como os caldeus, os persas ou os medos.

    A partir do século 6, porém, a Igreja passou a considerá-los reis e lhes nomeou pessoalmente, atribuindo a cada um deles características próprias. Assim, Melchior (quer dizer: “Meu Rei é Luz”) seria o representante da raça branca, européia, e dos descendentes de Jafé (terceiro filho de Noé e pai dos europeus); Baltasar (se traduz por “Deus manifesta o Rei”) representaria a raça amarela, habitante da Ásia e descendente de Sem (filho de Noé e pai dos asiáticos), enquanto Gaspar (significa “Aquele que vai inspecionar”) pertenceria à raça negra, proveniente da África e que teria como ascendente Cam (filho de Noé e pai dos africanos). O Evangelho quis nos mostrar com essa peça literária que, mesmo povos distantes e de culturas diferentes reconhecem em Jesus o Messias, o salvador do mundo. 

Os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo da Babilônia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canônicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.

     Outro fator muito importante tem a ver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilônia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenômenos celestes que ocorriam.

     Assim os magos sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorridas, assim a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de janeiro.


Símbolo natalino - Reis magos


    "Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12). Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.



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DECIFRA-ME OU DEVORO-TE

Esfinge do Egito


(decifra-me ou devoro-te) 


Esfinge do Egito


Revesti-me de pele e aço. Por ser frágil e eloqüente. Em cada pedaço de pensamento desenhado e materializado pela mente cresce a vontade de me manter sã e protegida. Longe das mãos dos fantasmas expurgados. Longe da busca incessante daqueles cujo desejo é dominar o meu destino. 
Decifrar-me é o mesmo que me destruir. Não importa os riscos os quais eu enfrento. Não importa se me distancio das pessoas queridas. Não importa também os enigmas que proponho. Eu sempre escolho com cuidado calculado qual será o primeiro e o mais adequado ao caso. 

Sou uma mulher. Imponente. Firme. Sensível. Mesmo com as minhas cicatrizes expostas. Adoço a minha feminilidade através de suaves mordidas na fruta do pecado. Graças as minhas asas, eu ganho rápido velocidade e liberdade pelos céus. Faço longos passeios noturnos. Beijo estrelas. Persigo as cadentes e os cometas. E como alguns pássaros, vôo para o norte no inverno. As garras nas patas servem para lembrar-me o quanto sou poderosa. Uma leoa. Com meu forte instinto de luta e de preservação. Pertence exclusivamente a mim o direito de governar o meu universo particular. 

Espanto e apavoro os inimigos. Grito na beirada do abismo, e espero que os ecos os atordoem e os assustem. Recolho os meus disfarces. E continuo na espreita, só observando os próximos movimentos. 

Mas não me exalto. Permaneço calma. Clara. Altiva. Desarmada. Profetizo-me assim até o dia da última chave: a morte. E reservo um prazer especial ao possuir as vítimas que estraçalho. Dependuro as víceras de cada uma delas no varal das emoções adivinhadas. Então a minha alma se torna ainda mais cravejada de novos sabores e de novas descobertas.
 

Esfinge: Monstro fabuloso, leão alado com cabeça e busto humanos, que matava os viajantes quando não decifravam o enigma que ele lhes propunha. Na arte egípcia, estatua de leão deitada com cabeça de homem, de carneiro ou ave de rapina, e que representa uma divindade.
Fig: Pessoa calada, misteriosa, enigmática. Certa borboleta noturna.

Esfinge



Texto de Luciana Oliveria


Fontes
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

LENTES DE CONTATO PARA OS DENTES


O destaque entre as novidades do mercado de Odontologia Estética são as lentes de contato dentais. Trata-se de uma técnica de confecção de finas lâminas de porcelana (a mesma utilizada para confecção de coroas cerâmicas ou facetas).

Veja o comparativo entre as lentes de contato dental e ocular:

 Lente de contato ocular x lente de contato dentária


O produto é a resistência ao desgaste, seu aspecto mais natural e o fato de não sofrer alterações na cor com o tempo. O adesivo utilizado na aplicação também é o grande responsável pela durabilidade do produto. No entanto, é importante ter cuidados na higiene bucal e na mastigação de alimentos muito duros. Com essas precauções a durabilidade estimada do produto é de até 10 anos após a aplicação.

As lentes de contato dentais são conhecidas como Lumineers nos Estados Unidos. Lumineers é uma marca de laminados feita de porcelana patenteada chamada Cerinate. As Lumineers requerem uma redução muito pequena ou nenhuma redução de dente. Lumineers são excelentes escolhas quando os dentes dos pacientes apresentarem pequenas deformações ou alterações de cor. Estas lentes de contato dental como são chamadas no Brasil não devem ser indicadas para todos os casos que anteriormente foram restauradas com facetas laminadas, portanto não são simples substitutos deste tipo de tratamento.

Elas são aplicadas sobre a superfície do dente para recobrir dentes amarelados, com manchas ou levemente desalinhados.


Antes de colocar as facetas de porcelana

Depois de coloca as facetas de porcelana


O procedimento é indicado pelo dentista que realiza o trabalho com a ajuda do ceramista (profissional técnico em prótese dental - TPD) que fabricação a lente de cerâmica que vai ser "colada" sobre os dentes. As lentes de contato são confeccionadas uma a uma, em um processo delicado e artesanal de escultura, montagem e confecção, pois são estruturas de cerca de 0,2 mm de espessura.

A técnica é pouco invasiva e, portanto, altamente conservadora das estruturas dentais naturais. A grande vantagem deste tratamento é que o dentista não precisa desgastar os dentes do paciente com brocas, preservando ao máximo sua estrutura. O tempo de vida varia de paciente a paciente, mas pode durar entre 5 a 10 anos.
As lentes de contato dentais consistem em uma fina lâmina de porcelana de cerca de 0,2 mm, que é aplicada sobre a superfície do dente para recobrir dentes amarelados, com manchas ou levemente desalinhados. A vantagem deste tratamento, de acordo com a APDESP, é que, ao contrário do procedimento realizado atualmente, o dentista não precisa desgastar os dentes do paciente com brocas, preservando ao máximo suas estruturas naturais.


Facetas laminadas de porcelana, ou simplesmente facetas, são pedaços de porcelana personalizados que o cirurgião dentista posiciona na parte frontal dos dentes para melhorar sua aparência e reparar danos. As facetas podem alterar de forma impressionante o sorriso de uma pessoa e ajudam a melhorar sua auto-confiança. Nas décadas de 20 e 30, atores, atrizes e outros artistas chegavam ao extremo de extrair seus dentes e colocar dentes postiços para melhorar seus sorrisos. Felizmente, esse procedimento radical deu lugar às facetas, uma técnica bem menos invasiva. As facetas são o segredo por trás dos sorrisos arrebatadores que vemos nas telas de cinema.


Esquematização da faceta laminada inserida ao dente



As facetas podem ser usadas para melhorar uma ampla gama de problemas dentários estéticos. Elas podem clarear dentes manchados ou descoloridos, fechar espaços entre dentes, "corrigir" um sorriso torto sem precisar de aparelhos, consertar lascas e imperfeições, e criar um sorriso com aparência mais atraente e jovial. O procedimento costuma envolver a remoção de uma fina quantidade da camada mais exterior do dente, chamada de esmalte. Então, o dentista tira moldes da boca, e coloca facetas temporárias para o paciente usar enquanto as permanentes são fabricadas. O procedimento de remoção de esmalte normalmente leva de uma a duas horas e meia.
Depois, o laboratório cuidadosamente esculpe as facetas na porcelana. Em cerca de duas semanas, elas estão prontas para que o dentista as prenda na parte frontal dos dentes.


 Este processo melhora a força e a aparência dos dentes.




Fontes
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