segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

QUANDO EU ENVELHECER...

CARTA DE UMA MÃE PARA UMA FILHA


De mãe para filha


“Minha querida menina, no dia que você perceber que estou envelhecendo, eu peço a você para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando. Se quando conversarmos, eu repetir a mesma coisa dezenas de vezes, não me interrompa dizendo: “Você disse a mesma coisa um minuto atrás”. Apenas ouça, por favor. Tente se lembrar das vezes quando você era uma criança e eu li a mesma história noite após noite até você dormir. Quando eu não quiser tomar banho, não se zangue e não me encabule. Lembra de quando você era criança eu tinha que correr atrás de você dando desculpas e tentando colocar você no banho? Quando você perceber que tenho dificuldades com novas tecnologias, me dê tempo para aprender e não me olhe daquele jeito...lembre-se, querida, de como eu pacientemente ensinei a você muitas coisas, como comer direito, vestir-se, arrumar seu cabelo e lhe dar com os problemas da vida todos os dias...o dia que você ver que estou envelhecendo, eu lhe peço para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando. Se eu ocasionalmente me perder em uma conversa, dê-me tempo para lembrar e se eu não conseguir, não fique nervosa, impaciente ou arrogante. Apenas lembre-se, em seu coração, que a coisa mais importante para mim é estar com você. E quando eu envelhecer e minhas pernas não me permitirem andar tão rápido quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu lhe ofereci a minha em seus primeiros passos. Quando este dia chegar, não se sinta triste. Apenas fique comigo e me entenda, enquanto termino minha vida com amor. Eu vou adorar e agradecer pelo tempo e alegria que compartilhamos. Com um sorriso e o imenso amor que sempre tive por você, eu apenas quero dizer, eu te amo minha querida filha.”


Fonte: Spring in the Air


  


Fontes
Google Imagens


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

CRÔNICA: PAI DE MEU PAI

PAI DE MEU PAI


Pai Velhinho



Fabrício Carpinejar


Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.


É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.


É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.


É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.


É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.


E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.


Todo filho é pai da morte de seu pai.


Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.


Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.


A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.


A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.


Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.


Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.


E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.


Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:


– Deixa que eu ajudo.


Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.


Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.


Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.


Embalou o pai de um lado para o outro.


Aninhou o pai.


Acalmou o pai.


E apenas dizia, sussurrado:


– Estou aqui, estou aqui, pai!


O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.







Publicado no jornal Zero Hora
Revista Donna, p.6
Porto Alegre (RS), 06/10/2013 Edição N° 17575


Fonte
Google Imagens
Jornal Zero Hora

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

NOVEMBRO AZUL - ATENÇÃO HOMENS!




O que é o Câncer de Próstata?


O câncer de próstata é o mais comum entre os homens e de acordo com o INCA – Instituto Nacional de Câncer, estão previstos 60.180 novos casos da doença no Brasil em 2012.


As causas do câncer de próstata ainda são desconhecidas. Embora apareça em homens com mais de 65 anos de idade, as chances de desenvolver a doença aumentam em até dez vezes se já houve algum caso de câncer de próstata na família, como pai ou irmão. Outros fatores, como o estilo de vida, alimentação inadequada à base de gordura animal e pobre em frutas, legumes, verduras e grãos também podem interferir no surgimento da doença.


Este é um tipo de câncer que demora a se manifestar, exigindo exames preventivos com frequência para não ser descoberto em estado avançado e potencialmente fatal. Homens a partir dos 50 anos de idade (ou 45, se houver casos de câncer de próstata na família), devem procurar um urologista anualmente para realizar os exames preventivos.


O toque retal, que é rápido e indolor, mostra se a próstata apresenta algum tipo de alteração. Caso seja detectada, o médico pode solicitar outros exames para confirmar o diagnóstico, como a dosagem de PSA (antígeno prostático) no sangue e a biópsia, que é a retirada de fragmentos da glândula para análise. A partir dos resultados, o urologista poderá dar o diagnóstico correto.

Conforme o tumor cresce, há dificuldade de urinar; o jato de urina fica mais fraco; aumenta a frequência das micções, especialmente à noite; há dor ou ardência no ato de urinar ou na ejaculação; e um pouco de sangue pode aparecer na urina ou no sêmen. Em uma fase mais avançada, pode causar dores nos ossos, infecções generalizadas e até insuficiência renal.



Fatores de Risco

Assim como em outros tipos de câncer, a idade é um marcador de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após os 50 anos.

A história familiar de pai ou irmão com câncer da próstata antes dos 60 anos de idade é outro fator importante, podendo aumentar o risco de três a 10 vezes em relação à população em geral e refletir características herdadas e estilos de vida compartilhados entre os membros da família.

A influência da alimentação sobre a gênese do câncer ainda é incerta, não sendo conhecidos os exatos componentes ou mecanismos através dos quais ela pode influenciar o desenvolvimento do câncer da próstata. As evidências apontam que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e pobres em gordura, principalmente as de origem animal, não só ajuda a diminuir o risco de câncer, como também o risco de outras doenças crônicas não transmissíveis.

Também tem sido apontada uma relação positiva entre o alto consumo energético total e ingestão de carne vermelha, gorduras e leite e o risco de câncer da próstata. Por outro lado, o consumo de frutas, vegetais ricos em carotenoides (como o tomate e a cenoura) e leguminosas (como feijões, ervilhas e soja) tem sido associado a um efeito protetor.

Além desses, alguns componentes naturais dos alimentos, como as vitaminas (A, D e E) e minerais (selênio), também parecem desempenhar um papel protetor. Já outras substâncias geradas durante o preparo de alguns alimentos, como as aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, têm sido consideradas como componentes da dieta que poderiam aumentar o risco de câncer da próstata.

Outros fatores cujas associações com câncer da próstata foram detectadas em alguns estudos incluem o “fator de crescimento análogo à insulina” insulin-like growth factor, consumo excessivo de álcool e tabagismo.

Homens com sobrepeso e obesos também possuem maior risco de desenvolver câncer de próstata.
Em geral, sabe-se pouco sobre a maioria dos fatores estudados em relação ao câncer de próstata, já que os estudos epidemiológicos têm encontrado resultados inconsistentes. As justificativas que norteiam a detecção precoce do câncer da próstata, assim como de qualquer outro tipo de câncer é que, quanto mais inicialmente a doença for diagnosticada, maiores serão as chances de cura, além de permitir um tratamento menos agressivo e mutilante.




Campanha Novembro Azul


Preconceito, falta de informação, idéias equivocadas… Estas são algumas das características do comportamento masculino quando o assunto é saúde, sobretudo quando envolve a próstata. O assunto é delicado, todos sabemos. Por isso, surgiu a ideia de desenvolver uma Campanha especialmente voltada ao esclarecimento do tema e quebra de paradigmas, para mudar de vez o cenário nacional, que traz números cada vez mais alarmantes sobre o Câncer de Próstata.



Um Toque, Um Drible - Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Próstata



Iniciativa busca quebrar os paradigmas da doença no Brasil por meio de ações interativas, realizadas em todo o País.

Uma pesquisa realizada no mês de maio de 2013 pela Sociedade Brasileira de Urologia com 5 mil homens revelou que 47% deles nunca fizeram o exame de toque retal, fundamental para detectar o câncer de próstata. Ao tomarem essa atitude, eles engrossam o número de possíveis acometidos pela doença, que atinge todos os anos no Brasil cerca de 60 mil homens, levando à óbito mais de 10 mil.

Para mudar esse panorama, desde 2010 o Instituto Lado a Lado pela Vida promove a Campanha Um Toque, Um Drible. A Campanha busca promover uma mudança de paradigmas em relação à ida do homem ao especialista e à realização do  exame de toque.

A Campanha Um Toque Um Drible, a começar pelo nome, que remete ao duplo sentido, entre o exame de toque retal e a “dar um toque”, um conselho, integra ações de conscientização entre homens, mulheres e também os jovens, para que a questão da saúde masculina seja um processo, construído ao longo da vida.

O público-alvo são homens a partir de 45 anos e grupos de participação ativa no processo de prevenção e cuidados, como família, parceiros e comunidade. Para alcançar os seus propósitos, a Campanha tem o apoio de importantes formadores de opinião, como o ex-jogador de futebol Zico.
Em 2013, a Campanha Um Toque, Um Drible já conta com um amplo calendário de ações em diversas cidades brasileiras, como Salvador, São Paulo, Barretos, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Natal, João Pessoa e Petrolina. Essas ações contemplam: iluminação de pontos turísticos e monumentos, palestras informativas para leigos, intervenções em eventos populares e pedágios em locais de grande circulação.

Este ano, a Campanha ganhou o reforço de mais uma conquista. Foi a criação do Movimento Saúde, Sustentabilidade e Vida, formado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, pela Fundação José Silveira e pelo Instituto Eco D. O objetivo do Movimento é fornecer orientações sobre saúde e sustentabilidade para a população do Brasil todo.


Ações já realizadas:

Desde sua criação, a campanha Um Toque, Um Drible, também já realizou diversas ações presenciais de interatividade, como: fóruns de discussão, participação em eventos culturais e esportivos e atuação no ambiente de trabalho, sempre com um exclusivo material de apoio, que é distribuído à população.


Apesar de ser realizada durante o ano todo, a Campanha tem em novembro o seu ápice. Em comemoração ao Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata foi criado o Novembro Azul, mês que conta com ações relacionadas à doença. Em 2012, entre outras, foram realizadas ações em estádios de futebol (Morumbi e do Canindé) durante o Campeonato Brasileiro e nas estradas do Brasil com uma ação educativa voltada aos caminhoneiros.


Informações contidas no site da campanha: 

http://umtoqueumdrible.ladoaladopelavida.org.br



Fontes
Google Imagens