sábado, 12 de maio de 2012

MÃE


Por Fábio Jr.



Mãe, você sempre de olho em mim
Às vezes, juro não reparo
Mãe, seu colo sempre ali presente
Amor, tão puro amor...
Tão raro
Mãe, perdoa minha ausência
Às vezes tenho trabalhado muito
Mãe, mas como você mesma diz
Trabalho com amor gera bons frutos
Mãe teu infinito amor
Eterno amor é tão profundo
Mãe, você parece às vezes
Que é mãe de todo mundo
Mãe agora aqui diante de você declaro
Minha vida fica mais bonita
Com você do lado, do meu lado
Te amo tanto, tanto e te agradeço sempre
E sempre que eu puder eu estarei por perto
Claro.

Mãe


Obs.: Desconheço o autor da figura, quem souber me informe para dar os devidos créditos.
Obrigado.

André Ribeiro

AS DORES DA ESCRAVIDÃO


                                                  As Dores da Escravidão


                               Eles vieram de tão longe, traziam consigo o medo,
                               As incertezas eram suas companheiras desde cedo.
                               Traziam o sofrimento antecipado dos seus receios
                               E as dores dos açoites, que já sentiam nos navios.
                               Mal chegavam, já eram analisados como animais,
                               Vendidos como meras mercadorias, artigos banais.
                               Trabalhavam duro e sofriam o peso da escravidão,
                               A cada chicotada e a cada açoite, a dor da solidão.
                                A cada ano as esperanças da liberdade se dissipavam,
                                Os seus filhos nasciam e naquele regime continuavam.
                                Enquanto os mais velhos as dores do flagelo sofriam,
                                Os ecos da noite nos traziam os sons dos que gemiam.
                                Ao longe era refletida desses ecos a repercussão
                                E o reflexo do som trazia a forte dor da servidão.
                                Pelo negro, no nosso país, através da escravidão
                                De terras longínquas a saudade do seu natal torrão.
                                Mais navios negreiros que aportavam e a história se repetia
                                Movimentos no Brasil a escravidão, aos poucos, se extinguia.
                                Castro Alves o poeta abolicionista que os seus ideais escrevia,
                                Vozes da África, Navio Negreiro, Os Escravos, primeira poesia.
                                O poeta abolicionista marcou época com sua primeira poesia
                                Mais um nordestino que com força e garra, nascido na Bahia,
                                Seus estudos de Direito na Faculdade de Recife realizaria
                                E o seu grande apogeu no Rio de Janeiro, ele consolidaria.
                                Vinte anos se passaram após a morte do grande Poeta
                                Para se realizar seu almejado sonho, seu grito de alerta,
                                Decretada extinta a escravidão e o grande Brasil desperta
                                Na Lei Áurea está implícita a nobreza da alma do poeta.


 Mercêdes Pordeus

LEI ÁUREA



Abolição da Escravatura - Lei Áurea



Princesa Isabel assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888.


Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão-de-obra para a realização de trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os religiosos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, os portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil.


Processo de abolição da escravatura no Brasil 


Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros. Devido as péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e desumana.  

Apesar desta prática ser considerada “normal” do ponto de vista da maioria, havia aqueles que eram contra este tipo de abuso. Estes eram os abolicionistas (grupo formado por literatos, religiosos, políticos e pessoas do povo); contudo, esta prática permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve a escravidão por um longo período foi o econômico. A economia do país contava somente com o trabalho escravo para realizar as tarefas da roça e outras tão pesados quanto estas. As providências para a libertação dos escravos deveriam ser tomadas lentamente.

A partir de 1870, a região Sul do Brasil passou a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros; no Norte, as usinas substituíram os primitivos engenhos, fato que permitiu a utilização de um número menor de escravos. Já nas principais cidades, era grande o desejo do surgimento de indústrias.Visando não causar prejuízo aos proprietários, o governo, pressionado pela Inglaterra, foi alcançando seus objetivos aos poucos. O primeiro passo foi dado em 1850, com a extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais tarde, foi declarada a Lei do Ventre-Livre (de 28 de setembro de 1871). Esta lei tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de sua promulgação.

Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos. Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no Brasil.


A vida dos negros brasileiros após a abolição

Após a abolição, a vida dos negros brasileiros continuou muito difícil. O estado brasileiro não se preocupou em oferecer condições para que os ex-escravos pudessem ser integrados no mercado de trabalho formal e assalariado. Muitos setores da elite brasileira continuaram com o preconceito. Prova disso, foi a preferência pela mão-de-obra europeia, que aumentou muito no Brasil após a abolição. Portanto, a maioria dos  negros encontrou grandes dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo de condições necessárias (moradia e educação principalmente).






Fontes
Google Imagens