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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

PACIÊNCIA

Paciência

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma.
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa.
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal.
E a loucura finge
Que isso tudo é normal.
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz.
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós.
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara.
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma.
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma.
Eu sei, a vida não pára.
A vida não pára, a vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara.
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma.
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma.
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára, a vida não para não...

A vida não pára!...
A vida é tão rara!...

Lenine


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O PALHAÇO - O FILME

O filme


Direção: Selton Mello
Elenco: Selton Mello, Paulo José, Giselle Motta, Larissa Manoela
Nome Original: O Palhaço
Duração: 90 minutos
Ano: 2010
País: Brasil
Classificação: 10 anos


Selton Mello e Paulo José


Um filme de palhaços com uma carga dramática e crise existencial. Este é O Palhaço, a segunda experiência de Selton Mello como diretor (a primeira foi Feliz Natal, em 2008).
A narrativa traz a história de Benjamin (Selton Mello) e Valdemar (Paulo José), pai e filho conhecidos nos picadeiros como os palhaços Pangaré e Puro Sangue. Eles ganham a vida viajando pelo país com o Circo Esperança; sem endereço fixo, sem vizinhos, sem documentos.
O drama começa quando Pangaré, cansado da vida na estrada, começa a achar que já não é mais um palhaço engraçado, fazendo despertar um sonho antigo de ter um lugar para morar e um CPF, comprovando sua identidade.

O Palhaço - o filme


Trailer oficial do filme O Palhaço.




Fontes
Google Imagens

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

EU SEI

AMOR EM PEDAÇOS

Rita Lee e Fernanda Takai


Vivemos sob o mesmo teto
Um amor pode durar um século.
Tudo foi um grande engano.
Nosso amor só durou um ano.
Vamos nos ver outra vez?
E o amor se acabou em um mês.

O tempo voa.
Quando se ama e nem notei a semana passar.
A vida começou.
No dia em que a gente se encontrou.
E o tempo parou.

Falei o que não devia.
Nosso amor durou só um dia.
Ele riu, mas agora chora.
Seu amor se acabou nessa hora.

O tempo voa.
Quando se ama e nem notei a semana passar
A vida começou.
No dia em que a gente se encontrou
E o tempo parou.

Pra onde vai tudo o que se sente.
Eu só voltei pro amor durar pra sempre.

Você fala, e eu não mais te escuto.
Nosso amor não passou de um minuto.
Ele deu um suspiro profundo.
E o amor parou por um segundo.

O tempo voa.
Quando se ama e nem notei a semana passar.
A vida começou.
No dia em que a gente se encontrou.
E o tempo parou. 



domingo, 4 de dezembro de 2011

NATAL DIGITAL



Atualidade. Mas a mensagem continua a mesma!


https://www.youtube.com/watch?v=dV34UtM8_bQ&feature=player_embedded

domingo, 6 de novembro de 2011

NÃO ME ABANDONE JAMAIS

Minha sugestão de filme para hoje.

Não Me Abandone Jamais"

Por mais que tentem explicar a nossa existência neste mundo, acredito que nunca entenderemos ao certo. O que todos sabem é que a vida é apenas uma passagem. O escritor japonês Kazuo Ishiguro escreveu em sua obra que inspirou “Não Me Abandone Jamais” uma história que dá motivo para a existência de jovens que estão no mundo a favor de uma ciência retrógrada, que prega a aniquilação de uns em benefício de outros.
Em uma dessas escolas, os amigos Kathy (Carey Mulligan), Tommy (Andrew Garfield) e Ruth (Keira Knightley) são apenas algumas dessas crianças que vivem enclausuradas e longe da realidade, em um regime educacional rigoroso que as prepara para um futuro amargo.  A ficção científica é inserida aqui com muita sutileza. O que importa aqui é ver como aquelas pessoas solitárias crescem esperando por um destino que não pode ser mudado.
O roteiro de Alex Garland cria um universo quase fantasioso para seus personagens. Quando a professora Lucy (Sally Hawkins) é demitida após conversar sobre o futuro das crianças em uma de suas aulas, fica claro que não há outra escolha. O motivo disso tudo não é explorado pelo roteiro, o que é bastante positivo por não procurar justificativas exageradas para isso tudo, ainda que gere um problema ingrato pois os personagens não questionem e apenas aceitem o seu destino. Nesse sentido, a vida do trio segue por caminhos dramáticos, sempre com a certeza de que eles são meros objetos de fetiche médico. Falando assim, até parece que o roteiro os toma dessa forma mais visceral, mas Garland acerta ao humanizar todos os personagens, sem criar vilões abomináveis ou levantar bandeiras sociais.
Com essa trama rica de tristeza, o cineasta Mark Romanek, do ótimo “Retratos de uma Obsessão” e documentarista de estrelas da música internacional, constrói com eficiência o universo dos personagens por meio de uma direção delicada, quase sempre depressiva por sua fotografia desgastada e trilha sonora melodramática, sem a intenção inicial de fazer o público chorar. O cineasta traz também em seus planos mais abertos a sensação de que o trio vive uma certa plenitude, um certo carpe diem, ao mesmo tempo que parecem perdidos em um mundo que não é deles. Romanek também valoriza os olhares e as dúvidas, sabendo tirar de seus atores diferentes perspectivas sobre seus destinos.
A protagonista Kathy parece ter sonhos (veja quando ela admira rapidamente em uma lanchonete um casal de velhinhos), mas talvez seja a que mais compreende ou aceita a missão. Carey Mulligan, cada vez mais bela e excelente em seus papéis, sustenta o filme praticamente sozinha. Andrew Garfield, que interpreta Tommy, o menino bobo que tem a esperança de que tudo possa mudar um dia, reitera seu talento dramático, sem nunca perder o carisma. Já a personagem de Keira Knightley é arrogante, que teme a solidão e compreende, mas não aceita, o seu destino. Com perspectivas tão diferentes, Romanek nos traz atuações memoráveis e que engrandecem a trama.
O elenco secundário também merece atenção. A maravilhosa Charlotte Rampling interpreta a Srta. Emily, a autoridade máxima para aquelas crianças que desconhecem o mundo real. Vale citar ainda a participação rápida de Sally Hawkins, sempre fantástica, em uma pequena, porém importantíssima participação. Já as crianças Izzy Meikle-Small e Ella Purnell, além das semelhanças com Mulligan e Knightley, sustentam o primeiro ato com muita competência.
Ainda que o roteiro insira próximo ao clímax a necessidade de resolver o triângulo amoroso e desgaste um pouco da trama que até então se mantinha irretocável, “Não Me Abadone Jamais” é um filme que fala principalmente sobre a solidão e sobre a incapacidade de mudar algumas coisas da vida. Esta é uma bela película que injustamente foi desconsiderada nas premiações, mas que deixa sua contribuição entre as grandes histórias que o cinema pôde retratar nos últimos anos. Vale a pena se emocionar!

Diego Benevides é editor geral, crítico e colunista do CCR. Jornalista graduado pela Universidade de Fortaleza (Unifor)

Trailler

Fontes
Google Imagens

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ANIVERSÁRIO DO ESTADO DO TOCANTINS - 23 ANOS

Hoje se comemora o aniversário do Estado do Tocantins, são 23 anos de progresso em ascensão. É o lugar onde eu moro, trabalho e construo parte da minha história.



PARABÉNS TOCANTINS!!!












quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Paz





A Paz

É preciso pensar um pouco nas pessoas que ainda vêm
Nas crianças
A gente tem que arrumar um jeito
De achar pra eles um lugar melhor.
Para os nossos filhos
E para os filhos de nossos filhos
Pense bem!
Deve haver um lugar dentro do seu coração
Onde a paz brilhe mais que uma lembrança
Sem a luz que ela traz ja nem se consegue mais
Encontrar o caminho da esperança
Sinta, chega o tempo de enxugar o pranto dos homens
Se fazendo irmão e estendendo a mão
Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Se você for capaz de soltar a sua voz
Pelo ar, como prece de criança
Deve então começar outros vão te acompanhar
E cantar com harmonia e esperança
Deixe, que esse canto lave o pranto do mundo
Pra trazer perdão e dividir o pão.
Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Quanta dor e sofrimento em volta a gente ainda tem,
Pra manter a fé e o sonho dos que ainda vêm.
A lição pro futuro vem da alma e do coração,
Pra buscar a paz, não olhar pra trás, com amor.
Se você começar outros vão te acompanhar
E cantar com harmonia e esperança.
Deixe, que esse canto lave o pranto do mundo
Pra trazer perdão e dividir o pão.
Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Inteira feliz..

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DIA DE COMBATE AO TABAGISMO - "NÃO DEIXE O LAR"

Hoje dia 29 de agosto se comemora o dia de combate ao tabagismo, então escolhi essa música da DIDO que fala sobre a droga na vida de uma pessoa. O quanto a droga atrai e quer ser a sua melhor amiga.



DIGA NÃO AO TABAGISMO, DIGA NÃO A QUALQUER TIPO DE DROGA!

 

 

Não Deixe o Lar

Como um fantasma não precisa de uma chave
Sua melhor amiga eu vim a ser
Por favor não pense em se levantar para mim
Você não precisa nem mesmo falar

Quando eu estive aqui por apenas um dia
Você já irá sentir minha falta quando eu for embora
Então feche as persianas e tranque a porta
Você não precisará mais de outros amigos

Oh, não deixe o lar
Oh, não deixe o lar

E se você estiver com frio, eu vou te manter quente
E se você estiver para baixo, apenas aguente
Pois eu serei sua segurança

Oh, não deixe o lar

Eu cheguei quando você estava fraco
Eu te farei mais fraco, como uma criança
Agora todo seu amor você dá para mim
Quando seu coração é tudo que preciso

Oh, não deixe o lar
Oh, não deixe o lar

E se você estiver com frio, eu vou te manter quente
E se você estiver para baixo, apenas aguente
Pois eu serei sua segurança

Oh, não deixe o lar

Oh, quão quieto, quieto o mundo pode ser
Quando é apenas você e euzinha
Tudo está claro; tudo está novo
Então você não estará partindo, estará?

E se você estiver com frio, eu vou te manter quente
E se você estiver para baixo, apenas aguente
Pois eu serei sua segurança

Oh, não deixe o lar
Pois eu serei sua segurança
Eu serei sua segurança
Eu serei sua segurança
Oh, não deixe o lar









Don't Leave Home

 

Like a ghost don't need a key
Your best friend I've come to be.
Please don't think of getting up for me
You don't even need to speak.

When I've been here for just one day
you'll already miss me if I go away
So close the blinds and shut the door
You won't need other friends anymore

Oh, don't leave home
Oh, don't leave home

If you're cold, I'll keep you warm
If you're low, just hold on
Cause I will be your safety

Oh, don't leave home

I arrived when you were weak
I'll make you weaker, like a child
Now all your love you give to me
when your heart is all I'll need

Oh, don't leave home
Oh, don't leave home

If you're cold, I'll keep you warm
If you're low, just hold on
Cause I will be your safety

Oh, don't leave home

Oh how quiet, quiet the world can be
when it's just you and little me
Everything is clear; everything is new
So you won't be leaving, will you?

If you're cold, I'll keep you warm
If you're low, just hold on
cause I will be your safety

Oh, don't leave home
cause I will be your safety
I will be your safety
I will be your safety
Oh, don't leave home

domingo, 14 de agosto de 2011

Pai...


FELIZ DIA DOS PAIS e em especial ao meu pai, Mirabel.

Mirabel e Luzia



"PAPAI"

Existe um homem que se esmera no comprimento do dever para dar bom exemplo:

Que fica humilde, quando poderia se exaltar;

Que chora à distancia, a fim de não ser observado;

Que, com o coração dilacerado, se embrutece para se impor como um juiz inflexível;

Que, na ausência, usam-no como temor para evitar uma ação menos correta;
Que quase sempre, é chamado de desatualizado;

Que apenas fisicamente, passa o dia distante, na labuta, por um futuro melhor;

Que, ao fim da jornada, avidamente regressa ao lar para levar muito carinho e, as vezes, pouco receber,

Que esta sempre pronto a ofertar uma palavra orientadora ou relatar uma atitude benfazeja que possa ser imitada;

Que, muitas vezes passa noites mal dormidas a decifrar os segredos da vida, quando extenuado, ainda consegue energias para distribuir energias;

Que é tão humano e sensível, por isso, normalmente, sente a ausência do afeto que lhe é dado raramente e de forma pouco comunicativa
.

Que, vibra, se emociona e se orgulha pelos feitos daqueles que tanto ama.

Esse homem geralmente, se agiganta e passa a Ser o valor inexorável quando deixa de existir para sempre.

Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade àquele que é seu melhor amigo: SEU PAI.

( Marco Antonio Struve)










Pai
Composição: Fábio Jr.

Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...
Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...



Ser pai...


 
PAI DE TODO JEITO

Tem pai que ama,
Tem pai que esquece do amor.
Tem pai que adota,
Tem pai que abandona.
Tem pai que não sabe que é pai,
Tem filho que não sabe do pai.
Tem pai ...
Tem pai que dá amor,
Tem pai que dá presente.
Tem pai por amor,
Tem pai por acaso.
Tem pai que se preocupa com os problemas do filho,
Tem pai que não sabe dos problemas do filho...
Tem pai ...
Tem pai que ensina,
Tem pai que não tem tempo.
Tem pai que sofre com o sofrimento do filho,
Tem pai que deixa o filho esquecido.
Tem pai de todo jeito.
Tem pai que encaminha o filho,
Tem pai que o deixa no caminho.
Tem pai que assume,
Tem pai que rejeita.
Tem pai que acaricia,
Tem pai que não sabe onde está o filho
que precisa de carinho.
Tem pai que afaga,
Tem pai que só pensa em negócios.
Tem...
Tem pai de todo jeito.
E você???
Que tipo de pai você é?
Eu quero um pai,
apenas um pai
que esteja consciente do amor
que tem para dividir...
Eu quero um pai,
apenas um pai
que seja AMIGO!
A todos os Pais,
um carinhoso abraço!
Deus Pai os abençoe!
 


(Ari Antonio
Angelin)


Fontes
Google imagens
Arquivo pessoal de André Ribeiro


sábado, 13 de agosto de 2011

Use o Cinto!

Use o cinto, por favor use o cinto! Pode pedir muitas outras coisas, mas no momento peço que use o cinto para a sua segurança.



USE O CINTO!!!





O mundo pode ser melhor do que o vemos, então porque não o fazer.

domingo, 31 de julho de 2011

Um dia de Domingo





Composição: Michael Sullivan e Paulo Massadas


Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar
Depois andar de encontro ao vento.

Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia
Eu preciso te tocar
E outra vez te ver sorrindo
E voltar num sonho lindo.

Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir a emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer
E a vida acontecer
Como um dia de domingo.

Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção,
Faz de conta que ainda é cedo
E deixa falar a voz do coração.

domingo, 24 de julho de 2011

Onde Vivem os Monstros


Um mergulho na infância


Onde Vivem os Monstros (Where The Wild Things Are), o livro de Maurice Sendak, é pra ler em dois minutos. Na obra de 1963, econômica no texto e com ilustrações de página inteira, o menino Max, é mandado pro quarto depois de fazer malcriações. Na cama, sem jantar, ele começa a imaginar um mundo onde pode reinar em paz. Até perceber, porém, a "vontade de estar em algum lugar onde alguém gostasse dele de verdade".


A concisão de Sendak torna-se, nas mãos de Spike Jonze (Adaptação), uma discussão sensível, verborrágica e um tanto depressiva sobre a infância e amadurecimento.
A adaptação do próprio diretor, ao lado do romancista Dave Eggers, busca significados e extrapola cada página do livro. Razões para a rebeldia juvenil de Max (Max Records) são criadas, assim como paralelos entre o mundo real e a terra dos monstros. Cada criatura ganha personalidade bem definida - manifestações das facetas do próprio Max, comuns à maioria das crianças - e intérpretes à altura.

A Esperança



Carol, vivido por James Gandolfini (A Família Soprano), é o principal deles. Representa a confusão egocêntrica e impetuosidade de Max e, não por acaso, torna-se o favorito do menino. A jornada é fruto justamente desses sentimentos. Gandolfini é o maior trunfo de Onde Vivem os Monstros e a cena em que Carol carrega Max nas costas um retrato do próprio filme. A voz anasalada, em que fragilidade, angústia e poder caminham juntos o tempo todo, é Tony Soprano pura.


Ao lado de Gandolfini estão Paul Dano (o bode carente Alexander), Catherine O'Hara (a agressiva Judith), Forest Whitaker (o amável e criativo Ira), Michael Berry Jr. (o contemplativo e melancólico Touro) e Chris Cooper (o solícito e companheiro Douglas). Completa o elenco Lauren Ambrose (a Claire de A Sete Palmos) como KW, o único sentimento externo à Max - o materno.


Em cada um existe o medo e  a dor


As relações funcionam de maneira excepcional. Cada diálogo entre os habitantes da ilha, uma tentativa infantil de compreender mudanças. Como o livro, Onde Vivem os Monstros é uma metáfora de crescimento interessante.
Enquanto fica nesse campo das sugestões, o filme é ótimo. O roteiro, porém, tem problemas. Talvez acreditando que ele funcionaria para crianças (não funciona, é adulto demais), Jonze parece ter sentido necessidade de explicar demais certos aspectos. Pegue a cena em que Max inventa à mãe a deprimente história do vampiro que mordeu um prédio, por exemplo. Serve como desnecessária introdução à criatividade do menino, algo que já estava claro apenas observando seu quarto, suas brincadeiras. Sendak precisou apenas de uma ilustração para mostrar isso. Jonze, verborrágico, lança mão de minutos de película.

A lealdade



Ao menos acompanha esse falatório constante uma direção de fotografia inspirada. Lance Acord repete a parceria de Quero Ser John Malkovich e Adaptação com Jonze, dando uma poética qualidade de filme independente ao longa de grande estúdio. Já a alardeada trilha sonora de Karen O., ex-namorada do cineasta e vocalista do Yeah Yeah Yeahs, ainda que excelente pra ouvir como álbum, é um pouco opressiva durante o filme. Funciona muito melhor durante as (poucas) cenas de ação - como a da "bagunça geral" e a guerra de bolas de lama - do que sobrepondo-se aos diálogos. É informação demais.


Enfim, é um filme esquisito. Infantil indie norte-americano pra adultos feito por um estúdio major, a Warner Bros. E vale lembrar que Jonze precisou de um ano a mais - e mais dinheiro - para terminá-lo depois que os produtores pediram a ele que equilibrasse melhor sua visão como cineasta e as necessidade de mercado, algo que oferecesse entretenimento ao grande público. Será que as explicações desnecessárias partiram dessa demanda? Ou o filme era simplesmente esquisito demais? A resposta deve se perder na história do cinema, já que o corte anterior não deve ver a luz do dia. Só o que se sabe mesmo é que, goste ou não, os monstros agora vivem também nas telas.

Um olhar profundo para sua essência



Veja o trailer:





Fontes
Google imagens

domingo, 10 de julho de 2011

O Som do Coração - Filme



August Rush (Freddie Highmore) é resultado de um encontro casual entre um guitarrista e uma violoncelista. Crescido em orfanato e dotado de um dom musical impressionante, ele se apresenta nas ruas de Nova York ao lado do divertido Wizard (Robin Williams). Contando apenas com seu talento musical, August decide usá-lo para tentar reencontrar seus pais.


Ficha técnica:

Título original: (August Rush)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: Kirsten Sheridan
Atores: Freddie Highmore, Keri Russell, Robin Williams, Leon G. Thomas III.
Duração: 100 min
Gênero: Drama

segunda-feira, 4 de julho de 2011