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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DIA DE COMBATE AO TABAGISMO - "NÃO DEIXE O LAR"

Hoje dia 29 de agosto se comemora o dia de combate ao tabagismo, então escolhi essa música da DIDO que fala sobre a droga na vida de uma pessoa. O quanto a droga atrai e quer ser a sua melhor amiga.



DIGA NÃO AO TABAGISMO, DIGA NÃO A QUALQUER TIPO DE DROGA!

 

 

Não Deixe o Lar

Como um fantasma não precisa de uma chave
Sua melhor amiga eu vim a ser
Por favor não pense em se levantar para mim
Você não precisa nem mesmo falar

Quando eu estive aqui por apenas um dia
Você já irá sentir minha falta quando eu for embora
Então feche as persianas e tranque a porta
Você não precisará mais de outros amigos

Oh, não deixe o lar
Oh, não deixe o lar

E se você estiver com frio, eu vou te manter quente
E se você estiver para baixo, apenas aguente
Pois eu serei sua segurança

Oh, não deixe o lar

Eu cheguei quando você estava fraco
Eu te farei mais fraco, como uma criança
Agora todo seu amor você dá para mim
Quando seu coração é tudo que preciso

Oh, não deixe o lar
Oh, não deixe o lar

E se você estiver com frio, eu vou te manter quente
E se você estiver para baixo, apenas aguente
Pois eu serei sua segurança

Oh, não deixe o lar

Oh, quão quieto, quieto o mundo pode ser
Quando é apenas você e euzinha
Tudo está claro; tudo está novo
Então você não estará partindo, estará?

E se você estiver com frio, eu vou te manter quente
E se você estiver para baixo, apenas aguente
Pois eu serei sua segurança

Oh, não deixe o lar
Pois eu serei sua segurança
Eu serei sua segurança
Eu serei sua segurança
Oh, não deixe o lar









Don't Leave Home

 

Like a ghost don't need a key
Your best friend I've come to be.
Please don't think of getting up for me
You don't even need to speak.

When I've been here for just one day
you'll already miss me if I go away
So close the blinds and shut the door
You won't need other friends anymore

Oh, don't leave home
Oh, don't leave home

If you're cold, I'll keep you warm
If you're low, just hold on
Cause I will be your safety

Oh, don't leave home

I arrived when you were weak
I'll make you weaker, like a child
Now all your love you give to me
when your heart is all I'll need

Oh, don't leave home
Oh, don't leave home

If you're cold, I'll keep you warm
If you're low, just hold on
Cause I will be your safety

Oh, don't leave home

Oh how quiet, quiet the world can be
when it's just you and little me
Everything is clear; everything is new
So you won't be leaving, will you?

If you're cold, I'll keep you warm
If you're low, just hold on
cause I will be your safety

Oh, don't leave home
cause I will be your safety
I will be your safety
I will be your safety
Oh, don't leave home

sábado, 23 de julho de 2011

Cozinha Brasil - Alimentação Inteligente


Cozinha Brasil - SESI


O Programa



Preparar alimentos de forma racional, econômica e sem desperdícios é uma forma de minimizar o problema da fome no Brasil. Partindo dessa premissa, o Conselho Nacional do Sesi desenvolveu o Programa Cozinha Brasil – Alimentação Inteligente, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, tornando-se mais uma ação do Programa Fome Zero, do Governo Federal, com apoio das Federações das Indústrias e Departamentos Regionais do Sesi de todo país.

O programa visa assegurar um processo educativo permanente, destinado a fazer do ato de produzir, preparar o alimento, uma cultura promotora de saúde, bem estar, geração de renda e desenvolvimento com sustentabilidade.
O 'Cozinha Brasil' pretende mudar o comportamento da população no que se refere a hábitos alimentares e propiciar o aproveitamento integral dos alimentos. No Brasil 30% dos alimentos são perdidos e esse Programa é um dos caminhos encontrados para discernir a educação alimentar e erradicar a fome e a desnutrição no país.
Além disso, o Programa vai orientar e conscientizar a população sobre captação, tratamento, armazenamento e consumo da água – essencial para a manutenção das condições de saúde e de produção.
Por meio de unidades móveis, cozinha experimental pedagógica projetada para ensinar, por meio de cursos a populações como preparar alimentos de baixo custo e alto valor nutritivo, utilizando os alimentos de forma integral, preferencialmente com receitas que utilizem produtos da própria região, respeitando as diversidades culturais.
O Objetivo é que cada pessoa treinada pelo Cozinha Brasil possa tornar-se um multiplicador, levando para as comunidades, para o lar e para a empresa os conhecimentos adquiridos acerca de uma alimentação inteligente.

Cozinha Brasil prevê duas modalidades de cursos que serão ministrados nas unidades móveis que percorrerão os municípios atendidos pelo Programa.


Curso em ação na Unidade Móvel do Cozinha Brasil do Sesi





Mais informações: SISTEMA FIETO: FIETO - SESI- SENAI - IEL 





quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dia de Combate à Violência a Pessoa Idosa

A pessoa idosa


Envelhecer para quem passou dos sessenta anos quer dizer aproveitar a vida.
A Organização Mundial de Saúde, em 2006, decretou o dia 15 de junho como o Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa, com o objetivo de sensibilizar a sociedade civil sobre as mais diversas formas de violências que as pessoas idosas sofrem em seus lares, nas instituições ou nos espaços públicos.


Pesquisas apontam que o numero de idosos aumentou no Brasil. Essa população, ao contrário de antigamente, hoje esta mais ativa, saem de casa, alguns ainda trabalham e tiram o dia para se divertir. Entretanto, essa alegria, esconde a dor dos maus tratos e agressões que muitos idosos sofrem diariamente.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 90 mil idosos, vítimas de maus tratos, são internados por ano no Brasil, 70% das vitimas, são mulheres, dados que preocupa.

O problema é que na maior parte dos casos, a vítima, prefere preservar o autor da agressão, que muitas das vezes é própria família.

Hoje grupos e associações realizaram protestos na cidade para chamar a atenção da população para o dia mundial de conscientização da violência contra a pessoa idosa.
O envelhecimento populacional é, sem dúvida, um fenômeno mundial e vem acontecendo de maneira acelerada causando uma série de transformações principalmente sociais e econômicas, além de muitas preocupações. Uma delas é o aumento da violência contra a pessoa idosa. E a maioria dos casos ocorre principalmente no contexto familiar.

O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa tem com principal objetivo sensibilizar a sociedade civil sobre as mais diversas formas de violências que as pessoas idosas sofrem em seus lares, nas instituições ou nos espaços públicos.

É preciso formar uma consciência para denunciar e romper com esse ciclo de violência e proteger nossos idosos.



Fontes
Google imagens

terça-feira, 14 de junho de 2011

Cérebro depois dos 40

Livro de editora de Ciência do New York Times diz que o melhor cérebro da sua vida é a partir dos 40 anos




Cérebro humano


RIO - O cérebro, como alguns bons vinhos, fica melhor com o tempo. Bem diferente do corpo, cuja vitalidade começa a declinar já antes os 30 anos, a mente atinge seu ápice a partir dos 40 anos.

 E segue assim até bem depois dos 60 anos - muito além do que se imaginava. Recentes pesquisas internacionais derrubam mpletamente antigas teses arraigadas sobre a perda da capacidade cerebral e revelam que a meia idade é, de fato, a melhor idade. Pelo menos para o cérebro. 

- Há alguns declínios modestos no cérebro na meia idade, mas há grandes ganhos - afirma a jornalista Barbara Strauch, de 56 anos, editora de ciência do "New York Times", que reuniu no recém-lançado "O melhor cérebro da sua vida" (Ed. Zahar) os novos estudos sobre o assunto. - De uma forma geral, podemos dizer que, sim, como os vinhos, o cérebro melhora com o tempo. Todo mundo que já passou dos 40 anos sabe que a tendência a esquecer fatos corriqueiros do dia a dia é recorrente. Não lembrar de nomes ou de onde foram deixadas as chaves, por exemplo, é muito comum. Uma lentidão maior para aprender novas tecnologias também não é rara, bem como uma maior tendência à distração. Entretanto, segundo os novos estudos, os ganhos são bem maiores do que tais perdas.

 O cérebro se torna mais competente e talentoso com o tempo, lidando melhor com diferentes informações e emoções e, principalmente, na solução de problemas. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, feita com 118 pilotos, com idades variando dos 40 aos 69 anos, revelou que os mais velhos foram mais eficientes que os mais novos para evitar colisões aéreas num simulador de vôo. 

Eles levaram mais tempo para aprender a operar o equipamento, mas se saíram melhor no que era, de fato, importante: evitar um acidente e manter o avião no ar. Isso ocorre porque, conforme envelhecemos, passamos a usar áreas maiores do cérebro, garantindo mais eficiência no resultado. 

- O cérebro é plástico e segue mudando, não no sentido de ficar maior, mas no de permitir maior complexidade e compreensão mais profunda das situações - sustenta Kathleen Taylor, da St. Mary's College, da Califórnia, em entrevista ao "New York Times". - Como adultos, podemos não aprender tão rápido, mas estamos programados para esse novo passo no desenvolvimento. Estudos de memorização de palavras revelaram que os jovens adultos usam apenas a parte direita do lobo frontal para resgatar as palavras.

 Os mais velhos, entretanto, usam ambos os lados. Mas não é só o aumento do uso das áreas do cérebro que explica por que o ápice da mente se dá depois dos 40. Cientistas demonstraram também que a produção de mielina (a substância que reveste os neurônios) continua a aumentar conforme avançamos na meia idade, estimulando a capacidade de processamento das células nervosas. A experiência acumulada com os anos, claro, também conta. 

- Devemos lembrar que a experiência se acumula em nossos cérebros na forma de novas conexões entre as células nervosas e as suas diferentes regiões - afirma Barbara, em entrevista por email. 

- Com o aumento das conexões, passamos a ter uma visão mais ampla, a avaliar melhor uma situação, perceber a essência de um argumento e, de fato, resolver problemas com mais facilidade.




sexta-feira, 27 de maio de 2011

Como seu corpo reage quando você pára de fumar

Veja o que acontece quando um fumante pára de fumar:




20 minutos depois do seu último cigarro:

Seu batimento cardíaco fica menos acelerado.


12 Horas depois:

Níveis de monóxido de carbono voltam ao normal no seu sangue.


De 2 semanas a 3 meses depois do seu último cigarro:

Seu risco de morrer de ataque cardíaco começa a diminuir. Suas funções pulmonares começa a melhorar.


De 1 a 9 meses depois do seu último cigarro:

Tosse e falta de ar diminuem.


1 ano depois do seu último cigarro:

Seu risco de contrair doenças coronarianas já é metada do que era quando você fumava.


5 anos depois de parar de fumar:

Seu risco de derrame é reduzido para o de um não fumante de 5 a 15 anos antes de parar de fumar.


10 anos depois de parar de fumar:

A chance de morrer por câncer de pulmão é metade do que a de um fumante. Os riscos de morrer de câncer de boca, garganta, esôfago, bexiga, fígado e pâncreas diminuem.


15 anos depois de parar de fumar:

Seu risco de contrair doenças coronarianas é o mesmo do de alguém que nunca fumou na vida.



Fumar é um hábito muito difundido no Brasil e em todo o mundo e é importante conhecer não apenas as causas disso, como as consequências para a saúde individual e coletiva.


Vale a pena parar de fumar, os beneficios são compensadores e que levam a uma melhor qualidade de vida.




Fonte
Google imagens
Cartilha Drogas: Cartilha sobre tabaco. Série Por dentro do Assunto

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Abuso sexual de criança


Basta de violência

por Anna Mocellin

É em casa que acontece grande parte da violência sexual. Poucos casos são denunciados


Neste dia 18 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e, para muitos pequenos, o pesadelo acontece dentro da própria casa. Pesquisas e estudos mostram que não importa a classe social, a raça ou o nível de escolaridade. É dentro de casa que acontece grande parte da violência sexual, geralmente, provocada por pessoas do sexo masculino, como pai, padrasto, tio, parentes ou amigos da família, tendo como alvo preferencial as meninas.
Desde leves carícias pelo corpo até o ato sexual em si, há quem se aproveite da ingenuidade das crianças para realizar fantasias sexuais, sem se importar com as conseqüências que isso pode trazer a eles. A realidade mostra que o abusador geralmente é uma pessoa comum, agradável, simpática e discreta, com pinta de bom pai de família. É dentro do círculo familiar que acontecem a maioria dos abusos, o que torna a denúncia ainda mais difícil. Infelizmente, como o abuso ocorre em segredo, nem sempre se descobre o que está havendo e, como pouca gente tem coragem de denunciar, alguns abusadores continuam agindo, certos de sua impunidade. De acordo com a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência - Abrapia, somente cerca de 10% a 20% dos casos de abuso contra crianças e adolescentes são registrados.

O modo de ação do abusador, muitas vezes, passa despercebido pelos parentes da vítima. Isso acontece porque nem sempre a criança é violentada, apresentando marcas de relações sexuais ou espancada. A agressão física acontece, mas a maioria dos abusadores prefere agir sutilmente. Eles podem apenas alisar ou beijar a criança, passar as mãos por seu corpo e pelos órgãos sexuais, como se fosse apenas carinho ou, simplesmente, nem tocar nelas. Alguns preferem mostrar filmes de vídeo e revistas pornográficas para a criança, para "ensinar" como se faz sexo, enquanto outros preferem observá-la enquanto toma banho ou troca de roupa. E ainda existe uma outra artimanha: para convencê-la a ser tocada ou a participar de uma relação sexual, muitos apelam para a sedução por meio de elogios, dinheiro ou presentinhos.
As causas do abuso variam. Segundo estudos sobre o tema, o molestador costuma considerar o abuso uma coisa normal, pois pensa que está dando à criança a oportunidade de experimentar o sexo. Para conseguirem o que querem, precisam também convencer a criança de alguma maneira. Uma delas é dizendo que a "brincadeirinha" ou a relação sexual é um "segredo" entre eles, que não deve ser revelado a ninguém. Em seguida, partem para a chantagem, com ameaças. Grande parte das vezes, a criança ouve coisas como "se a mamãe souber do nosso segredo, ela vai ficar muito brava e abandonar você" ou "se você contar para alguém o que nós fazemos, vai apanhar bastante". Confusa e sem saber direito o que está acontecendo, a criança aceita. Tanto por medo das conseqüências quanto por achar que não será mais amada pelo abusador - que, como foi dito, geralmente é um parente muito querido.

Nem sempre os abusadores são pedófilos de plantão. "Existe o abusador situacional, que é aquele que comete o ato impulsivamente, motivado por algum problema psicológico, como fragilidade, autoestima baixa e sentimento de menos-valia. Esses abusam esporadicamente, apenas diante de uma situação como essa. Já o abusador fixado, ou pedófilo, tem as crianças como objeto de desejo sexual. Usa-as para obter satisfação, não só sexual, mas de poder, de controle. É uma pessoa que tem imaturidade no desenvolvimento sexual. A pedofilia é uma doença, a pessoa não tem controle sobre seu desejo e não consegue evitar o abuso", explica a psicóloga e terapeuta de família Vânia Izzo de Abreu, da Abrapia.

Para a psicóloga Mônica Freitas, da Aliança de Psicologia Hospitalar, do Rio de Janeiro, quem abusa sexualmente de alguém tem como característica principal o desejo de transgressão. "São indivíduos que não possuem limites e nenhum significado de moral e respeito. Abusadores são doentes que necessitam de tratamento", define.






Vamos todos abraçar a essa causa e  combater a violência seja de que natureza for contras as crianças e adolescentes.



domingo, 1 de maio de 2011

1º de Maio - Dia Mundial do Trabalho

“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo


1º de maio por Tarcila do Amaral

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.
 IBGE / Ministério do Trabalho

Chicago, maio de 1886

O retrocesso vivido nestes primórdios do século XXI remete-nos diretamente aos piores momentos dos primórdios do Modo de Produção Capitalista, quando ainda eram comuns práticas ainda mais selvagens. Não apenas se buscava a extração da mais-valia, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por jornadas que se estendiam até 17 horas diárias, prática comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.

A justiça burguesa levou a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. O julgamento começou dia 21 de junho e desenrolou-se rapidamente. Provas e testemunhas foram inventadas. A sentença foi lida dia 9 de outubro, no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.


Spies fez a sua última defesa:
"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"

Parsons também fez um discurso:
"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão". Fez um relato da ação dos trabalhadores, desmascarando a farsa dos patrões com minúcias e falou de seus ideais:

"A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo".

1º de maio - Chicago em 1886

O Dia do Trabalho no Brasil

No Brasil, como não poderia deixar de ser, as comemorações do 1º de maio também estão relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho. A primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos Escobar. A data foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. Desde então, comícios, pequenas passeatas, festas comemorativas, piqueniques, shows, desfiles e apresentações teatrais ocorrem por todo o país.
Com Getúlio Vargas – que governou o Brasil como chefe revolucionário e ditador por 15 anos e como presidente eleito por mais quatro – o 1º de maio ganhou status de “dia oficial” do trabalho. Era nessa data que o governante anunciava as principais leis e iniciativas que atendiam as reivindicações dos trabalhadores, como a instituição e, depois, o reajuste anual do salário mínimo ou a redução de jornada de trabalho para oito horas. Vargas criou o Ministério do Trabalho, promoveu uma política de atrelamento dos sindicatos ao Estado, regulamentou o trabalho da mulher e do menor, promulgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o direito a férias e aposentadoria.
Na Constituição de 1988, promulgada no contexto da distensão e redemocratização do Brasil após a ditadura militar (que perseguiu e colocou no mesmo balaio liberais, comunistas e cristãos progressistas), apesar de termos 80% dos tópicos defendendo a propriedade e meros 20% defendendo a vida humana e a felicidade, conseguiu-se uma série de avanços – hoje colocados em questão – como as Férias Remuneradas, o 13º salário, multa de 40% por rompimento de contrato de trabalho, Licença Maternidade, previsão de um salário mínimo capaz de suprir todas as necessidades existenciais, de saúde e lazer das famílias de trabalhadores, etc.
A luta de hoje, como a luta de sempre, por parte dos trabalhadores, reside em manter todos os direitos constitucionais adquiridos e buscar mais avanços na direção da felicidade do ser humano.
Quebre os grilhões


Fontes:
Google imagens
IBGE - Ministério do Trabalho

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Avanços na Odontologia

O que mudou na odontologia?


Os avanços em pesquisas e a tecnologia na área de Odontologia vêm acontecendo cada vez mais rápidos. A Odontologia de ontem, de hoje e a que se praticará amanhã serão bem diferentes.

Os tratamentos hoje podem ser feitos com materiais mais resistentes, mais estéticos e com menos dor, graças a anestésicos mais potentes, agulhas para anestesia mais finas, flexíveis, siliconadas e pomadas préanestesia mais fortes.

Limpeza de tártaro com aparelhos de ultra-som e jato de bicarbonato são mais agradáveis e rápidos.

Para os tratamentos de amanhã, muita coisa está sendo colocada no mercado e testada. Para que cheguem até o paciente de imediato, talvez um único impedimento: o alto custo dos aparelhos e a falta de informação ou a limitação de seu uso para poucos casos.

Algumas dessas novidades já estão sendo apresentadas nos congressos , por exemplo:

Anestesia eletrônica - Um eletrodo é colocado na gengiva ao lado do dente a ser tratado. Ele produz uma corrente elétrica que despolariza a fibra nervosa, causando uma sensação de formigamento no local. Só pode ser utilizada para restaurações pequenas e em pessoas que não tenham problemas cardíacos, neurológicos ou não estejam grávidas.


Aparelho de anestesia eletrônica



Máscara anestésica - Consiste na inalação de um gás (óxido nitroso) que provoca uma sedação consciente, ou seja, o paciente é atendido mais relaxado e sedado. Não se trata de anestesia geral e não substitui a anestesia local. É usada para diminuir o nível de ansiedade do paciente, tornando o tratamento mais fácil. Essa "novidade" tem sido utilizada por dentistas desde 1863.

Máscaras usadas com o gaz óxido Nitroso


 
Laser - Dependendo do tipo de aparelho, pode ser usado para: clareamento (usado no consultório para potencializar a ação dos géis clareadores), terapêutico (usado após cirurgias para melhorar a cicatrização ou para recuperação de lesões); remoção de cáries (na maioria das vezes é indolor, mas não serve para cáries próximas a restaurações de amálgama).

Tratamento odontológico com o auxílio do laser


 
Pontas diamantadas  - feitas para serem usadas no aparelho de ultra-som.

Pontas usadas em ultra som odontológico


 
Gel - de várias origens, são usados para dissolver a cárie a ser removida depois através de curetagem.

Gel a base de papaína no combate à cárie


 
Microscópio - Está chegando para ajudar os cirurgiões-dentistas a melhorar a visualização de seus trabalhos. Por exemplo: aprimorando o acabamento final das restaurações, diminuindo o tamanho dos pontos numa cirurgia ou até ajudando na hora de encontrar os canais num tratamento endodôntico.

Tratamento odontológico com o auxílio do microscópio


Esta é a Odontologia do futuro: mais qualidade, menos dor, maior rapidez e, quem sabe, um custo mais acessível a todos.



Uma coisa não mudou: todas essas técnicas modernas devem ser conduzidas e selecionadas por mãos habilidosas e treinadas para que tenham sucesso. Às vezes, isso envolve paciência, interesse e dedicação em busca do que é melhor.



Revista Vida e Saúde


Fontes das imagens:
http://www.edvino.odo.br/tecnologias.htm
http://fastdental.blogspot.com/2010/08/tratamento-com-laser-ajuda-combater-mau.html
http://www.clinicacanova.com.br
http://www.clinicaopencenter.com.br/especialidades.html

 


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Você sabe qual a principal causa de confusão mental nos idosos?

Principal causa da confusão mental no idoso.

Por Arnaldo Lichtenstein, médico *





Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:


- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?

Alguns arriscam: "Tumor na cabeça".

Eu digo: "Não"

Outros apostam: "Mal de Alzheimer"

Respondo, novamente: "Não"

A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:

 

- diabetes descontrolado;

- infecção urinária;

- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa;

Parece brincadeira, mas não é! Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos!

Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.

A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos "batedeira", angina "dor no peito", coma e até morte.

Insisto: Não é brincadeira!

Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.

Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.
 
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:

Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.


Por isso, aqui vão dois alertas:

1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos, e de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços fora do ar, atenção.

É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.



Foto Getty Images

Com capacidade funcional menor do que o de jovens e adultos, o idoso sente menos sede e têm menos percepção do calor, levando-o à desidratação.



"Líquido neles e rápido para um serviço médico".

(*) Arnaldo Lichtenstein, médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).



Fontes das imagens:
http://sintivest.org.br/


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Autismo, Você sabe o que é?



AUTISMO E NOSSAS EMOÇÕES


Poucos distúrbios ou doenças causam mais perplexidade, confusão, ansiedade e incomodam o ser humano que os psiquiátricos. Qualquer doença tem o seu sofrimento, estigma ou preconceito social porém umas mais do que as outras. Existe inclusive um movimento de mudança entre elas. A tuberculose já foi motivo de vergonha e terror entre uma família, mas hoje em dia não causa mais isto, por ser altamente tratável. A lepra não teve este êxito e a sociedade ainda a estigmatiza. A sífilis e outras doenças transmissíveis apesar de tratáveis geram escárnio, pois têm a ver com sexo, um outro tabu. Outras doenças parecem dar até “status”, como o infarto ou a úlcera gástrica, e são relacionadas a pessoas dinâmicas, ativas, do “tipo executivo” que, devido a tantas e importantes decisões, não resistiram ao “stress”.

O câncer, que ao mesmo tempo atemoriza e intriga, está em destaque. Fala-se em novas fronteiras, sendo que para alguns tipos já se descobriu a cura. A esperança é um fato concreto.

Mas dos males do ser humano, nenhum se defronta com tanto preconceito e estigma, tanta desinformação, fantasia e absurdos como as doenças ditas psiquiátricas.

Chega-se inclusive ao extremo de questionar se certas patologias, como a esquizofrenia, seriam realmente uma doença ou apenas uma nova forma adaptativa de vida. Ou seja, uma variação normal, em uma sociedade doente.

Esta situação agrava-se ainda mais pelo fato das doenças psiquiátricas serem as mais negadas, inclusive pela própria comunidade médica. Identifica-se uma úlcera, diagnostica-se uma pneumonia, mas o suicídio não passa de um “acidente”. Em conclusão, doenças psiquiátricas ou comportamentais são reconhecidas e diagnosticadas com enorme dificuldade. Não que sejam de difícil identificação, mas elas “mexem” e nos obrigam a questionar áreas muito delicadas e sensíveis do ser humano, ou seja, o nosso próprio comportamento.

E delas, a meu ver, a mais trágica, a que causa maior perplexidade e gera o maior tumulto emocional é o autismo.

Essa perplexidade confunde e pode alterar a objetividade científica do profissional. Vai sem dúvida, abalar profundamente o funcionamento emocional dos pais e familiares das crianças portadoras. É impossível permanecer indiferente ou cientificamente neutro, daí não se formar uma opinião ou parecer único perante o autismo. Eles simplesmente “incomodam, confundem, doem e intrigam” os profissionais. Os pais vivenciam esses filhos não só como tragédia, mas como se o filho fosse objeto, sem calor humano. “Não me quer, não me procura”, dizem os pais.

Sei que a minha opinião pessoal terá, sozinha, pouco valor científico ou estatístico, mas de todas as doenças com que me deparei enquanto fazia pediatria, por mais enigmática que fosse, nenhuma me desconcertou mais do que o autismo. Perante ele qualquer pessoa fica perplexa e se sente impotente.

 

E. Christian Gauderer
 
 
 
 
 
 
Autismo:

O autismo é uma alteração "cerebral" / "comportamental" que afecta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.

Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, algumas apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes atrasos no desenvolvimento da linguagem.

Alguns parecem fechados e distantes e outros parecem presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.

O autismo é mais conhecido como um problema que se manifesta por um alheamento da criança ou adulto acerca do seu mundo exterior encontrando-se centrado em si mesmo ou seja existem perturbações das relações afectivas com o meio.

A maioria das crianças não fala e, quando falam, é comum a ecolália (repetição de sons ou palavras), inversão pronominal etc..

O comportamento delas é constituído por actos repetitivos e estereotipados; não suportam mudanças de ambiente e preferem um contexto inanimado.

O termo autismo se refere ás características de isolamento e auto-concentração das crianças.

O autista possui uma incapacidade inata para estabelecer relações afectivas, bem como para responder aos estímulos do meio.

É universalmente reconhecida a grande dificuldade que os autistas têm em relação á expressão das emoções.


Características comuns do autista:

•Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos,

•Parece surdo, apesar de não o ser,

•Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.

•Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros,

•Por vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso,

•Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas,

•Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas,

•Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se,

•Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas,

•Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente

•Etc.


Causas:

A nível médico as causas são desconhecidas apesar das investigações e estudos feitos.


Tratamentos:

Poucos são os tratamentos atualmente existentes uma vez que os resultados são muito pequenos e morosos.

Os tratamentos passam por uma estimulação constante e por um apoio constante como forma de estimular e fazer com que a criança interaja com o ambiente, com as pessoas e com outras crianças.

Frequentemente usa-se a hipoterapia, a musicoterapia, a terapia da fala, a natação, o contacto com animais, o apoio em casa e com especialistas e muitas outras abordagens.

Infelizmente estas abordagens não resolvem as causas por detrás do autismo.

Há que resolver as causas por detrás do autismo e para isso há que compreender quais elas são.



Fontes:
www.autismo.com.br
http://www.jcsantiago.info/autismo.html






segunda-feira, 28 de março de 2011

Por Dentro do Cérebro

Entrevista com Paulo Niemeyer Filho - Neurocirurgião

Sobrinho de Oscar Niemeyer- fala da sua experiência em neurocirurgia- Parkinson, depressão, aneurisma, etc. Do avanço tecnológico fala das consequencias positivas e negativa, da saúde física e espiritual. ...



POR DENTRO DO CÉREBRO

O neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho conta os avanços nos tratamentos de doenças como o mal de Parkinson e como evitar aneurisma e perda de memória.
E projeta, ainda, o futuro próximo, quando boa parte do sistema neurológico estará sob controle do homem.

 
A competência desse médico, com 33 anos de profissão, que dedica sua vida à medicina com a paixão de um garoto, pode ser contada em flores. E são muitas.

 
Filho do lendário neurocirurgião Paulo Niemeyer, pioneiro da microneurocirurgia no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer, Paulo escolheu a medicina ainda adolescente.

Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Quinze dias depois de formado, com 23 anos, mudou-se para a

Inglaterra, onde foi estudar neurologia na Universidade de Londres.

De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina. Ao todo, sua formação levou 20 anos de empenho absoluto.



Mas a recompensa foi à altura. Apaixonado por seu ofício, Paulo chefia hoje os serviços de neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente, onde atende e opera de segunda a sábado, quando não há uma emergência no domingo, e ainda encontra tempo para dar aulas no curso de pós-graduação em neurocirurgia na PUC-Rio.


Revista PODER: Seu pai também era neurocirurgião. Ele o influenciou?

PAULO NIEMEYER: Certamente. Acho que queria ser igual a ele, que era o meu ídolo.



PODER: Seu pai trabalhou até os 90 anos. A idade não é um complicador para um neurocirurgião? Ela não tira a destreza das mãos, numa área em que isso é crucial?

PN: A neurocirurgia é muito mais estratégia do que habilidade manual. Cada caso tem um planejamento específico e isso já é a metade do resultado. Você tem de ser um estrategista..

 

PODER: O que é essa inovação tecnológica que as pessoas estão chamando de marcapasso do cérebro?

PN: Tem uma área nova na neurocirurgia chamada neuromodulação, o que popularmente se chama de marcapasso, mas que nós chamamos de estimulação cerebral profunda. O estimulador fica embaixo da pele e são colocados eletrodos no cérebro, para estimular ou inibir o funcionamento de alguma área. Isso começou a ser utilizado para os pacientes de Parkinson. Quando a pessoa tem um tremor que não controla, você bota um eletrodo no ponto que o está provocando, inibe essa área e o tremor pára. Esse procedimento está sendo ampliado para outras doenças. Daqui a um ou dois anos, distúrbios alimentares como obesidade mórbida e anorexia nervosa vão ser tratados com um estimulador cerebral.Porque não são doenças do estômago, e sim da cabeça.



PODER: O que se conhece do cérebro humano?

PN: Hoje você tem os exames de ressonância magnética, em que consegue ver a ativação das áreas cerebrais, e cada vez mais o cérebro vem sendo desvendado.
Ainda há muito o que descobrir, mas com essas técnicas de estimulação você vai entendendo cada vez mais o funcionamento dessas áreas. O que ainda é um mistério é o psiquismo, que é muito mais complexo. Por que um clone jamais será igual ao original?
Geneticamente será a mesma coisa, mas o comportamento depende muito da influência do meio e de outras causas que a gente nunca vai desvendar totalmente.

 
PODER: Existe uma discussão entre psicanalistas e psiquiatras, na qual os primeiros apostam na melhora por meio da investigação da subjetividade, e os últimos acreditam que boa parte dos problemas psíquicos se resolve com remédios. Qual é sua opinião?

PN: Há casos de depressão que são causados por tumores cerebrais: você opera e o doente fica bem. Há casos de depressão que são causados por deficiência química: você repõe a química que está faltando e a pessoa fica bem. Numa época em que se fazia psicocirurgia existiam doentes que ficavam trancados num quarto escuro e quando faziam a cirurgia se livravam da depressão e nunca mais tomavam remédio. E há os casos que são puramente psíquicos,emocionais, que não têm nenhuma indicação de tomar remédio.



PODER: Já existe alguma evolução na neurologia por causa das células-tronco?

PN: Muito pouco. O que acontece com as células-tronco é que você não sabe ainda como controlar. Por exemplo: o paciente tem um déficit motor, uma paralisia, então você injeta lá uma célula-tronco, mas não consegue ter certeza de que ela vai se transformar numa célula que faz o movimento. Ela pode se transformar em outra coisa, você não tem o controle, ainda.



PODER: Existe alguma coisa que se possa fazer para o cérebro funcionar melhor?

PN: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.



PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.



PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.



PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.



PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.



PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.



PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha, não é?



PODER: Você não vê contraindicações na manipulação dos processos naturais da vida?

PN: O que é perigoso nesse progresso todo é que, assim como vai criar novas soluções, ele também trará novos problemas. Com a genética, por exemplo, você vai fazer um exame de sangue e o resultado vai dizer que você tem 70% de chance de ter um câncer de mama. Mas 70% não querem dizer que você vai ter, até porque aquilo é uma tendência. Desenvolver depende do meio em que você vive, se fuma, de muitos outros fatores que interferem. Isso vai criar um certo pânico. E, além do mais, pode criar problemas, como a companhia de seguros exigir um exame genético para saber as suas tendências. Nós vamos ter problemas daqui para frente que serão éticos, morais, comportamentais, relacionados a esse conhecimento que vem por aí, e eu acho que vai ser um período muito rico de debates.


PODER: Você acredita que na hora em que as pessoas puderem decidir geneticamente a sua hereditariedade e todo mundo tiver filhos fortes e lindos, os valores da sociedade vão se inverter e, em vez do belo, as qualidades serão se a pessoa é inteligente, se é culta, o que pensa?

PN: Mas aí você vai poder escolher isso também. Esse vai ser o problema: todo mundo vai ser inteligente. Isso vai tirar um pouco do romantismo e da graça da vida. Pelo menos diante do que a gente está acostumado. Acho que a vida vai ficar um pouco dura demais, sob certos aspectos. Mas, por outro lado, vai trazer curas e conforto.



PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.


 
PODER: Já aconteceu de você recomendar um procedimento e a pessoa não querer fazer?

PN: A gente recomenda, mas nunca pode forçar. Uma coisa é a ciência, e outra é a medicina. A pessoa, para se sentir viva, tem de ter um mínimo de qualidade. Estar vivo não é só estar respirando. A vida é um conjunto. Há doentes que preferem abreviar a vida em função de ter uma qualidade melhor. De que adianta ficar ali, só para dizer que está vivo, se o sujeito perde todas as suas referências, suas riquezas emocionais, psíquicas. É muito difícil, a gente tem de respeitar muito.



PODER: Como é o seu dia a dia?

PN: Eu opero de segunda a sábado de manhã, e de tarde atendo no consultório. Na Santa Casa, que é o meu xodó, nós temos 50 leitos, só para pessoas pobres. Eu opero lá duas vezes por semana. E, nos outros dias, na Clínica São Vicente. O que a gente mais opera são os aneurismas cerebrais e os tumores. Então, é adrenalina todo dia. Sem ela a gente desanima e o cérebro funciona mal. (risos)



PODER: Você é workaholic?

PN: Não é que eu trabalhe muito, a minha vida é aquilo. Quando viajo, fico entediado. Depois de alguns dias, quero voltar. Você perde a sua referência, está acostumado com aquela pressão, aquele elástico esticado.



PODER: Como você lida com a impotência quando não consegue salvar um paciente?

PN: É evidente que depois de alguns anos, a gente aprende a se defender. Mas perder um doente faz mal a um cirurgião. Se acontece, eu paro com o grupo para discutir o que se passou, o que poderia ter sido melhor, onde foi a dificuldade. Não é uma coisa pela qual a gente passe batido. Se o cirurgião acha banal perder um paciente é porque alguma coisa não está bem com ele mesmo.



PODER: Como você lida com as famílias dos seus pacientes?

PN: Essa relação é muito importante. As famílias vão dar tranquilidade e confiança para fazer o que deve ser feito. Não basta o doente confiar no médico. O médico também tem de confiar no doente. E na família. Se é uma família que cria caso, que é brigada entre si, dividida, o cirurgião já não tem a mesma segurança de fazer o que deve ser feito. Muitas vezes o doente não tem como opinar, está anestesiado e no meio de uma cirurgia você encontra uma situação inesperada e tem de decidir por ele. Se tem certeza de que ele está fechado com você, a decisão é fácil. Mas se o doente é uma pessoa em quem você não confia, você fica inseguro de tomar certas decisões. É uma relação bilateral, como num casamento. Um doente que você opera é uma relação para o resto da vida.



PODER: Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando você acaba de operar, vai até a família e diz: "Ele está salvo". Aí, a família olha pra você e diz: "Graças a Deus!". Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.



PODER: Como você relaxa?

PN: Estudando. A coisa que mais gosto de fazer é ler. Sábado e domingo, depois do almoço, gosto de sentar e ler, ficar sozinho em silêncio absoluto.



PODER: E o que gosta de ler?

PN: Sobre medicina ou história. Agora estou lendo um livro antigo, chamado Bandeirantes e Pioneiros, do Vianna Moog, no qual ele compara a colonização dos Estados Unidos com a do Brasil. E discute por que os Estados Unidos, com 100 anos a menos que o Brasil, tiveram um enriquecimento e um progresso tão rápidos. Por que um país se desenvolveu em progressão geométrica e o outro em progressão aritmética.
 
 
 
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