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terça-feira, 15 de outubro de 2013

SER PROFESSOR (A)



Crônica: 
Ser professor(a) - as múltiplas funções dos mestres

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Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta.
Enquanto professores...
Somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal.
Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances.
Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância.
Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura,
que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer.
Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos,
das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo.
Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados.
É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada
profissão existente um traço de nós professores. Contudo ser professor,
ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos,
é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.
Ser professor é ser essência, não sabemos as respostas.
Estamos sempre tentando. Às vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos.
Ser professor é ser emoção
Cada dia um desafio
Cada aluno uma lição
Cada plano um crescimento.
Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamúrias
“não sei o que aqui faço, por que aqui fico?”
fica a certeza de que...
Educar parece latente, é obstinação.
Ser professor é peculiar,
Pulsa firme em nossas veias,
Professor ama e odeia seu ofício de ensinar
Ofício que arde e queima
Parece mágica, ou mesmo feitiço.
Na verdade, não larga essa luta que é de muitos.
O segredo está em seus alunos, na sua sala de aula, na alegria de ensinar
a realização que vem da alma e não se pode explicar.
Não basta ser bom... tem que gostar.



Soraia Aparecida de Oliveira, professora do Ensino Fundamental, Escola Municipal Nilza de Lima Sales, Brumadinho, MG.



Artigo publicado no jornal Mundo Jovem, edição nº 350, setembro de 2004, página 21.






FELIZ DIA DOS PROFESSORES QUE FAZEM DA ARTE DE ENSINAR UMA LIÇÃO PARA TODAS AS VIDAS. (André Ribeiro)


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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O PLEBISCITO

Por ARNALDO JABOR



Pai, o que é plebiscito? ─ assim perguntava o menino, no conto de Artur Azevedo, em 1890. O mesmo aconteceu comigo.

Estava na sala e de repente meu filho levanta a cabeça e pergunta:

─ Pai, o que é plebiscito?

Eu fechei os olhos imediatamente para fingir que dormia. O menino insiste:

─ Papai? O que é?

Não tenho remédio senão abrir os olhos.

ta

─ Ora essa, rapaz, tens treze anos e não sabes ainda o que é plebiscito?

─ Se soubesse, não perguntava.

─ Plebiscito, meu filho, é quando o governo pergunta ao povo o que ele acha de determinado assunto importante para o país. Voltou à tona depois que houve as manifestações de rua, com mais de um milhão de pessoas protestando contra o caos brasileiro.

─ Que pergunta é importante para o Brasil?

─ São muitas perguntas meu filho… quer exemplos? Muito bem… vamos a isso:
─ Você é contra ou a favor de 15 bilhões para estádios de futebol, dinheiro que dava para fazer 50 hospitais ou 75 quilômetros de metrô em São Paulo? Você é a favor da reforma politica? Você sabe o que é voto distrital comum ou misto? É contra ou a favor? Aliás, você sabe o que é isso, filho?
─ Se você explicar…
─ Também não sei, filho… mas, vamos lá… Você é contra ou a favor de haver 28 mil cargos de confiança no governo, se a Inglaterra tem apenas 800 e os Estados Unidos, 2 mil? O Brasil tem mais de 5.700 municípios, com prefeitos, vice prefeitos, 513 deputados federais, 39 ministérios. Não dava para cortar tudo pela metade? E o PAC? Que fez o PAC até hoje? Com a corrupção deslavada, o PAC acabou fazendo pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, esgotos à flor da pele, tudo proclamado como plano de aceleração do crescimento.

Os melhores economistas do mundo dizem que temos de abandonar a política econômica de estimular demanda e atentar para o crescimento da oferta, pela redução de gastos do Estado, que se apropria de 36% da renda nacional mas investe menos de 3% e consome grande parte dos recursos para sua própria operação. Você entendeu o que falei? Um dia, entenderá.
Você é contra ou a favor de investigar por que a Petrobrás comprou uma refinaria no Texas por US$ 1 bilhão, se ela vale apenas US$ 100 milhões? Você é contra ou a favor da ferrovia Norte-Sul que está sendo construída há 27 anos, com mil roubalheiras e ainda quer mais 100 milhões para cobrir o que a Valec desviou quando o Juquinha, afilhado do eterno Sarney, era o chefão?

─ Quem é Sarney?

─ É o comandante do atraso.

─ Ah, legal…

─ Você é contra ou a favor da CPI que fez o Cachoeira sumir do mapa para não criar problemas para o Executivo e suas empreiteiras? Você lembra das operações da Policia Federal, com lindos nomes? Cavalo de Tróia, Caixa de Pandora (do Arruda), Anaconda, das mil ambulâncias dos sanguessugas? E tantas outras. Quantos estão presos hoje? Você é contra ou a favor de reforma do Código de Processo Penal? Aliás, por que o PT quer tanto o plebiscito? Ele lucra com isso? Sim ou não?

O Lula sumiu de cena mas já declarou que as manifestações são ” coisa da direita “. E o PT? É peronista de direita ou de esquerda? Com a volta da inflação, você é contra ou a favor da correção monetária para o Bolsa Família? Você não acha que é fundamental a privatização (ohhh, desculpe, “concessão”) de ferrovias, aeroportos e rodovias?
Por que uma das maiores secas de nossa história não é analisada pelo governo? Para não criticar os donos da indústria da seca, por motivos eleitorais? Aliás, o que aconteceu com o Rio São Francisco, que disseram que iam canalizar? Parou? Sim ou não?

Sem dúvida, Sergio Cabral foi quem mais se queimou nisso tudo. Mas, pergunto, que será do estado do Rio de Janeiro com o Lindnberg Farias, ex-prefeito de Nova Iguaçu, com o sigilo quebrado pelo STF, governando o estado até 2018? Será que o Pão de Açúcar fica em pé?
Você acha legal ou não a importação de médicos cubanos para o país?

Você é contra ou a favor do “trem-bala” que custará (na avaliação inicial) cerca de 30 bilhões de reais, que davam para renovar toda a malha ferroviária comum? Aliás, nessa velocidade, qual a altura que ele vai voar, quando os traficantes do Rio puserem pedras nos trilhos?
Você acha que os “mensaleiros” ficaram contentes com o fim da PEC 37 que o Congresso, apavorado, rejeitou?

Você acha normal que o Brasil cobre R$ 36 de impostos sobre cada R$ 100 produzidos? Você não acha o Palocci muito melhor que o Mantega? Por que não chamam o Palocci? Quem é? É o melhor cara do PT, que impediu a destruição do Plano Real durante os quatro anos do primeiro mandato do Lula.

Você entende, meu filho, o governo do Brasil tenta com sua idéia de mudança constitucional transformar problemas administrativos em problemas institucionais. Você não acha que querem disfarçar sua incompetência administrativa? Afinal, quem governou o país nos últimos dez anos? Agora, parece que descobriram que o país precisa de reformas, que o PT não fez nem deixou fazer por 10 anos. Agora, gritam todos: reforma! Por isso, pergunto: será que os intelectuais não vêem que a democracia conquistada há 20 anos está sendo roída pelos ratos da velha política? Você acha que a Dilma está com ódio do Lula, por ter finalmente descoberto o tamanho da herança maldita que deixou para ela? Mas Lula não liga. “Ela que se vire…” ─ ele pensa, em seu egoísmo, secretamente até querendo que ela se dane, para ele voltar em 2014. Você acha, meu filho, que o Lula vai ser candidato de novo? E será eleito como “pai do povo” , para salvar o país que ele destruiu?

E que você acha de todas essas perguntas, filho? Qual a sua opinião?

─ Pai, o povo já respondeu a todas essas perguntas. Então, para que perguntar de novo?

─ É técnica de marketing, meu filho. Idéia do Lula, para dar a impressão de que o governo não sabia de nada. Como ele nunca soube.



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sábado, 15 de junho de 2013

SER UM BURRO...

COMO SE TORNAR UM BURRO


Por Wágno Lima


- Por qual motivo está buscando auxilio psicológico?

- Eu queria me sentir mais burro.

- Como assim?

- Alienado.

- Porque?

- As pessoas alienadas parecem ser mais alegres. Ao contrário de mim. Em vez de viver as situações eu reflito sobre elas.

- Por exemplo?

- Se estou beijando uma mulher fico refletindo sobre o sentido do beijo, da mesma forma quando estou me alimentando, bebendo água, fazendo as necessidades fisiológicas. Só não reflito sobre o sono porque estou dormindo. É bem mais produtivo refletir sobre algo quando se está experimentando esse algo.

- Como é sua rotina diária?

- Ler livros complexos, escrever livros e lecionar nos cursos de doutorado e pós-doutorado.

- Tem diversão?

- Sim. Escutar música clássica, jogar xadrez, assistir opera e teatro.

- Tem amigos?

- Bom, pra ser amigo de alguém é preciso ter características em comum. E a minha característica mais evidente é a inteligência, e como o senhor bem sabe, neste mundo de hoje é muito raro encontrar pessoas inteligentes. Se eu fosse burro não me sentiria tão sozinho. Em todo canto desse mundo me entrosaria fácil, porque o que não falta nessa vida é gente burra.

- O senhor tem certeza dessa decisão? Porque depois de se tornar uma pessoa burra provavelmente não vai ter mais volta.

- Apesar de ser uma decisão difícil estou certo do que quero. Por onde começo?

- Bom, vai ser doloroso no começo, mas aos poucos os resultados aparecerão.

- Certo.

- Vou lhe receitar uma rotina diária que deverá ser cumprida a risca. Pra começar o senhor irá parar de ler livros complexos e profundos e passará a ler livros de auto-ajuda. Retorne na próxima semana que receitarei outro habito.

Na semana seguinte.

- Leu os livros de auto-ajuda.

- Sim.

- Como se sentiu?

- Senti um enorme desprezo pelos autores dos livros e pena de quem os lê.

- Em algum momento se sentiu burro?

- Me senti humilhado, foi difícil até entrar na livraria e comprar os livros. Fiquei com medo de algum conhecido me ver.

- Pois bem, o senhor continuará lendo livros de auto-ajuda e vai agora também parar de ouvir música clássica e começar a ouvir música sertaneja. Aqui está uma lista de duplas sertanejas e alguns cantores solo de sertanejo universitário que estão ocupando o topo das paradas de sucesso. Compre todos esses Cds e escute pela manhã ao acordar e a noite antes de dormir.
Passado mais uma semana.

- Como foi a semana, já está se sentindo burro?

- A única coisa que estou sentindo é repulsa.

- Calma, o processo é demorado mesmo, como eu disse no inicio.

- Não sei se vou conseguir resistir, doutor. Passei a admirar as pessoas burras: é preciso muita força interior pra suportar tanta burrice.

- Pode chorar a vontade. Sei que é uma tarefa realmente difícil. Tem lenço aqui.

- Obrigado.

- Se quiser ainda ta em tempo de desistir.

- Não. Não. Já enxuguei as lagrimas. Agora que comecei eu vou até o fim. Qual o próximo passo?

- Continue a ouvir música sertaneja, ler auto-ajuda e acrescente na rotina assistir um reality show, novelas e principalmente não deixe de assistir televisão aos domingos, vale também um telejornal sensacionalista onde o apresentador fica o programa inteiro mostrando a mesma noticia e falando em um falso tom de revolta. O senhor também está estritamente proibido de ir a operas e assistir peças teatrais, comece a frequentar festas automotivas, por falar nisso, compre um saveiro, instale um som automotivo nele, e batize o carro com algum nome ridículo do tipo safadona poderosa, saveiro chorona... Nos finais de semana vá algum bar bem movimentado e ligue o som bem alto, mas só vale tocar pancadão. Com isso, o senhor pode ter certeza que vai está sempre rodeado de gente, e vai chover mulher na sua horta; mulheres adoram homens burros e indiferentes, pelos menos as mais jovens. Pare de ler os livros de auto-ajuda, não é pra ler mais nada. Decore o jargão da moda, ele deve sair de alguma novela ou filme. E pra finalizar não reflita mais sobre o sentido da existência das coisas e de si mesmo, viva sem tentar compreender a vida.

Seis meses mais tarde, enfim o inteligente se transforma em burro.

- Como está se sentido?

- Bem. Doutor, quem o senhor acha que vai ganhar o Big Brother?
   
  

Encontro de si mesmo


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domingo, 14 de abril de 2013

PSICÓLOGA X CAZUZA!



           
Uma psicóloga que escreveu, corajosamente algumas verdades.

 Uma psicóloga que assistiu ao filme escreveu o seguinte texto: 

'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora.. As pessoas estão cultivando ídolos errados.. 

Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? 

Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.

            Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu)com conceitos de certo e errado.   
          
          No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta. 

             São esses pais que devemos ter como exemplo?

             Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora..

            Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante. 

            Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso.Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.

          Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz,principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme.Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou. 

           Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?

           Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.

             Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário? 

              Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor . 

         Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar.. Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos.            
   
          Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi à pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.' 


              
      Karla Christine 

                  Psicóloga Clínica 









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terça-feira, 19 de março de 2013

CHIMAMANDA ADICHIE - O PERIGO DA HISTÓRIA ÚNICA



Estudar para a aula de Sociologia. Tema: "Cultura" de acordo com nossas discussões sobre Socialização.

Nossas vidas, nossas culturas, são compostos de muitas histórias que se sobrepõem. Romancista
Chimamanda Adichie conta a história de como ela encontrou sua voz autêntica cultural - e adverte que se ouve apenas uma história única sobre outra pessoa ou país, corremos o risco de um mal-entendido fundamental.

Inspirada na história da Nigéria e tragédias todos, mas esquecidos pelas gerações recentes de ocidentais, romances Chimamanda Ngozi Adichie e histórias são jóias da coroa da literatura da diáspora.


Veja o vídeo e o seu discurso:

http://youtu.be/EC-bh1YARsc



Fonte:
youtube.com 




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

AMOR A DEUS




Religiosidade



Você ama a Deus?

Ou será que você tem medo de Deus?

Ainda nos dias de hoje se ouve a expressão: Cuidado, Deus castiga.
Ou então: Ele é um homem temente a Deus. Temente quer dizer que teme, que tem medo.

As frases são muito infelizes. E não verdadeiras. Por que temer a Deus?

Se ficarmos com o conceito de Moisés, o grande legislador do povo hebreu, com certeza teremos medo da Divindade
.
Porque, ao apresentar a ideia de Deus aos homens daquela época, mais ou menos quatro mil anos atrás, Moisés O apresentou como ciumento, vingativo.

Um Deus injusto, pois punia um povo inteiro pela falta do seu chefe.
Era o Deus dos exércitos que presidia aos combates contra o Deus dos outros povos.

Um Deus que recompensava e punia só pelos bens da Terra. Que fazia se acreditasse que havia felicidade na escravidão dos outros povos.

Mas, depois de Moisés veio Jesus. E uma das partes mais importantes da revelação do Cristo é o ponto de vista pelo qual Ele nos apresentou Deus.

O Pai que ama aos Seus filhos. Soberanamente justo e bom. Cheio de mansidão e de misericórdia.

Pai que perdoa as faltas dos Seus filhos e dá a cada um segundo as suas obras. O Pai de todas as criaturas, que estende a Sua proteção por sobre todos os Seus filhos.
Deus que diz aos homens: A verdadeira pátria não é deste mundo.

Deus de misericórdia que diz: Perdoai as ofensas se desejais ser perdoados, fazei o bem em troca do mal. Não façais o que não quereis que vos façam.

Deus grande que vê o menor pensamento de Seus filhos e que não dá importância à forma com que esses filhos O honram.

Não é um Deus para temer. É um Deus para amar.

Tudo na Criação revela o amor de Deus por Seus filhos. O Universo é um poema de beleza e perfeição.

A Terra preparada até os mínimos detalhes para que o homem nela possa viver e progredir.

As sementes que reproduzem segundo sua espécie e saciam a fome.
Os rios, lagos e vertentes que propiciam o líquido precioso.

As estações com suas características. As variedades infinitas de plantas, de animais.
Deus que cria Espíritos simples e ignorantes e os coloca nas Suas moradas, os mundos, para progredirem, conquistarem sabedoria até a perfeição.
Deus que ama.

* * *

Deus quer o seu progresso. Deus quer o seu bem-estar, que seja fruto de uma vida saudável, que resulta de um aprimoramento moral.

Deus quer a sua paz legítima, depois de acalmados os anseios do seu coração e regularizados os débitos da sua consciência.

Deus quer o seu amor, superadas as instabilidades da sua emoção.
Deus quer o melhor para você.

Se você ainda não descobriu como, guarde a certeza de que Ele concede todos os dias os meios para conseguir tudo isto, em definitivo. Sem chance de perder.


Aurélio Aragão Ponte

(Redação do Momento Espírita)


Religiosidade



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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

SER PROFESSOR


Ser professor


Ser professor é exercer o magistério com dignidade
Ainda que não receba a devida valorização
É trilhar a cada ano por novos caminhos
Na busca incessante da perfeição

É preocupar-se com amor paternal
Com o futuro de cada educando
É ser aluno buscando novos conhecimentos
É ser persistente contra os obstáculos lutando

É ser incompreendido por seus alunos
Quando visa prepará-los melhor
Exigindo um pouco mais de dedicação
Para que, na vida, não levem o pior

É ser alvo de críticas violentas
Quando luta por seus direitos legais
É ter que assumir carga horária estressante
E às vezes, camuflar seus verdadeiros ideais

É aquele que sofre quando não atinge seus objetivos
E que sonha com uma educação mais viva mais eficiente
Que acredita numa sociedade mais justa e solidária
Formada por pessoas mais críticas e conscientes

É aquele que até já se acostumou
Com aqueles comentários maledicentes
Se alunos reprovam o professor é o único culpado
Se forem aprovados é porque são inteligentes

É aquele que jamais perderá a esperança
De que o seu trabalho um dia tenha o devido valor
Pois, por suas mãos passam todos os que se alfabetizam
Desde o mais simples operário até o mais renomado doutor

É aquele que com certeza, é insubstituível
Mesmo com a realidade tecnológica avançando
Em qualquer circunstância sempre vai haver aprendizes
E um professor amigo por perto ensinando

É aquele que quanto mais exigente for
Com toda certeza, agora, será o mais odiado
Mas no futuro, por causa dessas exigências
Com carinho e gratidão será sempre lembrado

Jesus o autodidata por excelência
Para quem o ensinar não era mistério
Dê a cada professor prudência, humildade,
Paciência, resignação e honestidade

Para exercer com otimismo, tão difícil ministério
Parabéns classe valorosa
Na qual me incluo orgulhoso
Plantemos a semente do saber
Para que, no futuro, possamos ter
Um povo pacífico, sábio e laborioso.


(Bartolomeu Xavier de Sousa Filho)


Homenagem do professor Bartolomeu a todos os companheiros e companheiras de luta. Orgulhemo-nos do nosso trabalho, pois com certeza, fomos, somos e sempre seremos importantes em qualquer organização social do mundo.


PARABÉNS A TODOS OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO QUE FAZEM DESSA "ARTE" DE EDUCAR UMA FORMA DE FAZER UM MUNDO MELHOR.
(André Ribeiro)



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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

MESMO ASSIM


Madre Tereza de Calcutá


“Muitas vezes as pessoas
são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil,
as pessoas podem acusá-lo de interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor,
terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco,
as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir,
alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz,
as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje,
pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você,
mas isso pode não ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que, no final das contas,
é tudo entre você e Deus.
Nunca foi entre você e os outros.”


MADRE TEREZA DE CALCUTÁ

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

FALANDO EM POLÍTICA


Política


“No momento em que acaba de conquistar o mundo e inicia a conquista do universo, o homem (individual) mesmo é supérfluo. Só contam as massas fervilhantes, gigantescas. Então porque pensar, porque refletir, agir ou reagir? Cada homem sendo substituível, e além do mais inútil, busquemos o homem insubstituível e necessário, e deixemos a ele a tarefa de pensar e agir em nosso lugar”. (H. Lefèbvre, La Somme et le Reste). (Publicado orinalmente na Revista Mosaico 4).

Deixemos a ele a tarefa de pensar e agir em nosso lugar. O final do trecho da reflexão de Henri Lefèbvre, filósofo marxista e sociólogo francês, exprime fielmente a atitude inerte dessa sociedade. Considera-se inertes, meus caros colegas, aqueles que insistem em dizer simplesmente: “Não discuto política”; “Não gosto”. E pior: “As pessoas que discutem sobre isso são chatas. Estragam minha noite e minha balada”.

Quem imagina não estar inserido na chamada “participação política” está enganado. Primeiramente, pelo fato de que “votam” – entre aspas, e acho propício explicar o porquê: a escolha do voto no Brasil é pior do que escolher um produto novo no mercado: “Ah, esse eu não o
conheço. Mas não custa experimentar, né?”.


Não os culpo. Nem a mim, claro, que ainda não sei bem como melhorar minhas atitudes. Não tivemos política na escola. Muito menos na universidade. Nossos pais, se nos ensinam algo é sob um ponto de vista totalmente parcial. Não fomos treinados a isso. Se você é uma exceção, eu o(a) invejo.


Neste momento, somos praticamente eu e você, caro leitor, pois imagino que você é um dos poucos que chegou nessas linhas que agora se desenvolvem.


E o mais triste é saber que pouco tenho a lhe dizer, considerando que ainda me faltam faculdades teóricas para compreender a política que nos cerca. Mas, continuo insistindo nessa tentativa – por enquanto frustrada – de ser menos egoísta. Justamente, por que acredito que fazer e entender política é, na verdade, se preocupar com o próximo.


Sim, porque nos tempos atuais são dois grupos que se interessam por política: aqueles que querem dominar e aqueles que não estão satisfeitos com a sociedade. Se você não é nenhum deles, fique “feliz”! Pelo menos você não é massacrado pela opinião pública. E ainda pode fingir que é uma boa pessoa. Afinal, você “não é” corrupto.


Infelizmente, – e os políticos honestos que me desculpem, pois tento acreditar que eles possam existir – somos comandados por falsos sábios oportunistas. Platão deve se revirar no túmulo, logo ele, que não acreditava na democracia e julgava que nossa sociedade deveria ser comandada por sábios. Mas não existem sábios no capitalismo. Marx bem sabe. Existem espertos – aqueles que estão favoráveis a sua, a minha, a toda e qualquer alienação.


Mas, eu não sou ninguém. Só mais um ser humano substituível, como diria Lefèbvre. Um homem que pouco antes de sua morte declarou: “Devo continuar o meu combate pela teoria? Por vezes, pergunto-me se perdi o meu tempo”.
Sorte dele não estar aqui para ver. Azar nosso.


Amanda Camasmie 



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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A CASQUINHA DE SORVETE




Por Frei Betto



Você conhece a casquinha abiscoitada de sorvete: a bola é colocada acima e, enquanto derrete, um pouco do sorvete se espalha pela parte inferior. Ao comer a casca, a ponta inferior do cone costuma estar seca, sem sorvete.

Assim é a distribuição da riqueza no mundo, segundo a ONU: 20% da população mundial, o equivalente a 1,320 bilhão de pessoas, concentram em suas mãos 82% da riqueza mundial. Fartam-se com a bola de sorvete. Na ponta estreita do cone, os mais pobres — 1 bilhão de pessoas — sobrevivem com apenas 1,4% da riqueza mundial.

Mede-se o indicador de riqueza de uma economia pelo PIB — o Produto Interno Bruto. Quanto maior o PIB, maior o crescimento de um país. Tanto que o governo Lula lançou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Deveria ter lançado o Pads (Programa de Aceleração do Desenvolvimento Sustentável).

Um país cresce quando sua economia total ganha mais cifrões. O que não significa que se desenvolveu, ou seja, imprimiu mais qualidade de vida e felicidade à população. Crescimento tem a ver com produção agropecuária, industrial e expansão da rede de serviços. Desenvolvimento significa escolaridade, saúde, saneamento, moradia, cultura e preservação do meio ambiente.

O economista Ladislau Dowbor, da PUC-SP, tem bom exemplo para mostrar a diferença: a Pastoral da Criança favorece, com a sua rede de 450 mil voluntários, milhares de crianças até 6 anos de idade. Assim, contribui com a redução de 50% dos índices de mortalidade infantil e 80% das hospitalizações. Se menos crianças adoecem, menos medicamentos são comprados, menos serviços hospitalares são utilizados, e as famílias vivem mais felizes.

Ótimo, não? Não para o governo e os economistas com mania de PIB. “O resultado, do ponto de vista das contas econômicas, é completamente diferente: ao cair o consumo de medicamentos, o uso de ambulâncias, de hospitais e de horas trabalhadas por médicos, reduz-se também o PIB”, afirma Dowbor. Ao obter saúde com um gasto de apenas R$ 1,70 por criança/mês, a Pastoral da Criança faz cair o PIB. Porém, sobe a felicidade geral da nação.

Comemorar o crescimento do PIB não significa o país estar na direção certa. Vide a China, cujo PIB é o que mais cresce no mundo. Nem por isso a qualidade de vida de sua população nos causa inveja. Se o desmatamento da Amazônia — careca, hoje, em 17% de sua área total — aumenta, mais se introduzem ali o agronegócio e imensos rebanhos. O que fará crescer o PIB. E reduzir o equilíbrio ambiental e a nossa qualidade de vida.


Desigualdade socioeconômica no mundo


O problema número 1 do mundo não é econômico, é ético. Perdemos a visão de bem comum, de povo, de nação, de civilização. O capitalismo infundiu-nos a perversa noção de que acúmulo de riqueza é direito, e consumo de supérfluo, necessidade.


Compare estes dados: segundo a ONU, para propiciar educação básica a todas as crianças do mundo seria preciso investir, hoje, US$ 6 bilhões. Apenas nos EUA são gastos por ano, em cosméticos, US$ 8 bilhões. Água e saneamento básico seriam garantidos a toda a população mundial com um investimento de US$ 9 bilhões.

O consumo/ano de sorvetes na Europa representa o desembolso de US$ 11 bilhões. Haveria saúde básica e boa nutrição às crianças dos países em desenvolvimento se fossem investidos US$ 13 bilhões. Ora, US$ 17 bilhões é o que se gasta por ano, na Europa e nos EUA, em alimentos para cães e gatos; US$ 50 bilhões em cigarros na Europa; US$ 105 bilhões em bebidas alcoólicas na Europa; US$ 400 bilhões em narcóticos no mundo; e US$ 780 bilhões em armas e equipamentos bélicos no planeta.

O mundo e a crise que o afeta têm sim solução. Desde que os países sejam governados por políticos centrados em outros paradigmas, que fujam do cassino global da acumulação privada e da irrefreável espiral do lucro. Paradigmas altruístas, centrados na distribuição de renda, na preservação ambiental e na partilha dos bens da Terra e dos frutos do trabalho humano.

Preste muita atenção nos candidatos que, este ano, merecerão o seu voto a vereador e a prefeito. Investigue o passado deles para saber com quem, de fato, estão comprometidos.

Ah, você não gosta de política? Não seja ingênuo: quem não gosta de política é governado por quem gosta. E tudo que os políticos corruptos querem é que sua omissão assegure a perpetuação deles no poder.


CORREIO BRAZILIENSE
07/09/2012 


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domingo, 26 de agosto de 2012

CENTRAL DO BRASIL


Minha sugestão de filme para hoje:

Central do Brasil (1998)




Talvez, um dos maiores êxitos da história do cinema nacional, o road movie do diretor Walter Salles conta a história de Dora (Fernanda Montenegro) uma mulher que trabalha na estação de trem Central do Brasil escrevendo cartas para pessoas analfabetas. Certo dia, uma de suas clientes, Ana (Soia Lira) aparece com o filho Josué (Vinícius de Oliveira) pedindo que escrevesse uma carta para o seu marido dizendo que Josué quer visitá-lo um dia. Saindo da estação, Ana morre atropelada por um ônibus e Josué, de apenas 9 anos e sem ter para onde ir, se vê forçado a morar na estação. Com pena do garoto, Dora decide ajudá-lo e levá-lo até seu pai que mora no sertão nordestino. 

Central do Brasil é um retrato sentimental do interior do país, que ao narrar as desventuras de Dora e o menino na busca emocionante pelo pai, acaba contando a história de milhões de brasileiros que estão indo e vindo pelo país a todo momento. Imigrantes que buscam uma melhor qualidade de vida, ou outros que estão indo apenas rever seus parentes. Poucos filmes conseguiram retratar com tanta beleza e emoção o interior do país, e o realismo da vida de milhares de pessoas aparentemente comuns.
É um filme que fala intensamente sobre solidariedade e generosidade, no caso, a de Dora, mas não peca em não abordar a pobreza e as dificuldades do povo nordestino, e os perigos enfrentados pelos viajantes do interior do Brasil. A fotografia, direção de arte e trilha sonora são primorosas. Ao longo do filme, é impossível não se envolver afetivamente com os personagens de Fernanda Montenegro e Vinícius de Oliveira, tão bem construídos e interpretados.

Na época de seu lançamento, fazia anos que um filme brasileiro não alcançava tanto reconhecimento internacional. Central do Brasil foi indicado na categoria de Melhor Filme em mais de dez premiações estrangeiras, incluindo o Oscar, tendo vencido o BAFTA, o Globo de Ouro e o Urso de Ouro do Festival de Berlim de Melhor Filme Estrangeiro. A consagrada Fernanda Montenegro, celebrada como uma das melhores atrizes brasileiras, tornou-se a a primeira atriz latino-americana a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz, perdendo para Gwyneth Paltrow por Shakespeare Apaixonado (Shakespeare in Love). Ela também foi vencedora do BAFTA de Melhor Atriz e do Globo de Ouro de Melhor Atriz Estrangeira.


Trailer:


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quinta-feira, 26 de julho de 2012

VOVÔ E VOVÓ



DIA 26 DE JULHO: dia dos Avós e para os católicos é dia de Sant'Ana e Joaquim pais de Maria, avós de Jesus Cristo.


Mirabel e Luzia


Avós, diversão ou formação? 


Um dos grandes valores na formação dos filhos é o respeito pelas gerações anteriores à sua.
Os filhos devem conhecer desde pequenos a importância de escutar os avós, não só por serem pessoas mais idosas, como também pelo grande valor da experiência que uma pessoa com tantos anos vividos possa ter.

Nesta época, em que impressiona a habilidade que até mesmo as crianças têm para conhecer todo tipo de aparelho eletrônico, parece que os pais e avós estamos anos luz atrasados no que são os interesses infantis. No entanto, o que realmente os fará serem donos de si mesmos e se desenvolverem melhor como pessoas, será aprender a se relacionar melhor com a vida diária; para isso, não existe aparelho que proporcione esta habilidade.

Somente a orientação de pessoas que já passaram pela mesma idade, que já percorreram o caminho que a criança apenas está iniciando, vai trazer a sabedoria necessária para que ela se torne uma pessoa íntegra e feliz.

Existem muitas maneiras de ajudar nossos filhos a aproveitar a convivência com os avós. Por exemplo, uma atividade familiar que pode ser muito divertida e instrutiva para toda a família é conhecer a história completa dos pais. Existem livros especiais, vendidos em qualquer livraria, que trazem perguntas e espaços suficientes para que os avós respondam, descrevendo suas experiências e histórias.
Com certeza, não é preciso adquirir nenhum livro. Qualquer caderno cumpre as mesmas funções e, uma vez terminado, podem ser organizadas reuniões para conhecer a história dos avós, criando lembranças que durarão toda uma vida. Além disso, esta atividade terá um valor agregado: a família conhecerá suas origens, sendo esta uma fonte de conhecimento para entender quem somos e porque reagimos de determinada maneira.

Avós


Os avós podem educar de muitas maneiras!
Ser avô é uma fase da vida que deve estar cheia de satisfações e diversão, especialmente quando não são os principais responsáveis pela educação das crianças.
Hoje em dia, existem cada vez mais casamentos nos quais ambos trabalham. Desta maneira, os avós voltam a ser os principais formadores de crianças, uma vez mais. Esta é uma tarefa importantíssima, no entanto, muito pesada, já que os avós não contam com a mesma energia dos tempos passados e, muitas vezes, a mesma autoridade.

Então, de acordo com o papel desempenhado na vida de seus netos, suas atividades e responsabilidades serão distintas. Se vêem os netos periodicamente, exclusivamente como visitas, o papel é claro: somos avós e, como tais, podemos dar caramelos e deixá-los dormir mais tempo do que o necessário. Mimá-los, em toda a extensão da palavra.
Porém se, diariamente, sua função é de criá-los enquanto seus filhos estão trabalhando, então os privilégios mudam. Os avós se tornam “pais secundários”, por este motivo a formação dos netos adquire um lugar prioritário em suas vidas e a disciplina e autoridade devem ser aplicadas, sendo mais esporádicos os “momentos divertidos”.
As complicações que esta responsabilidade traz consigo são muitas: o dilema de querer mimar o neto versus a necessidade de educá-lo adequadamente, o possível desacordo que possa existir entre a linha aplicada pelos pais do neto na educação do mesmo, o reconhecimento de que nossos projetos pessoais passam para um segundo plano.
Devemos lembrar que primeiro estão as crianças e não nosso gosto por fazer o que queremos. 

Conhecendo o papel que jogamos na vida de nossos netos, saberemos a função que temos que desempenhar. Se assumirmos a responsabilidade de ser formadores, o preço a pagar é o de ser avó de tempo integral.

Desta maneira, funcionar como avós ou como formadores deve ser uma decisão que somente nossos pais devem tomar. Nós, como seus filhos, devemos respeitar e aceitar seus limites e disposições com agradecimento, já que temos de reconhecer que eles já cumpriram com sua função de pais e, se aceitarem cuidar das crianças enquanto estamos trabalhando, estarão fazendo muito mais do que cumprir suas responsabilidades ou obrigações, pela simples generosidade de seu coração.


Autora: Mónica Bulnes de Lara



Meus avós paternos Ademar e Felisbina




O certo é que eles seduzem para o amor a vida.


FELIZ DIA DOS AVÓS A TODOS QUE FAZEM DESSA MARAVILHA DA VIDA UMA LIÇÃO DE AMOR, EXPERIÊNCIA E DOAÇÃO. 

Mirabel e Luzia meus pais são avós e vejo o quanto eles irradiam felicidade por viver essa relação de avós.




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Arquivo pessoal de André Ribeiro