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domingo, 2 de outubro de 2016

POLÍTICA


Ainda é possível e vale a pena acreditar na política?


Certamente é possível acreditar na política e seguramente ainda vale a pena acreditar nela. Se assumirmos que política é fazer escolhas, e que uma vida plena para qualquer um de nós depende das consequências das escolhas que fazemos, seja na escolha de uma “roupa boa”, seja na escolha de um “candidato bom”, então certamente vale a pena.


É possível e vale a pena acreditar na política porque, a cada momento de nossas vidas, somos expostos ao nosso poder político, ou seja, à possibilidade de fazer escolhas. Essas vão desde escolhas momentâneas, com consequências apenas individuais e de curto prazo, como a roupa que vamos vestir, até escolhas planejadas, com consequências para a coletividade e de longo prazo, como a escolha das pessoas que vão nos representar na esfera pública. Por esse ponto de vista, até mesmo a própria opção de “não escolher” conscientemente (por exemplo, pegar a primeira roupa da pilha, votar no candidato do “santinho” que se viu jogado no chão) também é uma escolha e tem as suas consequências. E essas consequências vão nos afetar, seja individual seja coletivamente, seja na impressão que causaremos com nossa aparência, seja nos rumos que a cidade, o estado ou o país vão tomar. Então acredito que vale muito a pena refletir sobre isso e acreditar em nossas escolhas, que são o que define a política.


Também acredito que é possível e vale a pena acreditar na política porque, em nossa sociedade democrática, em que os cidadãos têm o poder de escolher seus governantes e seus representantes, existem candidatos bons, interessados no bem-estar das pessoas e no progresso de nossa cidade, estado e país. Basta observarmos as campanhas eleitorais para perceber que a turma de candidatos renova de tempos em tempos, e aparecem pessoas que ainda não se queimaram com a opinião pública, que podem ser escolhidas como nossos representantes. Além disso, o poder que o cidadão passou a ter de fiscalizar as atividades dos servidores da esfera pública vem aumentando com a adoção de tecnologias para fins de transparência. Com esses recursos, o cidadão pode continuar a fazer política muito depois das eleições, e assim pode acompanhar a atuação dos eleitos, para conferir se eram mesmo “candidatos bons” ou até que ponto o serão. Basta fazer a escolha de acreditar na política.


Assim, entendo que política é fazer escolhas, e que uma vida plena depende das consequências de nossas escolhas, seja na escolha de uma “roupa boa”, seja na escolha de um “candidato bom”. Por isso, acredito que certamente é possível acreditar na política e seguramente ainda vale a pena acreditar nela.

Aline Malanovicz


Fonte:

http://www.recantodasletras.com.br/redacoes/4022615

quarta-feira, 17 de junho de 2015

POR UM DESMATAMENTO ZERO NA AMAZÔNIA


Vamos participar!!!

sábado, 23 de maio de 2015

AS TRÊS PENEIRAS

Três Peneiras


Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém. 

Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras? - indagou o rapaz.

- Sim! A primeira peneira é a
VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?


Arremata Sócrates:


- Se passou pelas três peneiras, conte!!! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar.
Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.



Sócrates



Fonte
Google Imagens


terça-feira, 3 de março de 2015

"TOMARA QUE DEUS NÃO EXISTA"

Auxílio-moradia, um "deslavado jabá"


POR FREDERICO VASCONCELOS
09/10/14  19:51



Sob o título “Tomara que Deus não exista“, o artigo a seguir é de autoria do procurador da República Davy Lincoln Rocha, de Joinville (SC), que manifesta sua discordância sobre a concessão do auxílio-moradia.

Brasil, um país onde não apenas o Rei Está nu. Todos os Poderes e Instituiçōes estão nus, e o pior é que todos perderam a vergonha de andarem nus. E nós, o Procuradores da República, e eles, os Magistrados, teremos o vergonhoso privilégio de recebermos R$ 4.300,00 reais de “auxílio moradia”, num país onde a Constituição Federal determina que o salário mínimo deva ser suficiente para uma vida digna, incluindo alimentação, transporte, MORADIA, e até LAZER.

A Partir de agora, no serviço público, nós, Procuradores da República dos Procuradores, e eles, os Magistrados, teremos a exclusividade de poder conjugar nas primeiras pessoas o verbo MORAR.

Fica combinado que, doravante, o resto da choldra do funcionalismo não vai mais “morar”. Eles irão apenas se “esconder” em algum buraco, pois morar passou a ser privilégio de uma casta superior. Tomara que Deus não exista…

Penso como seria complicado, depois de minha morte (e mesmo eu sendo um ser superior, um Procurador da República, estou certo que a morte virá para todos), ter que explicar a Deus que esse vergonhoso auxílio-moradia era justo e moral.

Como seria difícil tentar convencê-Lo (a ele, Deus) que eu, DEFENSOR da Constituição e das Leis, guardião do princípio da igualdade e baluarte da moralidade, como é que eu, vestal do templo da Justiça, cheguei a tal ponto, a esse ponto de me deliciar nesse deslavado jabá chamado auxílio-moradia.

Tomara, mas tomara mesmo que Deus não exista, porque Ele sabe que eu tenho casa própria, como de resto têm quase todos os Procuradores e Magistrados e que, no fundo de nossas consciências, todos nós sabemos, e muito bem, o que estamos prestes a fazer.

Mas, pensando bem, o Inferno não haverá de ser assim tão desagradável com dizem, pois lá, estarei na agradável companhia de meus amigos Procuradores, Promotores e Magistrados.
Poderemos passar a eternidade debatendo intrincadas teses jurídicas sobre igualdade, fraternidade, justiça, moralidade e quejandos.


Como dizia Nelson Rodrigues, toda nudez será castigada!




Minha opinião e agradecimento: Parabenizo o escritor Sr. Frederico Vasconcelos pela explicitação do grandioso e verdadeiro texto do Sr. Procurador da República Davy Lincoln Rocha, sobre a vergonha de fazer e receber benefício em um país onde a maior parte do seu povo não são agraciados por tal benefício.



Fonte
http://blogdofred.blogfolha.uol.com.br/2014/10/09/auxilio-moradia-um-deslavado-jaba/

domingo, 9 de novembro de 2014

CAIU O "MURO DA VERGONHA" - MURO DE BERLIM



Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer) era uma barreira física construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental - comunista) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental (capitalista), separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e a República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países comunistas sob julgo do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha Oriental Comunista com ordens de atirar para matar (a célebre SchieBbefehl ou "Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou, segundo dados do regime comunista, a morte a 80 pessoas, 112 feridos e milhares aprisionados nas diversas tentativas de fuga para o ocidente capitalista, além de separar, até sua queda, dezenas de milhares de famílias berlinenses que ficaram divididas e sem contato algum. Os números de mortos, feridos e presos é controverso pois os dados oficiais do fechado regime comunista são contestados por diversos órgãos internacionais de Direitos Humanos.



O Muro de Berlim foi o maior símbolo da divisão do mundo entre bloco ocidental e oriental. O primeiro, liderado pelos Estados Unidos, tinha o capitalismo como sistema econômico. Já o segundo, encabeçado pela antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), era adepto do socialismo.





A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada "cortina de ferro" entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste.





Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste comunista e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.






Durante uma onda revolucionária de libertação ao comando de Moscou que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental Capitalista e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs. Mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase o todo da estrutura. A queda do Muro de Berlim abriu o caminho para a reunificação alemã que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos, está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.






A importância da história do muro de Berlim foi retratada por diversos cineastas. Uma obra interessante sobre o assunto é o longa-metragem Adeus, Lênin, de 2003. Na história, uma mulher entra em coma poucos dias antes da queda do muro e acorda após a vitória do capitalismo na Alemanha. Seu filho, para evitar que os problemas da mãe piorem com a brusca mudança do cenário político, conspira com amigos e familiares com o objetivo de criar uma falsa realidade para a mulher, na qual o país continua separado.



Hoje se comemora os 25 anos da queda do Muro de Berlim. É inadmissível que haja a separação e segregação de pessoas e a privação de liberdade de ir e vir de um povo.


Fontes
Google Imagens

terça-feira, 21 de outubro de 2014

DESEJO AJUDAR...


Charles Chaplin


Desejo ajudar... 

 “Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. 
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. 
Gostaria de ajudar, se possível, judeus, gentios, negros, brancos... 
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. 
Os seres humanos são assim. 
Desejamos viver para a felicidade do próximo, não para seu infortúnio. 
Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? 
Neste mundo há espaço para todos. 
A terra que é boa e rica, pode prover a todas as necessidades. 
Caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, nos extraviamos. 
A cobiça envenenou a alma das pessoas... 
Levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e a morte. 
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. 
A máquina que produz abundância, tem-nos deixado em penúrias. 
Nossos conhecimentos fazem-nos céticos; nossa inteligência em pessoas duras e cruéis. 
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. 
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. 
Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. 
Sem essas feições a vida será de violência e tudo será perdido. 
A aviação e o rádio aproximam-nos muito mais. 
A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade da pessoa humana, um apelo à fraternidade universal, à união de todos nós. 
Neste mesmo instante minha voz chega a milhões de pessoas por este mundo afora. 
Milhões de desesperados, homens e mulheres, criancinhas, vítimas de um sistemas que tortura seres humanos e encarcera inocentes. 


Cena do filme " O Grande Ditador"


Aos que me podem ouvir, eu digo: "Não se desesperem!" 
A desgraça que tem caído sobre nós não é mais produto da cobiça em agonia, da amargura de pessoas que temem o avanço do processo humano. 
As pessoas que odeiam desaparecerão. 
Os ditadores sucumbirão e o poder que do povo foi roubado há de retornar ao povo. 
E assim, enquanto morrem pessoas, a liberdade nunca perecerá. 
Companheiros, não vos entregueis a seres humanos brutais que vos desprezam, que vos escravizam, que arregimentam as vossas vidas, que ditam os vossos atos, as vossas ideias, os vossos sentimentos! 
Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano, que vos utilizam como carne para canhão! 
Não sois máquinas! Pessoas é que sois! 
E, com amor da humanidade em vossas almas! 
Não odieis! 
Só odeiam os que não se fazem amar, os inumanos. 
Companheiros, não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! 
No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro de vós todos! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. 
O poder de criar felicidade! 
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... e fazê-la uma aventura maravilhosa. 
Portanto, em nome da democracia, usemos deste poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom, que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê fruto à mocidade e segurança à velhice. 
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. 
Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. 
Jamais o cumprirão! 
Os ditadores liberam-se, porém, escravizam o povo. 
Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. 
Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à aventura de todos nós. 
Em nome da democracia, unamo-nos. 
Hannah, estás me ouvindo? 
Onde te encontres, levanta os olhos! 
Vês, Hannah? 
O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! 
Estamos saindo das trevas para a Luz! 
Vamos entrando num mundo novo. 
Um mundo melhor, em que as pessoas estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. 
Ergue os olhos, Hannah! 
A alma das pessoas ganhou asas e afinal começa a voar. 
Voar para o arco-íris, para a luz da esperança. 
Ergue os olhos Hannah! 
Ergue os olhos!”


Charles Chaplin
Extraído do filme O Grande Ditador 

Cena do Filme " O Grande Ditador"


Fonte
Google Imagens

terça-feira, 13 de maio de 2014

ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA NO BRASIL - 13 DE MAIO

Abolição Da Escravatura No Brasil - Resumo


Princesa Isabel - Lei Aurea



História Da Abolição Da Escravatura No Brasil, Os Abolicionistas, Resumo, Lei Áurea Decretada Pela Princesa Isabel Em 1888, A Questão Da Escravidão No Brasil Império.




Contexto Histórico da abolição da escravatura


No início da colonização do Brasil (século XVI), não havia no Brasil trabalhadores para a realização de trabalhos manuais pesados. Os portugueses colonizadores tentaram usar o trabalho indígena nas lavouras. A escravidão indígena não pôde ser levada adiante, pois os religiosos católicos se posicionaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Logo, os colonizadores buscaram uma outra alternativa. Eles buscaram negros na África para submetê-los à força ao trabalho escravo em sua colônia. Foi neste contexto que começou a entrada dos escravos africanos no Brasil.





Como era a escravidão no Brasil


Os negros africanos, trazidos da África, eram transportados nos porões dos navios negreiros. Em função das péssimas condições deste meio de transporte desumano, muitos morreram durante a viagem. Após desembarcaram no Brasil eram comprados como mercadorias por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e, muitas vezes, violenta. 

Embora muitos considerassem normais e aceitáveis, a escravidão naquela época, havia aqueles que eram contra este tipo de prática, porém era a minoria e não tinham influência política para mudar a situação. Contudo, a escravidão permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve o sistema escravista por tantos anos foi o econômico. A economia do Brasil contava quase que exclusivamente com o trabalho escravo para realizar os trabalhos nas fazendas e nas minas. As providências para a libertação dos escravos, de acordo com alguns políticos da época, deveriam ser tomadas lentamente.






O início do processo de libertação dos escravos e fim da escravidão 


Na segunda metade do século XIX surgiu o movimento abolicionista, que defendia a abolição da escravidão no Brasil. Joaquim Nabuco foi um dos principais abolicionistas deste período.

A região Sul do Brasil passou a empregar trabalhadores assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros, a partir de 1870.  Na região Norte, as usinas produtoras de açúcar substituíram os primitivos engenhos, fato que possibilitou o uso de um número menor de escravos. Já nos principais centros urbanos, era grande a necessidade do surgimento de indústrias. Visando não causar prejuízo financeiros aos proprietários rurais, o governo brasileiro, pressionado pelo Reino Unido,  foi alcançando seus objetivos lentamente. 

A primeira etapa do processo foi tomada em 1850, com a extinção do tráfico de escravos no Brasil. Vinte e um anos mais tarde, em de 28 de setembro de 1871, foi promulgada a Lei do Ventre-Livre. Esta lei tornava livres os filhos de escravos que nascessem a partir da decretação da lei.

No ano de 1885, foi  promulgada a lei Saraiva-Cotegipe (também conhecida como Lei dos Sexagenários) que beneficiava os negros com mais de 65 anos de idade.

Foi somente em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que a liberdade total e definitiva finalmente foi alcançada pelos negros brasileiros. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel (filha de D. Pedro II), abolia de vez a escravidão em nosso país. 




Bibliografia Indicada:

Da abolição da escravatura à abolição da miséria - a vida e as ideias de André Rebouças
Autor: Pessanha, Andrea Santos

Editora: Quartet 





Fontes
http://www.historiadobrasil.net/abolicaodaescravatura/
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sábado, 19 de abril de 2014

PÁSCOA




PÁSCOA é um momento para enxergar quem precisa de ajuda, e ajudar os que mais necessitam, é praticar a ressurreição, o renascimento não só da própria vida, mas levar esta ressurreição à vida de quem mais precisa.

A PÁSCOA é um renascimento, é novo recomeço, um símbolo que nos lembra que tudo pode ser melhorado e que a fé deve sempre ser alimentada.

A PÁSCOA é dizer SIM com amor e a com  vida; é investir na fraternidade, um lutar por um mundo sempre melhor, um vivenciar com o uso da solidariedade.




Então desejo uma FELIZ PÁSCOA a todos, que tenham muita paz e união, e que independente de qual opção religiosa você tem, que os ensinamentos e os exemplos de JESUS CRISTO sirvam para refletirmos sobre nossos atos, atitudes e comportamento,  e sempre no sentido de nos tornarmos pessoas melhores.

Que a alegria da PÁSCOA invada o seu coração e o daqueles que você ama, irradiando luz para iluminar e fazer brilhar n o mundo em que vivemos, preenchendo-o de amor e paz. 

Lembremos que CRISTO morreu por nós mas ressuscitou para que tenhamos vida e salvação.  Festejemos com alegria esse renascimento de vida, de amor e fé.




FELIZ PÁSCOA!!!






Fontes
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segunda-feira, 10 de março de 2014

"É NAS URNAS QUE EU VOU ME VINGAR".



M Te Vê


Quem M Te Vê
Quem M Te Viu
No final dos 90 o Brasil
Tem um pé no penta
O outro em Chernobyl.


A gente explode se for campeão
Depois se fode na eleição
A gente perde a copa e aprende
A eleger quem é honesto e competente.


Quem M Te Vê
Quem M Te Viu
No final dos 90 o Brasil
Tem um pé no penta
O outro em Chernobyl.


Já dizia o General De Gaulle
"Este país não é sério!"
Mais vale um craque de gol
Que dois de araque no Ministério,
mas que mistério!


Quem quer trocar a copa do mundo
Por um Brasil sem vagabundos
Chove chuva na terra do sol
Chove cartola no futebol.


Fica assim combinado, então
Se a bola no pé deixar na mão
Que vantagem Gérson vai levar
É nas urnas que eu vou me vingar, porque eu
Vou me vingar!



Quem M Te Vê
Quem M Te Viu
No final dos 90 o Brasil
Tem um pé no penta
O outro em Chernobyl.


Rita Lee 

Compositores: Rita Lee e Roberto de Carvalho


Fontes
www.kboing.com.br 
www.youtube.com.br

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

QUANDO EU ENVELHECER...

CARTA DE UMA MÃE PARA UMA FILHA


De mãe para filha


“Minha querida menina, no dia que você perceber que estou envelhecendo, eu peço a você para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando. Se quando conversarmos, eu repetir a mesma coisa dezenas de vezes, não me interrompa dizendo: “Você disse a mesma coisa um minuto atrás”. Apenas ouça, por favor. Tente se lembrar das vezes quando você era uma criança e eu li a mesma história noite após noite até você dormir. Quando eu não quiser tomar banho, não se zangue e não me encabule. Lembra de quando você era criança eu tinha que correr atrás de você dando desculpas e tentando colocar você no banho? Quando você perceber que tenho dificuldades com novas tecnologias, me dê tempo para aprender e não me olhe daquele jeito...lembre-se, querida, de como eu pacientemente ensinei a você muitas coisas, como comer direito, vestir-se, arrumar seu cabelo e lhe dar com os problemas da vida todos os dias...o dia que você ver que estou envelhecendo, eu lhe peço para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando. Se eu ocasionalmente me perder em uma conversa, dê-me tempo para lembrar e se eu não conseguir, não fique nervosa, impaciente ou arrogante. Apenas lembre-se, em seu coração, que a coisa mais importante para mim é estar com você. E quando eu envelhecer e minhas pernas não me permitirem andar tão rápido quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu lhe ofereci a minha em seus primeiros passos. Quando este dia chegar, não se sinta triste. Apenas fique comigo e me entenda, enquanto termino minha vida com amor. Eu vou adorar e agradecer pelo tempo e alegria que compartilhamos. Com um sorriso e o imenso amor que sempre tive por você, eu apenas quero dizer, eu te amo minha querida filha.”


Fonte: Spring in the Air


  


Fontes
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

CRÔNICA: PAI DE MEU PAI

PAI DE MEU PAI


Pai Velhinho



Fabrício Carpinejar


Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.


É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.


É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.


É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.


É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.


E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.


Todo filho é pai da morte de seu pai.


Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.


Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.


A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.


A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.


Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.


Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.


E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.


Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:


– Deixa que eu ajudo.


Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.


Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.


Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.


Embalou o pai de um lado para o outro.


Aninhou o pai.


Acalmou o pai.


E apenas dizia, sussurrado:


– Estou aqui, estou aqui, pai!


O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.







Publicado no jornal Zero Hora
Revista Donna, p.6
Porto Alegre (RS), 06/10/2013 Edição N° 17575


Fonte
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Jornal Zero Hora

sábado, 9 de novembro de 2013

EU SEI QUE A GENTE SE ACOSTUMA, MAS NÃO DEVIA...




A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

Acostumamos...

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.



Marina Colasanti

Marina Colasanti


Fontes
Google Imagens
Texto de Marina Colasanti