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terça-feira, 13 de abril de 2010

Odontologia: O que é a Odontologia Legal?

Odontologia Legal

Área da odontologia que trata da tanatologia (investigação da identificação humana pós-morte e, no caso, dos problemas médico-legais com ela relacionados), a infortunística (ramo da medicina e do direito que estuda os acidentes do trabalhos e suas conseqüências) e a deontologia (o estudo dos princípios, fundamentos e sistemas de moral) em todos os seus aspectos, incluindo a ética.

A identificação humana pós-morte é uma das grandes áreas de estudo e pesquisa da Medicina e Odontologia Legal, pois as duas ciências trabalham com o mesmo material, ou seja, o corpo humano, em vários estados do pós-morte (esquartejado, dilacerado, carbonizado, macerado, putrefeito, em esqueletização e esqueletizado), sempre com o mesmo objetivo, ou seja, estabelecer a identidade humana.

O Odontolegista atua em todos os níveis periciais, e como tal, pode ser nomeado pelo Juiz para atuar em perícias criminais e civis, além de poder ser nomeado como assistente do réu ou da vítima.

A ciência avançou, a Odontologia Legal avançou
As técnicas de DNA abriram uma grande perspectiva para o dentista, porque até mesmo naqueles casos onde o vestígio humano é ínfimo, ele tende ser sempre ou quase sempre os dentes, pois eles são as peças mais resistentes do corpo humano. Sabemos que dentes resistem muito mais que outro tecido à degradação pós-morte e às variações de temperatura e pressão. Então, o dentista é constantemente chamado porque além da tradicional identificação de arcadas, que é rápida, simples e barata, ele tem a possibilidade de executar a identificação por meio dos exames de DNA das peças mais resistentes do organismo, os dentes.

A chegada do DNA na investigação em Odontologia Legal
Vimos por esses casos realmente históricos e em milhares de outros eventos (guerras, acidentes aéreos, incêndios, assassinatos acompanhados pela imprensa) que "análises odontológicas foram um determinante seguro na procura por identificação de restos humanos específicos nos últimos séculos. No final dos anos 80 - do século 20 - apareceu uma notável tecnologia que integra um fato curioso sobre o gênero humano, esmalte e odontologia legal, diz o dr. Harold Slavkin, do National Institute of Dental Research (NIDR), em Bethseda, Maryland, EUA.

Não somente as formas, contornos e tamanhos dos dentes humanos indicam o sexo biológico, avanços científicos recentes patrocinados pelo NIDR mostram que a mais importante proteína encontrada no esmalte humano - amelogenina - tem uma 'assinatura' diferente (ou tamanho e padrão da seqüência de nucleotídeos) no esmalte de homens e mulheres. A diferença no tamanho e padrão desse dois genes é bastante suficiente para ser usada como um determinante eficiente de sexo em amostras muito pequenas de DNA obtidas de esqueletos e restos humanos.

Confiável e barato, o método de identificação dentária permanece como o mais consistente, já nas situações onde registros dentários não são disponíveis as amostras de DNA são a estratégia ideal, o que se vê constantemente em casos de investigações criminais e jurídicas.

No passado, confiamos em impressões digitais, métodos odontológicos, radiológicos e patológicos para identificação, agora, em adição a esses métodos, as ferramentas da biologia molecular estão sendo usados com uma freqüência cada vez maior, e a identificação vem sendo baseada em tipificação de DNA, uma nova abordagem para a busca da identidade.




Fonte: http://odontologika.uol.com.br/odonto_legal.htm e www.abo.org.br (foto)

Odontologia: Saúde dos dentes proporciona melhor desempenho para o Atleta

Atletas que tratam os dentes têm maior desempenho esportivo



Quem pratica esportes deve ter condições físicas adequadas para competir sem riscos de traumas ou diminuição do rendimento físico.

Uma simples dor de dente, por mais sutil que seja, pode fazer a diferença em uma prova decisiva de natação, por exemplo. Isto porque a saúde da boca envolve mecanismos que abrangem várias funções do corpo, como respiração e circulação.

O COB-Comitê Olímpico Brasileiro já havia notado a importância de um acompanhamento dentário em atletas na comissão de Medicina Esportiva para os jogos de Atenas, quando especialistas no Brasil começaram a prestar serviços particulares a esportistas de clubes, academias e federações.

A Odontologia Desportiva é uma área com fortes chances de expansão, dada a importância não só no tratamento de doenças, como também na prevenção. Basta lembrar de um fato curioso ocorrido em 1996: Ronaldinho, eleito o melhor jogador do mundo, quase foi dispensado do São Cristóvão, time que defendia aos 15 anos de idade, graças ao baixo desempenho esportivo. Não era por acaso: tinha dois canais e uma grave falha ortodôntica, que o fazia respirar pela boca, comprometendo seu condicionamento aeróbico. Foi por este e outros episódios que nasceu a Associação Brasileira de Odontologia Desportiva, fundada por dentistas de todo país, com um enfoque multidisciplinar, incluindo palestras e cursos a profissionais que desejam se aprofundar no assunto.

Segundo o cirurgião-dentista Leonardo Marchini, formado pela FOSJC-UNESP, os atletas precisam de um tratamento diferenciado, não só para cuidar de eventuais doenças, como para prevenir traumas nos dentes. “A odontologia desportiva oferece protetores bucais e placas de mordida que variam conforme o tipo de esporte. Eles podem ser encontrados tanto em lojas de material esportivo como ser confeccionados por dentistas em laboratórios, de acordo com a necessidade de proteção do atleta. Normalmente, esportes radicais, lutas marciais e competições de quadra são os que mais expõem os dentes a fraturas“, explica o dentista.

Dados curiosos divulgados pela National Youth Sports Foundation, revelaram que cerca de 5 milhões de dentes são perdidos por ano em atividades esportivas. Outra fonte de pesquisa, a ADA-American Dental Association-constatou que pelo menos 200 mil traumas são evitados devido aos protetores bucais. Não é em vão que dentistas e fabricantes do produto estão investindo pesado nesta forma de prevenção.

Mas quando prevenir não é suficiente, dentistas desportivos devem ter aparatos para tratar os traumas quando eles já tiverem ocorrido. “Aí fica a cargo do profissional recorrer a tratamentos restauradores diretos ou indiretos, que envolvem próteses, facetas e inscrustações”, explica o Dr Leonardo.

A cirurgia-dentista Ana Paula Falcão, formada pela Universidade de São Paulo, presta assistência particular a atletas e também acredita que dor e desconforto causados por problemas odontológicos são suficientes para prejudicar o desempenho e falta de concentração. “É possível associar sintomas físicos a problemas bucais, principalmente pulpite e dores orofaciais. Além disso, respiração feita pela boca pode agravar o problema. Se realizado em conjunto com a otorrinolaringologia e fonoaudiologia, o acompanhamento odontológico pode tratar formas respiratórias inadequadas”, afirma a especialista.

"Uma vez que a consciência da importância odontológica nos esportes vem aumentando, acredito que a tendência de aprofundamento e especialização neste campo vai crescer nos próximos anos, especialmente no Brasil”, afirma Dr Ana Paula.



Fontes: Agência Brasileira de Notícias e http://odontologika.uol.com.br/atletasdentes.htm

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Odontologia: Prevenção em Saúde Bucal na Melhor Idade.



Idosos: Prevenção na Saúde Bucal



Uma doença que ocorre com frequência com idosos é a doença periodontal. Ela acomete os tecidos em torno dos dentes e quase sempre é indolor. E devido a isto, quando percebe-se que tem a doença periodontal, já ocorreu uma boa perda óssea nos dentes afetados. Ela tem como agente causador a placa bacteriana que se acumula sobre as superfícies do esmalte dentário e no sulco gengival (fica na margem gengival entre a parte branca do dente e o tecido gengival) e isto vai formar o tártaro com o passar dos meses.


A prevenção da doença periodontal, assim como a cárie dentária, é conseguida através da remoção eficiente da placa bacteriana a cada refeição. Para prevenir estas doenças é fundamental uma higiene bucal bem executada, através do uso de dispositivos como escova, fio dental, escova interdental, pastas dentais fluoretadas, soluções para bochecho com flúor (enxaguátorios bucais) e limpadores de língua.


Em relação ao tipo de escova, esta deve ser individualizada, mas recomenda-se escova de textura macia, com "cerdas planas".


A escovação requer o emprego de técnicas adequadas, e no caso dos idosos que possuem boa coordenação motora, a seguinte técnica é uma das mais recomendadas:


A - Começar limpando as superfícies internas dos dentes inferiores (que ficam embaixo no fundo da boca do lado e na frente da língua), sendo que a escovação deve ser realizada segurando a escovação verticalmente em um ângulo de 45 graus em direção a linha gengival e usar movimentos rítmicos suaves para cima e para baixo com a ponto da cabeça da escova;


B - Depois limpar as superfícies externas dos dentes inferiores, que ficam localizadas embaixo ao lado das bochechas e atrás dolábio inferior da boca. Usar movimentos rítmicos suaves e curtos, movendo a escova para trás e para frente contra os dentes e a gengiva;


C - Após isto, limpara as superfícies internas dos dentes superiores, que ficam em cima no fundo da boca e nas superfícies internas dos dentes da frente e depois as superfícies externas dos dentes superiores, que ficam no fundo da boca ao lado das bochechas e atrás do lábio superior da boca. Durante toda a escovação nunca se esqauecer da margem gengival e os dentes porteriores, que são os mais difíceis de alcançar e para as áreas situadas ao redor de restaurações e coroas;


D - Depois de limpar todas as superfícies internas e externas dos dentes, deve-se limpara as superfícies de mastigação tanto em cima com em baixo das arcadas dentárias, concentrando-se na limpeza de cada setor da boca.



Nas regiões entre os dentes é importante também a utilização do fio dental ou da escova interdental, pois removem a placa bacteriana e alimentos que ficam nestas regiões e abaixo das gengivas. Para idosos que tem boa coordenação motora, deve-se utilizar o fio dental da seguinte forma:


I - Enrolar aproximadamente 50 cm de fio dental nos dedos médiox, segurando-o com o polegar e o indicador;

II - Passar o fio dental esticado entre os dentes, nos sentidos horizontal e vertical alternadamente;
III - Penetrar um pouco o fio na gengiva e deslizar em movimentos suaves e leves.


O fio dental deve ser utilizado após as refeições. Mas é importante ressaltar que no caso específico dos idosos, a escova interdental é muito eficiente e mais fácil de usar do que o fio dental e, portanto, é mais recomendada.

Deve-se escovar a também a língua, pois é um local onde muitas bactérias ficam alojadas e costumam ficar restos de alimentos, e que proporcionará um hálito agradável. Neste caso, o limpador de plástico de língua, uma vez por dia, é extremamente importante para os idosos em geral. E quanto mais os idosos forem dependentes de pessoas cuidadoras para a realização da higienização, mais importante é o uso do limpador de plástico.
Os enxaguatórios bucais contêm substâncias químicas que atuam nas bactérias presentes na cavidade bucal, sendo utilizados para controle e na redução da formação da placa bacteriana. Os idosos só devem utilizá-los de acordo com a prescrição e orientação feitas pelo cirurgião dentista, e que deve orientar quanto à forma e tempo de uso no seu caso em particular. Os enxaguatórios bucais realizam função importante para idosos com problemas motores, no caso daqueles com Mal de Parkinson e doença de Alzheimer, e então não conseguem fazer uma escovação adequada, sendo aí usados aqueles à base de Gluconato de Clorhexidina após cada limpeza dos dentes.

Vale lembrar que o uso contínuo dos enxaquatórios é contra-indicado para idosos que não sejam capazes de utilizar o medicamento sem acompanhamento (cuidador), pois existe o perigo de deglutição. Mas é importante enfatizar que o uso dos enxaquatórios bucais deve ser racional, ou seja, indicado somente nos casos recomendados pelo cirurgião dentista.





Trabalho realizado por:

Marco Tulio Pettinato Pereira
Cirurgião dentista com especialização em Saúde da Família (UCAM), Saúde Coletiva (SL Mandic) e Saúde Pública (UNAERP)


Fernando Luiz Brunetti Montenegro
Mestre e Doutor FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa Ondina Lobo


terça-feira, 6 de abril de 2010

Odontologia: Aftas

Aftas após instalação de aparelhos ortodônticos: porque isso ocorre e protocolo de orientações e condutas


Alberto ConsolaroI; Maria Fernanda M-O ConsolaroII

IProfessor titular em Patologia da FOB (graduação e pós-graduação) e da FORP (pós-graduação) - USP
IIProfessora doutora pela FOB-USP e ortodontista privada em Bauru


A palavra afta literalmente significa "eu inflamo", ou "eu ascendo" ou, ainda, "eu queimo". Inicialmente, foi utilizada na Grécia por Hipócrates, o pai da Medicina, para identificar o "sapinho" ou candidose pseudomembranosa em crianças. Mais tarde, seu uso se estendeu para toda e qualquer ulceração nas mucosas.

O termo úlcera deve ser reservado a lesões de superfície sem tendência à reparação depois de duas semanas, enquanto a palavra ulceração pode ser aplicada àquelas lesões com tendência ao reparo, como acontece com as aftas bucais.



Fonte: Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial Print version ISSN 1415-5419
Rev. Dent. Press Ortodon. Ortop. Facial vol.14 no.1 Maringá Jan./Feb. 2009


Leia o artigo completo no endereço abaixo:

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-54192009000100003&script=sci_arttext

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Odontologia: História da Odontologia

HISTÓRIA DA ODONTOLOGIA


No Brasil, no século XVI, a Odontologia era exercida pelos chamados "Sangradores" e por Barbeiros. Estes não possuíam qualquer instrumental ou conhecimento científico sobre o que faziam, ou seja, coisas como higiene, controle de infecção, segurança não existia. deveriam ser fortes, impiedosos, rápidos em suas tarefas e impassíveis. Aprendiam com outros mais experientes e eram de baixo coeficiente intelectual.



Nesta época, os Cirurgiões e Médicos alegavam altos riscos para os pacientes que se submetessem a estas "cirurgias", pois o risco de hemorragia e morte era alto.



Em 1600, a odontologia passou a ser exercida por Cirurgiões e Barbeiros porém sob licença especial do "Cirurgião-Mor". Os que não possuíam licença eram autuados, presos e multados em 3 marcos de ouro (de acordo com a Carta Régia de 25/10/1448, de El-rei D. Afonso , de Portugal). Em 09/11/1629, os Barbeiros e Cirurgiões passaram a fazer exame para realizar suas funções (Carta Régia), sendo a multa para os que retirassem dentes sem licença de 2.000 réis. Para tal, os que se prestavam aos exames tinham que provar que "sangravam" e eram barbeiros por pelos 2 anos.



A extração de dentes, nesta época, era considerada uma cirurgia de pouca importância.



Em 1728, o francês Piérre Fauchard (1678-1761) revolucionou a odontologia com seu livro: Le Chirurgien Dentiste au Traité des Dents". Nele havia inovações de conhecimentos, criação de técnicas e aparelhos. Com isso foi chamado de "O pai da Odontologia Moderna".



Por ocasião da exploração do ouro em Minas Gerais, foi nomeado, pela Casa real Portuguesa, como Cirurgião-Mor deste estado, José S. C. Galhardo, o qual regulamentava os práticos da arte dentária.



Em 1728, foi criada a Real Junta de Proto-Medicato, pela Lei de 17/06 deste ano, em lugar dos físicos e cirurgião-mor. Esta Junta era constituída por: 7 deputados, médicos ou cirurgiões por um período de 3 anos. Caberia a estes o exame e a expedição de cartas e licenciamento das pessoas que iriam trabalhar com a retirada dos dentes.



Eis que surge Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792). Este, após ter aprendido a Odontologia com seu padrinho, Sebastião Ferreira Leitão, "retirava dentes com efeito, com a mais sutil ligeireza e ornava a boca de novos dentes, feitos por ele mesmo, que pareciam naturais", palavras de Frei Raymundo de Pennaforte, seu confessor.



Os instrumentos desta época eram as chaves de Garangeot (alavancas) e o Pelicano. As obturações eram de chumbo e não se tratavam canais de dentes (eram extraídos). Para se confeccionar próteses, usava-se osso ou marfim que eram amarrados aos dentes que sobrassem. As dentaduras eram esculpidas em osso ou marfim, utilizando-se dentes humanos e de animais, retendo-as a boca por intermédio de molas (modelo europeu), porém no Brasil era tudo muito mais rudimentar.



Em 23/05/1800 cria-se o vocábulo "Dentista". Este foi criado pelo francês Guy Chauliac (1300-1368), termo este que usou em seu livro "Chirurgia Magna"(1363).



Em 07/03/1808, chegava ao Brasil, em Salvador, o príncipe regente D. João VI, sua corte e a nata da sociedade portuguesa. nesta época houve um enorme progresso na Odontologia.



Foi criada a Escola de Cirurgia, no hospital de São José, graças à interferência do Dr. José Correa Picanço, físico e cirurgião-mor. Este licenciou alguns profissionais da corte, 7 negros e escravos.



Casos de traumatismos dentários eram registrados na época em correlação com ditos populares como: "ou casa, ou dente", "ou dente, ou queixo, ou beiço". A inabilidade dos "tira-dentes" era tamanha.



Para evitar tantas reclamações contra os "tira-dentes", o cirurgião-mor determinava em suas cartas que só se poderia retirar dentes com ordem de médico ou cirurgião aprovado e tinha que ser examinado o paciente que se submetesse à extração de dentes.



Em 07/10/1809, a responsabilidade pelo licenciamento da profissão era do físico-mor e do cirurgião-mor, quando foi abolida e Real Junta do Proto-Medicato. O físico-mor, Manoel Vieira da Silva, encarregado do controle do exercício da Medicina e Farmácia e o cirurgião-mor dos exércitos, José Correa Picanço, tinham estes poderes.



Com a Carta de Sangria alguns cirurgiões podiam exercer a profissão e nesta época surge o mestre Domingos, barbeiro popular no bairro da Saúde, no Rio de Janeiro. O negro mestiço exercia sua atividade também na casa dos clientes. Sob o braço levava uma esteira de taboa que servia de cadeira e uma enferrujada chave de Garangeot. Com algumas manobras intempestivas, retirava dentes visinhos aos que deveriam ser extraídos, porém só cobrava pelo dente a ser extraído. Costumava dizer que, se retirasse dentes de crianças, estes deveriam ser jogados no telhado, dizendo-se por 3 vezes: "Mourão, toma teu dente podre e dá cá o meu são".



Aos domingos encontrava-se um crioulo muito habilidoso, que fornecia dentaduras perfeitas para a época e que os clientes poderiam até escolher as que melhor se adaptassem.



Em1820, foi concedida a Carta ao francês Doutor Eugênio Frederico Guertin, diplomado pela Faculdade de Odontologia de Paris e no Brasil atingiu alto conceito. Atendia a maior parte da nobreza, inclusive D. Pedro II e familiares. Publicou, em 1819, "Avisos Tendentes à Conservação dos Dentes e sua Substituição". Esta obra, pelo que se consta, é a 1ª feita no Brasil.



Vários outros dentistas franceses chegavam ao Brasil, trazendo o que havia de melhor na Odontologia mundial.



Nesta época, as dentaduras eram constituídas por 2 fileiras de dentes, feitas de marfim ou adaptadas em base metálica, sendo as arcadas ligadas por molas elásticas.



Após a Independência do Brasil, Gregório Raphael Silva, do Rio de Janeiro, recebeu a primeira "Carta de Dentista"(01/06/1824).



D. Pedro I, em 1828, suprimiu o cargo de cirurgião-mór, sendo as funções deste cargo designadas às Câmaras Municipais e Justiças Ordinárias.



A única obra iconográfica realizada desta época relacionada à Odontologia chamava-se de "Boutiques de Barbarie" e retrata os seguintes dizeres: "barbeiro, cabeleireiro, sangrador e deitão bichas".



A 1ª Escola de Odontologia do mundo foi criada em Beltimore, EUA, por Chaplin Harris com o nome de Colégio de Cirurgia Dentária.



A Cirurgia Buco-maxilar teve como pioneiro o Dentista Português Luiz Antunes de Carvalho, o qual obteve riqueza e notoriedade. Sua propaganda era em versos e prosas, ou seja, o marketing na Odontologia estava despontando. Foi o 1º a receber a carta da Câmara Municipal, o 1º aprovado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e o 1º a se registrar na Junta de Higiene.



Com o tempo, os colegas americanos foram chegando e aos poucos superando os franceses. O pioneiro foi Luiz Burdell, depois Clintin Van Tuy, 1º a utilizar clorofórmio para anestesia, conforme seu livro: "Guia dos dentes Sãos, publicado em 1849.



Em 1850, pelo Decreto Lei 598, é criada a Junta de Higiene Pública tendo como primeiros dentistas a se registrarem: Luiz Antunes Carvalho (1852), Emílio Salvador Ascagne (1859) e Theotônio Borges Diniz (1860). esta junta evoluiu e muito a questão saneadora na Medicina e Odontologia.



Em setembro de 1859 surge a primeira revista odontológica: "Arte Dentária" graças a João Borges Diniz.



Mais dentistas chegavam ao Brasil, muitos fugindo da guerra da Secessão (1861-1865): Samuel I. Rambo, Carlos Koth, Witt Clinton Green...



Muitos brasileiros iam aos EUA se aperfeiçoar já que este país era o líder tecnológico e científico mundial. O primeiro foi Carlos Alonso Hastings, do Rio Grande do Sul, ao retornar modificou o motor Weber-Ferry, que ficou conhecido como motor de Hastings. Depois foi a vez de Fio Alves, RS, irmãos Gastal, de Pelotas...



De acordo com o decreto nº 8024 de 12/03/1881, art. 94 do regulamento para os exames de Medicina diz o seguinte: "Os cirurgiões-dentistas que quiserem se habilitar para o exercício de sua profissão passarão por 2 séries de exames:



1- Anatomia, histologia e higiene, em suas aplicações à arte dentária.

2- Operações e próteses dentárias



Assumindo a direção da Faculdade de Medicina, em 23/02/1880, Visconde de Sabóia resolveu atualizar o ensino, tanto no campo material quanto no científico, encomendando aparelhos e instrumentos dos EUA com o crédito especial concedido na Lei 3141 de 30/10/1882. Foi montado também um laboratório de prótese.



O Cirurgião-Dentista Thomas Gomes dos Santos Filho presta exames e passa em 1º lugar como preparador. A Odontologia Mundial muito deve a este Dentista de personalidade marcante, pois o mesmo descobriu a fórmula de vulcanite. Dessa forma, combateu os preços abusivos.Com um novo texto para o estatuto das Faculdades de Medicina do Império, foi estabelecido que a Odontologia formaria um Curso anexo, com as seguintes disciplinas:



1ª série: Física, Química Mineral, Anatomia Descritiva e Topografia de Cabeça.

2ª série: Histologia Dentária, Fisiologia Dentária, Patologia dentária e Higiene da Boca.

3ª série: Terapêutica Dentária, Cirurgia e Próteses Dentárias.



No Rio de Janeiro, os três primeiros mestres foram: Thomas Gomes dos Santos Filho, Aristides Benício de Sá (1854-1910) e Antônio Gonçalves Pereira da Silva (1851-1916) que prestaram relevantes serviços à Odontologia.



No Brasil, faz parte da História Odontológica, os seguinte dizeres: "MINIMIZAR OS PROBLEMAS DENTÁRIOS E MELHORAR A SAÚDE DENTAL".



De lá pra cá, muito se evoluiu na Odontologia. Novas descobertas em termos de instrumentos e materiais, crendices populares foram eliminadas... e um profissional Dentista hoje, é entendedor de toda a fisiologia do corpo humano, é claro que sua especialidade está em cabeça e pescoço, mas, diferentemente de épocas remotas, hoje é impossível não entender do homem como um todo, pois é comprovado que doenças em outras partes do corpo podem influenciar na saúde da boca e vice-versa.



Hoje em dia, ainda encontramos muitos desdentados no Brasil. O acesso à saúde não é globalizado; há carência de investimentos na Área de Saúde em geral e o acesso a esta pela maioria da população. Cabe aos Cirurgiões-Dentistas levar as informações básicas de saúde e higiene às pessoas para que nosso maior objetivo esteja sempre perto de ser alcançado: "Curar as pessoas".



Por Alexandre Carmelo (05/2003)
Fontes: http://drcarmelo.sites.uol.com.br/historia.htm e http://www.fjodontologia.com/

Visite o site: www.fjodontologia.com

terça-feira, 30 de março de 2010

Odontologia: Acupuntura contra o medo de tratamento odontológico

Acupuntura pode amenizar medo do dentista, sugere estudo

30 de março de 2010 (Bibliomed). Para aquelas pessoas que têm pavor de sentar na cadeira do dentista, pode haver uma esperança de realizar um tratamento dentário sem estresse. A aplicação das agulhas de acupuntura em dois pontos estratégicos sobre a cabeça pode reduzir os níveis de ansiedade em pacientes muito nervosos, segundo estudo recentemente publicado na revista Acupuncture in Medicine.

Avaliando 16 mulheres e quatro homens ansiosos, submetidos à acupuntura durante oito diferentes práticas odontológicas, os pesquisadores notaram que “as agulhas induzem o relaxamento e reduz o medo que paralisa algumas pessoas que enfrentam tratamentos dentais”. A análise dos escores de ansiedade mostrou que o índice caía de 26,5 para 11,5 cinco minutos após a aplicação de agulhas de acupuntura em dois pontos específicos da cabeça. E a terapia funcionou tão bem que todos os participantes conseguiram seguir o tratamento odontológico até o fim.

De acordo com os autores, as descobertas são importantes porque cerca de 5% dos pacientes nos Estados Unidos e na Europa apresentam ansiedade dentária grave - também conhecida como odontofobia -, e de 20% a 30% têm ansiedade moderada. Ultimamente, diversas técnicas têm sido utilizadas para ajudar os pacientes a superarem esse medo e conseguirem se submeter a um tratamento odontológico, como terapia de relaxamento e hipnose, mas essas técnicas requerem muito tempo e habilidades psicoterapêuticas específicas.

Baseados nos resultados, os autores concluíram que a acupuntura “antes do tratamento odontológico tem um efeito benéfico sobre os níveis de ansiedade em pacientes com ansiedade dentária, e pode oferecer um simples e barato método de tratamento”. Porém eles destacam que os resultados precisam ser confirmados em estudos com amostras maiores.

Fonte: Acupuncture in Medicine. 30 de março de 2010.


sábado, 20 de março de 2010

Odontologia: Visite regularmente o seu Cirurgião Dentista

Visite seu Cirurgião Dentista regularmente para acompanhar o estado da sua saúde bucal. Se preocupe com a sua saúde bucal, por que ela não é separada da sua saúde geral. Dê valor ao seu sorriso e não se preocupe se você tem medo, vençá-o!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Odontologia: reflexão


Odontologia: há muito ainda que falar sobre ela


Como prática social, a Odontologia deve justificar sua existência. São conhecidos os raciocínios da saúde bucal coletiva acerca da prática odontológica, e há controvérsias sem que se tenham esgotado os argumentos. Genericamente, a Odontologia como profissão é criticada por sua ineficácia epidemiológica; são igualmente criticados seu alto custo de produção/reprodução, o elitismo dái decorrente e seu exagerado tecnicismo. A despeito dessas críticas todas, genericamente, uma teoria odontológica é mantida intacta. Seria conveniente perguntar se não estaria havendo, nessas críticas, antes ideologia que razão. Pois se uma teoria é preservada - como são as elaborações acerca do adoecimento bucal ou as numerosas prescrições profiláticas de que a profissão se cercou nos últimos 20 anos - de que adiantaria criticar os elementos exteriores da prática?


Entendamos um pouco mais esse ponto. A atividade clínica implica a necessária e específica relação com um indivíduo. Ela é a parte substantiva da assistência mas não da atenção às pessoas, doentes ou não. Se essa relação vem a ser regulada e controlada pelo Estado é outro aspecto. O modo como a clínica concebe o doente e a doença supõe reconhecer a positividade do corpo humano e, mais que isso, que tudo aquilo que vem a ser a economia do organismo se desenrola segundo leis objetivas. A química da natureza e química do organismo são as mesmas, não pode haver duas químicas - era o que ensinava Claude Bernard. Por isso, todo cirurgião sabe que, guardada as condições normais, a hemostasia se processa segundo número finito de fatores, a ferida cicatriza-se em certo e determinado tempo ou que, aplicado determinado agente terapêutico, são esperadas certas reações desejáveis e mesmo outras tantas indesejáveis. Justo por se ter laboratorialmente estabelecido o conceito de normalidade fisiológica é que se pode, com razoável acerto probabilístico, estimar o curso futuro de patologias ( Canguilhem, 1982)


Perante o clínico, finalmente, o corpo positivo pode ser operado positivamente, isto é, do modo certo e seguro, o modo correto, o modo que deve ser como é. O modo de fazer isso é também um modo técnico. Por isso, as técnicas de intervenção serão consideradas tanto mais eficazes quanto mais certas e seguras forem. Muito frequentemente se afirma existir uma única técnica, isto é, um único modo de fazer. Assim, a técnica é positiva e o que a aplica, isto é, o técnico, pode ser visto como um dispositivo de produção de verdades institucionais. Parece sempre haver distanciamento de valor nessas afirmações da filosofia positiva. Nesse sentido preciso, no entanto, é que o técnico revela-se como um sujeito político, ou um agente da política, pois, ao se insinuar como um produtor de verdades, seria a verdade lá dele que estaria sendo anunciada ou, antes, a da instituição à qual ele pertence. Não é assim que procedem os "técnicos" da economia? E não procederiam do mesmo modo todos os demais "técnicos", os da súde incluídos? (Botazzo, 1999)
Texto extraído do livro: "Odontologia em Saúde Coletiva: Planejando ações e promovendo saúde" de Antonio Carlos Pereira & colaboradores. Editora Artmed

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Odontologia: Estomatologia (Queilite Actínica Crônica)

Queilite Actínica Crônica, estudo e correlações dos aspectos clínicos e histopatológicos

Chronic Actinic Cheilits, study and correlations between clinical aspects and
histopatological findings

A Queilite Actíníca Crônica (QAC) é uma lesão labial considerada uma das principais lesões cancerizáveis da boca. Em um estudo realizado, foram avaliados 29 pacientes portadores de QAC, observando e relacionando a epidemiologia da doença, os aspectos clínicos e histológicos bem como os respectivos graus de atipia celular. A QAC ocorreu em 100% nos indivíduos da raça branca, em 19 homens (65,51%), 10 mulheres (34,49%) e na idade média de 56,14 anos. Foram avaliados também os aspectos clínicos e histológicos da QAC sendo encontrados 14 casos de atipia epitelial discreta (48,27%), 10 casos de atipia epitelial moderada (34,49%) e 5 casos de atipia epitelial severa (17,24%). Através de análise estatística concluímos que clinicamente a presença de áreas leucoplásicas e o tempo de evolução da lesão superior a cinco anos estão diretamente relacionados aos casos de atipias epiteliais mais graves. O hábito de fumar e de beber parecem contribuir, mas não obtiveram resultados estatisticamente significativos ao aparecimento da QAC.

Fontes:
Autores: Ms e Dr. Francisco Octávio Teixeira Pacca; Prof. Gilberto Marcucci; Prof. Fábio Daumas Nunes; Dr. Carlos E. Xavier dos Santos Ribeiro da Silva; Esp. Rodrigo Alarcon Cerri e Ms e Dr. Artur Cerri.
Publicação: Rev Assoc Paul Cir Dent 2009;63(6)445-52

Revista APCD


Figura: demonstrando ressecamento labial,alteração na linha de transição entre vermelhão e pele, edema e elastose labial, crostas, áreas eritematosas, ulceração, adelgaçamento do vermelhão e algumas áreas leucoplásicas

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Odontologia: Clareamento Dental em dentes vitais

CLAREAMENTO DENTAL EM DENTES VITAIS



A cor dos dentes tem uma forte influência na aparência e no estado emocional das pessoas. Por esse motivo, o Cirurgião Dentista é frequentemente procurado por diversos pacientes desejosos de verem seus dentes recuperados esteticamente, com o retorno de sua cor original.
A crescente valorização da estética torna-se evidente e, com isso, surge a necessidade de a Odontologia procurar recursos que obedeçam a estes padrões, sem que sua filosofia conservadora, em que a preservação da estrutura dental sadia deve ser o objetivo principal, seja comprometida (Mendonça, Paudilio, 1998).
O clareamento dental é a alternativa de primeira escolha quando há alterção de cor, permitindo a ocorrência de bons resultados, de forma menos invasiva e menos dispendiosa que a execução de coroas e facetas (Baratieri, 2007). No entanto, apesar de ser uma técnica de baixo custo, quando comparada com as reabilitações protéticas, deve ser considerada como um procedimento invasivo e que causa efeitos colaterais, como a redução da microdureza e os efeitos transitórios sobre a polpa, bem como a sensibilidade dos dentes.
O clareamento tem sido recomendado em casos de manchas por fluorose e tetraciclina e escurecimento decorrentes de terapia endodôntica, da idade e de traumas durante a formação do esmalte (Conceição, 2002).
Há alguns protocolos de clareamento dental.
1) O clareamento extracoronário pode ser realizado com o uso de placa para clareamento (Clareamento noturno, caseiro ou de moldeira), utilizando o Peróxido de Carbamida a 10 ou 16%;
2) O clareamento de consultório, sob isolamento absoluto em toda a arcada, ou o uso de protetor gengival encontrado no kit de clareamento, com aplicação do peróxido de hidrogênio a 35% ou peróxido de carbamida a 35%. Com o uso ou não de laser.

As técnicas de clareamento de dentes vitais são extremamente eficazes e estão sendo utilizadas em grande escala pelos Cirurgiões Dentistas. São técnicas consideradas alternativas menos destrutivas, quando comparadas à remoção mecânica do esmalte escurecido e sua subsequente substituição pelo material restaurador.
A técnica de clareamento com moldeiras sempre deve ser realizada com supervisão do Cirurgião Dentista.
É de extrema importância o paciente estar ciente do tratamento, dos possíveis resultados e seguir as orientações do profissional em relação a hábitos alimentares, hábitos parafuncionais e tratamento dos mesmos se possível, e higienização adequada da cavidade bucal para obterem longevidade e qualidade do tratamento.

Fontes: JBD - Revista Ibero-Americana de Odontologia Estética & Dentística; http://ricardo5150.blogspot.com e www.intitutosmile.com.br

domingo, 31 de janeiro de 2010

Odontologia: Doença periodontal compromete as condições sistêmicas


CLÍNICA ODONTOLÓGICA INTEGRADA

As alterações nos exames de rotina como hemograma, coagulograma, glicemia,pressão arterial, frequência cardíaca, triglicérides, colesterol, etc., traduzem riscos iminentes de coronariopatias e/ou acidente vascular cerebral, em pacientes portadores de distúrbios cardiovasculares. Fortes correlações entre doenças periodontais e partos de crianças prematuras e com baixo peso tem sido relatadas. Os especialistas comentam que a terapia peiodontal facilita o controle metabólico dos pacientes diabéticos. Relatam também que o estresse psicológico aumenta o risco de doenças, inclusive bucais, por interferir nas reações de defesa do organismo, e enfatizam que as alterações hormonais são fatores predisponentes para os problemas periodontais.
Enfim, os autores evidenciam que tanto a estabilidade emocional quanto a biológica dos pacientes são os alicerces do equilíbrio tecidual e da homeostase sistêmica. Estamos, portanto, frenta à Clínica Odontológica Integrada, cujo princípio básico é utilizar esquemas terapêuticos que considerem os desequilíbrios sistêmicos e locais.
Fonte: Jornal Brasileiro de Clínica Odontológica Integrada.


Odontologia: Perio e Implante juntos

Periodontia e Implantodontia
De mãos dadas com a qualidade de vida
Fonte: Revista PerioNews: O universo clínico da periodontia e cariologia.V. 3 - nº 1 Jan/fev/mar 2009

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Revista Impulso Profissional

Revista Impulso Profissional: Ano 7 nº. 3 Agosto de 2008 da S.L. Mandic

Apareci na revista dando o meu depoimento sobre a Instituição "São Leopoldo Mandic". Na época eu era aluno do curso de Especialização em Dentística na unidade em Campinas SP.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Reflexão sobre a Ciência Odontológica

Ciência Odontológica:

"Nada é conhecido na nossa profissão por advinhação, e eu não acredito que, desde os primórdios da ciência médica até o presente momento, uma única idéia correta tenha emanado de suposição, isto é, entretanto, que aqueles que estão estudando sua profissão deveriam saber que não há caminho curto para o conhecimento".
(A Treatire ou Dislocations and Fractures of the Joints).

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Odontologia: Facetas Estéticas Diretas

Antes
Depois

FACETAS ESTÉTICAS DIRETAS
A maioria dos pacientes que procuram o Cirurgião Dentista é movida pelo desejo de melhorar a aparência do sorriso, isto é, buscam harmonia entre a forma, cor e posição dos dentes nas arcadas.
A Facenta estética direta em resinas compostas é uma opção de restauração que pode ser confeccionada em uma única sessão, dispensando o alto custo e o tempo que seria exigido para realizar o método indireto em laboratório. Entretanto, o profissional precisa de excelente babilidade manual e conhecimentos que lhe permitam restabelecer a estética perdida. O resultado pode ser um trabalho de alto nível estético, associando a forma, a textura e a cor, aproximando ao máximo da naturalidade.

As perspectivas futuras das facetas estéticas são muito promissoras, justificando assim, a apresentação das técnicas básicas de preparo para facetas de resinas compostas (direta) e de porcelana (indireta)

Figura 1: Fechamento de diastema com resina composta nos incisivos centrais superiores 11 e 21.
Figura 2: Finalização da confecação das facetas que fecharam o diastema.


domingo, 24 de janeiro de 2010

Odontologia - E dente

Na Odontologia, o elemento "dente" é uma variável constante. Começando pela sua formação em estrutura rica em substâncias mineralizadas e não mineralizadas. O dente é dividido em três partes distintas:
COROA - parte visível e presente na cavidade bucal;
COLO - parte intermediária entre a coroa e a raíz, geralmente e normalmente fica coberta pelo tecido gengival, mas há casos que esta exposto e;
RAÍZ - parte coberta pelo tecido gengival e alojada (as) no ósso alveolar (mandíbula e maxila). Além dessas partes há outras partes que compõem um dente:
ESMALTE - camada mais mineralizada que recobre a coroa;
DENTINA - abaixo do esmalte e possui milhares de canalículos dentinários contendo terminações nervosas (por isso que normalmente quando algo atinge a dentina há sintoma doloroso);
CEMENTO - fina camada que recobre a raíz e comunicando com o meio externo (fibras do ligamento periodontal no interior do osso;
POLPA DENTAL - temos a pola coronária e a polpa radicular, ambas apresentam como um tecido conjuntivo e mole contendo em seu interior, terminações nervosas, vasos sanguíneos e outos tecidos, é a parte que confere umidade, sensibilidade e vitalidade ao dente e; LIGAMENTO PERIODONTAL - conjunto de fibras que sustentam o dente no seu alvéolo (loja onde o dente fica acomodado no osso), atuam como amortecedores do dente contra o osso.
A Odontologia existe para ajudar na saúde e manter a vida.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Odontologia - O Conceito de beleza



Os dentes, atributo principal de um belo sorriso, podem também brilhar de diversas maneiras, de acordo com o lugar. As mulheres da tribo Taposa, no Sudão, são consideradas mais formosas quanto mais protuberantes for o maxilar superior, pois assim assemelham-se a uma vaca, divindade suprema da tribo. Para conseguirem tal efeito, as mulheres extraem os dentes do maxilar inferior. No México, índios huaztecas embelezam seus dentes tingindo-os de vermelho, enquanto alguns povos montanheses de Mianmá (antiga Birmânia) preferem pintá-los de preto.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Odontologia - Dentição mista

Essa figura representa a dentição decídua (de leite) e os dentes permantente alojados na parte óssea. Já iniciou a dentição mista. Os dentes decíduos são de extrema importância para o desenvolvimento facial, a fala e o desenvolvimento musculo-esquelético da criança e também orientam os dentes permanentes a virem para o local correto quando for a época certa.
Cuidem dos dentes tanto decíduos como os permanentes.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Odontologia - Cárie dental

lesão de cárie na dentina, inicialmente, um ponto marrom envolvido por uma área branca (segundo molar) é o único sinal de uma cárie extensa até a dentina (na figura a esquerda). Se não tratada, a lesão de cárie vai se estender até a polpa (área central do dente e avermelhada na figura a direita baixo).

Cárie Dental

A doença cárie é uma das manifestações bucais mais comuns e é resultante da ação direta de microorganismos (bactérias específicas) associadas com outros fatores.

A fermentação da sucrose e de outros açúcares não-lácteos pelas bactérias da placa em ácido lático ou outros ácidos causam descalcificação dental, com proteólise, resultando em lesões de cárie (cavitação). O organismo principalmente responsável é o streptococcus mutans. As lesões de cárie têm diminuido nos últimos anos, principalmente por causa do efeito protetor do flúor, mas ainda são mais prevalentes em pessoas desfavorecidas e que sofrem privação, especialmente quando em crianças em idade pré-escolar.


Manual de saúde bucal

sábado, 9 de janeiro de 2010

Odontologia Estética

ODONTOLOGIA ESTÉTICA

Antes


Depois

Fonte: Hospital Odontológico de Brasília - Guia Odontológia Estética