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segunda-feira, 8 de abril de 2013

SOU UM DOS HOMENS MAIS RICOS DO MUNDO



“Tenho a intenção de processar a revista "Fortune", porque fui vítima de uma omissão inexplicável. Ela publicou uma lista dos homens mais ricos do mundo, e nesta lista eu não apareço. Aparecem: o sultão de Brunei, os herdeiros de Sam Walton e Mori Takichiro.
 
Incluem personalidades como a rainha Elizabeth da Inglaterra, Niarkos Stavros, e os mexicanos Carlos Slim e Emilio Azcarraga.

Mas eu não sou mencionado na revista.


E eu sou um homem rico, imensamente rico. Como não?  vou mostrar a vocês:

Eu tenho vida, que eu recebi não sei porquê, e saúde, que conservo  não sei como.
Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para a minha; filhos maravilhosos, dos quais só recebi felicidades; e netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade.

Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são como meus irmãos.

Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus defeitos, e a quem amo apesar dos meus defeitos.

Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque eles lêem o que eu mal escrevo.

Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).

Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo ano me dá maçãs e que iria reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso.

Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.

Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas que para mim não haviam ocorrido nunca.

Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las e compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo.

E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.

Pode haver riquezas maiores do que a minha?
Por que, então, a revista "Fortune" não me colocou na lista dos homens mais ricos do planeta? "

E você, como se considera? Rico ou pobre? 

Há pessoas pobres, mas tão pobres, que a única coisa que possuem é... DINHEIRO".



Armando Fuentes Aguirre (Catón) – Jornalista mexicano

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

MOBY DICK: PARA CRIANÇAS, ADULTOS E AMBIENTALISTAS


Hoje se comemora o 161º aniversário de Moby Dick


Moby Dick

Moby Dick, a clássica baleia branca do romance homônimo de Herman Melville.


Moby Dick foi escrito em meados do século XIX, quando caçar baleias era uma prática comum e incentivada pelo governo. Herman Melville era marinheiro e se empregou em baleeiros ao longo da vida, daí que suas descrições detalhadas são a preciosa crônica de uma época. Inclusive, em um dos capítulos, o autor reflete sobre a crueldade da matança de baleias e chega a questionar se esses animais, tão impiedosamente perseguidos, correm risco de desaparecer. As reflexões do escritor porém, demonstram o ponto de vista de um homem que viveu numa época em que os mares da terra eram tão povoados de baleias, que parecia impossível que algum dia elas fossem sumir. Vivesse hoje, talvez ele tivesse transformado Moby Dick num libelo de proteção a esses animais. Talvez não, quem vai saber?

O livro, para quem nunca leu, é narrado por um jovem marinheiro chamado Ismael (o alter-ego de Melville). Ele relembra a trágica caçada do capitão Ahab a Moby Dick, uma descomunal baleia branca tida como a mais perigosa de todas as cachalotes, praticamente imortal, visto que sobreviveu a dezenas de ataques de baleeiras e traz no corpo diversas cicatrizes e até pedaços de arpão. Moby Dick é o leviatã bíblico, o monstro marinho que amedrontou a antiguidade, o pesadelo dos marinheiros, a mais temida e mais admirada das baleias.

Descrita como uma verdadeira entidade, é o herói da história, salvando outras baleias do ataque insensato do homem, destruindo embarcações para se defender. Seu duelo com o capitão Ahab é antigo e profundo, ambos trazem no corpo as marcas de lutas passadas, são dois velhos deuses cansados. Do jeito que a história é contada, parece não haver espaço no mar para duas vontades tão fortes. Tanto o capitão quanto a baleia branca sabem disso.

Os medos em Moby Dick são ancestrais, alimentados por superstições e profecias. Mas também é um  temor do desconhecido, do futuro, daquilo que está por vir. É uma das mais perfeitas metáforas da eterna luta do homem com Deus.

Moby Dick é uma baleia da espécie das cachalotes. É branca porque é albina. Cachalotes albinas são raras, mas existem. A cor tradicional da espécie porém é o cinzento, meio castanho à luz do sol. Pelo tamanho descomunal da baleia descrita por Herman Melville, é de se acreditar que Moby Dick seja um macho, visto que os machos da espécie costumam ser muito maiores que as fêmeas. As cachalotes chegam a ter 18 metros de comprimento, sendo que a cabeça tem um terço do cumprimento do animal. Só o cérebro do bicho pesa sete quilos. Ao longo dos século XVIII e XIX, as baleias em geral, sobretudo as cachalotes, foram caçadas e mortas por baleeiros. Na Europa do período, o âmbar cinzento (localizado nos intestinos do animal) e o espermacete, na cabeça, eram substâncias cobiçadas. O âmbar era muito procurado como fixador de perfumes, enquanto o espermacete servia para fabricar uma infinidade de coisas, de substâncias farmacêuticas a cosméticos. Até meados dos anos 80, as cachalotes ainda eram caçadas e mortas em regiões como a ilha da Madeira e o arquipélago dos açores. Ainda hoje, tanto as cachalotes quanto outras espécies de baleias são animais ameaçados de extinção. O Japão por exemplo, é um dos países que ainda reluta em abolir a caça às baleias.


Texto de Andreia Santana




Fontes
Google Imagens

domingo, 26 de agosto de 2012

CENTRAL DO BRASIL


Minha sugestão de filme para hoje:

Central do Brasil (1998)




Talvez, um dos maiores êxitos da história do cinema nacional, o road movie do diretor Walter Salles conta a história de Dora (Fernanda Montenegro) uma mulher que trabalha na estação de trem Central do Brasil escrevendo cartas para pessoas analfabetas. Certo dia, uma de suas clientes, Ana (Soia Lira) aparece com o filho Josué (Vinícius de Oliveira) pedindo que escrevesse uma carta para o seu marido dizendo que Josué quer visitá-lo um dia. Saindo da estação, Ana morre atropelada por um ônibus e Josué, de apenas 9 anos e sem ter para onde ir, se vê forçado a morar na estação. Com pena do garoto, Dora decide ajudá-lo e levá-lo até seu pai que mora no sertão nordestino. 

Central do Brasil é um retrato sentimental do interior do país, que ao narrar as desventuras de Dora e o menino na busca emocionante pelo pai, acaba contando a história de milhões de brasileiros que estão indo e vindo pelo país a todo momento. Imigrantes que buscam uma melhor qualidade de vida, ou outros que estão indo apenas rever seus parentes. Poucos filmes conseguiram retratar com tanta beleza e emoção o interior do país, e o realismo da vida de milhares de pessoas aparentemente comuns.
É um filme que fala intensamente sobre solidariedade e generosidade, no caso, a de Dora, mas não peca em não abordar a pobreza e as dificuldades do povo nordestino, e os perigos enfrentados pelos viajantes do interior do Brasil. A fotografia, direção de arte e trilha sonora são primorosas. Ao longo do filme, é impossível não se envolver afetivamente com os personagens de Fernanda Montenegro e Vinícius de Oliveira, tão bem construídos e interpretados.

Na época de seu lançamento, fazia anos que um filme brasileiro não alcançava tanto reconhecimento internacional. Central do Brasil foi indicado na categoria de Melhor Filme em mais de dez premiações estrangeiras, incluindo o Oscar, tendo vencido o BAFTA, o Globo de Ouro e o Urso de Ouro do Festival de Berlim de Melhor Filme Estrangeiro. A consagrada Fernanda Montenegro, celebrada como uma das melhores atrizes brasileiras, tornou-se a a primeira atriz latino-americana a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz, perdendo para Gwyneth Paltrow por Shakespeare Apaixonado (Shakespeare in Love). Ela também foi vencedora do BAFTA de Melhor Atriz e do Globo de Ouro de Melhor Atriz Estrangeira.


Trailer:


Leia mais:




Fontes
Google Imagens

domingo, 19 de agosto de 2012

FOTOGRAFIA


DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA - 19 DE AGOSTO


Fotografia nada mais é do que a técnica de criar uma imagem por meio da exposição luminosa do papel A primeira fotografia que se tem notícia foi datada de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Porém a invenção da fotografia não é obra de uma só pessoa e sim um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas.




Os avanços proporcionaram a criação do filme fotográfico colorido além de uma melhora na qualidade da imagem final, agilizando as etapas do processo de produção e a redução de custos, popularizando o uso da fotografia.


Atualmente a fotografia digital modificou totalmente o mundo da fotografia. Os equipamentos estão mais baratos e ao alcance de todos e já disponibilizam ao usuário médio recursos cada vez mais sofisticados, pra que ele obtenha uma maior qualidade de imagem e facilidade de uso.


Máquina antiga

Essa simplificação na captação, armazenagem, impressão e reprodução de imagens mais o ambiente digital facilita a integração com os recursos da informática como organização em álbuns, incorporação de imagens em documentos e distribuição via Internet. Tudo isso tem democratizado o uso da fotografia. Sem contar a incorporação da máquina fotográfica nos telefones celulares. O indivíduo tem cada vez mais controle sob a técnica.

Fotografia dos "objetos" em movimento


A fotografia tornou-se um instrumento que possibilita que experiências pessoais se tornem eternas. Não precisa mais ser profissional para se ter uma câmera ou saber como tirar uma boa foto.



Esse vídeo mostra algumas fotografias que impactaram no mundo. Vejam:





Parabéns a todos os fotógrafos profissionais que fazem dessa arte um forma de ver o mundo por outras lentes e encantar a todos com o seu foco. E parabéns para quem acredita na fotografia e a faz seja de uma forma simples do seu celular ou da sua câmera fotográfica. 

Parabéns!!!


Fontes
Google Imagens

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CAMUFLAGEM ANIMAL

Belas imagens da natureza. Os animais se confundem, se unem... Mas eles são parte dela.














Recebi essas imagens por e-mail e quero compartilhá-las com você.

terça-feira, 24 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

BEBA ÁGUA

Com a chegada do verão aqui no Tocantins, fica a mensagem de ingerir mais água.



VAMOS É BEBER ÁGUA...






Fonte
Sistema FIETO, SENAI, SESI E IEL

quinta-feira, 21 de junho de 2012

15 DICAS PARA CUIDAR DO PLANETA





É possível melhorar o ambiente mudando hábitos do cotidiano. Se você seguir o roteiro abaixo [elaborado por especialistas para a revista Época], também pode colaborar. 


1 - Economize água.

2 - Prefira produtos biodegradáveis.

3 - Procure alimentos orgânicos.

4 - Consuma menos carne.

5 - Não crie animais silvestres.

6 - Cultive áreas verdes.

7 - Diminua o uso de embalagens.

8 - Leia os rótulos com atenção.

9 - Evite produtos descartáveis.

10 -Economize energia.

11 - Recicle lixo.

12 - Tenha cuidados com resíduos perigosos.

13 - Evite o transporte individual.

14 - Compre carros eficientes.

15 - Exerça seus direitos.



Texto publicado na revista Época



Fontes
Google Imagens

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A CRUELDADE HUMANA



Ser cruel...



A crueldade humana: uma primeira reflexão


Quando o escritor português José Saramago afirmou que os animais podem ser selvagens, mas que apenas o homem é cruel, ele estava chamando a atenção para um fato bastante inquietante, que subverte profundamente a imagem que temos de nós mesmos. Ele estava dizendo, da maneira mais clara e assustadora possível, que a crueldade é um fenômeno humano (e não animal). Uma afirmação que, sem dúvida alguma, põe em jogo duas certezas bastante arraigadas em nós: a de que o excesso de agressividade está relacionado à nossa herança selvagem e a de que a razão fez do homem um ser realmente superior.


De fato, do ponto de vista moral e ético, a ruptura que o homem fez com a vida natural não parece ter feito dele um ser melhor. É claro que se pode alegar que somos superiores exatamente porque somos os únicos animais capazes de desenvolver uma moral e uma ética, mas isto também não depõe muito em nosso favor, já que também somos os únicos a realmente precisar delas, já que os animais vivem integrados à natureza e nunca transgridem as suas leis. Sim, é exatamente isto: é porque os homens transgridem suas próprias leis e, sobretudo, é porque a nossa espécie é a única capaz de cometer atos bárbaros por prazer ou descaso com a dor alheia (como diz Saramago, um animal jamais tortura ou humilha o outro), que precisamos de leis que regulem a vida em sociedade. Sem dúvida, a justiça é uma necessidade, mas exatamente porque nós, os ditos “animais racionais”, ainda não aprendemos a respeitar a existência alheia.


Sem dúvida, vendo à distância o mundo humano, com tanta desigualdade, miséria, guerras, exploração e escravidão (humana e animal), é difícil acreditar que somos realmente seres racionais, compassivos e sensíveis. E, no entanto, apesar de tudo, é isto o que somos, pelo menos, potencialmente (eis porque, quando a razão e a sensibilidade se aliam no homem, ele é capaz de produzir uma existência verdadeiramente bela e ética). No entanto, o problema é que, na prática, o homem se comporta sempre aquém das suas potencialidades e aí, sim, cabe-nos perguntar por que o homem pode tanto e atinge tão pouco?

Decerto, alguns responderiam: “ele não pode: isto é uma falácia!” Outros, por sua vez, diriam: “ele pode, basta querer!” Pois tanto os primeiros quantos os segundos se equivocam: os primeiros estão mergulhados no pessimismo que, certamente, tem sua origem (até certo ponto justa) numa visão clara do que tem sido a vida humana; já os segundos são otimistas demais, acreditando que a vontade é livre o suficiente para escolher. Os dois erram, porque, de fato, o homem pode mais, mas seus valores o dirigem de tal maneira que é preciso, primeiramente, que ele se liberte de seus antigos grilhões, ou seja, que se liberte dos conceitos e das ideias que o tornam prisioneiro das circunstâncias, que o tornam passivo e resignado diante de um mundo que ele não acredita poder mudar.


Aqui entramos no cerne da questão: as sociedades se estruturaram, desde os seus primórdios, de modo a beneficiar alguns em prol de outros (eis porque, desde o início, os homens escravizam outros homens e também os animais). Esta é a origem da exploração e das desigualdades. É assim que nos acostumamos, desde cedo, a usufruir de outras vidas, aprendendo a fechar os olhos para a crueldade e para a tirania, como se elas fossem naturais em nós, quando, de fato, elas expressam o adoecimento da nossa espécie. Sim, a inversão do pensamento começa aqui: não somos primeiramente seres selvagens e maldosos que se aculturam e se tornam sublimes. Como um animal dentre outros, nós possuímos censores naturais que nos impedem de ultrapassar certos limites; mas, em sociedade, somos criados para obedecer regras inventadas pelos próprios homens e é aqui que tudo se complica e se confunde. Afinal, é a própria sociedade que nos ensina o descaso com a dor alheia, dos homens e dos animais. E, assim, como todos os demais, acabamos ou explorando os outros diretamente, e sem culpa, ou usufruindo, também sem culpa, dos benefícios da exploração. Afinal, temos o consentimento da própria sociedade para sermos pequenos tiranos.


Existe, de fato, uma razão perversa para que os homens sejam mantidos de olhos fechados. É que é preciso que eles continuem na escuridão e na servidão dos valores para que a desigualdade, a exploração, a escravidão, continuem existindo. Este é o maior de todos os atavismos humanos: aprendemos a nos beneficiar dos outros, aprendemos a ser, na verdade, imorais, antiéticos. É a nossa moral que tem sido, há milênios, uma falácia. Triste condição a nossa: somos vítimas de nossa própria inteligência superior. Na ânsia de fazermos parte do mundo, de nos integrarmos ao nosso meio social, apertamos ainda mais os nossos grilhões, tornamo-nos escravos e, ao mesmo tempo, agentes de nossa própria servidão. Servidão voluntária e até mesmo desejada, porque é mais fácil viver como todos os demais do que abrir os olhos e tomar nas mãos a própria vida.

De fato, é difícil mudar… mas andar também é e, no entanto, basta darmos os primeiros passos que os outros se seguem facilmente. Quase tudo no homem é hábito, é aprendizado. Por isto, a educação é tão fundamental e, mais ainda, uma educação que se volte para produzir um homem verdadeiramente superior, moral e eticamente falando. No fundo, por mais polêmica que pareça esta afirmação, o que resiste em nós de mais sublime é exatamente o nosso instinto mais elementar, que nos sopra aos “ouvidos” que agimos mal o tempo inteiro. É nossa saudável razão natural (como diria Nietzsche) que nos alerta, e não o que homem tem chamado de moral. Na verdade, não é nossa animalidade que precisa ser extirpada; é nossa falsa humanidade.


Sem dúvida, somos animais incríveis, somos os criadores dos mais belos conceitos e valores, mas também somos facilmente corrompidos pela ambição, pela ganância, pela vaidade e, para atingir nossas metas ilusórias de felicidade, usufruímos de outras vidas sem qualquer pudor. Com relação aos animais, esta realidade é ainda mais terrível, porque quase ninguém considera a sua dor, o seu sofrimento. É assim que milhões de vidas são brutalizadas, humilhadas, mortas todos os dias, sem qualquer piedade. É por isto que, mesmo quando somos vítimas, somos também responsáveis pela crueldade que nos atinge. Afinal, a crueldade, mais do que a racionalidade, tem sido o principal atributo do homem. Eis uma verdade dolorosa, mas que é preciso encarar se desejamos mudar o que precisa ser mudado. Na verdade, o homem não tem sido, nem de longe, o animal superior que julga ser.


Falando agora mais diretamente sobre a origem da crueldade humana, cito o grande historiador das religiões Mircea Eliade, que nos revelou algo de muito valioso em sua monumental obra “História das crenças e das ideias religiosas” (algo que endossa o que dizemos aqui a respeito do aspecto “contra-natura” da crueldade): o homem, inicialmente, não matava (nem mesmo para comer). Isto quer dizer que não somos originalmente nem carnívoros nem onívoros, e esta é uma informação que a ciência não deveria nos sonegar. Aliás, segundo as pesquisas de Eliade, toda a história posterior do homem é marcada exatamente por esta decisão que ele tomou no início dos tempos: a decisão de “matar para sobreviver”. Não vamos entrar na questão propriamente dita, falar da religião, que, segundo Eliade, está na base desta cruel decisão. Precisamos apenas entender que o homem tornou-se, de fato, o senhor da natureza, mas não por ser um animal divino ou por ser dotado de um espírito enquanto os outros seres vivos são corpos vazios; ele se tornou senhor da natureza porque tiranizou a vida, todas as vidas, inclusive a de sua própria espécie.


Sem dúvida, esta primeira violação da nossa natureza não poderia deixar de causar marcas indeléveis no homem e, assim, não parece nada equivocado concluir que este primeiro ato de barbárie deu origem a todos os demais. Afinal, o que poderia se esperar de um ser que age contra sua própria natureza? Ele só poderia adoecer, enlouquecer. Não é isto, afinal, que Nietzsche diz dos homens: que somos animais adoecidos, que perdemos nossa “saudável razão natural”? Nós nos perdemos de nós mesmos e nunca mais conseguimos nos encontrar. É isto que explica esta espera ensandecida por alguém que nos salve, que nos tire do fundo do abismo, quando, na verdade, bastaria apenas que olhássemos sem medo para dentro de nós mesmos. Sim, somos o que aprendemos, mas por baixo de todas as ideias, crenças, conceitos, existe um animal desesperado que clama por liberdade e por uma vida mais digna. A felicidade não está nos bens que se obtém no mundo, menos ainda nos que se obtém à custa da exploração e do sofrimento alheio; a felicidade está em ser pleno, forte e capaz de viver sem macular a si e aos outros. Isto, sim, chama-se respeito ao outro; não o que tem sido ensinado.


O homem inverteu a lógica da vida e assim produziu um mundo assentado na dor e no sofrimento. Sim, a vida tem dores e sofrimentos, já dizia Schopenhauer, mas o homem conseguiu multiplicá-las ao infinito. Não é a natureza que é cruel; somos nós: é isto que o homem se nega a ver. E ele vive tão imerso na dor e no sofrimento que chega mesmo a sentir-se atraído por eles; a se compor com eles, a lhes fazer elogios e a morbidamente saudá-los como inerentes à sua natureza. No entanto, a verdade é que, desde a infância, somos insensibilizados, adestrados para não reagir, para não sentir em demasia (nem amor, nem dor, nem compaixão, absolutamente nada… Descartes, de fato, confundiu as coisas: os homens é que se tornaram “máquinas sem alma”). Dito de outro modo: os sentimentos são em nós, desde cedo, aprisionados, dilacerados, considerados perigosos. Não se costuma dizer que a própria paixão é um perigo? Sim, o perigo da paixão é que ela pode nos desviar dos deveres que nos foram impostos pelo mundo; deveres aos quais aprendemos a obedecer como autômatos, mesmo quando eles nos rebaixam como seres humanos.


Dito de modo mais claro: somos escravos de um mundo que nós mesmos construímos (e cada um põe um tijolo nesta construção enquanto não desperta deste longo torpor, deste anestesiamento moral que subverte nossa natureza e nos rouba a liberdade de sermos aquilo que somos: seres verdadeiramente humanos). É assim que todo homem permanece preso num círculo vicioso, aparentemente insolúvel, até que comece a dizer “não” para a crueldade, seja ela dirigida aos outros homens ou aos outros animais (certamente, as maiores vítimas deste mundo). É um caminho árduo, sem dúvida, mas como poderia ser barato o preço da liberdade e da plenitude humana depois de tanta inversão de sentimentos e ideias?
Este é o verdadeiro começo: o primeiro “não” é sempre mais difícil, mas, depois do primeiro, outros se seguirão, e a cada “não” a nossa força aumenta, porque ela é proporcional ao nível da nossa libertação. Este é o maior legado que podemos deixar para as próximas gerações: libertar todas as vidas. Aliás, esta já é a condição para que as novas gerações sejam possíveis, porque a natureza não tolera mais a tirania humana. Ou fazemos algo agora ou é a natureza que seguirá sem nós: isto é um fato. Porque gostando ou não da ideia, não é a natureza que precisa do homem, somos nós que dependemos da natureza. Nós somos partes dela, e não o contrário. É por isto que libertar os animais é também libertar o animal humano da sua doença; é dar a ele uma nova possibilidade de existência que seja mais bela, mais ética, mais verdadeiramente racional.


Não é sem razão que Nietzsche dizia que era preciso inventar novos valores para um novo homem. Ele não chegou a pensar tão profundamente na questão dos animais; mas ele sabia que um novo homem seria aquele que recuperaria o sentido da terra e da vida. Se ele afirmou que fizemos da mentira uma verdade, isto não quer dizer que não existam verdades simplesmente, que tudo “tanto faz”. Esta interpretação já tem sua origem na nossa inversão das coisas e é bem-vinda num mundo que busca argumentos para manter-se como é. Mas nem o capitalismo, nem o comunismo, nem qualquer outro sistema será justo enquanto não formos seres verdadeiramente éticos. Nós criamos as verdades que nos interessam. São mentiras: Nietzsche tem razão. Está na hora de “inventarmos” a verdade, ou melhor, está na hora de deixarmos que ela se mostre sem mais véus e dissimulações. “Da verdade mesmo, ninguém nunca quis saber”, também estas são palavras de Nietzsche. Mas, disto, falamos depois…


Regina Schöpke



Fontes
Google Imagens

terça-feira, 10 de abril de 2012

SER MINEIRO...


Ser mineiro não é só dizer uai, trem bão, etc e tal,
é ter todo um jeito especial e diferenciado de ser.
É não se meter em cumbuca alheia;
é não dar um passo maior que as pernas;
é não dar ponto sem nó;
é confiar, desconfiando;
é não mostrar o que sabe;
é falar menos e escutar mais;
é chegar antes da hora
para não perder o trem;
é não andar no escuro
para não encontrar o que não se deve.

Mineiro não gosta de conversa mole de enrolador,
nem de conversa fiada de quem diz o que não deve.
Mineiro gosta de segredo.
Não gosta de dizer o que faz, nem o que vai fazer,
deixa para revelar quando já está pronto.

Ser mineiro é passar por bobo e ser inteligente.
É se vestir com simplicidade, sendo fazendeiro;
é reclamar dos preços, sendo banqueiro;
é dar desconto para ganhar o freguês.
Mineiro não olha diretamente, tem educação,
espia, fingindo que não presta atenção;
não é de vingança, mas pode esperar o troco;
não estica conversa com estranhos,
mas recebe os amigos como se fossem reis;
não troca um pássaro na mão por dois voando,
pois só arrisca quando tem certeza.

Ser mineiro é ter sabedoria, simplicidade, modéstia,
solidariedade, coragem e bravura.
É fazer de um fracasso o princípio de uma vitória,
e da vitória, a humildade do não foi nada demais.

O mineiro, se vive no campo,
gosta de ouvir os sons da natureza:
do movimento da água nos rios, do ar nos ventos
e olhar o céu para sentir as mudanças do tempo:
saber se vai dar sol ou chover, fazer calor ou frio;
gosta também de ouvir o cantar dos pássaros,
o latido do seu cachorro amigo,
o mugir do gado leiteiro,
o relincho do forte e nobre cavalo ...
e, vez em quando, escutar as notícias da cidade.

Mineiro que vive na cidade,
não deixa de lado o seu jeito interior,
leva o valor do campo junto consigo;
se estiver em outro país,
entre as saudades maiores
estão as belas montanhas de Minas Gerais,
com que interage desde cedo.

Segundo os que não são de Minas,
o motivo por que o mineiro é desconfiado,
é que, crescendo entre montanhas,
anda atento pelos caminhos,
sem saber o que se esconde
atrás de cada uma delas,
já que cada qual tem seu mistério,
não há duas que se igualem.
Fato é que, ao sair de seus domínios,
torna-se difícil enganar o mineiro
que enxerga atrás das montanhas outras,
entrelinhas das palavras.
Devagar e sempre,
o mineiro chega aonde quer.

Ser mineiro é ser conservador
no que precisa ser conservado.
No amor-casal, dois é bom, três é demais.
Ser Mineiro é ser religioso.
Mineiro não se sente só aonde quer que vá,
pois sente que a mão de Deus o protege.

Ser mineiro também é ser inovador
no que precisa ser inovado.
É gostar de saber mais para contar seus causos;
é admirar o belo, a arte, a vida;
é amar a liberdade de ir, de vir, de pensar, de ser;
é ser poeta e gostar de fazer política
para não perder o idealismo de mudar as coisas.

Ser mineiro é ser gente como a gente: eu e você,
que, entre trabalho e suor, com lágrimas e sorrisos,
construímos a história dessa nossa Minas Gerais,
as minas de ouro, diamante, pedras preciosas...
riquezas infinitas minerais e pessoais,
que podem ser encontradas nos subsolos
ou caminhando pelas ruas das nossas cidades.

Ana da Cruz






Chão de Minas - Abre a porteira que eu quero entrar...



r
Queijo com goiabada a moda mineira



 Comida mineira



 Uma casa típica e tradicional mineira não pode faltar um jogão a lenha. 



 Palácio da Liberdade - antiga sede do governo de Minas




Liberdade ainda que tardia






Fontes:
Google Imagens

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

SONHO BRASILEIRO



O mundo mudou!
O Brasil mudou!
Nós não somos os mesmos jovens que os nossos pais foram.
A gente é uma geração que nasceu em um momento inédito na historiado Brasil.
Porque o Brasil sempre foi o país do futuro.
E o futuro finalmente, chegou!

Podemos pensar livremente.
Podemos dizer o que pensamos.
E nossos grandes ideais já não são sonhos impossíveis.
Podemos conhecer e interagir com o mundo.
A tecnologia redefiniu as distâncias.
E o conhecimento não tem fronteiras.

Mas como a gente é de verdade?
O que estamos fazendo?
O que a gente quer?
E quando?
Crescemos, e o que a gente queria ser quando crescer?
Somos?
E o que a gente estuda?
O que a gente se interessa?

Será que a gente ainda reza?
Como vemos nossas famílias?
Será que irmão ainda é só quem tem o mesmo sangue?
E o que a gente faz com a nossa grana?
O que a gente espera para a nossa vida?
Para onde a gente vai?
Aliás, a gente quer ir para algum lugar?
Será que a gente ainda quer mudar o mundo?
Na real, o que a gente sonha?
E o que a gente faz com o que a gente sonha?




O QUE VOCÊ QUER E PODE FAZER PARA VIVER MELHOR? 

QUAL O SEU SONHO?



domingo, 6 de novembro de 2011

ISSO NÃO TEM GRAÇA!

Circo legal é Circo sem animal!



Sou totalmente contra a violência contra os animais, devemos cuidar, denunciar os maus tratos e lutar sempre em favor da vida, da vida com toda a sua plenitude.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

NATUREZA HORMÔNICA


Galopar em família



Desafio gelado



Amizade entre homem e animal



Foco na presa


Fontes
Google Imagens

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

DIA DA ÁRVORE - PLANTE ESSA IDÉIA!



Plante uma árvore

No hemisfério sul, o dia 21 de Setembro prenuncia a chegada da primavera, no dia 23, estação onde a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida pelos dias frios de inverno.
No Brasil, carregamos fortes laços com a cultura indígena que deu origem a este país; um deles é o amor e respeito pelas árvores como representantes maiores da imensa riqueza natural que possuímos. Os índios também utilizavam este período para iniciar a época de plantio, organizando-se pelo calendário lunar.
Confirmando o carinho e respeito pela natureza, no Brasil, em 24 de fevereiro de 1965, formalizou-se o dia 21 de Setembro como o Dia da Árvore - o dia que marca um novo ciclo para o meio ambiente.


www.diadaarvore.org.br
www.ambientalnovaera.org.br



Fontes
Google imagens

sábado, 23 de julho de 2011

Cozinha Brasil - Alimentação Inteligente


Cozinha Brasil - SESI


O Programa



Preparar alimentos de forma racional, econômica e sem desperdícios é uma forma de minimizar o problema da fome no Brasil. Partindo dessa premissa, o Conselho Nacional do Sesi desenvolveu o Programa Cozinha Brasil – Alimentação Inteligente, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, tornando-se mais uma ação do Programa Fome Zero, do Governo Federal, com apoio das Federações das Indústrias e Departamentos Regionais do Sesi de todo país.

O programa visa assegurar um processo educativo permanente, destinado a fazer do ato de produzir, preparar o alimento, uma cultura promotora de saúde, bem estar, geração de renda e desenvolvimento com sustentabilidade.
O 'Cozinha Brasil' pretende mudar o comportamento da população no que se refere a hábitos alimentares e propiciar o aproveitamento integral dos alimentos. No Brasil 30% dos alimentos são perdidos e esse Programa é um dos caminhos encontrados para discernir a educação alimentar e erradicar a fome e a desnutrição no país.
Além disso, o Programa vai orientar e conscientizar a população sobre captação, tratamento, armazenamento e consumo da água – essencial para a manutenção das condições de saúde e de produção.
Por meio de unidades móveis, cozinha experimental pedagógica projetada para ensinar, por meio de cursos a populações como preparar alimentos de baixo custo e alto valor nutritivo, utilizando os alimentos de forma integral, preferencialmente com receitas que utilizem produtos da própria região, respeitando as diversidades culturais.
O Objetivo é que cada pessoa treinada pelo Cozinha Brasil possa tornar-se um multiplicador, levando para as comunidades, para o lar e para a empresa os conhecimentos adquiridos acerca de uma alimentação inteligente.

Cozinha Brasil prevê duas modalidades de cursos que serão ministrados nas unidades móveis que percorrerão os municípios atendidos pelo Programa.


Curso em ação na Unidade Móvel do Cozinha Brasil do Sesi





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