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sábado, 17 de agosto de 2013

SÍNDROME DE ASPERGER

A Síndrome de Asperger é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), resultante de uma desordem genética, e que apresenta muitas semelhanças com relação ao autismo.

Ao contrário do que ocorre no autismo, contudo, crianças com Asperger não apresentam grandes atrasos no desenvolvimento da fala e nem sofrem com comprometimento cognitivo grave. Esses alunos costumam escolher temas de interesse, que podem ser únicos por longos períodos de tempo - quando gostam do tema "dinossauros", por exemplo, falam repetidamente nesse assunto. Habilidades incomuns, como memorização de sequências matemáticas ou de mapas, são bastante presentes em pessoas com essa síndrome.

Na infância, essas crianças apresentam déficits no desenvolvimento motor e podem ter dificuldades para segurar o lápis para escrever. Estruturam seu pensamento de forma bastante concreta e não conseguem interpretar metáforas e ironias - o que interfere no processo de comunicação. Além disso, não sabem como usar os movimentos corporais e os gestos na comunicação não-verbal e se apegam a rituais, tendo dificuldades para realizar atividades que fogem à rotina.


Como lidar com a Síndrome de Asperger na escola?

As recomendações são semelhantes às do autismo. Respeite o tempo de aprendizagem do aluno e estimule a comunicação com os colegas. Converse com ele de maneira clara e objetiva e apresente as atividades visualmente, para evitar ruídos na compreensão do que deve ser feito.

Também é aconselhável explorar os temas de interesse do aluno para abordar novos assuntos, ligados às expectativas de aprendizagem. Se ele tem uma coleção de carrinhos, por exemplo, utilize-a para introduzir o sistema de numeração. Ações que escapam à rotina devem ser comunicadas antecipadamente.



Alena Menino

Psicóloga





Fonte
Vídeo: Youtube 

sábado, 1 de dezembro de 2012

LUTA CONTRA A AIDS


“Combate ao Preconceito e ao Estigma”




Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas - ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.


O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico. Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos. Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da Aids no País. O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à Aids. 

O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. Agora nós, brasileiros, precisamos encontrar uma forma de quebrarmos os preconceitos contra a doença e seus portadores e sermos mais solidários do que somos por natureza. Acabar com o preconceito e aumentar a prevenção devem se tornar hábitos diários de nossas vidas.


Previna-se contra a AIDS


O que é Aids

Uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV – (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunísticas e câncer.


Transmissão:

- o vírus HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal, leite materno;

- relações sexuais homo ou heterossexuais, com penetração vaginal, oral ou anal, sem proteção da camisinha, transmitem a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis e alguns tipos de hepatite;

- compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis;

- transfusão de sangue contaminado;

- instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados;

- da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, o parto e a amamentação.


Tratamento:

Atualmente a terapia com os chamados “anti-retrovirais” proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunísticas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. (Os anti-retrovirais são medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV).


Fique sabendo:

A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega aids dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.



Luta de combate a AIDS




Fontes: 
Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.

Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal
Google Imagens

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

PROFISSIONAIS ESSENCIAIS AO HOMEM COM MAIS DE 50 ANOS


 OS SETE MÉDICOS ESSENCIAIS AO HOMEM COM MAIS DE 50 ANOS




Agendar uma consulta e fazer exames antes de adoecer é um desafio para eles.


Oftalmologia

Após os 50 anos, doenças como a catarata e o glaucoma têm maior incidência, daí a necessidade de uma visita anual ao oftalmologista. "Grande parte das doenças dos olhos são irreversíveis, então identificar o problema precocemente pode eliminar a necessidade de cirurgias", afirma o oftalmologista Marco Antonio Alves, diretor da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. O especialista lembra ainda que é possível identificar outras doenças silenciosas, como o diabetes e a hipertensão, apenas por meio de exames oculares. "E mesmo quem já sabe que é portador dessas doenças pode melhorar o controle clínico delas em uma consulta oftalmológica", complementa.


Odontologia

Ir ao dentista apenas uma vez ao ano é arriscado demais nessa idade. O cirurgião dentista Rodrigo Bueno de Moraes, da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), recomenda uma visita semestral ao consultório. "Os problemas mais comuns são a gengivite, inflamação das gengivas, e distúrbios de oclusão, como o bruxismo". Segundo ele, o intervalo entre um check-up e outro diminui caso o paciente tenha diabetes, seja fumante ou apresente outra condição que possa afetar a saúde bucal.


Cardiologia

"Após os 40 anos, o risco de infarto ou insuficiência cardíaca aumenta muito", afirma o cardiologista João Manoel Rossi Neto, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). Por isso, recomenda-se uma visita anual ao médico, que fará uma análise clínica do paciente, avaliando se ele apresenta fatores de risco como obesidade e gordura abdominal. Na visita ainda será solicitado o histórico familiar de doenças cardiovasculares e exames laboratoriais de rotina para avaliar o colesterol e os triglicérides. Após essa primeira bateria, os resultados indicarão a necessidade ou não de se fazer exames mais elaborados, envolvendo até mesmo ultrassom.


Pneumologia

"O câncer de pulmão não é o mais prevalente em homens, mas, certamente é o que mais mata, por ser um tipo mais agressivo", afirma a pneumologista Sandra Aparecida Ribeiro, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisilogia (SBPT). Por isso, se o indivíduo é ou foi fumante, deve visitar um pneumologista anualmente para detecção desse problema. De acordo com a especialista, o risco da doença permanece mesmo após largar o cigarro. A visita ao pneumologista também deve acontecer sempre que o homem de mais idade for vítima de gripes ou resfriados. "O risco de o problema evoluir para uma pneumonia é maior e pode levar o paciente à morte". Outro cuidado fundamental é tomar as vacinas contra infecções respiratórias (gripe e pneumonia, por exemplo) disponíveis para pessoas de mais idade em postos públicos.


Urologia

A partir dos 45 anos, todo homem deve marcar uma consulta com um urologista anualmente, de acordo com o urologista Daher Chade, do Instituto do Câncer. Na consulta é feito o exame de toque retal que, na verdade, não leva mais do alguns segundos. "Por meio deste e de outros exames é possível diagnosticar diversos cânceres, como o de próstata, bexiga e rim, além de doenças que podem causar infertilidade". A periodicidade pode mudar caso o paciente tenha histórico de familiares com doenças do trato urinário.


Coloproctologia

"O câncer de intestino é o que mais mata o homem depois do câncer de pulmão e do câncer de próstata", afirma o especialista Daher. Isso porque esse tumor tem, entre os principais fatores de risco, a idade. O consumo de álcool, o tabagismo e uma dieta pobre em fibras e rica em gordura são outros fatores de risco para esse tipo de câncer - a cada cinco anos, portanto, é indicado fazer uma colonoscopia para detectar o problema precocemente. O exame consegue identificar alterações da mucosa do intestino que podem evoluir para um câncer e o tratamento dessas alterações já reduz o risco da doença.


Endocrinologia

"A incidência do diabetes aumenta conforme a idade", diz a endocrinologista Claudia Chang, doutoranda em Endocrinologia e Metabologia pela USP. Por isso, é fundamental analisar a glicemia do paciente idoso regularmente. Outro ponto importante é a avaliação do perfil lipídico, que mostrará se houve aumento do colesterol LDL (prejudicial) ou diminuição do colesterol HDL (benéfico), fator de risco para doenças cardiovasculares.



A especialista recomenda ainda um exame de TSH para verificar possíveis problemas da tireoide. "Embora eles sejam mais comuns em mulheres, também podem acometer o público masculino", afirma. Por fim, uma análise clínica poderá identificar efeitos colaterais da andropausa, fase similar à menopausa feminina. "Se necessário, é indicada a reposição hormonal para aumentar a libido e a disposição do homem".



Procure  cuidar da sua saúde!
Fontes
Google Imagens
Gesse Almeida

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ALIMENTOS QUE REDUZEM O COLESTEROL RUIM





Cartilha lista alimentos para reduzir o colesterol ruim 


Cora de frutas


A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) listou em uma cartilha, bem simples e didática, alimentos que ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL), com as respectivas quantidades de consumo indicadas. A iniciativa faz parte de uma campanha da SBC em prol da prevenção e da educação para redução de complicações cardiovasculares, com ações para médicos das unidades de saúde e com a população em geral.

“Colocar uma ponte de safena custa, em média, R$ 12 mil. Uma angioplastia custa R$ 6 mil. Na prevenção o custo é quase zero e  o ganho não é só para o sistema de saúde, mas para a população, que com isso vive melhor, se sente melhor. Precisamos mudar esse modelo centrado na doença e no hospital, e reforçar a prevenção. Não temos outro caminho”, afirma o cardiologista Carlos Alberto Machado, diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

“Com mudanças de estilo de vida, podemos prevenir uma série de problemas que terão impacto negativo na vida das pessoas. É comer melhor, se exercitar mais, manter o peso mais próximo possível do ideal. E levar informação na base, para o clínico geral, para o médico da família, para quem acompanha os pacientes.”
A cartilha, além das recomendações nutricionais, traz informações gerais, como o que é o colesterol, os índices recomendados e os preocupantes, o estímulo à atividade física e a importância do acompanhamento médico e dos medicamentos serem tomados corretamente, quando indicado pelo profissional. As orientações são simples, mas nem sempre, no dia a dia, conseguimos atingir o modelo ideal – mudar um estilo de vida adquirido por anos e anos é bem mais difícil do que pode parecer, e liberar espaço na agenda para fazer alguma atividade física exames periódicos também exige uma certa disciplina.
Por isso mesmo, aos poucos, é possível mudar hábitos ruins, adotando práticas melhores – muitas vezes mudanças radicais, justamente por serem muito difíceis, duram pouco. E a ideia não é ser saudável por uma semana, mas pela vida toda
.

Veja abaixo as indicações da cartilha.  

* Azeite: 2 colheres de sopa por dia:
Possui vitamina E e gordura monoinsaturada – prefira o extra-virgem e não esquente ele

 Azeite de Oliva


* Iogurte: 1 copo ou um 1 pote por dia (180ml)
Melhora o funcionamento intestinal e ajuda a reduzir o colesterol – um ótimo café da manhã ou lanche da tarde


* Linhaça: 2 colheres de sopa por dia
Possui fibras e ômega 3 e pode ser consumida em forma de farinha ou as sementes – dá pra misturar a linha em sucos, vitaminas, massas de pães e biscoitos, na salada, no arroz


* Tomate: 1 unidade ou 2 colheres de molho
Tem licopeno, um antioxidante que auxilia na prevenção de infartos e derrames


Tomates

* Salmão, sardinha ou atum: 1 posta ou filé por semana
Ricos em ômega 3. Diminuem os triglicérides e a pressão arterial


* Aveia: 3 colheres de sopa por dia
Aveia é ótima para reduzir o colesterol, e vai bem em pão, bolo, vitamina e, claro, mingau


* Suco de uva: 1 copo por dia (180 ml)
Também bastante eficaz, mas precisa ser suco de uva mesmo, natural


* Soja: 6 colheres de sopa de grãos por dia ou 4 copos de leite de soja por dia
Prefira o grão da soja àquela proteína texturizada, que já passou por um processo de industrialização. Fica ótima em saladas.  Com o leite, para quem não gosta do sabor puro, é bem fácil preparar sucos e vitaminas com ele, misturando com frutas


Soja

Se depois disso, alguém quiser mais informações, o site da SBC permite calcular o risco cardíaco, num teste online.



Texto enviado por:
jabgrassi@terra.com.br



Leia na íntegra no endereço:

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A REVOLUÇÃO DARWINIANA



Obra de Xue Jive



A Revolução Darwiniana


Não há futuro num mito sagrado. Por quê? Por nossa curiosidade. […] Seja o que for que consideremos precioso, não podemos protegê-lo da nossa curiosidade porque, sendo quem somos, uma das coisas que consideramos preciosa é a verdade. O nosso amor pela verdade é sem dúvida um elemento central no sentido que damos à nossa vida. Em qualquer caso, a idéia de que possamos preservar o sentido da nossa vida à força de nos enganarmos é uma idéia mais pessimista, mais niilista do que eu, pela parte que me toca, consigo engolir. Se isso fosse o melhor que se pode fazer, concluiria que afinal nada tinha importância. […]


A nossa curiosidade sobre as coisas assume diferentes formas, como Aristóteles assinalou no tratado da ciência humana. O seu esforço pioneiro para classificá-las ainda faz muito sentido. Aristóteles identificou quatro questões básicas sobre qualquer coisa que queiramos responder, e chamou-as aitia, um termo grego verdadeiramente impossível de ser traduzido, tradicional mas desajeitadamente traduzido por quatro “causas”.


Podemos ter curiosidade sobre aquilo de que algo é feito, a sua matéria ou causa material.
Podemos ter curiosidade sobre a forma (ou estrutura ou configuração) que essa matéria assume, a sua causa formal.
Podemos ter curiosidade sobre a sua origem, como começou, ou sobre a sua causa eficiente.
Podemos ter curiosidade sobre o seu propósito ou objetivo ou finalidade (como na pergunta “Será que os fins justificam os meios?”), a que Aristóteles chamou o seu telos, que por vezes se traduz em português, desajeitadamente, como “causa final”.


É preciso alguma ginástica para fazer estas quatro aitia aristotélicas corresponderem a respostas às típicas perguntas portuguesas “o quê, onde, quando e por que”. A correspondência é apenas aproximada. As perguntas que começam com “por que”, contudo, normalmente pedem a quarta “causa” de Aristóteles, o telos de uma coisa. Por quê?, perguntamos. Para que serve? Como dizemos às vezes: qual é a sua razão de ser? Os filósofos e os cientistas reconheceram, durante centenas de anos, que estas perguntas pelo “por que” são problemáticas e de tal modo distintas que o estudo a que dão lugar merece um nome: teleologia.


Uma explicação teleológica é a que explica a existência ou ocorrência de algo fazendo apelo a um objetivo ou propósito a que a coisa serve. Os artefatos são os casos mais óbvios; o objetivo ou propósito de um artefato é a função que o seu criador concebeu para ele. Não há controvérsia sobre o telos de um martelo: serve para martelar e tirar pregos. O telos de artefatos mais complexos, como câmaras de vídeo, caminhões ou scanners é, na pior das hipóteses, mais óbvio. 


Mas mesmo nos casos mais simples, podemos ver que sempre há um problema de fundo presente:
— Por que razão estás a serrar essa tábua?
— Para fazer uma porta.
— E para que é a porta?
— Para proteger a minha casa.
— E por que razão queres proteger a tua casa?
— Para poder dormir descansado.
— E por que razão queres dormir descansado?
— Vai passear e deixa de me fazer perguntas tolas.


Essa troca de palavras revela um dos problemas da teleologia: para que isso tudo? Que causa final podemos apresentar para completar essa hierarquia de razões? Aristóteles tinha uma resposta: Deus, o Motor Imóvel, o para-quê no qual acabam todos os para-quês. A idéia, que foi aproveitada pelas tradições cristãs, judaicas e islâmicas, é que todos os nossos propósitos derivam em última análise de Deus. A idéia é sem dúvida natural e atraente. Se olharmos para um relógio e nos perguntarmos por que razão tem um vidro transparente, é óbvio que a resposta remete às necessidades e desejos das pessoas que usam relógios, que querem saber as horas olhando para o mostrador etc.. Se não fossem estes fatos sobre nós — para quem o relógio foi criado —, não haveria explicação do “por que” do vidro transparente. Se o universo foi criado por Deus para cumprir os seus propósitos, então todos os propósitos que possamos encontrar no próprio universo têm, em última análise, de estar subordinados aos propósitos de Deus. Mas quais são os propósitos de Deus? Isso é algo misterioso.


Uma maneira de afastar o desconforto acerca desse mistério é mudar ligeiramente o assunto. Em vez de responder a pergunta pelo “por que” com uma resposta do tipo “porque” (o tipo de resposta que ela parece exigir), as pessoas substituem muitas vezes a pergunta “por quê?” pela pergunta “como?”, e tentam responder esta última contando uma história sobre como Deus criou a nós e ao resto do universo, sem perder demasiado tempo com a questão de saber exatamente por que razão poderá Ele ter desejado fazer tal coisa. A pergunta pelo “como” não se encaixa na lista de Aristóteles, mas já eram perguntas e respostas populares muito antes de Aristóteles ter apresentado sua análise. As respostas às maiores perguntas pelo “como” são cosmogonias, histórias sobre como o cosmos, o universo inteiro e tudo o que ele contém, passou a existir. O livro do Gênesis é uma cosmogonia, mas há muitos outros. Os cosmólogos que exploram a hipótese do Big Bang, e que especulam sobre os buracos negros e as supercordas, são criadores atuais de cosmogonias. Nem todas as cosmogonias seguem o padrão de um artífice. Algumas envolvem um “ovo do mundo” depositado nas “Profundezas” por uma ave mítica qualquer, e outras envolvem sementes que se deitam à terra e se cuidam. A imaginação humana não dispõe de muitos recursos de que lançar mão quando se confronta com uma questão tão intrigante. Um mito antigo da criação fala de um “Senhor que existe por si” e que, “com um pensamento, criou as águas, depositando nelas uma semente que se transformou num ovo dourado, nascendo ele próprio desse ovo como Brama, o progenitor dos mundos” (Muir 1972, Vol. IV, p. 26).


E qual era o objetivo de todas essas posturas de ovos, sementeiras e construção de mundos? Ou, já agora, qual é o objetivo do Big Bang? Os cosmólogos atuais, à semelhança de muitos dos seus antecessores ao longo da história, apresentam uma história divertida, mas preferem fugir da questão teleológica do “por que”. Será que o universo existe por uma razão qualquer? Será que as razões têm um papel qualquer que se possa compreender nas explicações do cosmos? Será que algo poderia existir por uma razão, sem que se tratasse da razão de alguém? Ou será que as razões — as causas do tipo 4 de Aristóteles — só são apropriadas nas explicações das obras e feitos de pessoas ou de outros agentes racionais? Se Deus não é uma pessoa, um agente racional, um Artífice Inteligente, que sentido poderá ter a mais grandiosa pergunta pelo “por que”? E se a maior pergunta pelo “por que” não tem qualquer sentido, como poderão outras perguntas pelo “por que”, menores e mais simples, ter sentido?


Uma das contribuições fundamentais de Darwin é mostrar-nos uma nova maneira de dar sentido às perguntas pelo “por que”. Queiramos ou não, a idéia de Darwin oferece-nos uma maneira — clara, convincente e espantosamente versátil — de dissolver estes velhos enigmas. É preciso tempo para nos habituarmos à sua idéia, e ela é muitas vezes mal aplicada, mesmo pelos seus amigos mais dedicados. […] O que ganhamos é, pela primeira vez, um sistema explicativo estável que não anda às voltas nem entra numa espiral infinita de mistérios. Aparentemente, algumas pessoas preferem a regressão infinita de mistérios, mas hoje em dia o custo desta estratégia é proibitivo: deixar-se enganar. Podemos enganar a nós próprios, ou deixar essa tarefa a outras pessoas, mas não há uma forma intelectualmente defensável de reconstruir as poderosas barreiras à compreensão que Darwin derrubou.



Joildo Alexandre



Fontes
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domingo, 8 de abril de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

SÍNDROME DE DOWN

Dia 21 de Março: 
DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN









A síndrome de Down (SD) é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21, por isso também conhecida como trissomia 21.

A SD foi descrita em 1866 por John Langdon Down. Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características físicas e cognitivas. A maioria das pessoas com SD apresenta a denominada trissomia 21 simples, isto significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais. Este fenômeno é conhecido como disfunção cromossômica. Existem outras formas de SD como, por exemplo: mosaico, quando a trissomia está presente somente em algumas células, e por translocação, quando o cromossomo 21 está unido a outro cromossomo.


Trissomia do 21 - Síndrome de Down

Cerca de 50% das crianças com SD apresentam problemas cardíacos, algumas vezes graves, necessitando de cirurgia nos primeiros anos de vida.
A intervenção médica pode acontecer com a finalidade principal de prevenção dos problemas de saúde que podem aparecer com maior freqüência na SD. Queremos destacar que a SD não é uma doença e sim uma alteração genética, que pode gerar problemas médicos associados.

Devemos olhar a pessoas com SD em sua singularidade, para que possa ter um pleno desenvolvimento enquanto sujeito.





Mitos e Realidades


1. Síndrome de Down é doença. Mito ou Realidade ?

Mito: A Síndrome de Down não é uma doença e não deve ser tratada como tal. É preciso olhar para as pessoas além da Síndrome de Down, pois as características individuais são inerentes a todos os seres humanos.

2. Síndrome de Down tem cura. Mito ou Realidade ?

Mito: A Síndrome de Down não é uma lesão ou doença crônica que através de intervenção cirúrgica, tratamento ou qualquer outro procedimento pode se modificar.

3. Pessoas com Síndrome de Down falam. Mito ou Realidade ?

Realidade: A Síndrome de Down não apresenta nenhuma barreira para acessar o código da linguagem, portanto todas as crianças, se não apresentarem outro comprometimento, podem falar.

4. As pessoas com Síndrome de Down apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem. Mito ou Realidade ?

Realidade: Há um atraso no desenvolvimento da linguagem que pode ser observado ao longo da infância com surgimento das primeiras palavras, frases e na dificuldade articulatória para emitir alguns sons. Entretanto, não há regra para saber quando e como a criança falará, pois depende das características de cada indivíduo.

5. Pessoas com Síndrome de Down andam. Mito ou Realidade ?

Realidade: As crianças com Síndrome de Down andam, porém seu desenvolvimento motor apresenta um atraso em relação à maioria das crianças.

6. Pessoas com Síndrome de Down são agressivos. Mito ou Realidade ?

Mito: Não podemos generalizar as pessoas com Síndrome de Down, determinando certos comportamentos, pois essa afirmação pressupõe preconceito. Cada indivíduo tem suas características de acordo com sua família e ambiente em que vive.

7. Pessoas com Síndrome de Down são carinhosas. Mito ou Realidade ?

Mito: Grande parte da população acredita que todas as pessoas com Síndrome de Down são carinhosas. Isto se deve ao fato de associá-las às crianças, infantilizando-as e as mantendo em uma “eterna infância”.

8. Pessoas com Síndrome de Down têm a sexualidade mais aflorada? Mito ou Realidade ?
 
Mito: A sexualidade das pessoas com Síndrome de Down é igual à de todas as outras. Este mito se deve ao fato de que grande parte da população não considera sua sexualidade; desta forma acabam sendo reprimidos e não recebem orientação sexual apropriada, ocasionando comportamentos inadequados.

9. Pessoas com Síndrome de Down adoecem mais? Mito ou Realidade ?

Realidade: Ocasionalmente, como conseqüência de baixa resistência imunológica, as crianças com Síndrome de Down, principalmente nos primeiros anos de vida, são mais susceptíveis a infecções, principalmente no sistema respiratório e digestivo. Esta propensão vai diminuindo com o crescimento.

10. Pessoas com Síndrome de Down podem trabalhar. Mito ou Realidade ?

Realidade: As pessoas com Síndrome de Down devem trabalhar, pois o trabalho é essencial para a construção de uma identidade adulta. O trabalho faz parte da sua realização pessoal. Atualmente, há muitas oportunidades de trabalho para as pessoas com deficiência devido às políticas públicas.

11. Pessoas com Síndrome de Down devem freqüentar escola especial. Mito ou Realidade ?

Mito: As pessoas com Síndrome de Down têm o direito de participação plena na sociedade como qualquer outra criança,desta forma devem estar incluídas na rede regular de ensino.

12. Existe uma idade adequada para uma criança com Síndrome de Down entrar na escola. Mito ou Realidade ?

Mito: A criança deve entrar na escola quando for conveniente para ela e para sua família.

13. Pessoas com Síndrome de Down podem praticar esporte. Mito ou Realidade ?

Realidade: As pessoas com Síndrome de Down não só podem como devem praticar atividade física para seu bem estar físico e emocional. A prática de atividade física deve ser realizada aonde for mais conveniente para a pessoa (academia, parques, praças...). Lembrando que para todas as pessoas a avaliação física é importante antes do início de qualquer atividade

14. Só podemos nos comunicar através da fala. Mito ou Realidade ?

Mito: A comunicação acontece de várias formas como gestos, expressões corporais e faciais, choro, fala e escrita. Para haver comunicação é necessário estar numa relação onde seu desejo é reconhecido e respeitado.



VAMOS RESPEITAR TODOS OS PORTADORES DESSA SÍNDROME E DAR ATENÇÃO E CARINHO QUE ELE MERECEM, SEM PRECONCEITO, SEM DISCRIMINAÇÃO, POR QUE  ACIMA DE TUDO SOMOS IGUAIS.


Sem preconceito e discriminação aos portadores da Síndrome de Down



Fontes
Google Imagens


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

JURAMENTO DE HIPÓCRATES



"Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panaceia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.
Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.
Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.
Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça".


— Hipócrates



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SEXONAMBULISMO

Você sabe o que é Sexonambulismo?



É um distúrbio como o sonambulismo, mas um tanto mais grave: gente que transa enquanto dorme. E o problema é um desafio para a Justiça: saber quando o sexonâmbulo não passa de um estuprador.


 Trata-se de um tipo de desordem do sono que atinge 7% da população mundial e faz as pessoas transarem enquanto dormem. "Basicamente, todas as formas de comportamento sexual praticadas quando estamos acordados se apresentam no sexonambulismo", diz Carlos Schenck, especialista no assunto e professor da Universidade de Minnesota, Estados Unidos. O distúrbio, mais comum entre homens, não tem cura, mas é controlado com medicamentos.


 
O problema, claro, é quando o sexonâmbulo tenta fazer sexo com outros. Em julho, o britânico Stephen Lee Davies foi absolvido da acusação de ter estuprado, enquanto dormia, a filha de 16 anos da namorada. A alegação para a defesa é que, assim como o sonâmbulo comum, o sexonâmbulo não lembra o que aconteceu - e não se controla durante o sono. Isso criou um problema para a Justiça: comprovar que a pessoa é sexonâmbula não é difícil, bastam alguns testes. Mas nem sempre o suspeito que sofre do mal atacou alguém durante uma crise de sexonambulismo. É preciso investigar. O escocês John Goldie, que abusou de 2 meninas por 26 anos, foi condenado em junho após admitir que não é sexonâmbulo.



Sonambulismo radical



Quando dormir é um perigo - para os outros

 
Sogra é sogra

Em 1987, no Canadá, Kenneth Parks dirigiu 23 quilômetros, espancou o sogro e esfaqueou a sogra até a morte. Dormindo. Ele foi absolvido.



Querido pai

O britânico Jules Lowe espancou o pai, que morreu. Em 2005, ele foi inocentado, mas acabou internado em um hospital psiquiátrico.



Pelado e com sono

O irlandês Donal Kisella foi demitido em 2007 por aparecer nu diante da secretária enquanto dormia. Demitido por conduta lasciva, comprovou que é sonâmbulo e venceu o processo contra a empresa. Ganhou - 10 milhões.



Piada pronta no rock

REM, "movimento rápido dos olhos", é uma das fases do sono. E também era uma banda, cujo guitarrista, Peter Buck, atacou comissários de bordo em 2002 após misturar pílulas para dormir com vinho.



Tem pessoas que o dormir se torna um pesadelo


Fontes
Imagem: Wikimedia Commons

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CAMPANHA NACIONAL CONTRA O CÂNCER DE BOCA




Atualmente, este é o quinto tipo mais comum de câncer entre os homens. De acordo com o INCA Instituto Nacional do Câncer, os dados de 2010 revelam 14.120 novos casos, dos quais 10.330 são homens e 3.790 mulheres. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são ações simples que podem evitar essas situações drásticas.










ABRACE ESSA CAUSA, EU ABRACEI!




Fonte
Google Imagens

terça-feira, 27 de setembro de 2011

CARNE VERMELHA E O CORAÇÃO



coração



Durante o 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado Setembro de 2011, em Porto Alegre, foram apresentados dados que a carne vermelha dependendo como esta preparada não faz mal para o coração. 


Segundo Kevin J. Croce, cardiologista da Universidade de Harvard, a carne processada tende a ser preparada com o corte menos saudável, enriquecida com sal (fator de risco para a hipertensão) e nitrito,( substância que adia o ranço da carne e estabiliza o sabor e a cor característica). 


Isso sem contar na gordura presente em algumas carnes processadas, como linguiças, salames e bacons.



Uma equipe multidisciplinar conduzida por Iran Castro, pesquisador do assunto, acompanhou por seis meses 50 pacientes voluntários, divididos em grupos que comiam 150 gramas de carne bovina magra, sem gordura, obtida de bois alimentados com ração ou pasto. Todos pacientes ingeriam carne fresca (nunca a processada) e uma refeição com baixo teor de colesterol total. 


Ao final do estudo, o pesquisador percebeu que, independente de qual era o alimento fornecido ao animal - ração ou pasto -, não houve alteração nos níveis de colesterol do voluntário. 


O trabalho mostra que quando não há gordura fora ou no interior da carne, e ela é consumida nessa proporção específica, não há risco ao coração. Mas nem por isso a carne vermelha pode ser comparada à carne de peixe, por exemplo. Por um motivo básico: os estudos mostraram que a carne vermelha não faz mal, mas também não agrega benefícios ao coração. Ou seja, ela é neutra. 


Já a carne de peixe, segundo estudos, teria um efeito protetor, por causa de substâncias como o ômega-3. É importante ainda que se prepare a carne vermelha de maneira adequada. A indicação dos especialistas é o grelhado, já que assim ela é feita sem gordura.


A maneira como o gado é criado pode interferir diretamente no teor de gordura final da carne. Quando o animal pasta, o peso da carcaça no abate é de, em média, 220 quilos. Nos animais alimentados com ração para uma engorda rápida e elevada, o peso da carcaça chega, em média, a 350 quilos. No primeiro grupo, a presença de gordura intramuscular é de cerca de 18% no segundo, de até 30%.


Essa gordura no meio das fibras do músculo, chamada marmoreio, é tão prejudicial quanto a gordura externa da carne e quase impossível de separar na hora do preparo. A carne sem marmoreio tem menos colesterol, porque não há gordura sendo consumida. 



No Brasil 98% do gado solto no pasto e, assim, com menos chances de ter marmoreio.A carne vermelha, pura, sem gordura, tem apenas 1% a mais de gordura saturada do que a carne de frango sem a pele. 




Fonte: Congresso Brasileiro de Cardiologia 21/Set/2011


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