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terça-feira, 14 de junho de 2011

Cérebro depois dos 40

Livro de editora de Ciência do New York Times diz que o melhor cérebro da sua vida é a partir dos 40 anos




Cérebro humano


RIO - O cérebro, como alguns bons vinhos, fica melhor com o tempo. Bem diferente do corpo, cuja vitalidade começa a declinar já antes os 30 anos, a mente atinge seu ápice a partir dos 40 anos.

 E segue assim até bem depois dos 60 anos - muito além do que se imaginava. Recentes pesquisas internacionais derrubam mpletamente antigas teses arraigadas sobre a perda da capacidade cerebral e revelam que a meia idade é, de fato, a melhor idade. Pelo menos para o cérebro. 

- Há alguns declínios modestos no cérebro na meia idade, mas há grandes ganhos - afirma a jornalista Barbara Strauch, de 56 anos, editora de ciência do "New York Times", que reuniu no recém-lançado "O melhor cérebro da sua vida" (Ed. Zahar) os novos estudos sobre o assunto. - De uma forma geral, podemos dizer que, sim, como os vinhos, o cérebro melhora com o tempo. Todo mundo que já passou dos 40 anos sabe que a tendência a esquecer fatos corriqueiros do dia a dia é recorrente. Não lembrar de nomes ou de onde foram deixadas as chaves, por exemplo, é muito comum. Uma lentidão maior para aprender novas tecnologias também não é rara, bem como uma maior tendência à distração. Entretanto, segundo os novos estudos, os ganhos são bem maiores do que tais perdas.

 O cérebro se torna mais competente e talentoso com o tempo, lidando melhor com diferentes informações e emoções e, principalmente, na solução de problemas. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, feita com 118 pilotos, com idades variando dos 40 aos 69 anos, revelou que os mais velhos foram mais eficientes que os mais novos para evitar colisões aéreas num simulador de vôo. 

Eles levaram mais tempo para aprender a operar o equipamento, mas se saíram melhor no que era, de fato, importante: evitar um acidente e manter o avião no ar. Isso ocorre porque, conforme envelhecemos, passamos a usar áreas maiores do cérebro, garantindo mais eficiência no resultado. 

- O cérebro é plástico e segue mudando, não no sentido de ficar maior, mas no de permitir maior complexidade e compreensão mais profunda das situações - sustenta Kathleen Taylor, da St. Mary's College, da Califórnia, em entrevista ao "New York Times". - Como adultos, podemos não aprender tão rápido, mas estamos programados para esse novo passo no desenvolvimento. Estudos de memorização de palavras revelaram que os jovens adultos usam apenas a parte direita do lobo frontal para resgatar as palavras.

 Os mais velhos, entretanto, usam ambos os lados. Mas não é só o aumento do uso das áreas do cérebro que explica por que o ápice da mente se dá depois dos 40. Cientistas demonstraram também que a produção de mielina (a substância que reveste os neurônios) continua a aumentar conforme avançamos na meia idade, estimulando a capacidade de processamento das células nervosas. A experiência acumulada com os anos, claro, também conta. 

- Devemos lembrar que a experiência se acumula em nossos cérebros na forma de novas conexões entre as células nervosas e as suas diferentes regiões - afirma Barbara, em entrevista por email. 

- Com o aumento das conexões, passamos a ter uma visão mais ampla, a avaliar melhor uma situação, perceber a essência de um argumento e, de fato, resolver problemas com mais facilidade.




quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dicas Importantes Para Se Ter Uma Melhor Qualidade de Vida

01- Um copo de suco de laranja .Diariamente para aumentar o Ferro e repor a vitamina C.

02- Salpicar canela no café.
(mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).

03- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral. O pão integral tem 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais Ferro que tem o pão branco.

04- Mastigar os vegetais por mais tempo. Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham OS vegetais, melhor efeito preventivo têm.

05- Adotar a regra dos 80%.
Servir-se menos 20% da comida que costuma comer, evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.

06- LARANJA o futuro está na laranja,  que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.

07- Fazer refeições coloridas como o arco-íris .  
Comer DIARIAMENTE, uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, Verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.

08- Comer pizza, macarronada ou qualquer outra coisa com molho de tomate. Mas escolha as pizzas de massa fininha.  O Licopeno, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando OS tomates estão em molhos para massas ou para pizza .

09- Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente . As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças, quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.

10- Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória... Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova...  Leia um livro e memorize parágrafos; escreva, estude, aprenda. Sua mente agradece e seus amigos também, pois é interessante conversar com alguém que tem assunto.

11- Usar fio dental e não mastigar chicletes .  
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração.  Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.

12- Rir. 
Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida.  
Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e OS anticorpos.

13- Não descascar com antecipação.  
Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos.  Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer. Sucos de fruta têm que ser tomados assim que são preparados.
14- Ligar para seus parentes/pais de vez em quando. Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã .

15- Desfrutar de uma xícara de chá.   O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá Verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias.  Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.

16- Ter um animal de estimação. As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University.  Os mascotes fazem você sentir-se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue.  
Os cães são OS melhores, mas até um peixinho dourado pode causar um bom resultado.

17- Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche.  Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School; vantagens outras são conseguidas atráves de verduras frescas.

18- Reorganizar a geladeira .   As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem.  Por isso, é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo ou guardar em um tape ware escuro e bem fechado.

19- Comer como um passarinho.   A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes.  E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.

20- Uma banana por dia quase dispensa o médico, vejamos:  " Pesquisa da Universidade de Bekeley”.A banana previne a anemia, a tensão arterial alta, melhora a capacidade mental, cura ressacas, alivia azia, acalma o sistema nervoso, alivia TPM, reduz risco de infarto, e tantas outras coisas mais, então, é ou não é um remédio natural contra várias doenças?

21- e, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida:   
-comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio..

- pensar positivamente .  
Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas,  que, além disso, pegam gripes e resfriados mais facilmente, são menos queridos e mais amargos.

- ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família.

- conhecer a si mesmo .   Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo, e de ter qualidade de vida...


Não parece tão sacrificante, não é verdade?  Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos...  
É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:
'Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável'!
"Crie bons hábitos e torne-se escravo deles, como costumamos ser dos maus hábitos".

J.Vasques (Zeca)

Recebi por e-mail essas informações e quero compartilhar com você. São informações importantes e saudáveis para uma vida com qualidade.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Você sabe qual a principal causa de confusão mental nos idosos?

Principal causa da confusão mental no idoso.

Por Arnaldo Lichtenstein, médico *





Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:


- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?

Alguns arriscam: "Tumor na cabeça".

Eu digo: "Não"

Outros apostam: "Mal de Alzheimer"

Respondo, novamente: "Não"

A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:

 

- diabetes descontrolado;

- infecção urinária;

- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa;

Parece brincadeira, mas não é! Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos!

Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.

A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos "batedeira", angina "dor no peito", coma e até morte.

Insisto: Não é brincadeira!

Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.

Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.
 
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:

Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.


Por isso, aqui vão dois alertas:

1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos, e de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços fora do ar, atenção.

É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.



Foto Getty Images

Com capacidade funcional menor do que o de jovens e adultos, o idoso sente menos sede e têm menos percepção do calor, levando-o à desidratação.



"Líquido neles e rápido para um serviço médico".

(*) Arnaldo Lichtenstein, médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).



Fontes das imagens:
http://sintivest.org.br/


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Autismo, Você sabe o que é?



AUTISMO E NOSSAS EMOÇÕES


Poucos distúrbios ou doenças causam mais perplexidade, confusão, ansiedade e incomodam o ser humano que os psiquiátricos. Qualquer doença tem o seu sofrimento, estigma ou preconceito social porém umas mais do que as outras. Existe inclusive um movimento de mudança entre elas. A tuberculose já foi motivo de vergonha e terror entre uma família, mas hoje em dia não causa mais isto, por ser altamente tratável. A lepra não teve este êxito e a sociedade ainda a estigmatiza. A sífilis e outras doenças transmissíveis apesar de tratáveis geram escárnio, pois têm a ver com sexo, um outro tabu. Outras doenças parecem dar até “status”, como o infarto ou a úlcera gástrica, e são relacionadas a pessoas dinâmicas, ativas, do “tipo executivo” que, devido a tantas e importantes decisões, não resistiram ao “stress”.

O câncer, que ao mesmo tempo atemoriza e intriga, está em destaque. Fala-se em novas fronteiras, sendo que para alguns tipos já se descobriu a cura. A esperança é um fato concreto.

Mas dos males do ser humano, nenhum se defronta com tanto preconceito e estigma, tanta desinformação, fantasia e absurdos como as doenças ditas psiquiátricas.

Chega-se inclusive ao extremo de questionar se certas patologias, como a esquizofrenia, seriam realmente uma doença ou apenas uma nova forma adaptativa de vida. Ou seja, uma variação normal, em uma sociedade doente.

Esta situação agrava-se ainda mais pelo fato das doenças psiquiátricas serem as mais negadas, inclusive pela própria comunidade médica. Identifica-se uma úlcera, diagnostica-se uma pneumonia, mas o suicídio não passa de um “acidente”. Em conclusão, doenças psiquiátricas ou comportamentais são reconhecidas e diagnosticadas com enorme dificuldade. Não que sejam de difícil identificação, mas elas “mexem” e nos obrigam a questionar áreas muito delicadas e sensíveis do ser humano, ou seja, o nosso próprio comportamento.

E delas, a meu ver, a mais trágica, a que causa maior perplexidade e gera o maior tumulto emocional é o autismo.

Essa perplexidade confunde e pode alterar a objetividade científica do profissional. Vai sem dúvida, abalar profundamente o funcionamento emocional dos pais e familiares das crianças portadoras. É impossível permanecer indiferente ou cientificamente neutro, daí não se formar uma opinião ou parecer único perante o autismo. Eles simplesmente “incomodam, confundem, doem e intrigam” os profissionais. Os pais vivenciam esses filhos não só como tragédia, mas como se o filho fosse objeto, sem calor humano. “Não me quer, não me procura”, dizem os pais.

Sei que a minha opinião pessoal terá, sozinha, pouco valor científico ou estatístico, mas de todas as doenças com que me deparei enquanto fazia pediatria, por mais enigmática que fosse, nenhuma me desconcertou mais do que o autismo. Perante ele qualquer pessoa fica perplexa e se sente impotente.

 

E. Christian Gauderer
 
 
 
 
 
 
Autismo:

O autismo é uma alteração "cerebral" / "comportamental" que afecta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.

Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, algumas apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes atrasos no desenvolvimento da linguagem.

Alguns parecem fechados e distantes e outros parecem presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.

O autismo é mais conhecido como um problema que se manifesta por um alheamento da criança ou adulto acerca do seu mundo exterior encontrando-se centrado em si mesmo ou seja existem perturbações das relações afectivas com o meio.

A maioria das crianças não fala e, quando falam, é comum a ecolália (repetição de sons ou palavras), inversão pronominal etc..

O comportamento delas é constituído por actos repetitivos e estereotipados; não suportam mudanças de ambiente e preferem um contexto inanimado.

O termo autismo se refere ás características de isolamento e auto-concentração das crianças.

O autista possui uma incapacidade inata para estabelecer relações afectivas, bem como para responder aos estímulos do meio.

É universalmente reconhecida a grande dificuldade que os autistas têm em relação á expressão das emoções.


Características comuns do autista:

•Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos,

•Parece surdo, apesar de não o ser,

•Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.

•Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros,

•Por vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso,

•Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas,

•Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas,

•Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se,

•Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas,

•Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente

•Etc.


Causas:

A nível médico as causas são desconhecidas apesar das investigações e estudos feitos.


Tratamentos:

Poucos são os tratamentos atualmente existentes uma vez que os resultados são muito pequenos e morosos.

Os tratamentos passam por uma estimulação constante e por um apoio constante como forma de estimular e fazer com que a criança interaja com o ambiente, com as pessoas e com outras crianças.

Frequentemente usa-se a hipoterapia, a musicoterapia, a terapia da fala, a natação, o contacto com animais, o apoio em casa e com especialistas e muitas outras abordagens.

Infelizmente estas abordagens não resolvem as causas por detrás do autismo.

Há que resolver as causas por detrás do autismo e para isso há que compreender quais elas são.



Fontes:
www.autismo.com.br
http://www.jcsantiago.info/autismo.html






segunda-feira, 28 de março de 2011

Por Dentro do Cérebro

Entrevista com Paulo Niemeyer Filho - Neurocirurgião

Sobrinho de Oscar Niemeyer- fala da sua experiência em neurocirurgia- Parkinson, depressão, aneurisma, etc. Do avanço tecnológico fala das consequencias positivas e negativa, da saúde física e espiritual. ...



POR DENTRO DO CÉREBRO

O neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho conta os avanços nos tratamentos de doenças como o mal de Parkinson e como evitar aneurisma e perda de memória.
E projeta, ainda, o futuro próximo, quando boa parte do sistema neurológico estará sob controle do homem.

 
A competência desse médico, com 33 anos de profissão, que dedica sua vida à medicina com a paixão de um garoto, pode ser contada em flores. E são muitas.

 
Filho do lendário neurocirurgião Paulo Niemeyer, pioneiro da microneurocirurgia no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer, Paulo escolheu a medicina ainda adolescente.

Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Quinze dias depois de formado, com 23 anos, mudou-se para a

Inglaterra, onde foi estudar neurologia na Universidade de Londres.

De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina. Ao todo, sua formação levou 20 anos de empenho absoluto.



Mas a recompensa foi à altura. Apaixonado por seu ofício, Paulo chefia hoje os serviços de neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente, onde atende e opera de segunda a sábado, quando não há uma emergência no domingo, e ainda encontra tempo para dar aulas no curso de pós-graduação em neurocirurgia na PUC-Rio.


Revista PODER: Seu pai também era neurocirurgião. Ele o influenciou?

PAULO NIEMEYER: Certamente. Acho que queria ser igual a ele, que era o meu ídolo.



PODER: Seu pai trabalhou até os 90 anos. A idade não é um complicador para um neurocirurgião? Ela não tira a destreza das mãos, numa área em que isso é crucial?

PN: A neurocirurgia é muito mais estratégia do que habilidade manual. Cada caso tem um planejamento específico e isso já é a metade do resultado. Você tem de ser um estrategista..

 

PODER: O que é essa inovação tecnológica que as pessoas estão chamando de marcapasso do cérebro?

PN: Tem uma área nova na neurocirurgia chamada neuromodulação, o que popularmente se chama de marcapasso, mas que nós chamamos de estimulação cerebral profunda. O estimulador fica embaixo da pele e são colocados eletrodos no cérebro, para estimular ou inibir o funcionamento de alguma área. Isso começou a ser utilizado para os pacientes de Parkinson. Quando a pessoa tem um tremor que não controla, você bota um eletrodo no ponto que o está provocando, inibe essa área e o tremor pára. Esse procedimento está sendo ampliado para outras doenças. Daqui a um ou dois anos, distúrbios alimentares como obesidade mórbida e anorexia nervosa vão ser tratados com um estimulador cerebral.Porque não são doenças do estômago, e sim da cabeça.



PODER: O que se conhece do cérebro humano?

PN: Hoje você tem os exames de ressonância magnética, em que consegue ver a ativação das áreas cerebrais, e cada vez mais o cérebro vem sendo desvendado.
Ainda há muito o que descobrir, mas com essas técnicas de estimulação você vai entendendo cada vez mais o funcionamento dessas áreas. O que ainda é um mistério é o psiquismo, que é muito mais complexo. Por que um clone jamais será igual ao original?
Geneticamente será a mesma coisa, mas o comportamento depende muito da influência do meio e de outras causas que a gente nunca vai desvendar totalmente.

 
PODER: Existe uma discussão entre psicanalistas e psiquiatras, na qual os primeiros apostam na melhora por meio da investigação da subjetividade, e os últimos acreditam que boa parte dos problemas psíquicos se resolve com remédios. Qual é sua opinião?

PN: Há casos de depressão que são causados por tumores cerebrais: você opera e o doente fica bem. Há casos de depressão que são causados por deficiência química: você repõe a química que está faltando e a pessoa fica bem. Numa época em que se fazia psicocirurgia existiam doentes que ficavam trancados num quarto escuro e quando faziam a cirurgia se livravam da depressão e nunca mais tomavam remédio. E há os casos que são puramente psíquicos,emocionais, que não têm nenhuma indicação de tomar remédio.



PODER: Já existe alguma evolução na neurologia por causa das células-tronco?

PN: Muito pouco. O que acontece com as células-tronco é que você não sabe ainda como controlar. Por exemplo: o paciente tem um déficit motor, uma paralisia, então você injeta lá uma célula-tronco, mas não consegue ter certeza de que ela vai se transformar numa célula que faz o movimento. Ela pode se transformar em outra coisa, você não tem o controle, ainda.



PODER: Existe alguma coisa que se possa fazer para o cérebro funcionar melhor?

PN: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.



PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.



PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.



PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.



PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.



PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.



PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha, não é?



PODER: Você não vê contraindicações na manipulação dos processos naturais da vida?

PN: O que é perigoso nesse progresso todo é que, assim como vai criar novas soluções, ele também trará novos problemas. Com a genética, por exemplo, você vai fazer um exame de sangue e o resultado vai dizer que você tem 70% de chance de ter um câncer de mama. Mas 70% não querem dizer que você vai ter, até porque aquilo é uma tendência. Desenvolver depende do meio em que você vive, se fuma, de muitos outros fatores que interferem. Isso vai criar um certo pânico. E, além do mais, pode criar problemas, como a companhia de seguros exigir um exame genético para saber as suas tendências. Nós vamos ter problemas daqui para frente que serão éticos, morais, comportamentais, relacionados a esse conhecimento que vem por aí, e eu acho que vai ser um período muito rico de debates.


PODER: Você acredita que na hora em que as pessoas puderem decidir geneticamente a sua hereditariedade e todo mundo tiver filhos fortes e lindos, os valores da sociedade vão se inverter e, em vez do belo, as qualidades serão se a pessoa é inteligente, se é culta, o que pensa?

PN: Mas aí você vai poder escolher isso também. Esse vai ser o problema: todo mundo vai ser inteligente. Isso vai tirar um pouco do romantismo e da graça da vida. Pelo menos diante do que a gente está acostumado. Acho que a vida vai ficar um pouco dura demais, sob certos aspectos. Mas, por outro lado, vai trazer curas e conforto.



PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.


 
PODER: Já aconteceu de você recomendar um procedimento e a pessoa não querer fazer?

PN: A gente recomenda, mas nunca pode forçar. Uma coisa é a ciência, e outra é a medicina. A pessoa, para se sentir viva, tem de ter um mínimo de qualidade. Estar vivo não é só estar respirando. A vida é um conjunto. Há doentes que preferem abreviar a vida em função de ter uma qualidade melhor. De que adianta ficar ali, só para dizer que está vivo, se o sujeito perde todas as suas referências, suas riquezas emocionais, psíquicas. É muito difícil, a gente tem de respeitar muito.



PODER: Como é o seu dia a dia?

PN: Eu opero de segunda a sábado de manhã, e de tarde atendo no consultório. Na Santa Casa, que é o meu xodó, nós temos 50 leitos, só para pessoas pobres. Eu opero lá duas vezes por semana. E, nos outros dias, na Clínica São Vicente. O que a gente mais opera são os aneurismas cerebrais e os tumores. Então, é adrenalina todo dia. Sem ela a gente desanima e o cérebro funciona mal. (risos)



PODER: Você é workaholic?

PN: Não é que eu trabalhe muito, a minha vida é aquilo. Quando viajo, fico entediado. Depois de alguns dias, quero voltar. Você perde a sua referência, está acostumado com aquela pressão, aquele elástico esticado.



PODER: Como você lida com a impotência quando não consegue salvar um paciente?

PN: É evidente que depois de alguns anos, a gente aprende a se defender. Mas perder um doente faz mal a um cirurgião. Se acontece, eu paro com o grupo para discutir o que se passou, o que poderia ter sido melhor, onde foi a dificuldade. Não é uma coisa pela qual a gente passe batido. Se o cirurgião acha banal perder um paciente é porque alguma coisa não está bem com ele mesmo.



PODER: Como você lida com as famílias dos seus pacientes?

PN: Essa relação é muito importante. As famílias vão dar tranquilidade e confiança para fazer o que deve ser feito. Não basta o doente confiar no médico. O médico também tem de confiar no doente. E na família. Se é uma família que cria caso, que é brigada entre si, dividida, o cirurgião já não tem a mesma segurança de fazer o que deve ser feito. Muitas vezes o doente não tem como opinar, está anestesiado e no meio de uma cirurgia você encontra uma situação inesperada e tem de decidir por ele. Se tem certeza de que ele está fechado com você, a decisão é fácil. Mas se o doente é uma pessoa em quem você não confia, você fica inseguro de tomar certas decisões. É uma relação bilateral, como num casamento. Um doente que você opera é uma relação para o resto da vida.



PODER: Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando você acaba de operar, vai até a família e diz: "Ele está salvo". Aí, a família olha pra você e diz: "Graças a Deus!". Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.



PODER: Como você relaxa?

PN: Estudando. A coisa que mais gosto de fazer é ler. Sábado e domingo, depois do almoço, gosto de sentar e ler, ficar sozinho em silêncio absoluto.



PODER: E o que gosta de ler?

PN: Sobre medicina ou história. Agora estou lendo um livro antigo, chamado Bandeirantes e Pioneiros, do Vianna Moog, no qual ele compara a colonização dos Estados Unidos com a do Brasil. E discute por que os Estados Unidos, com 100 anos a menos que o Brasil, tiveram um enriquecimento e um progresso tão rápidos. Por que um país se desenvolveu em progressão geométrica e o outro em progressão aritmética.
 
 
 
Fontes das imagens:




sexta-feira, 18 de março de 2011

Dra. Nise Yamaguchi - "Um anjo vindo do céu"



Dizer que a Dra. Nise Yamaguchi é um ser humano extraordinário significa pouco, se a gente quiser realmente fazer jus a esta Oncologista, de 51 anos, filha de imigrante japonês. Ela dorme de 3 a 5 horas por noite; fala quatro idiomas fluentemente, inclusive o alemão, e se comunica em outros 3, entre eles o japonês. É diretora do Instituto Avanços em Medicina, em São Paulo, membro do Comitê Internacional da Sociedade Americana de Oncologia Clínica e consultora do International Prevention and Research Institute, em Lyon, na França, para citar apenas algumas de suas atividades. É comum encontrá-la à uma da manhã pelos corredores do Hospital Sírio Libanês, visitando seus pacientes. Todos eles amam esta médica inquieta, cientista brilhante, que trata cada um deles “como meus heróis anônimos”. Muitos se referem a ela como “uma luz”, “um anjo vindo do céu”.



Maya Santana – O número de casos de câncer está mesmo aumentando?

R - Os casos estão aumentando, mas também estamos vivendo mais. O queacontece é que o câncer é uma doença causada por mutação de células, pela transformação do meio onde a célula está crescendo. O fato de estar havendo um crescimento do número de pacientes tem uma relação com o lado hereditário da pessoa, com o meio ambiente, o estilo de vida. Se ela fuma, bebe, pratica sexo inseguro,tendo mais infecções virais, está sujeita a diversos tipos de câncer relacionados a estes fatores, como câncer de pulmão, de estômago, de esôfago, de pâncreas, de bexiga, de colo de útero. Se ela tem obesidade, é sedentária, fabrica mais fatores semelhantes à insulina, dentre outros, e pode ter mais câncer de mama, de próstata, colon e

útero(endométrio). E há ainda a questão do excesso de fertilizantes, adubos e inseticidas usados nos alimentos. Tudo isso está ocasionando uma avalanche de fatores químicos e propiciadores de câncer para o organismo lidar.



MS – O tipo de alimentação da pessoa influencia muito…

R - O excesso de carne vermelha, de hormônios, corantes e conservantes faz com que haja mutações celulares. E os produtos industrializados, principalmente, têm muito destas substâncias. Hoje em dia, a maioria das

frutas, legumes e saladas também contêm uma quantidade muito grande de agrotóxicos. Tudo isto leva a muitas doenças, que vão sendo tratadas pela moderna medicina. Outro fato importante no aparecimento do câncer é a idade, com a diminuição de um fragmento do DNA chamado telômero e a tendência a mutações acumuladas ao longo do tempo, em diversas células do organismo, expostas a substâncias indutoras de câncer. Como estamos vivendo mais tempo, as células ficam mais expostas a mutações. Houve a época dos poetas que morriam de tuberculose com 25/30/40anos. Hoje, a expectativa de vida do brasileiro é de mais de 70 anos. E ainda o homem vive menos do que a mulher, porque se cuida menos. A saúde do homem é pior do que a da mulher.



MS – Por que o homem se cuida menos?

R - Eu acho que é porque ainda não entrou nos hábitos dele se cuidar. Ele bebe mais, fuma mais, tem mais problemas com a obesidade. É cultural. Não vai ao médico de jeito nenhum, só quando precisa. Já a mulher, vai ao ginecologista, faz a prevenção. Ele costuma ser mais sedentário. O sedentarismo cria uma

dificuldade para o organismo lidar com os estresses, porque a pessoa vai sobrecarregando o organismo em nível cardiovascular. Passa a não gastar toda a energia que consome. Hoje, consumimos mais alimentos do que o organismo precisa. Isso é incrível, porque nós temos muitas pessoas que passam fome e tantas pessoas que comem mais do que necessitam.



MS – O que nos leva a comer mais do que precisamos?

R - Além de comer para sobreviver, hoje, há muitos estímulos, excesso de oferta de alimentos. Mas, além disso, está havendo uma confusão entre afeto e comida. As pessoas não têm tempo mais para as outras. Elas não se cultivam mais e, muitas vezes, a comida entra como uma tentativa de substituir o prazer da convivência, o prazer de se sentar calmamente em torno de um fogo e conversar. Tudo se passa em torno da mesa, no almoço e no jantar. Inclusive, engole-se os problemas também. E, acaba se comendo mais. Além disto, a falta de tempo faz com que se consumam mais alimentos industrializados, com grande quantidade de sal e gordura na dieta.



MS – Há um tipo de pessoa com um perfil mais propenso a contrair o câncer?

R - Há uma grande discusssão na humanidade, se o câncer tem origem psicossomática ou não. O que nós sabemos é que ele é causado por múltiplos fatores. Tem uma parte genética, uma parte comportamental, ambiental e há uma outra que é imponderável, porque basta uma célula ter mutações graves e não ser vista pelo sistema do organismo para se tornar uma célula tumoral. Agora, será que isso é tão aleatório assim? É difícil de dizer. Mas, as nossasemoções interferem em nossa área imunológica. A depressão, a raiva, a

ansiedade e a angústia atuam nas mesmas vias que o estresse atua. A pessoa aumenta a produção de adrenalina e reduz a de serotonina, que é o hormônio do prazer.



MS – E qual é a conseqüência disso?

R - A produção excessiva de adrenalina pode aumentar a de cortisona pelas glândulas supra-renais e baixar a imunidade do organismo. Alguns estudos psicossomáticos relatam que o tipo de personalidade ou de comportamento do indivíduo pode estar mais relacionado à evolução da doença. Uma coisa que a gente sabe é que quando a pessoa já está doente, aquela que luta vai melhor; abaixo, vem aquela que nega a doença; em seguida, vem a que aceita a doença resignadamente; e, por último, a que vai pior, é aquela que

está totalmente desistente, não tem esperanças. O que quero dizer é que, estudos científicos mostram que o comportamento da pessoa frente a doença faz diferença. Uma outra coisa, é a adesão das pessoas aos

tratamentos. Quando se tem uma rede de amigos, quando se sente apoiada, quando se relaciona bem com os profissionais de saúde que estão cuidando dela, a pessoa também evolui melhor. Nós somos seres gregários, basicamente. Em todas as culturas as pessoas buscam umas às outras. E esse é um dos elementos mais importantes para se combater uma doença.



MS – É possível uma pessoa se curar, se livrar completamente de um câncer?

R - Todo câncer tem cura, quando é detectado precocemente. Isso é de extrema importância. Quando o câncer é detectado em estágios mais avançados, é preciso ressaltar que o peso dos nossos medos, das nossas angústias, ocupam um espaço muito grande em nossa psique. E muitas vezes minam a capacidade de se ir em frente. É fundamental que a pessoa tenha consciência do problema, que o enfrente adequadamente. Mas, temos que buscar ver mais acima. O ser humano precisa da esperança, senão a gente não levanta

da cama nem um dia. Se acharmos que o mundo é péssimo, que não vai melhorar, que está tudo ruim, não vamos querer sair de casa. Isso tudo se aplica no combate à doença, que exige de você o máximo que você pode dar e mais um pouco.



MS – O que se pode fazer de concreto para evitar o câncer?

R - Existe o lugar comum da prevenção. Todo mundo fala: comer várias porções de verdura, saladas e frutas; fazer exercícios, procurar o médico aos primeiros sintomas, fazer Papanicolaou, mamografia, exame de próstata, exame de intestino. Mas, por que as pessoas sabem disso e não fazem? Todo mundo sabe o que não deve fazer: não fumar, não beber, descansar, diminuir o estresse, fazer exercício. Tudo isso é absolutamente verdadeiro. Está estampado em todas as revistas, em todos os lugares.



MS – Por que as pessoas agem assim?

R - Esta é a grande questão. Por que as pessoas não fazem isso? Quais são os pontos cegos que fazem com que uma pessoa não enxergue os sintomas e fique chupando balinha para um câncer de garganta, tomando um xaropinho para um câncer de pulmão. Tomando analgésicos quando tem lesão nos ossos. O que acontece que faz com que a gente tenha uma área cega dentro de nós mesmos, que não percebe os sintomas? O que faz com que o nosso organismo não perceba uma célula doente e não se torne mais sadio? Como é que o organismo perde a auto-regulação? Para se ter saúde, precisa haver um equilíbrio perfeito do organismo em sintonia com o meio ambiente.



MS – A senhora é conhecida pela medicina humanista que pratica. Fale um pouco da maneira como lida com o paciente.

R - O que eu faço numa consulta é tentar achar junto com a pessoa do por quê a vida dela vale a pena, o significado da vida dela, para ela e para aqueles que estão em volta, para o mundo. Isso, para mim, é tão essencial quanto chegar ao diagnóstico e ao tratamento. Geralmente, eu vejo os exames antes de a pessoa entrar e já tenho uma idéia do tratamento que tenho que fazer. Eu coleto as minhas informações mas, em essência, o que quero é conhecer esta pessoa que está na minha frente. Isso é extremamente importante para o tratamento que eu vou oferecer.



MS – É um encontro terapêutico?

R - Exatamente. E esse encontro terapêutico é parte essencial do tratamento. Ele tem um efeito estimulador na psique do paciente, de diminuição dos medos, diminuição das angústias, aumentando a capacidade de

enfrentamento. Costumo dizer que os meus pacientes são os meus heróis anônimos, pela coragem de ir em frente; pela coragem de ousar. As chances de o tratamento surtir efeito são individuais, por isso, é muito importante para mim resgatar no indivíduo a vontade de viver. Se eu pudesse passar uma mensagem para as pessoas com mais de 50 anos, e para as com menos de 50 também, é que a vida vale a pena.



MS – A senhora consegue convencê-los de que vale a pena viver?

R - O que digo a eles é que temos que ser muito criativos, porque a vida exige de nós o tempo todo. Ao mesmo tempo, é uma luta prazeirosa, se soubermos olhar a paisagem; se soubermos usufruir dos contactos humanos que vamos tendo ao longo do caminho. Quando eu penso no meu dia, saindo de um hospital e entrando em outro, eu penso também nas pessoas que encontro pelos corredores, os ascensoristas, os porteiros, as atendentes da lanchonete, as copeiras. Todos nós nos olhamos, nos vemos. Eles percebem quando eu não vou, eles me cumprimentam alegremente, ajudam espontaneamente, são nutritivos para um dia conturbado.



MS – Ajudam a tornar a vida mais leve…

R - O que nós precisamos é aprender a olhar, a enxergar. Precisamos ter os olhos da alma muito abertos para conseguirmos olhar além das formas, das aparências e conectarmos com os nossos seres amados de coração para coração. Eu acho que não existe tempo, não existe espaço quando estamos conectados pelo amor. Amor é uma energia que move montanhas, nos estimula a viver, estabelece parcerias com as pessoas que vamos encontrando e que consegue tirar as pessoas de momentos tensos e graves exatamente por essa força transformadora que tem.



MS – A senhora devota a vida a este amor?

R - Sim. Amor à Ciência, ao Ser Humano, ao Conhecimento, à qualidade de vida, à possibilidade de servir, à possibilidade de atuar e modificar os ambientes. Eu acredito muito na união das pessoas. Você junta pessoas que têm capacidades intelectuais maravilhosas você vai conseguir um resultado que é diferente da somatória individual. Também é muito importante estarmos olhando para nós como indivíduos. Quais são as questões que precisamos melhorar dentro de nós para que sejamos seres humanos melhores.
 
 
 
Parabéns a Dra. Nise Yamaguchi pela grandiosa contribuição à vida!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cigarro e medicamentos, uma combinação nada correta.

Cigarro reduz o efeito de medicamentos.



O hábito de fumar diminui as concentrações atingidas pelo antibiótico testado


 
Todos os fumantes sabem os males que o tabagismo causa ao organismo das pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) é fator de risco para mais de 50 doenças e responsável por 200 mil mortes por ano no Brasil. Mas agora um estudo de graduação da faculdade de Odontologia de São Leopoldo Mandic, com sede em Campinas, sugere que o cigarro pode afetar de forma negativa a atuação de antibióticos e interferir na eficácia do tratamento proposto.

 
A pesquisa é de Fabiana Pinchetti Nolasco, para chegar ao resultado foi preciso avaliar a biodisponibilidade (quantidade efetiva do medicamento) do antibiótico Metronidazol em pacientes fumantes, normalmente receitado em casos de tratamentos de doenças periodontais, como gengivite e periodontite, além de tratamentos ginecológicos, entre outros.

 
A universitária selecionou um grupo de pessoas que fumavam 20 cigarros por dia e um grupo de não fumantes. O objetivo foi analisar a concentração do Metronidazol na corrente sanguínea e na saliva antes, durante e após a ingestão do medicamento nestes pacientes, para verificar se o hábito de fumar diminui as concentrações normalmente atingidas pelo antibiótico testado.


Foi possível notar que, o cigarro pode interferir na ação do Metronidazol no organismo de fumantes, significando alteração de sua metabolização e uma provável interferência na eficácia do tratamento de doenças com o uso deste medicamento.

 
Segundo Christiane Toriy, odontóloga e tutora do Portal Educação, o trabalho desenvolvido tem por objetivo demonstrar que o cigarro reduz a eficácia do medicamento metronidazol. “Sabemos que, uma parcela de qualquer medicação administrada via oral é perdida, no entanto, o cigarro aumenta ainda mais essa quantidade a ser absorvida pelo organismo”, completa Toriy.



Fontes:
http://www.portaleducacao.com.br
http://amigosdasveredas.blogspot.com/2010/11/souza-cruz-nao-pode-mais-contratar.html

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Acabe com o estresse treinando a mente


O que é estresse? É um instinto. O corpo reage quando se depara com uma ameaça. Real ou imaginária. A pressão arterial sobe, a freqüência cardíaca aumenta, a respiração fica ofegante, os músculos ficam tensos, dá dor de barriga.

Observem que eu disse ameaça real ou imaginária, você pode tanto estar sendo atacado por uma pessoa furiosa como pode estar imaginando que o namorado vai romper com você porque está um ar distante, ou que o chefe vai te demitir, independente disso ser verdade, se te passou pela cabeça o corpo acredita e começa a reagir como se fosse verdade. Na realidade seu cérebro não sabe o que é real, tanto o que você apenas pensa, como o que você vive de fato, é percebido pelo cérebro como realidade.

E tem pesquisadores desenvolvendo técnicas pra que a gente possa treinar a mente da gente pra ser mais feliz. Isso dá mesmo pra ser feito pelo seguinte motivo:

Você é do jeito que é, ou seja, infeliz, entusiasmado, cismado, carrancudo, pró-ativo, enfim, tanto suas qualidades como defeitos psicológicos vem de três fontes. Uma é a genética. Você é assim porque recebeu gens que determinam seu estado de humor. Mas não é só a genética, tem também o ambiente, ou seja, você é do jeito que é porque aprendeu ser assim, aprendeu porque lhe disseram pra ser assim, “menina dê a vez para as outras pessoas” aí você aprende que você nunca tem vez, que todo mundo é mais importante que você. Aprendeu porque viu exemplos de pessoas sendo assim, viu seu pai ser demitido e ficar em casa arrasado, e com isso aprendeu que não adianta lutar, o negócio é desistir.


Se você teve um pai que vivia dizendo “ninguém é amigo de ninguém, todo mundo trai quando tem uma oportunidade”, claro que você vai aprender a ser inseguro, você aprende a ter uma visão negativa a respeito das pessoas. E claro que você vai aplicar isso nos seus relacionamentos pro resto da vida, qualquer amigo ou namorado que arrumar vai viver sob seu olhar desconfiado. Enfim, a vida ensina de tudo quanto é jeito. Mas a terceira fonte é a mais bacana, você é do jeito que é por sua causa mesmo. É isso aí! você pode contar com você pra ser o que você quiser ser. Ou seja, através de atividades intencionais você pode determinar o quanto será feliz.

Ou seja... você pode se treinar a se sentir melhor, independente do que esteja acontecendo na sua vida. O seu cérebro vai acompanhar esse treino e vai se alterar. Você vai funcionar diferente. Quer ver um exemplo. Monges budistas, que treinam meditação muito intensamente trabalhando a compaixão, eles tem a parte do cérebro responsável pela empatia e pelo altruísmo bem aumentada, esse é o lado esquerdo do cérebro. As conexões entre as células nervosas ficam mais fortes, é como quando você faz musculação, as conexões entre as fibras do músculo do seu braço ficam mais fortes. Mudar os pensamentos é como fazer musculação no seu cérebro.

Além de aprender porque me faz bem saber que no mundo não tem só desgraça, tem ciência pesquisando e entendendo como a cabeça do ser humano funciona e desenvolvendo estratégias pra uma vida muito mais equilibrada, eu aprendo porque posso aplicar na clinica com cada paciente meu e ver o resultado ali na minha frente.
 
(Marisa de Abreu - Psicóloga)
 
 
 
Leia o texto na íntegra no site da própria Dra. Marisa de Abreu: http://www.marisapsicologa.com.br/Acabe_com_o_estresse_treinando_a_mente
 
 
O texto é excelente!!!