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sábado, 29 de janeiro de 2011

Desejo



Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda pass ar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade



Sugestão de site e fonte:
http://fontanablog.blogspot.com/2009/01/bar-poesia-carlos-drummond-de-andrade.html

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Livro: O que realmente importa?





O livro fala das nossas escolhas e da importância de alguns fatores em nossa vida, mas a essência desse livro é que toda escolha reflete diretamente em nossas vidas.

Escolhemos as coisas para agradar os outros? Ou porque nos faz bem?

É com esse questionamento, o autor Anderson Cavalcante nos leva à uma reflexão da nossa missão aqui na Terra.

E mais do que isso, nos faz perguntar "O que realmente importa" em nossas vidas?

Essa é a minha sugestão de leitura.

Faça suas Escolhas!

Qual é a importância de uma escolha? Quantas vezes escolhemos nossos caminhos sem nos darmos conta do impacto que uma simples escolha pode representar em nossas vidas? Quantas vezes, no impulso de resolver algo que nos inquieta, decidimos sem pesnar nas consequências da decisão tomada

Saiba que cada uma das escolhas que fazemos na vida, até mesmo as aparentemente sem importância, gera consequências que nos acompanham por toda a existência. Por isso, é fundamental que cada escolha seja feita conscientemente, porque elas definirão nosso futuro.

Estou falando de todas as escolhas que você faz. Estou falando de todas aquelas decisões que tomamos no dia a dia, as pequenas e as grandes, as simples e as complexas, aquelas nas quais pensamos muito antes de tomar e aquelas que tomamos sem pensar.

Geralmente não percebemos que a cada passo deixaremos uma marca que perduar[a para sempre. Quer exemplo maior do que a escolha da pessoa com a qual você quer construir uma vida? Acertar nessa decisão, para ambos os lados, faz toda a diferença. Uma pessoa ou um marido podem tanto levar para o alto quanto afundar seu parceiro. Não existe meio-termo. É uma questão de resultado da escolha.

Cada vez que optamos, estamos redefinindo nossos caminhos. A cada escolha você se aproximar de seu desejado destino ou se afastar completamente dele. O futuro é consequência das escolhas que fazemos no presente. Por isso, é fundamental que você reflita: quais são os motivos por trás de suas escolhas? O que o move para fazer as escolhas de sua vida? Vou provocá-lo mais: por que você escolheu fazer a faculdade que fez ou está fazendo? Era realmente a que você queria ou é algo que lhe impuseram?...

Talvez você esteja dizendo: "Mas de que adianta ficar pensando nas escolhas que eu já fiz?". Porque é ótimo saber onde estamos, reconhecer onde acertamos e onde erramos. Com essa consciência, podemos permanecer onde estamos, o que também é uma escolha, ou podemos desbravar novos caminhos, almejar novas possibilidades e mudar.

Ter clareza do porquê de suas escolhas irá contribuir muito para que você tenha uma vida mais calcada em certezas. Não estou falando da certeza de que tudo dará certo na sua vida, até porque a vida não teria graça se tivéssemos certeza de tudo que ainda vamos viver.

Se você fizer escolhas com discernimento, escolhas alinhadas à sua missão, a seus valores, à sua essência, estará sendo cada vez mais profundo e maduro em todas as suas atitudes, estará sendo você, de cara limpa, onde estiver.


Faça suas escolhas, busque aquelas que vão completá-lo, não aceite nenhuma escolha que o distancie de você mesmo, prefira sempre sua verdade; assim você estará, a cada escolha, dando um passo em direção ao seu propósito e será capaz de se sentir plenamente realizado.


AUTOR: ANDERSON CAVALCANTE (texto retirado do livro: "O que realmente importa?")

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

José

E AGORA, José?
A FESTA acabou,
A LUZ apagou,
O POVO sumiu,
A NOITE esfriou,
E AGORA, José?
E AGORA, você?
VOCÊ que é sem nome,
QUE ZOMBA dos outros,
VOCÊ que faz versos,
QUE AMA, protesta?
E AGORA, José?

ESTA sem mulher,
ESTA sem discurso,
ESTA sem carinho,
Já não PODE beber,
Já não PODE fumar,
Cuspir já não PODE.
A noite ESFRIOU,
O dia não VEIO,
O bonde não VEIO,
O risco não VEIO,
NÃO VEIO a utopia,
E tudo ACABOU,
E tudo FUGIU,
E tudo MOFOU,
E AGORA, José?

E AGORA, José?
SUA DOCE palavra,
SEU INSTANTE de febre,
SUA GULA e jejum.
SUA BIBLIOTECA.
SUA LAVRA de ouro,
SEU TERNO de vidro,
SUA INCOERÊNCIA,
Seu ódio - E AGORA?
COM A CHAVE na mão,
Quer ABRIR a porta,
Não EXISTE porta.
Quer MORRER no mar,
Mas o MAR secou.
Quer IR para Minas,
MINAS não há mais,
José e AGORA?

Se você GRITASSE,
Se você GEMESSE,
Se você TOCASSE,
A VALSA Vienense,
Se você DORMISSE,
Se você CANSASSE,
Se você MORRESSE,
Mas você não MORRE,
VOCÊ É DURO, José!

SOZINHO no escuro,
Qual BICHO-do-mato,
SEM TEOGONIA,
SEM PAREDE nua,
para se ENCOSTAR,
SEM CAVALO preto
QUE FUJA a galope,
Você MARCHA, José?
José, PARA ONDE?



CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Silêncio




SILÊNCIO




É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembranças de palavras. Se és morte, como te alcançar.

É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível - sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro - tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz.

A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes.

Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas.

Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece.

O coração bate ao reconhecê-lo.

Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta - como ardemos por ser chamados a responder - cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga - como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença.

Até que se descobre - nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio.

Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror - o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio.

Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssemos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. E este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio.

Se não há coragem, que não se entre. Que se espere o resto da escuridão diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que se espraia de dentro de nós. Que se espere. Um insolúvel pelo outro. Um ao lado do outro, duas coisas que não se vêem na escuridão. Que se espere. Não o fim do silêncio mas o auxílio bendito de um terceiro elemento, a luz da aurora.

Depois nunca mais se esquece. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo - de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia - ei-lo. E dessa vez ele é fantasma.



Clarice Lispector- "Onde estivestes de noite?"


Fontes:
http://www.sotextos.com/silencio.htm
http://gentedefe.com/bandaexultajesus/2010/04/19/

sábado, 7 de agosto de 2010

Livro: "Qual é o seu lugar no mundo?"

Minha sugestão de leitura hoje:




"Seria bom se Deus colocasse placas de sinalização para nos indicar o talento e o caminho a seguir: "Venha por aqui". Eu mesmo gostaria que Ele tivesse posto um outdoor bem na frente de minha casa. Mas, se Ele fizesse isso, acho que as coisas não teriam graça. Costumo dizer que a vida não tem ensaio, é uma contínua estréia, e o improviso é a gente que faz".



"Qual o seu lugar no mundo?"



A resposta a essa pergunta não é rápida nem fácil. Num mundo cada vez mais complexo e acelerado, tendo de lidar com o excesso de pressão e o estresse do cotidiano, as pessoas acabem fazendo escolhas que as leva a trilhar caminhos opostos a seus desejos. Temos que descobrir e seguir nossos verdadeiros propósitos, mostrando como evitar as armadilhas que nos afastam da pessoa que desejamos ser. Com isso saberemos com certeza qual é nosso lugar no mundo. Descubra qual é o seu!".


Leila Navarro


Mais sobre a escritora Leila Navarro encontra no site http://www.leilanavarro.com.br/

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Livro: A Cama na Varanda



A "Cama na Varanda" discute de modo revolucionário a história sexual humana, desde a valorização da mulher na Antiguidade ao surgimento do patriarcalismo e às novas normas sociais, Regina Navarro Lins apresenta uma combinação de levantamento histórico e exemplos do dia-a-dia que se tornou referência nos estudos sobre o comportamento humano sexual e afetivo. Nesta nova edição, revista e ampliada, a autora traz à tona uma das principais dúvidas que permeiam os relacionamentos atuais: estabilidade ou liberdade? A partir dessa questão, novas formas de amar passam a ser consideradas, fazendo com que o amor romântico, cultivado há séculos pela sociedade, comece, aos poucos, a sair de cena.


Fonte:

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Livro: Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago


Ensaio Sobre a Cegueira (José Saramago)

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."



Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, é um livro que nos faz enxergar e, muito mais do que isso, nos faz temer a própria humanidade frente a uma situação de caos. A partir de uma súbita e inexplicável epidemia de cegueira, Saramago nos guia para a desorganização e a superação dos valores mais básicos da sociedade, transformando seus personagens em animais egoístas na sua luta pela sobrevivência.

O livro já começa duro e assustador. No segundo parágrafo deparamo-nos com o grito de um personagem: "Estou cego". E a maneira como Saramago escreve, com poucos pontos, muitas vírgulas e discurso corrente, faz com que os acontecimentos passem pela mente do leitor com uma velocidade incrível: vão-se cegando vários personagens sem que possamos dar uma pausa para respirar. E quando finalmente resolvemos parar, percebemos que o autor não deu nome à cidade, não datou os acontecimentos e manteve seus personagens anônimos, conhecidos apenas como "a mulher do médico", "o homem da venda preta", "a rapariga dos óculos escuros" ou "o cão das lágrimas". Deixando este relato tão aberto à imaginação do leitor, é impossível não temermos uma verdadeira epidemia, imaginarmos como agiriam as autoridades em uma situação como essa, como o medo faria vir à tona os instintos mais escondidos dos homens.

No entanto, entre tantos cegos presos em um manicômio por ordem governamental, existe uma mulher que ainda consegue enxergar. É a esposa do médico, que faz lembrar outra personagem de Saramago: Blimunda, de Memorial do Convento. Blimunda tinha a capacidade de enxergar o interior das pessoas, mas nem por isso sentia-se afortunada, pois algumas vezes tinha que ver aquilo que não queria. Da mesma maneira, a mulher do médico é a única que pode ver as belas e horrorosas imagens descritas pelo autor, seja o lindo banho de chuva das mulheres na varanda ou os cachorros que devoram o cadáver de um homem na rua. Ela não sabe se é abençoada ou amaldiçoada por poder enxergar em uma terra de cegos.

Da mesma forma, o velho da venda preta (apesar de antes da cegueira enxergar apenas com um dos olhos) relata o que acontece do lado de fora do manicômio, através das notícias do rádio e do que via quando ainda estava do lado de fora. É ele que abre os olhos do leitor para a realidade do mundo, o caos que pode-se instalar a qualquer momento, as atitudes impensadas de quem está no poder tentando isolar o problema ao invés de estudá-lo. Regras são quebradas, pois ninguém mais vê quem está agindo errado; os mais fortes abusam do poder; e o instinto de sobrevivência vai tomando conta dos homens.

Ao final de Ensaio sobre a Cegueira, o leitor está encantado com a literatura de Saramago e assustado com a dúvida que o autor nos coloca indiretamente: É assim que os homens verdadeiramente são? É preciso cegarem-se todos para que enxerguemos a essência de cada um?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dica de livro: O Código da Inteligência





Lançado em 2008, “O Código da Inteligência”, do psiquiatra Augusto Cury, figura por dezenas de semanas na lista de mais vendidos da Revista Veja.

O livro, que decodifica o complexo processo de formação da inteligência, caiu no gosto popular e chegou a mais de 260 mil cópias vendidas.

Editado pela Thomas Nelson Brasil, “O Código da Inteligência” foi um marco na editora, conhecida por publicar autores estrangeiros no Brasil. “Cury foi um dos nossos primeiros autores brasileiros e, agora, temos a confirmação de que foi uma boa escolha”, comemora Carlo Carrenho, publisher da Thomas Nelson Brasil.

Também em 2009, a parceria entre autor e editora rendeu um outro fruto: o lançamento mundial de “Think and Make it Happen”, pela gigante norte-americana Thomas Nelson Publishers.
"Trata-se de um livro de Psciologia e não de auto-ajuda como já vi vinculado nas livrarias. Eu o li e fiquei surpreso com o que descobri e aprendi sobre os truques que a nossa inteligência nos prega e nos avança para o futuro". André Ribeiro

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sonhos


OS SONHOS ALIMENTAM A VIDA

Os sonhos são como o vento, você os sente, mas não sabe de onde eles vieram nem para onde vão. Eles inspiram o poeta, animam o escritor, arrebatam o estudante, abrem a inteligência do cientista, dão ousadia ao líder. Eles nascem como flores nos terrenos da inteligência e crescem nos vales secretos da mente humana, um lugar que poucos exploram e compreendem.
Moíses, Maomé, Buda, Confúcio, Sócrates, Platão, Sêneca, Abraham Lincoln, Gandhi, Einstein, Freud, Max Weber, Marx, Kant, Thomas Edison, Machado de Assis, Sun Tzu, Khalil Gibran, John Kennedy, Hegel, Maquiavel, Agostinho e muitos outros foram grandes sonhadores.

Estes homens mudaram a história porque tiveram grandes projetos. Tiveram grandes projetos porque viveram grandes sonhos. Seus sonhos aliviaram suas dores, trouxeram esperanças nas perdas, renovaram suas forças nas derrotas. Seus sonhos transformaram sua inteligência num solo fértil.

Deus também sonha? A arquitetura do universo com bilhões de galáxias e seus infinitos fenômenos parece gritar que não apenas existe um Deus por detrás da cortina da existência, como esse Deus tem um grande sonho! No entanto, parece que só os sensíveis ouvem a Sua voz. Descobrir o sonho do Arquiteto da Vida, independente de uma religião, é a responsabilidade e talvez o maior desafio de cada ser humano.

Augusto Cury em seu livro "Nunca desista de seus sonhos".

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mensagem do dia: Marina Colasanti

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não deveia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olhar para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

Marina Colasanti em seu livro "Eu sei, mas não devia".

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Literatura: Poema da Noite

Poema da Noite

Já chorei vendo fotos e ouvindo musica;
Já liguei só para ouvir uma voz;
Me apaixonei por um sorriso;
Já pensei que fosse morrer de saudade;
E tive medo de perder alguem especial... (e acabei perdendo)
Já pulei e gritei de tanta felicidade;
Já vivi de amor e fiz muitas juras eternas... "quebrei a cara muitas vezes!"
Já abracei para proteger;
Já dei risadas quando não podia;
Já fiz amigos eternos;
Amei e fui amado;
Mas tambem já fui rejeitado;
Fui amado e não amei...

Charles Chaplin

sábado, 23 de janeiro de 2010

Leitura: Manoel de Barros



Manoel de Barros

“Que hei de fazer se de repente a manhã voltar?
Que hei de fazer?
— Dormir, talvez chorar”.




Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT) no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916, filho de João Venceslau Barros, capataz com influência naquela região. Mudou-se para Corumbá (MS), onde se fixou de tal forma que chegou a ser considerado corumbaense. Atualmente mora em Campo Grande (MS). É advogado, fazendeiro e poeta.

Tinha um ano de idade quando o pai decidiu fundar fazenda com a família no Pantanal: construir rancho, cercar terras, amansar gado selvagem. Nequinho, como era chamado carinhosamente pelos familiares, cresceu brincando no terreiro em frente à casa, pé no chão, entre os currais e as coisas "desimportantes" que marcariam sua obra para sempre. "Ali o que eu tinha era ver os movimentos, a atrapalhação das formigas, caramujos, lagartixas. Era o apogeu do chão e do pequeno."

Com oito anos foi para o colégio interno em Campo Grande, e depois no Rio de Janeiro. Não gostava de estudar até descobrir os livros do padre Antônio Vieira: "A frase para ele era mais importante que a verdade, mais importante que a sua própria fé. O que importava era a estética, o alcance plástico. Foi quando percebi que o poeta não tem compromisso com a verdade, mas com a verossimilhança." Um bom exemplo disso está num verso de Manoel que afirma que "a quinze metros do arco-íris o sol é cheiroso." E quem pode garantir que não é? "Descobri que servia era pra aquilo: Ter orgasmo com as palavras." Dez anos de internato lhe ensinaram a disciplina e os clássicos a rebeldia da escrita.

Escreveu seu primeiro poema aos 19 anos, mas sua revelação poética ocorreu aos 13 anos de idade quando ainda estudava no Colégio São José dos Irmãos Maristas, no Rio de Janeiro, cidade onde residiu até terminar seu curso de Direito, em 1949. Como já foi dito, mais tarde tornou-se fazendeiro e assumiu de vez o Pantanal.

Obras publicadas no Brasil:

1937 — Poemas concebidos sem pecado

1942 — Face imóvel

1956 — Poesias

1960 — Compêndio para uso dos pássaros

1966 — Gramática expositiva do chão

1974 — Matéria de poesia

1982 — Arranjos para assobio

1985 — Livro de pré-coisas (Ilustração da capa: Martha Barros)

1989 — O guardador das águas

1990 — Poesia quase toda

1991 — Concerto a céu aberto para solos de aves

1993 — O livro das ignorãças

1996 — Livro sobre nada (Ilustrações de Wega Nery)

1998 — Retrato do artista quando coisa (Ilustrações de Millôr Fernandes)

1999 — Exercícios de ser criança

2000 — Ensaios fotográficos

2001 — O fazedor de amanhecer (infantil)

2001 — Poeminhas pescados numa fala de João

2001 — Tratado geral das grandezas do ínfimo (Ilustrações de Martha Barros)

2003 — Memórias inventadas (A infância) (Ilustrações de Martha Barros)

2003 — Cantigas para um passarinho à toa

2004 — Poemas rupestres (Ilustrações de Martha Barros)

2005 — Memórias inventadas II (A segunda infância) (Ilustrações de Martha Barros)

2007 — Memórias inventadas III (A terceira infância) (Ilustrações de Martha Barros)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Livro

VIVEMOS SOB PEQUENAS BOBAGENS QUE NOS ENLOUQUECEM
CHEGA DESSA COISA de interpretar todo dia as mentiras e charadas sórdidas do ano eleitoral. Danem-se. Falo hoje de pequenas coisas. Falo de "nada", como as geniais histórias do "Seinfeld", sobre as bobagens irrelevantes que comandam a vida "pós-moderna" (arrgh...). O homem de hoje tem uma ridícula "liberdade" para nada, para comer sanduíche em lanchonete e acreditar em mentiras".
Arnaldo Jabor (Livro"Amor é prosa sexo é poesia - Crônicas afetivas"

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

LIVRO: Eu sei, mas não devia

MARINA COLASANTI
Marina Colasanti, nasceu em Asmara, Etiópia, morou até os 11 anos na Itália e há muito vive no Brasil. É autora de contos, crônicas, ensaios, poemas e livros infantis. Sua bibliografia reúne sucessos como E por falar em amor, Contos de amor rasgados, Aqui entre nós, Intimidade pública e Rota de colisão, lançados pela Rocco. Com "A morte e o rei" ganhou o concurso de contos para crianças e jovens enstituído pela Unicef e pela Fundação Cultural da Costa Rica. Em 1994 seu livro Ana Z., aonde vai você? foi um dos dois ganhadores do Livro do Ano do prêmio Jabuti.

As crônicas de Marina Colasanti fazem parte de um conjunto que a autora constrói por meio de suas diversas atividades - jornalismo, tevê, literatura em prosa e verso e artes plásticas. Nelas, os fatos e as questões do nosso dia-a-dia são tratados com emoção e objetividade. Eu sei, mas não devia é uma coletânea em que a habilidade da autora no trato de assuntos tão diferentes como amor, meninos de rua, solidão aparece de forma contundente.

Essa é uma dica de leitura que eu recomendo.

domingo, 18 de outubro de 2009

"Amor é prosa sexo é poesia"

Toda mulher é Bovary, e qualquer homem, por mais moderno ou esperto, repete a máxima do herói sem coração - desejando confusamente a mulher que não existe. Você pode ser uma exceção à regra, mas Jabor se incluirá na teia das mais aturdidas contradições.

Anuncia sem pudores sua fome de beleza em tudo: na vida, na política, no amor, no sexo. Confessa ternuras, invejas. Dirá incessantemente a todas nós: as mulheres precisam do homem impalpável, as mulheres têm uma queda pelo canalha! E será assim, exaltado, rodriguiano, que vai admitir um dos maiores medos: "os abismos das mulheres são venenosos, o seu mistério nos mata".

Ele se diz do tempo em que as namoradas não davam - o que talvez explique a fascinação por meninas que o deixavam arrebatado, e ao mesmo tempo com medo. O amor dos anos 60 imprimiu tardes mágicas em sua memória, como a que nos revela sobre a primeira grande paixão. "Foi um raio de triunfo em minha juventude", define Jabor, ao lembrar a namorada que finalmente dera pra ele, com amor e coragem.

O sexo atrapalha o amor, o sexo invade tudo, é contra a lei, no fundo do abismo - o amor depende de nosso desejo e quer superar a morte, mas tem algo de ridículo, de patético. A percepção de Jabor sobre linhas intangíveis, como a que separa o amor do sexo, costuma ser tão afiada quanto seus discursos anti-Bush.
Com ou sem Osama bin Laden, desafia ele, chega a hora em que o herói se deprime e percebe que também precisa de um ritual de encontro. É para este homem, e principalmente para esta mulher ao lado, que Jabor escreve suas crônicas afetivas.
Isa Pessôa
Texto presente no livro de Arnaldo Jabor "Amor é prosa sexo é poesia - Crônicas afetivas"
Vale a pena ler!