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sábado, 12 de maio de 2012

LEI ÁUREA



Abolição da Escravatura - Lei Áurea



Princesa Isabel assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888.


Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão-de-obra para a realização de trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os religiosos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, os portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil.


Processo de abolição da escravatura no Brasil 


Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros. Devido as péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e desumana.  

Apesar desta prática ser considerada “normal” do ponto de vista da maioria, havia aqueles que eram contra este tipo de abuso. Estes eram os abolicionistas (grupo formado por literatos, religiosos, políticos e pessoas do povo); contudo, esta prática permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve a escravidão por um longo período foi o econômico. A economia do país contava somente com o trabalho escravo para realizar as tarefas da roça e outras tão pesados quanto estas. As providências para a libertação dos escravos deveriam ser tomadas lentamente.

A partir de 1870, a região Sul do Brasil passou a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros; no Norte, as usinas substituíram os primitivos engenhos, fato que permitiu a utilização de um número menor de escravos. Já nas principais cidades, era grande o desejo do surgimento de indústrias.Visando não causar prejuízo aos proprietários, o governo, pressionado pela Inglaterra, foi alcançando seus objetivos aos poucos. O primeiro passo foi dado em 1850, com a extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais tarde, foi declarada a Lei do Ventre-Livre (de 28 de setembro de 1871). Esta lei tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de sua promulgação.

Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos. Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no Brasil.


A vida dos negros brasileiros após a abolição

Após a abolição, a vida dos negros brasileiros continuou muito difícil. O estado brasileiro não se preocupou em oferecer condições para que os ex-escravos pudessem ser integrados no mercado de trabalho formal e assalariado. Muitos setores da elite brasileira continuaram com o preconceito. Prova disso, foi a preferência pela mão-de-obra europeia, que aumentou muito no Brasil após a abolição. Portanto, a maioria dos  negros encontrou grandes dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo de condições necessárias (moradia e educação principalmente).






Fontes
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terça-feira, 20 de março de 2012

LUTA PELA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Dia 21 de Março:
DIA INTERNACIONAL DE LUTA PELA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL







A Organização das Nações Unidas - ONU - instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos.


Racismo é crime.


Discriminação Racial


"Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública" Art. 1.



"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta."
(Nelson Mandela)




O sangue que corre nas veias do negro, 
Não tem diferença do teu, meu irmão. 

É filho valente da Pátria querida 
Amigo e patriota, como os brancos o são. 
Que importa a cor dele, se no peito lhe bate 
Febril coração? 
Sua alma difere acaso da tua?... 

Não vês o valor dos músculos de aço, 
Do olhar altaneiro, do riso tão franco? 

Deixa o preconceito, o orgulho de lado 
Que embota tua alma. 
Esse homem que luta, trabalha e que chora, 
Nasceu como tu, na terra adorada, 
No berço querido, no imenso Brasil!!!


Juliana Souza



Fontes
Google Imagens

SÍNDROME DE DOWN

Dia 21 de Março: 
DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN









A síndrome de Down (SD) é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21, por isso também conhecida como trissomia 21.

A SD foi descrita em 1866 por John Langdon Down. Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características físicas e cognitivas. A maioria das pessoas com SD apresenta a denominada trissomia 21 simples, isto significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais. Este fenômeno é conhecido como disfunção cromossômica. Existem outras formas de SD como, por exemplo: mosaico, quando a trissomia está presente somente em algumas células, e por translocação, quando o cromossomo 21 está unido a outro cromossomo.


Trissomia do 21 - Síndrome de Down

Cerca de 50% das crianças com SD apresentam problemas cardíacos, algumas vezes graves, necessitando de cirurgia nos primeiros anos de vida.
A intervenção médica pode acontecer com a finalidade principal de prevenção dos problemas de saúde que podem aparecer com maior freqüência na SD. Queremos destacar que a SD não é uma doença e sim uma alteração genética, que pode gerar problemas médicos associados.

Devemos olhar a pessoas com SD em sua singularidade, para que possa ter um pleno desenvolvimento enquanto sujeito.





Mitos e Realidades


1. Síndrome de Down é doença. Mito ou Realidade ?

Mito: A Síndrome de Down não é uma doença e não deve ser tratada como tal. É preciso olhar para as pessoas além da Síndrome de Down, pois as características individuais são inerentes a todos os seres humanos.

2. Síndrome de Down tem cura. Mito ou Realidade ?

Mito: A Síndrome de Down não é uma lesão ou doença crônica que através de intervenção cirúrgica, tratamento ou qualquer outro procedimento pode se modificar.

3. Pessoas com Síndrome de Down falam. Mito ou Realidade ?

Realidade: A Síndrome de Down não apresenta nenhuma barreira para acessar o código da linguagem, portanto todas as crianças, se não apresentarem outro comprometimento, podem falar.

4. As pessoas com Síndrome de Down apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem. Mito ou Realidade ?

Realidade: Há um atraso no desenvolvimento da linguagem que pode ser observado ao longo da infância com surgimento das primeiras palavras, frases e na dificuldade articulatória para emitir alguns sons. Entretanto, não há regra para saber quando e como a criança falará, pois depende das características de cada indivíduo.

5. Pessoas com Síndrome de Down andam. Mito ou Realidade ?

Realidade: As crianças com Síndrome de Down andam, porém seu desenvolvimento motor apresenta um atraso em relação à maioria das crianças.

6. Pessoas com Síndrome de Down são agressivos. Mito ou Realidade ?

Mito: Não podemos generalizar as pessoas com Síndrome de Down, determinando certos comportamentos, pois essa afirmação pressupõe preconceito. Cada indivíduo tem suas características de acordo com sua família e ambiente em que vive.

7. Pessoas com Síndrome de Down são carinhosas. Mito ou Realidade ?

Mito: Grande parte da população acredita que todas as pessoas com Síndrome de Down são carinhosas. Isto se deve ao fato de associá-las às crianças, infantilizando-as e as mantendo em uma “eterna infância”.

8. Pessoas com Síndrome de Down têm a sexualidade mais aflorada? Mito ou Realidade ?
 
Mito: A sexualidade das pessoas com Síndrome de Down é igual à de todas as outras. Este mito se deve ao fato de que grande parte da população não considera sua sexualidade; desta forma acabam sendo reprimidos e não recebem orientação sexual apropriada, ocasionando comportamentos inadequados.

9. Pessoas com Síndrome de Down adoecem mais? Mito ou Realidade ?

Realidade: Ocasionalmente, como conseqüência de baixa resistência imunológica, as crianças com Síndrome de Down, principalmente nos primeiros anos de vida, são mais susceptíveis a infecções, principalmente no sistema respiratório e digestivo. Esta propensão vai diminuindo com o crescimento.

10. Pessoas com Síndrome de Down podem trabalhar. Mito ou Realidade ?

Realidade: As pessoas com Síndrome de Down devem trabalhar, pois o trabalho é essencial para a construção de uma identidade adulta. O trabalho faz parte da sua realização pessoal. Atualmente, há muitas oportunidades de trabalho para as pessoas com deficiência devido às políticas públicas.

11. Pessoas com Síndrome de Down devem freqüentar escola especial. Mito ou Realidade ?

Mito: As pessoas com Síndrome de Down têm o direito de participação plena na sociedade como qualquer outra criança,desta forma devem estar incluídas na rede regular de ensino.

12. Existe uma idade adequada para uma criança com Síndrome de Down entrar na escola. Mito ou Realidade ?

Mito: A criança deve entrar na escola quando for conveniente para ela e para sua família.

13. Pessoas com Síndrome de Down podem praticar esporte. Mito ou Realidade ?

Realidade: As pessoas com Síndrome de Down não só podem como devem praticar atividade física para seu bem estar físico e emocional. A prática de atividade física deve ser realizada aonde for mais conveniente para a pessoa (academia, parques, praças...). Lembrando que para todas as pessoas a avaliação física é importante antes do início de qualquer atividade

14. Só podemos nos comunicar através da fala. Mito ou Realidade ?

Mito: A comunicação acontece de várias formas como gestos, expressões corporais e faciais, choro, fala e escrita. Para haver comunicação é necessário estar numa relação onde seu desejo é reconhecido e respeitado.



VAMOS RESPEITAR TODOS OS PORTADORES DESSA SÍNDROME E DAR ATENÇÃO E CARINHO QUE ELE MERECEM, SEM PRECONCEITO, SEM DISCRIMINAÇÃO, POR QUE  ACIMA DE TUDO SOMOS IGUAIS.


Sem preconceito e discriminação aos portadores da Síndrome de Down



Fontes
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

LEI LOBO


Petição para a "Lei Lobo"



Todo mundo ficou muito emocionado e indignado com o vídeo que surgiu ontem à tarde. Nele uma mulher jogava seu cachorrinho contra a parede que, indefeso, acabou não resistindo aos maus tratos e faleceu.

O que muita gente não sabe é que existe uma petição para a aprovação da Lei Lobo, contra os maus tratos de animais e a punição de seus agressores.  Uma petição é um documento oficial assinado por vários indivíduos dirigido a uma autoridade governamental. No caso da Lei Lobo o objetivo do documento é a criação de leis que protegem os animais.





 petição já está em Brasilia e precisa de, no mínimo, 1,5 milhões de assinaturas para ser aprovada.

Se você também ficou comovido assine a petição e divulguem para todos os seus amigos e familiares! Esse pode ser um passo pequeno, mas pelo menos já estamos ajudando a fazer algo pelos nossos bichinhos.







Vamos fazer algo de bom em favor deles

Fontes
Google Imagens
http://peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N16665


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Meus Agradecimentos


Meus agradecimentos  ao sucesso que o A ARTE EM FAZER ALGUMA COISA  esta fazendo.
 
O tempa passa mas continuamos firmes!



O meu agradecimento vai para aqueles que acreditaram que eu era capaz quando nem eu mesmo ainda acreditava.

O meu agradecimento vai para aqueles que souberam me entender quando eu não estava no meu melhor dia.

O meu agradecimento vai para aqueles que foram sempre fiéis, leais e solidários quando eu insistia ver o mundo caindo sob a minha cabeça.

O meu agradecimento vai para aqueles que mesmo sem me conhecer se fizeram presentes em visitas, em comentários e num simples olhar aqui e ali apreciavam o que eu na minha singela simplicidade postava no blog.

O meu agradecimento vai para aqueles que acreditaram no meu mundo, incrementando elogios, sugestões... Ampliando sabedoria, disseminando amizades e fazendo um mundo melhor.

O meu agradecimento vai para aqueles que souberam ver na sensibilidade das mensagens um motivo para fazer um caminhar melhor e mais humano...

O meu agradecimento vai para aqueles que não gostaram não me apoiaram e, que apenas me criticaram, mas graça a seus esforços para que eu não conseguisse, me impulsionaram a sempre fazer o melhor.

O meu agradecimento vai para aqueles que com toda a gentileza em suas ações me fizeram uma pessoa melhor.

O meu agradecimento vai para aqueles que sempre estiveram a me seguir, reforçando ainda mais a minha vontade de continuar...

O meu agradecimento vai para aqueles que mesmo longe se fizeram presentes...

O meu agradecimento vai para meus amigos que sempre estiveram comigo mesmo quando eu não estava com eles.

O meu agradecimento vai em especial a vocês que mesmo sem me conhecerem lêem um pouco de mim, descobrem um pouco do meu “mundo” e me fazem acreditar que eu ainda tenho algo de bom a oferecer.

O meu agradecimento maior vai para Deus por me preencher de sua infinita sabedoria e justiça para que eu sempre possa prosseguir meus passos com amor, dedicação, entusiasmo e uma percepção para o bem.

O meu agradecimento vai para meus pais que se fazem tão presentes e que são um orgulho para eu sempre me espelhar.



O meu agradecimento vai a VOCÊ!



OBRIGADO!

André Henrique Ribeiro

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Carinho de Verdade






O que é?


Carinho de Verdade é uma estratégia de mobilização da sociedade brasileira para promover a conscientização das pessoas, instituições, empresas e organizações sobre o problema da exploração sexual de crianças e adolescentes.

Segundo dados do Disque Denúncia Nacional, foram recebidas 3.600 denúncias de violência sexual no Brasil no primeiro semestre de 2010. Mas não há dados oficiais sobre o número exato de crianças e adolescentes que vivem essa realidade no País.

A campanha de mobilização Carinho de Verdade foi lançada no dia 19 de outubro, no Rio de Janeiro, pelo Conselho Nacional do Sesi em parceria com a Rede Globo, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, a Childhood Brasil, o Sesc/Senac, a Petrobrás, a Firjan e várias organizações que integram as redes de enfrentamento à violência sexual no Brasil.

O objetivo da campanha é desenvolver ações que levem informação e promovam o debate em diferentes grupos da população, tendo como principal instrumento as redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter etc.). Com isso busca-se contribuir na construção de uma sociedade mais atenta e engajada em reduzir a indiferença e a tolerância da exploração sexual de crianças e adolescentes. Trata-se, portanto, de um trabalho de educação social com o objetivo de ajudar a construir uma nova cultura na sociedade marcada pela conscientização da gravidade do problema.

O “Carinho de Verdade” tem como foco o fortalecimento da divulgação de iniciativas realizadas por organizações da sociedade civil no enfrentamento à violência sexual de meninas e meninos além dos serviços públicos de denúncia, como o Disque 100 e os Conselhos Tutelares. Busca, com as ações desenvolvidas, contribuir para o fortalecimento da rede de proteção, enfrentamento e consolidação de um pacto social pela erradicação da exploração sexual de crianças e adolescentes em nosso País.
Seminários internacionais

As iniciativas da campanha não vão se limitar às ações realizadas no Brasil. No final de novembro e início de dezembro de 2010, dois seminários internacionais foram realizados em Lisboa (Portugal) e Madri (Espanha), para apresentar as iniciativas nacionais, públicas e privadas, promover o enfrentamento do problema, conhecer as ações realizadas por esses países e buscar fortalecer a articulação uma rede internacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.


Carinho de Verdade: um gesto contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Abrace esta causa.

domingo, 1 de maio de 2011

1º de Maio - Dia Mundial do Trabalho

“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo


1º de maio por Tarcila do Amaral

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.
 IBGE / Ministério do Trabalho

Chicago, maio de 1886

O retrocesso vivido nestes primórdios do século XXI remete-nos diretamente aos piores momentos dos primórdios do Modo de Produção Capitalista, quando ainda eram comuns práticas ainda mais selvagens. Não apenas se buscava a extração da mais-valia, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por jornadas que se estendiam até 17 horas diárias, prática comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.

A justiça burguesa levou a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. O julgamento começou dia 21 de junho e desenrolou-se rapidamente. Provas e testemunhas foram inventadas. A sentença foi lida dia 9 de outubro, no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.


Spies fez a sua última defesa:
"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"

Parsons também fez um discurso:
"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão". Fez um relato da ação dos trabalhadores, desmascarando a farsa dos patrões com minúcias e falou de seus ideais:

"A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo".

1º de maio - Chicago em 1886

O Dia do Trabalho no Brasil

No Brasil, como não poderia deixar de ser, as comemorações do 1º de maio também estão relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho. A primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos Escobar. A data foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. Desde então, comícios, pequenas passeatas, festas comemorativas, piqueniques, shows, desfiles e apresentações teatrais ocorrem por todo o país.
Com Getúlio Vargas – que governou o Brasil como chefe revolucionário e ditador por 15 anos e como presidente eleito por mais quatro – o 1º de maio ganhou status de “dia oficial” do trabalho. Era nessa data que o governante anunciava as principais leis e iniciativas que atendiam as reivindicações dos trabalhadores, como a instituição e, depois, o reajuste anual do salário mínimo ou a redução de jornada de trabalho para oito horas. Vargas criou o Ministério do Trabalho, promoveu uma política de atrelamento dos sindicatos ao Estado, regulamentou o trabalho da mulher e do menor, promulgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o direito a férias e aposentadoria.
Na Constituição de 1988, promulgada no contexto da distensão e redemocratização do Brasil após a ditadura militar (que perseguiu e colocou no mesmo balaio liberais, comunistas e cristãos progressistas), apesar de termos 80% dos tópicos defendendo a propriedade e meros 20% defendendo a vida humana e a felicidade, conseguiu-se uma série de avanços – hoje colocados em questão – como as Férias Remuneradas, o 13º salário, multa de 40% por rompimento de contrato de trabalho, Licença Maternidade, previsão de um salário mínimo capaz de suprir todas as necessidades existenciais, de saúde e lazer das famílias de trabalhadores, etc.
A luta de hoje, como a luta de sempre, por parte dos trabalhadores, reside em manter todos os direitos constitucionais adquiridos e buscar mais avanços na direção da felicidade do ser humano.
Quebre os grilhões


Fontes:
Google imagens
IBGE - Ministério do Trabalho

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Por que da Violência?

A violência deixa marcas


A violência se manifesta por meio do abuso da força, da tirania, da opressão. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.

A violência, em seus mais variados contornos, é um fenômeno histórico na constituição da sociedade brasileira. Desde a escravidão, primeiro com os índios e depois, e especialmente, a mão de obra africana, a colonização mercantilista, o coronelismo, as oligarquias antes e depois da independência, tudo isso somado a um Estado caracterizado pelo autoritarismo burocrático, contribuiu enormemente para o aumento da violência que atravessa a história do Brasil.

 

Violência contra a criança

Diversos fatores colaboram para aumentar a violência, tais como a urbanização acelerada, que traz um grande fluxo de pessoas para as áreas urbanas e assim contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades. Colaboram também para o aumento da violência as fortes aspirações de consumo, em parte frustradas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho.

 
Por outro lado, o poder público, especialmente no Brasil, tem se mostrado incapaz de enfrentar essa calamidade social. Pior que tudo isso é constatar que a violência existe com a conivência de grupos das polícias, representantes do Legislativo de todos os níveis e, inclusive, de autoridades do poder Judiciário. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda.

Violência contra a mulher


As causas da violência são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Mas nem todos os tipos de criminalidade derivam das condições econômicas. Além disso, um Estado ineficiente e sem programas de políticas públicas de segurança, contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é, talvez, a principal causa da violência.

 
A violência se apresenta nas mais diversas configurações e pode ser caracterizada como violência contra a mulher, a criança, o idoso, violência sexual, política, violência psicológica, física, verbal, dentre outras.


Violência dentro de casa


Em um Estado democrático, a repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade. Porém, essa repressão controlada deve ser simultaneamente apoiada e vigiada pela sociedade civil.


Conforme sustenta o antropólogo e ex-Secretário Nacional de Segurança Pública , Luiz Eduardo Soares: "Temos de conceber, divulgar, defender e implantar uma política de segurança pública, sem prejuízo da preservação de nossos compromissos históricos com a defesa de políticas econômico-sociais. Os dois não são contraditórios" .



Basta de violência



A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitacional, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional.


Touradas - uma violência desmedida contra os animais


Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP


Fontes das imagens:
Google imagens
http://cadernosociologia.blogspot.com
http://violenciaap.blogspot.com


Minha opinião: Repudio a qualquer tipo de violência e de qualquer natureza a qualquer ser vivo no planeta. É inaceitável conformar com a realidade em que a segurança não faz bem feito o seu papel de protejer, não posso concordar que só haja blá blá blá... e não se aplica ações eficazes em todos os lugares desse nosso país tão belo de gente tão boa. Repudio em especial a violência ocorrida na Escola Municipal Tasso da Silveira no Rio de Janeiro. Lutemos por Paz, por justiça e segurança aos brasileirinhos, brasileirinhas, adultos, idosos, animais, meio ambiente..  Temos que buscar uma cultura de segurança para que todos possam ir e vir, crescer, planejar, viver com o mínimo de dignidade e responsabilidade.


Eu sou da Paz e Você também é?



sábado, 12 de março de 2011

O Muro de Berlim



História da queda do muro de Berlim
 
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, a capital alemã, Berlim, foi dividida em quatro áreas. Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética passaram a comandar e administrar cada uma destas regiões.

No ano de 1949, os países capitalistas (Estados Unidos, França e Grã-Bretanha) fizeram um acordo para integrar suas áreas à República Federal da Alemanha (Alemanha Oriental). O setor soviético, Berlim Oriental, passou a ser integrado a República Democrática da Alemanha (Alemanha Ocidental), seguindo o sistema socialista, pró-soviético.


Na manhã bem cedo do dia 13 de agosto de 1961, a população de Berlim, próxima à linha que separava a cidade em duas partes, foi despertada por barulhos estranhos, exagerados. Ao abrirem suas janelas, depararam-se com um inusitado movimento nas ruas a sua frente. Vários Vopos, os milicianos da RDA (República Democrática da Alemanha), a Alemanha comunista, com seus uniformes verde-ruço, acompanhados por patrulhas armadas, estendiam de um poste a outro um interminável arame farpado que alongou-se, nos meses seguintes, por 37 quilômetros adentro da zona residencial da cidade. Enquanto isso, atrás deles, trabalhadores desembarcavam dos caminhões descarregando tijolos, blocos de concreto e sacos de cimento. Ao tempo em que algum deles feriam o duro solo com picaretas e britadeiras, outros começavam a preparar a argamassa. Assim, do nada, começou a brotar um muro, o pavoroso Mauer, como o chamavam os alemães.

Cidadão do lado Oriental ajudam a construir o Muro de Berlim em 1961


O objetivo do muro

O objetivo era deter o constante fluxo de gente para o lado ocidental, migração que fizera com que, entre 1949 e 1961, bem mais de 2,6 milhões de alemães orientais escapassem para a República Federal. De certa forma, isto se explica não só pela diferença dos regimes, como também pelo fato de ter havido uma extraordinária recuperação econômica do lado ocidental: o Wirtschaftwunde, o milagre econômico dos anos 50/60. Afinal era naquela parte do país que os grandes complexos industrias do Ruhr, com suas minas, suas forjas, seu aço, e seus trabalhadores especializados, estavam. Desde que as potências ocidentais, devido a crescente guerra fria, decidiram em 1948 não mais punir a Alemanha, cessando a desmontagem e o translado das suas fábricas, removidas então a título de indenização de guerra, o lado ocidental galopou em direção à prosperidade.

Queda do muro em 1989


Em 9 de novembro de 1989, com a crise do sistema socialista no leste da Europa e o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorreu a queda do muro. Cidadãos da Alemanha foram para as ruas comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubar o muro. O ato simbólico representou também o fim da Guerra Fria e o primeiro passo na reintegração da Alemanha. 





Alemanha após a queda do muro

A mais de vinte anos já se passaram desde que o Muro de Berlim foi derrubado. A unificação das duas Alemanhas permitiu que familiares se encontrassem e que pessoas pudessem comercializar e comprar produtos em outras cidades, por exemplo. Josef Sondermann, que morava na Alemanha Ocidental, admite que mesmo sem ter irmãos do outro lado do muro, a deste foi o melhor momento do país entre os anos de 1961 e 1989. Ele relembra que, no momento da queda, toda a Alemanha vivia uma grande euforia. Já os piores momentos destas quase três décadas, foram, sem dúvida, as mortes de centenas de pessoas que ousaram atravessar o Muro.






Fontes:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS


Dia Mundial 2010

No dia 1° de dezembro, vários países comemoram o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Essa data foi instituída como forma de despertar a necessidade da prevenção, promover o entendimento sobre a pandemia e incentivar a análise sobre a aids pela sociedade e órgãos públicos. No Brasil, a data começou a ser comemorada no final dos anos 1980, envolvendo os governos federal, estaduais, distrital e municipais e organizações sociais.

O que é a AIDS?


A AIDS, uma abreviação em inglês da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, é uma manifestação clínica avançada da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV-1 e HIV-2). Geralmente, a infecção pelo HIV leva a uma imunossupressão progressiva, especialmente da imunidade celular, e a uma desregulação imunitária. Tais desregulações e supressões imunitárias acabam por resultar em infecções oportunístas, neoplasias e/ou manifestações (demência, caquexia, trombicitopenia etc.) que são condições definidoras de AIDS, quando em presença da infecção pelo HIV.

Em que situações se pode pegar AIDS?

1) Nas relações sexuais - Sexo anal, vaginal ou oral, no qual um dos parceiros esteja contaminado.
2) Nas transfusões de sangue, quando o sangue estiver contaminado.
3) Nas práticas de compartilhar agulhas e seringas (duas ou mais pessoas usarem uma só), especialmente no uso de drogas injetáveis, quando um dos usuários estiver contaminado.
4) Materiais de acupuntura, tatuagens e outros objetos perfurantes e cortantes também podem representar perigo.
5) Da mãe para o filho durante a gravidez, parto e amamentação, se a mãe estiver contaminada.

Quando não há risco de pegar AIDS?

1) No beijo social, abraços e apertos de mão.
2) No convívio familiar.
3) No local de trabalho.
4) Nos transportes coletivos.
5) Nos aparelhos sanitários, pias e piscinas.
6) No uso comum de pratos, talheres e copos.
7) Nas picadas de insetos.
8) Na doação de sangue.


A doença é diagnosticada por meio de um exame específico. Deve ser tratada imediatamente, pois, no estágio mais avançado, aparecem infecções graves que levam a pessoa à morte. Ainda não há uma vacina para a Aids, mas a medicação adotada, chamada popularmente de "coquetel", permite que o paciente que a recebe tenha uma sobrevida maior do que aqueles que não recebem tratamento específico, embora a síndrome ainda seja considerada incurável.


Este ano, a campanha do Dia Mundial tem como público primordial os jovens de 15 a 24 anos. Essa escolha foi feita ao se levarem em consideração dados comportamentais como o maior número de parceiros casuais dos jovens em relação aos não-jovens e o elevado índice de jovens (40%) que declaram não usar preservativo em todas as relações sexuais.

Os objetivos da campanha são desconstrução do preconceito sobre as pessoas vivendo com HIV/aids e a conscientização dos jovens sobre comportamentos seguros de prevenção. Para isso, o tema da campanha será: “O preconceito como aspecto de vulnerabilidade ao HIV/aids”.

Cai a transmissão de HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) da mãe para o filho. Em jovens, tende a crescer
Resultado do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2010, divulgado nesta quarta-feira (1º de dezembro) pelo Ministério da Saúde, reforça tendência de queda na incidência de casos de aids em crianças menores de cinco anos.

Comparando-se os anos de 1999 e 2009, a redução chegou a 44,4%. O resultado confirma a eficácia da política...


Casos Acumulados (1980 a junho de 2010) = 592.914

Casos Novos:
- 2008 = 37.465
- 2009 = 38.538

Taxa de incidência (por 100.000 hab):
- 2008 = 19,8
- 2009 = 20,1



Saúde e Cidadania em ação - Gurupi/TO


A ação, que começa às 8h, tem como estratégia principal melhorar a oferta do diagnóstico com oferecimento do teste rápido para o HIV. Além disso, as beneficiárias do programa Bolsa Família podem fazer exames de prevenção de câncer de útero, aferir pressão, testar a glicemia, realizar consultas médicas, além de cortar cabelo, escovar e fazer manicure e pedicure. No local, tamb...




DISQUE SAÚDE: 0800 61 1997





http://www.quiosqueazul.com.br/2008/11/luta-contra-aids.html

domingo, 21 de novembro de 2010

DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DE TRÂNSITO - 21 de novembro






Surgimento dessa data comemorativa


A violência no Trânsito mata todos os anos quase 1 milhão e 300 mil pessoas.
Fere e incapacita mais de 50 milhões e é a causa principal de mortes de jovens na faixa etária dos 10 aos 24 anos.

Em outubro de 2005, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução conclamando todos os países para que estabelecessem o terceiro domingo do mês de novembro de cada ano como o dia dedicado à memória das vítimas da violência no trânsito.

Essa data foi especialmente concebida para garantir que haja mobilização de toda a população mundial contra essa violência previsível para confortar os milhões de parentes e amigos das vítimas que sofrem e sofrerão para sempre as consequências materiais, sociais e principalmente emocionais desses eventos trágicos. Sem falar, naturalmente nas perdas econômicas, já estimadas no Brasil pelo IPEA em cerca de 30 bilhões de reais todos os anos.

A OMS e as demais instituições mundiais ligados à segurança na circulação viária incentivam governos e organizações civis em todo o planeta que celebrem festivamente essa data, não só como uma forma de mobilização social e de homenagem aos entes queridos vitimados pela violência viária, mas como uma legítima e necessária provocação para que ações efetivas e práticas sejam adotadas.

No Brasil, a primeira iniciativa ocorreu no ano de 2007 quando o engenheiro Fernando Diniz, Pai-órfão de Fabrício da Costa Diniz, mobilizou amigos, parentes de outras vítimas e voluntários para uma ação na praia de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro. Simultaneamente ao objetivo de dar rosto aos números dos que se foram e voz aos que aqui ficaram sofrendo, a ação também colhia assinaturas para a rápida aprovação de um projeto de lei instituindo penas alternativas justas para os criminosos no trânsito. Contaminados pela idéias, outras 20 cidades brasileiras também se mobilizaram no mesmo dia de novembro de 2007.

Assim foi em 2007, quando as ações do DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA DAS VITIMAS DE TRÂNSITO colheu dezenas de milhares de assinaturas pedindo agilidade do Congresso Nacional na apreciação do Projeto de Lei 798/07 que padroniza as penas alternativas aplicadas aos criminosos de trânsito. Por uma tradição cruel da justiça brasileira, os condutores de veículos responsáveis por mortes e lesões permanentes condenados têm suas penas de privação de liberdade substituídas por pagamento de cestas básicas. Esse procedimento jurídico, além de soar como uma grave ofensa aos familiares das vítimas, nada acrescenta de educativo ao condenado, assim como pouco contribui para a sociedade em termos de compensação social. O PL 798/05, inspirado exatamente nessa justa reivindicação dos movimentos sociais ligados às vítimas de trânsito, institui como pena alternativa a prestação de serviços de apoio às equipes de resgate e socorro; às equipes de atendimento nos hospitais de traumas e às equipes multidisciplinares dedicadas ao tratamento, recuperação e socialização das vítimas sequeladas.

Já em 2008, sob o tremendo impacto positivo dos efeitos da Lei 11.705/08 – a chamada LEI SECA – a iniciativa em todas as cidades que promoveram ações em memórias das vitimas foi a coleta de assinaturas em defesa da LEI QUE SALVA VIDAS que foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal que aprecia uma Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADIN, apresentada por segmento econômico ligado à comercialização de bebidas.


O lançamento das bases da DÉCADA GLOBAL DE AÇÕES PARA A SEGURANÇA NO TRÂNSITO para os países de língua latina aconteceu no mês de fevereiro de 2009, em Madri, durante o ENCONTRO DE SEGURANÇA VÍARIA PARA A IBEROAMERICA E O CARIBE.

Dentre as recomendações constantes no documento denominado CARTA DE MADRID definiu-se que: “O período 2010-2020 deverá ser declarado como a Década Mundial da Segurança Viária. As atividades que nela sejam desenvolvidas deverão conduzir para uma redução substancial das taxas de mortalidade previstas. Recomenda-se aos países por em funcionamento essas ações para chegar às metas de redução em 50% dos índices de vítimas mortais por acidentes viários em 2020”.

As iniciativas e o planejamento de cada país deverão ser apresentados na Primeira Conferência Mundial de Alto Nível sobre Segurança Viária, que será realizada pela ONU em Moscou, Rússia, 4 dias após a celebração em todo o mundo do DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DE TRÂNSITO. Ou seja, nos dias 19 e 20 de novembro.


Fonte:
http://www.vitimasdetransito.blogspot.com/

sábado, 28 de agosto de 2010

Uma questão de Educação e de Família

Nossos filhos - a questão da Educação e da Família



Vemos nos dias de hoje uma situação se repetir nas escolas: pais delegam cada vez mais a tarefa de educar seus filhos somente às escolas, misturando muitas vezes, onde começa o trabalho de um e a responsabilidade do outro.

Partimos de um pressuposto bem antigo; o de que a escola tem por obrigação passar valores morais aos nossos filhos. Usando essa idéia, vamos em busca de matricular e escolher os colégios. É interessante ver como nós pais saímos à procura de escolas católicas e tradicionais, ou então ao contrário, não-religiosas e liberais. No entanto, nem sempre pensamos se em nossas casas a criança terá o mesmo exemplo.

Quero pontuar a importância de pensarmos sobre isso seriamente, pois esta escolha, acontecendo de forma antagônica ao que temos como valores reais e praticados, se tornará mais adiante uma questão de conflito importante para educadores, pais e a escola.

Sabemos que os professores hoje passam por uma situação de muito medo diante dos alunos que encontram em sala de aula. Alunos que os desautorizam como se não reconhecessem naqueles professores que entram na sala o mestre.


O que houve?

Vamos voltar um pouco ao inicio desse texto onde falei dos valores que não coincidem entre aquele que escolhe e para aquele a quem levamos nossos filhos no inicio da fase escolar. É comum ver nas portas das escolas as mães julgando atitudes dos professores como "absurdas" na frente das crianças, criticando porque o professor reprimiu seu filho ou outra criança da turma colocando sem recreio ou de castigo na cadeira de pensar...


- Nos dias de hoje, como pode?

Pode sim, pode porque repreender faz parte de educar e o professor que faz isso ou que irá reprovar mais a frente, por meio ponto, está ali imbuído dessa autoridade e de condições que nós pais devemos respeitar e ensinar nossos filhos a fazer o mesmo.

Como da mesma forma, ao escolhermos aquela escola mais liberal também estamos escolhendo que nossos filhos aprendam a pensar e construir a realidade através de suas experiências, discutindo e abrindo espaços para escolher e fazer. São escolas que absorvem a maioria das crianças que não se adaptam tão facilmente às escolas mais tradicionais e assim são levadas ali como se fossem crianças diferentes, mais exigentes ou com dificuldades de aprendizagem ou adaptação. Outro equívoco, pois as escolas mais liberais propõem liberdade de escolha e responsabilidade pessoal. Esse é um objetivo onde também a questão religiosa não é o padrão católico somente e podemos conviver e conhecer outras realidades.

Enfim não é um reformatório, justamente o contrario. Penso que a escola não deveria adotar esse papel de escola alternativa, tendo em vista que permite assim essa confusão de papeis e cria um preconceito entre crianças que estudam nesse ou naquele modelo de colégio. Em minha experiência clínica vejo os pais muito perdidos com seus filhos quando eles passam por situações de stress na escola. A primeira atitude, cada vez mais comum, infelizmente é mudar o filho de escola sem procurar saber o que ocorreu junto aos professores e diretores. Quando isso acontece a crítica à escola fica pelos corredores.

Vemos ai uma ausência de responsabilidades com o problema real que se evidencia durante a presença do aluno na escola.

Se o aluno vai mal nas notas os pais colocam no professor particular, para corrigir de imediato as lacunas que ficaram por apreender, mas o mesmo não acontece quando o aluno apresenta dificuldades com a autoridade do mestre ou no relacionamento com os colegas. Nesse caso não se costuma chamar o psicólogo para corrigir as lacunas que ficaram mal elaboradas.

Tiramos nossos filhos detonando a escola e levamos a outra e a outra... Ou ao buscarmos a diretoria da escola e sairmos com algum Encaminhamento para um psicólogo, poderemos refletir qual o papel da escola em nossas vidas.

A escola deve, contribuir na continuidade de valores que vêem de casa, além de passar conteúdos pedagógicos e multidisciplinares.

Jamais substituir aquilo que cultivamos em nossos lares. E veja: não vai aí nenhum modelo de perfeição nem nenhuma exigência de padrões morais, não!

Falo de coerência com nossos próprios princípios.


(artigo assinado por Fernanda Reis - Psicóloga Clinica há 20 anos, especializada em atendimento de orientação de pais, atendendo individualmente e em grupo. Consultoria em escolas, dando palestras e promovendo reflexão sobre diversos assuntos relacionados)